Online version of TerraViva, the independent daily journal of the
World Social Forum

Versión online de TerraViva, el diario independiente del Foro Social Mundial

Inter Press Service - Home Page
World Social Forum - Porto Alegre , January 24, 2003



24/01/2003


25/01/2003


26/01/2003


27/01/2003


28/01/2003

Background


Terra Viva is an independent publication of IPS - Inter Press Service.

The opinions expressed in Terra Viva do not necessarily reflect the editorial views of IPS nor the official position of any of its sponsors.

IPS gratefully acknowledges the financial support received for this publication from: Novib Oxfam Netherlands and the Charles Stewart Mott Foundation.

The Commonwealth Foundation generously funded the participation of the following journalists:

Debra Anthony
Zarina Geloo
Marwaan Macan-Markar
Sanjay Suri
Kalinga Seneviratne


 

 


 

Pesquisa Global Valida o FSM

Aplausos e vaias na abertura

Não foi exatamente um dia de abertura comum. O governador do Rio Grande do Sul foi vaiado, a delegação iraquiana, agitando suas bandeiras, foi aplaudida de pé, o prefeito em exercício de Porto Alegre foi saudado e cantou muito bem, e israelenses e palestinos se deram as mãos. A abertura do Fórum Social Mundial ontem foi muitas coisas: em parte foi teatro, em parte, política, e foi totalmente exuberante.

Às vezes os espíritos ficaram animados demais. A sessão de abertura quase naufragou quando manifestantes fora do recinto clamavam para poderem entrar e dizer a Germano Rigotto, governador do RS, exatamente o que pensavam dele, o que não era coisa boa. Rigotto pertence ao PMDB, partido oposicionista, e estamos em território do PT.

O governador pareceu não se perturbar com a comoção. Em um discurso acompanhado por ruídos sibilantes da platéia pedindo silêncio, ele exortou os brasileiros a aprenderem a conviver com as diferenças. Ele não iria se abalar com o que ocorria à sua volta, disse. A história foi diferente antes, no discurso do prefeito em exercício João Verle. Sua apresentação de cinco minutos foi completamente subjugada pelo ruído da platéia, que cantou em coro músicas de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, haviam as diferentes delegações cujos governos estão no momento engajados em hostilidades demonstrando seu desdém pelas posições de seus líderes. Os israelenses e os palestinos deram-se as mãos enquanto ouviam um apelo apaixonado pela paz no Oriente Médio feito pelo queniano Njoiki Njehu. E os iraquianos, que orgulhosamente ostentavam sua bandeira no recinto da conferência, a deram a ativistas pela paz dos EUA, e então ficaram lado a lado com seus colegas americanos, recebendo grande aplauso do público.

Pesquisa global

No entanto, o evento principal da cerimônia de abertura foi a publicação de uma "pesquisa global de opinião" que confirmou a crença dos participantes da conferência de que a população do mundo deseja que a agenda global enfoque metas sociais e não o crescimento econômico. Marco Piva, organizador do Fórum, afirmou que a pesquisa do Fórum Social Mundial valida a missão do FSM. "Esta pesquisa foi feita para verificar se de fato um outro mundo é possível. Os resultados nos mostram que ele não apenas é possível, porém necessário."


Discutindo a pesquisa de opinião, Rob Kerr, diretor da Environics International, instituto de pesquisas canadense que a conduziu, afirmou que suas metas eram estabelecer:

- como as pessoas viam o caminho para um mundo melhor para todos

- se as pessoas devem enfocar o crescimento econômico e a esperança de que os problemas sociais serão resolvidos como conseqüência deste crescimento

- se a globalização econômica trouxe benefícios a todos

- se as pessoas acreditam que controlam seu destino.

A pesquisa revelou que a maioria acreditava que a globalização tornava os ricos mais ricos e os pobres, mais pobres; que era impulsionada principalmente pelos interesses de conglomerados multinacionais; que a sociedade global deveria enfocar metas sociais ao invés do crescimento econômico, e que a maioria das pessoas acredita que seu destino foi decidido por forças externas além de seu controle.

A pesquisa foi conduzida em 20 países entre novembro e dezembro de 2002.


 

Published Stories