{"id":1002,"date":"2005-09-15T00:00:00","date_gmt":"2005-09-15T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1002"},"modified":"2005-09-15T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-15T00:00:00","slug":"terrorismo-como-acabar-com-uma-ameaa-indefinida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/terrorismo-como-acabar-com-uma-ameaa-indefinida\/","title":{"rendered":"Terrorismo: Como acabar com uma amea&ccedil;a indefinida?"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 15\/09\/2005 &ndash; V&aacute;rios chefes de Estado e de governo se disp&otilde;em a apoiar, na C&uacute;pula Mundial de 2005 em Nova York, iniciada nesta quarta-feira, um novo tratado contra o terrorismo nuclear. Mas ainda n&atilde;o h&aacute; acordo sobre uma defini&ccedil;&atilde;o do termo &quot;terrorismo&quot;. Trata-se do &uacute;ltimo dos 13 tratados referentes a v&aacute;rios tipos de &quot;atos de terrorismo&quot;. Cinco deles negociados no contexto da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com apoio do seu secret&aacute;rio-geral, Kofi Annan. &quot;Os atos de terrorismo nuclear podem ter grav&iacute;ssimas conseq&uuml;&ecirc;ncias e podem significar uma amea&ccedil;a para a paz e a seguran&ccedil;a internacionais&quot;, diz o texto da proposta. As disposi&ccedil;&otilde;es legais multilaterais existentes &quot;n&atilde;o enfrentam de maneira adequada estes ataques&quot;, afirma o projeto.<br \/> <!--more--> <br \/> Funcion&aacute;rios da ONU disseram que at&eacute; agora mais de 60 na&ccedil;&otilde;es anunciaram que assinar&atilde;o o tratado, entre elas as cinco pot&ecirc;ncias nucleares e membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a : China, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia. Ainda n&atilde;o est&aacute; claro que posi&ccedil;&atilde;o adotar&atilde;o outros pa&iacute;ses que declaram possuir armas at&ocirc;micas (&Iacute;ndia e Paquist&atilde;o). A C&uacute;pula Mundial, que termina nesta sexta-feira, tem o prop&oacute;sito de avaliar os avan&ccedil;os rumo &agrave;s metas de desenvolvimento mundial fixadas em 2000 e examinar diversas propostas de reforma da ONU. Especialistas legais da organiza&ccedil;&atilde;o consideram poss&iacute;vel que os pa&iacute;ses n&atilde;o resolvam suas diferen&ccedil;as sobre a defini&ccedil;&atilde;o de terrorismo, mas afirmam que isso n&atilde;o seria motivo para frear a aprova&ccedil;&atilde;o do tratado.<\/p>\n<p> &quot;Estes atos est&atilde;o definidos de forma precisa pelo direito penal. N&atilde;o &eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o geral abstrata. &Eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o precisa de atos que devem ser punidos&quot;, afirmou Nicholas Michel, assessor legal da ONU. Um painel de alto n&iacute;vel que elaborou uma lista de recomenda&ccedil;&otilde;es para a reforma das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sugeriu definir terrorismo como &quot;qualquer a&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es j&aacute; especificadas pelas conven&ccedil;&otilde;es existentes relacionadas com terrorismo, como a Conven&ccedil;&atilde;o de Genebra e a resolu&ccedil;&atilde;o 1.566 do Conselho de Seguran&ccedil;a, que tem por objetivo causar a morte ou severos danos f&iacute;sicos a civis ou n&atilde;o-combatentes&quot;. Tamb&eacute;m &quot;quando a inten&ccedil;&atilde;o de tais atos, por sua natureza e contexto, &eacute; intimidar uma popula&ccedil;&atilde;o ou for&ccedil;ar um governo ou uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional a fazer algo ou abster-se de fazer algo&quot;, acrescenta.<\/p>\n<p> Alguns diplomatas afirmam que o novo tratado fortalecer&aacute; a rede legal mundial contra o terrorismo, pois ordena o julgamento e a extradi&ccedil;&atilde;o, quando for o caso, de toda pessoa envolvida nestas a&ccedil;&otilde;es. &quot;Esta conven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o criar&aacute; uma mudan&ccedil;a imediata, mas permitir&aacute; que se julgue os respons&aacute;veis de forma efetiva&quot;, disse um delegado-chave nas negocia&ccedil;&otilde;es que pediu para n&atilde;o ser identificado. H&aacute; alguns dias, o Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU ampliou as san&ccedil;&otilde;es internacionais contra a rede terrorista Al Qaeda e o movimento radical isl&acirc;mico Talib&atilde;, que governou a maior parte do territ&oacute;rio do Afeganist&atilde;o entre 1996 e 2001.