{"id":10012,"date":"2012-05-30T09:22:58","date_gmt":"2012-05-30T09:22:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10012"},"modified":"2012-05-30T09:22:58","modified_gmt":"2012-05-30T09:22:58","slug":"ambiente-ainda-h-soluo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ambiente-ainda-h-soluo\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: &quot;Ainda h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o&quot;"},"content":{"rendered":"<p>YEOSU, Corea del Sur, 30\/05\/2012 &ndash; Enquanto aproxima-se a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), entre 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro, proliferam as d&uacute;vidas sobre a viabilidade de uma &quot;economia verde&quot;.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10012\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10012\" class=\"size-medium wp-image-10012\" title=\"IPS 1 &quot;Ainda h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o&quot;\u009d &quot;O balan&ccedil;o no meio ambiente continua negativo&quot;\u009d, disse Steiner \u00c3\u00a0 IPS. - Manipadma Jena\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS-1.jpg\" alt=\"IPS 1 &quot;Ainda h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o&quot;\u009d &quot;O balan&ccedil;o no meio ambiente continua negativo&quot;\u009d, disse Steiner \u00c3\u00a0 IPS. - Manipadma Jena\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10012\" class=\"wp-caption-text\">IPS 1 &quot;Ainda h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o&quot;\u009d &quot;O balan&ccedil;o no meio ambiente continua negativo&quot;\u009d, disse Steiner \u00c3  IPS. - Manipadma Jena\/IPS<\/p><\/div>  Especialistas, ativistas e pol&iacute;ticos est&atilde;o divididos com rela&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; necess&aacute;rio para tirar do ponto morto as negocia&ccedil;&otilde;es internacionais com vistas a uma redu&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es de carbono, causadoras da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica.<\/p>\n<p>Para enfrentar a crise, alguns acreditam ser necess&aacute;ria uma completa mudan&ccedil;a de paradigma e um afastamento total da ideologia do livre mercado, enquanto outros consideram que esta ainda tem seus m&eacute;ritos. Para o diretor-executivo do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, a chave do sucesso &eacute; uma postura intermedi&aacute;ria entre estes dois enfoques.<\/p>\n<p>Guru do meio ambiente cuja carreira literalmente cresceu junto com o conceito de desenvolvimento sustent&aacute;vel, concebido h&aacute; 20 anos na C&uacute;pula da Terra, tamb&eacute;m realizada no Rio de Janeiro, Steiner durante anos impulsionou negocia&ccedil;&otilde;es no tumultuado cen&aacute;rio da crise ecol&oacute;gica mundial. Por ocasi&atilde;o da Expo 2012, que acontece nesta cidade portu&aacute;ria sul-coreana, cujo tema principal &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o dos oceanos e recursos marinhos do planeta, a IPS conversou com Steiner sobre as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para a crise clim&aacute;tica mundial.<\/p>\n<p>IPS: Qual o estado do meio ambiente mundial desde a C&uacute;pula da Terra de 1992?<\/p>\n<p>Achim Steiner: O balan&ccedil;o em termos gerais continua negativo. N&atilde;o conseguimos o que nos propusemos em 1992, que era introduzir um maior grau de sustentabilidade na economia mundial. Temos mais pessoas consumindo mais, h&aacute; perda de biodiversidade, avan&ccedil;a uma crise por causa da sobrepesca, as emiss&otilde;es continuam aumentando e a ideia de que de algum modo podemos desligar o consumo de recursos e a contamina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o teve &ecirc;xito. Entretanto, ainda n&atilde;o nos deparamos com um dilema sem solu&ccedil;&atilde;o. Temos uma extraordin&aacute;ria gama de exemplos de como o desenvolvimento pode ser sustent&aacute;vel. N&atilde;o &eacute; por acaso que entrou em cena o conceito de economia verde no contexto de desenvolvimento sustent&aacute;vel e erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza. O desafio que enfrentamos, e no qual reside a import&acirc;ncia da Rio+20, &eacute; como aproveitamos essas boas li&ccedil;&otilde;es, pois sabemos que podemos faz&ecirc;-lo.<\/p>\n<p>IPS: Seria mais f&aacute;cil se a mudan&ccedil;a viesse de cima?<\/p>\n<p>AS: Seria bom se quem est&aacute; acima n&atilde;o se interpusesse no caminho. O que vemos hoje &eacute; que os arquitetos de nossas pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas &agrave;s vezes participam do enfoque corporativo. Muitas vezes tamb&eacute;m s&atilde;o uma obstru&ccedil;&atilde;o ou uma restri&ccedil;&atilde;o &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, o que impede que venham &agrave; tona as tecnologias verdes, nem que sejam testadas novas pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p>IPS: Na Rio+20, provavelmente, tamb&eacute;m se discutir&aacute; a expans&atilde;o e o fortalecimento do mandato do Pnuma. Que papel acredita que esta ag&ecirc;ncia deve cumprir nos pr&oacute;ximos anos para manter a sa&uacute;de dos oceanos e a subsist&ecirc;ncia das comunidades pesqueiras?