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World Social Forum - Porto Alegre , January 28, 2003



24/01/2003


25/01/2003


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27/01/2003


28/01/2003

Background


Terra Viva is an independent publication of IPS - Inter Press Service.

The opinions expressed in Terra Viva do not necessarily reflect the editorial views of IPS nor the official position of any of its sponsors.

IPS gratefully acknowledges the financial support received for this publication from: Novib Oxfam Netherlands and the Charles Stewart Mott Foundation.

The Commonwealth Foundation generously funded the participation of the following journalists:

Debra Anthony
Zarina Geloo
Marwaan Macan-Markar
Sanjay Suri
Kalinga Seneviratne


 

 


 

Imprensa, um poder decadente.

Por Adalberto Marcondes

A imprensa já foi considerada o quarto poder. No entanto, os grandes grupos de comunicação não podem mais ser considerados aliados da sociedade, uma vez que aderiram ao sistema neoliberal. “Não se trata mais de oferecer informações aos cidadãos, mas de vender cidadãos aos anunciantes”, disse o jornalista Ignácio Ramonet aos mais de 500 atentos espectadores do seminário Observatório Internacional de Mídia. O interesse sobre o tema foi tão grande que os organizadores tiveram de mudar o seminário para um anfiteatro mais amplo.

Durante mais de três horas, jornalistas de diversas partes do mundo, participantes da ONG “Observatório Internacional da Mídia”, deixaram claro que a imprensa não tem mais a “confiança natural” da sociedade, “é preciso um poder cívico para nos proteger dos quatro poderes”, afirmou Ramonet. Este debate que toma força no Fórum Social Mundial não é tão novo. Roberto Sávio, presidente de honra da agencia IPS, disse que nos anos setenta a Unesco iniciou um movimento para discutir o papel social da mídia “A entidade foi massacrada, seus documentos eram desmoralizados pela própria mídia e os Estados Unidos pararam de contribuir com fundos para sua manutenção”, disse o jornalista.

O fato é que 92% de todas as noticias internacionais presentes nos jornais de todo o mundo vêm de apenas três agencias. Alem disto, os fluxos de informações são sempre de Norte ao Sul e nunca do Sul ao Sul, porque as grandes agências que abastecem as mídias locais são parte de um sistema que reforça o modelo de dominação financeira neoliberal.

Para o jornalista Mario Lubetkin, diretor-geral da IPS, que fez a moderação dos debates, “devemos nos engajar em batalhas locais e mundiais contra este novo poder”. Ele acredita que organizações como o Observatório Internacional da Mídia devem se manter vigilante sobre os temas e a forma como a imprensa os aborda. “Com isto poderemos ter uma visão objetiva dos mecanismos que levam a imprensa a ser falha e descobrir formas de pressão para conseguir meios mais democráticos” diz o jornalista.

Falsa bomba em Porto Alegre

A “bomba relógio” que assustou a milhares de pessoas ontem na PUC não passava de uma caixa cheia de areia com uns fios soltos e um relógio barato. Uma boa notícia é que o terrorismo continua longe do FSM.


 

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