<\/p>\n<p> Em julho, os Estados Unidos apresentaram o rascunho da resolu&ccedil;&atilde;o aprovada por unanimidade pelos 15 integrantes do Conselho, e que requer a todos os pa&iacute;ses congelar imediatamente fundos e contas banc&aacute;rias de indiv&iacute;duos ou empresas vinculadas &agrave; Al Qaeda ou ao Talib&atilde;. Nos &uacute;ltimos quatro anos, contas banc&aacute;rias num total de US$ 80 milh&otilde;es em mais de 40 pa&iacute;ses foram congeladas, e pertencem a indiv&iacute;duos e grupos suspeitos de ter v&iacute;nculos com a Al Qaeda, segundo funcion&aacute;rios da ONU. As Na&ccedil;&otilde;es Unidas contam com uma lista de mais de 400 pessoas e organiza&ccedil;&otilde;es que teriam contatos com a rede terrorista liderada pelo saudita Osama bin Laden, a quem se atribui a autoria intelectual dos atentados que causaram tr&ecirc;s mil mortos no dia 11 de setembro de 2010 em Nova York e Washington.<\/p>\n<p> A resolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m requer que as na&ccedil;&otilde;es estendam as san&ccedil;&otilde;es a &quot;qualquer c&eacute;lula, filiado, grupo resultado de cis&atilde;o ou derivado, bem como qualquer grupo de indiv&iacute;duos recrutados pela Al Qaeda ou que lhe forne&ccedil;a armas&quot;. Kofi Annan exortou os presidentes e primeiros-ministros que participam da C&uacute;pula Mundial a &quot;assinar a conven&ccedil;&atilde;o sobre terrorismo nucelar e apoiar outros tratados-chave que ainda n&atilde;o foram assinados ou ratificados&quot;. Por outro lado, a Gr&atilde;-Bretanha apresentou uma proposta de resolu&ccedil;&atilde;o no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU que poderia servir de desculpa aos governos para violar o direito &agrave; livre express&atilde;o, alertou a organiza&ccedil;&atilde;o Human Rights Watch (HRW).<\/p>\n<p> Espera-se que o Conselho vote nesta quinta-feira a resolu&ccedil;&atilde;o, que exorta as partes a adotarem leis contra a incita&ccedil;&atilde;o de atos terroristas. &quot;Aqueles que incitam outros a cometer atos de terrorismo devem ser julgados. Mas, os que defendem esta resolu&ccedil;&atilde;o a tornaram f&aacute;cil para que os governos ataquem oponentes pol&iacute;ticos pac&iacute;ficos, imponham censuras e fechem mesquitas, igrejas e escolas&quot;, alertou o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth. O Conselho de Seguran&ccedil;a dever&aacute; definir o conceito de &quot;incita&ccedil;&atilde;o a atos terroristas&quot; de uma forma clara para que n&atilde;o sejam permitidas viola&ccedil;&otilde;es do direito de express&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o, acrescentou o ativista. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 15\/09\/2005 &ndash; V&aacute;rios chefes de Estado e de governo se disp&otilde;em a apoiar, na C&uacute;pula Mundial de 2005 em Nova York, iniciada nesta quarta-feira, um novo tratado contra o terrorismo nuclear. Mas ainda n&atilde;o h&aacute; acordo sobre uma defini&ccedil;&atilde;o do termo &quot;terrorismo&quot;. Trata-se do &uacute;ltimo dos 13 tratados referentes a v&aacute;rios tipos de &quot;atos de terrorismo&quot;. Cinco deles negociados no contexto da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com apoio do seu secret&aacute;rio-geral, Kofi Annan. &quot;Os atos de terrorismo nuclear podem ter grav&iacute;ssimas conseq&uuml;&ecirc;ncias e podem significar uma amea&ccedil;a para a paz e a seguran&ccedil;a internacionais&quot;, diz o texto da proposta. As disposi&ccedil;&otilde;es legais multilaterais existentes &quot;n&atilde;o enfrentam de maneira adequada estes ataques&quot;, afirma o projeto.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/terrorismo-como-acabar-com-uma-ameaa-indefinida\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1002","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}