<\/p>\n<p>AS: &Eacute; fundamental encararmos os tr&ecirc;s principais fatores que afetam o futuro de nossos oceanos. A contamina&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro, n&atilde;o s&oacute; a gerada na terra como a derivada do com&eacute;rcio mar&iacute;timo. Mais de 75% das viagens comerciais s&atilde;o feitas por mar. E a contamina&ccedil;&atilde;o por novas formas de explora&ccedil;&atilde;o de recursos, extra&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, perfura&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e pesca em alto mar est&atilde;o afetando a funcionalidade dos oceanos. O segundo tema &eacute; a pesca e a biodiversidade marinha. Estamos minando as reservas de prote&iacute;nas dispon&iacute;veis, a ponto de estarem entrando em colapso. Os subs&iacute;dios governamentais &agrave; pesca somam US$ 27 bilh&otilde;es anuais, dos quais estimamos que US$ 20 bilh&otilde;es sejam usados em combust&iacute;veis. Assim, est&atilde;o estimulando a superexplora&ccedil;&atilde;o. Temos que mudar esse regime de subven&ccedil;&otilde;es. Devemos reduzir a capacidade da pesca industrial e deter a ilegal. Temos que restituir os abastecimentos de peixes, particularmente para as comunidades pesqueiras tradicionais. &Eacute; a &uacute;nica forma de podermos conseguir tanto o objetivo ambiental de manter as reservas como a meta social de preservar o sustento de milh&otilde;es de pescadores. Tamb&eacute;m devemos entender como as &aacute;reas protegidas podem ser fundamentais para as na&ccedil;&otilde;es. As zonas protegidas representam menos de 1% do total, e queremos chegar a 10%.<\/p>\n<p>IPS: Os cr&iacute;ticos do esquema de Compensa&ccedil;&atilde;o pelos Servi&ccedil;os do Ecossistema alertam que a avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ou monetariza&ccedil;&atilde;o da natureza e das florestas podem fazer com que estas sejam usadas pelos pa&iacute;ses mais pobres como garantia para suas d&iacute;vidas e acabem nas m&atilde;os de seus credores. Qual sua opini&atilde;o?<\/p>\n<p>AS: Sem d&uacute;vida, o risco existe, mas diminui confirme as florestas v&atilde;o se convertendo em um tema p&uacute;blico e as sociedades as considerem um bem nacional, tanto do ponto de vista econ&ocirc;mico quanto ecol&oacute;gico. Em cada sociedade e em cada economia h&aacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o de explorar os recursos naturais por lucro no curto prazo. Por&eacute;m, associar a ideia do pagamento dos servi&ccedil;os dos ecossistemas a algo que pode amea&ccedil;ar as florestas &eacute; como dizer que n&atilde;o devemos usar dinheiro como meio de transa&ccedil;&atilde;o porque pode ser usado para fins de corrup&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a mesma coisa avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e monetariza&ccedil;&atilde;o? N&atilde;o necessariamente. N&oacute;s, na maioria dos contextos, vendemos nosso trabalho por dinheiro. Esta &eacute; a forma como negociamos. Por que dever&iacute;amos tra&ccedil;ar esta linha imagin&aacute;ria que separa os servi&ccedil;os dos ecossistemas e n&atilde;o consider&aacute;-los parte de nossa realidade atual?<\/p>\n<p>IPS: Se o mundo fizer uma mudan&ccedil;a de modelo e se afastar da atual base para calcular o produto interno bruto, quais componentes seriam ideais para serem usados nesse c&aacute;lculo?<\/p>\n<p>AS: Necessitamos de um indicador mais sofisticado. A maioria das pessoas hoje reconheceria que o aumento do PIB &eacute; extremamente cru e n&atilde;o constitui um leg&iacute;timo indicador do progresso econ&ocirc;mico e de desenvolvimento, pois n&atilde;o reconhece que uma sociedade tem uma reserva natural de riqueza, junto aos servi&ccedil;os que a natureza nos oferece. Talvez, a atual forma de calcular o PIB n&atilde;o desapare&ccedil;a, mas n&atilde;o manter&aacute; seu monop&oacute;lio para determinar o &ecirc;xito ou o fracasso econ&ocirc;mico de um pa&iacute;s. Muitos governos, de fato, est&atilde;o prestes a adotar um sistema mais amplo de c&aacute;lculo. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>YEOSU, Corea del Sur, 30\/05\/2012 &ndash; Enquanto aproxima-se a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), entre 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro, proliferam as d&uacute;vidas sobre a viabilidade de uma &quot;economia verde&quot;. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ambiente-ainda-h-soluo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":127,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[],"class_list":["post-10012","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/127"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10012\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}