{"id":10047,"date":"2012-06-06T10:39:53","date_gmt":"2012-06-06T10:39:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10047"},"modified":"2012-06-06T10:39:53","modified_gmt":"2012-06-06T10:39:53","slug":"ambiente-a-cura-da-terra-j-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/ambiente-a-cura-da-terra-j-existe\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: A cura da Terra j&aacute; existe"},"content":{"rendered":"<p>Uxbridge, Canad&aacute;, 06\/06\/2012 &ndash; O &Aacute;rtico alcan&ccedil;ou uma concentra&ccedil;&atilde;o recorde de di&oacute;xido de carbono de 400 partes por milh&atilde;o (ppm).  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10047\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100893-20120605.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10047\" class=\"size-medium wp-image-10047\" title=\" - Mauricio Ramos\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100893-20120605.jpg\" alt=\" - Mauricio Ramos\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10047\" class=\"wp-caption-text\"> - Mauricio Ramos\/IPS<\/p><\/div>  A &uacute;ltima vez que a Terra registrou n&iacute;veis semelhantes foi h&aacute; tr&ecirc;s milh&otilde;es de anos, durante a era do Plioceno. Ent&atilde;o, as temperaturas do &Aacute;rtico eram entre 10 e 14 graus mais altas e, as globais, quatro graus mais elevadas. Nesta primavera boreal, todos os centros de pesquisa no Alasca, na Groenl&acirc;ndia, Noruega, Isl&acirc;ndia, e inclusive Mong&oacute;lia, registraram n&iacute;veis superiores &agrave; barreira dos 400 ppm pela primeira vez, informaram cientistas.<\/p>\n<p>Entretanto, a m&eacute;dia mundial &eacute; de 392 ppm, e para chegar aos 400 ainda falta muito. Se os n&iacute;veis de di&oacute;xido de carbono (CO2) n&atilde;o baixarem, ou, pior, aumentarem, o planeta inevitavelmente alcan&ccedil;ar&aacute; temperaturas mais altas, e para isto n&atilde;o ser&atilde;o necess&aacute;rios milh&otilde;es de anos. Se n&atilde;o houver grande redu&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es de gases gerados por combust&iacute;veis f&oacute;sseis, quem nascer hoje poder&aacute; viver em um mundo superaquecido em quatro graus quando for adulto. Este aumento far&aacute; com que a maior parte da Terra fique inabit&aacute;vel. Um mundo mais quente significar&aacute; a morte para muitas pessoas no mundo, afirmou Chris West, do Programa de Impacto Clim&aacute;tico, da brit&acirc;nica Universidade de Oxford.<\/p>\n<p>Esta semana, a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia informou que as emiss&otilde;es mundiais de CO2 cresceram 3,2% em 2011, com rela&ccedil;&atilde;o a 2010. Esta &eacute; precisamente a dire&ccedil;&atilde;o errada: as libera&ccedil;&otilde;es de gases devem diminuir 3% ao ano para se ter alguma esperan&ccedil;a quanto a um futuro de clima est&aacute;vel. At&eacute; 2050, em um mundo com mais habitantes, as emiss&otilde;es de carbono deveriam cair pela metade. Isto &eacute; imposs&iacute;vel? N&atilde;o. V&aacute;rias an&aacute;lises diferentes mostram como isso pode ser alcan&ccedil;ado.<\/p>\n<p>Por exemplo, a consultoria holandesa Ecofys publicou em 2010 um estudo t&eacute;cnico intitulado O Informe de Energia, no qual demonstra como o mundo poderia usar somente fontes renov&aacute;veis at&eacute; 2050. O Greenpeace tem um plano denominado (R)evolu&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica, e a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia conta com o seu pr&oacute;prio estudo, chamado Cen&aacute;rio 450. N&atilde;o existe car&ecirc;ncia de conhecimento t&eacute;cnico sobre como reduzir as emiss&otilde;es.<\/p>\n<p>Alguns pa&iacute;ses j&aacute; come&ccedil;aram a tomar medidas. A Alemanha obteve mais de 30% de sua energia com a luz solar de um &uacute;nico dia claro na &uacute;ltima semana de maio. Em lugar de utilizar suas 20 ou mais centrais de carv&atilde;o, este pa&iacute;s empregou energia de mais de um milh&atilde;o de pain&eacute;is solares localizados em casas, edif&iacute;cios e ao lado de estradas. Embora n&atilde;o se caracterize por ter um clima quente, a Alemanha conta com mais pain&eacute;is solares do que o resto do mundo somado. Atende 4% de suas necessidades anuais de eletricidade gra&ccedil;as &agrave; energia solar. Inclusive, poderia aumentar sua produ&ccedil;&atilde;o solar entre 5% e 10%, segundo especialistas, sobretudo gra&ccedil;as &agrave;s &uacute;ltimas redu&ccedil;&otilde;es no custo dos pain&eacute;is.<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a na Alemanha &eacute; a lideran&ccedil;a. A revolu&ccedil;&atilde;o das energias renov&aacute;veis nesse pa&iacute;s foi iniciada em 2000, pelo ent&atilde;o ministro da Economia, Hermann Scheer, que promoveu durante anos esta pol&iacute;tica para impedir que os sucessivos governos a deixassem de lado. Morreu repentinamente em 2010, mas outros l&iacute;deres alem&atilde;es, apoiados por grupos ambientalistas e pelo p&uacute;blico em geral, continuam pressionando por mais apoio &agrave;s energias renov&aacute;veis.<\/p>\n<p>A chefe de governo, Angela Merkel, reverteu sua pol&iacute;tica de apoio ao setor nuclear depois do acidente na central japonesa de Fukushima, no ano passado. A Alemanha anunciou que fechar&aacute; suas 17 usinas at&ocirc;micas at&eacute; 2022 e adotou o ambicioso plano de energias renov&aacute;veis chamado Agora Energiewende. Se obtiver sucesso, o programa far&aacute; com que pelo menos 40% da energia do pa&iacute;s proceda de fontes renov&aacute;veis, at&eacute; 2022. Representantes do poderoso setor energ&eacute;tico expressaram seu descontentamento com o plano de Merkel, e a chanceler disse que precisar&aacute; de forte apoio p&uacute;blico para seguir adiante.<\/p>\n<p>O setor das energias renov&aacute;veis na Alemanha emprega mais pessoas do que o automotivo. No mundo, as energias renov&aacute;veis empregam atualmente cerca de cinco milh&otilde;es de trabalhadores, mais do que o dobro no per&iacute;odo de 2006-2010, segundo estudo divulgado na &uacute;ltima semana de maio pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Trabalho (OIT). A passagem para uma economia verde poder&aacute; gerar entre 15 milh&otilde;es e 60 milh&otilde;es de empregos adicionais em todo o planeta nas pr&oacute;ximas duas d&eacute;cadas, podendo tirar milh&otilde;es de pessoas da pobreza, afirma o estudo Trabalhando para um Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.<\/p>\n<p>Apenas entre dez e 15 ind&uacute;strias respondem por 70% a 80% das emiss&otilde;es de CO2 nos pa&iacute;ses industrializados, destaca o informe. E estas ind&uacute;strias empregam apenas de 8% a 12% da for&ccedil;a de trabalho. Mesmo adotando pol&iacute;ticas para conseguir grandes redu&ccedil;&otilde;es das emiss&otilde;es, apenas uns poucos perderiam seus empregos. &quot;A sustentabilidade ambiental n&atilde;o mata empregos, como &agrave;s vezes se diz&quot;, ressaltou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. &quot;Pelo contr&aacute;rio, se &eacute; manejada de forma adequada, pode derivar em mais e melhores empregos, em redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e inclus&atilde;o social&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uxbridge, Canad&aacute;, 06\/06\/2012 &ndash; O &Aacute;rtico alcan&ccedil;ou uma concentra&ccedil;&atilde;o recorde de di&oacute;xido de carbono de 400 partes por milh&atilde;o (ppm). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/ambiente-a-cura-da-terra-j-existe\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":194,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,10,4],"tags":[],"class_list":["post-10047","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/194"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10047\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}