{"id":1007,"date":"2005-09-16T00:00:00","date_gmt":"2005-09-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1007"},"modified":"2005-09-16T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-16T00:00:00","slug":"terrorismo-conselho-de-segurana-aprova-resoluo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/terrorismo-conselho-de-segurana-aprova-resoluo\/","title":{"rendered":"Terrorismo: Conselho de Seguran&ccedil;a aprova resolu&ccedil;&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 16\/09\/2005 &ndash; O Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas aprovou uma resolu&ccedil;&atilde;o antiterrorista que reflete as medidas tomadas pelo governo brit&acirc;nico depois dos atentados de 7 de julho em Londres e pelo norte-americano ap&oacute;s o 11 de setembro de 2001. &quot;O terrorismo n&atilde;o ser&aacute; derrotado at&eacute; que nossa determina&ccedil;&atilde;o seja t&atilde;o completa quanto a dos terroristas e nossa defesa da liberdade seja t&atilde;o absoluta como seu fanatismo&quot;, disse ao Conselho o primeiro-ministro da Gr&atilde;-Bretanha, Tony Blair. &quot;Eles jogam com nossas divis&otilde;es, exploram nossas vacila&ccedil;&otilde;es. Essa &eacute; nossa fraqueza, e eles a conhecem&quot;, acrescentou.<br \/> <!--more--> <br \/> A resolu&ccedil;&atilde;o, patrocinada pela Gr&atilde;-Bretanha, exorta todos os governos para que promovam leis que pro&iacute;bam as pessoas de &quot;incitar&quot; outras a cometerem atos terroristas e a neguem ref&uacute;gio a qualquer um que seja seriamente considerado culpado de tal conduta. Tamb&eacute;m pede que as na&ccedil;&otilde;es &quot;combatam as ideologias violentas extremistas, inclusive com medidas para impedir a subvers&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es educacionais, culturais e religiosas por parte de terroristas e seus colaboradores&quot;. Blair recebeu o forte apoio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. &quot;&Eacute; nossa solene obriga&ccedil;&atilde;o deter o terrorismo em suas etapas iniciais. Devemos fazer tudo o que pudermos para interromper cada etapa de planejamento e apoio a t&aacute;ticas terroristas&quot;, disse Bush.<\/p>\n<p> Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, Bush pressionou os legisladores norte-americanos para aprovarem a Lei Patri&oacute;tica, que deu &agrave;s ag&ecirc;ncias federais policiais e de intelig&ecirc;ncia novos mandatos de vigil&acirc;ncia e deten&ccedil;&atilde;o. Essas medidas foram criticadas duramente por numerosas organiza&ccedil;&otilde;es de defesa dos direitos civis. Na Gr&atilde;-Bretanha, foi aprovada uma legisla&ccedil;&atilde;o semelhante, a Lei Contra o Terrorismo, o Crime e de Seguran&ccedil;a, questionada por ativistas de direitos humanos para os quais as faculdades outorgadas aos &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a s&atilde;o discriminat&oacute;rias e constituem &quot;uma rea&ccedil;&atilde;o desproporcionada&quot;. Depois dos atentados em Londres, o ministro do Interior brit&acirc;nico, Charles Clarke, revelou novas medidas antiterroristas, incluindo novos motivos para deportar legitimamente estrangeiros.<\/p>\n<p> Ap&oacute;s declarar a incapacidade da ONU em estabelecer uma defini&ccedil;&atilde;o de terrorismo, o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, disse no Conselho de Seguran&ccedil;a: &quot;A liberdade de express&atilde;o e de discurso &eacute; a base de qualquer sociedade moderna e democr&aacute;tica. Mas n&atilde;o deve ser uma desculpa para incitar ao terrorismo e incentivar o &oacute;dio&quot;. Apesar da falta de uma defini&ccedil;&atilde;o precisa de &quot;incita&ccedil;&atilde;o&quot;, a resolu&ccedil;&atilde;o foi aprovada pela unanimidade dos 15 integrantes do Conselho de Seguran&ccedil;a: Brasil, Arg&eacute;lia, Argentina, Benin, China, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, Gr&eacute;cia, Jap&atilde;o, Rom&ecirc;nia, R&uacute;ssia e Tanz&acirc;nia. A organiza&ccedil;&atilde;o Human Rights Watch (HRW) advertiu que a resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho d&aacute; aos governos pretextos para restringir a express&atilde;o pac&iacute;fica das id&eacute;ias.<\/p>\n<p> &quot;Aqueles que incitam outros a cometer atos terroristas devem ser processados. Mas os patrocinadores da resolu&ccedil;&atilde;o facilitaram aos governos abusivos a repress&atilde;o da oposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pac&iacute;fica, a censura e o fechamento de mesquitas, igrejas e escolas&quot;, disse o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth. &quot;Ao defender a preven&ccedil;&atilde;o da incita&ccedil;&atilde;o, esta resolu&ccedil;&atilde;o abre um vazio nas garantias da liberdade de express&atilde;o pela qual pode penetrar um ex&eacute;rcito de censores&quot;, acrescentou. O presidente grego, Kostas Karamanlis, que foi o encarregado de representar seu pa&iacute;s na sess&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a, tamb&eacute;m alertou que a resolu&ccedil;&atilde;o &quot;n&atilde;o deveria afetar princ&iacute;pios estabelecidos em mat&eacute;ria de liberdade de express&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p> A HRW ap&oacute;ia os esfor&ccedil;os internacionais para incentivar pa&iacute;ses, de acordo com os crit&eacute;rios internacionais em mat&eacute;ria de justi&ccedil;a, a processarem indiv&iacute;duos que deliberadamente incitam outros a cometer atos terroristas. Por&eacute;m, a organiza&ccedil;&atilde;o alerta que a resolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o chega a definir a &quot;incita&ccedil;&atilde;o&quot;, e pediu urg&ecirc;ncia aos governos n&atilde;o s&oacute; para penalizar, mas tamb&eacute;m &quot;impedir&quot; tal conduta. Na vis&atilde;o da Human Rights Watch, a resolu&ccedil;&atilde;o deveria esclarecer que as leis s&oacute; deveriam proibir as express&otilde;es destinadas a incitar um iminente atentado terrorista e estar ligada diretamente com a poss&iacute;vel ocorr&ecirc;ncia desses atos, afirmou a organiza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a resolu&ccedil;&atilde;o emprega uma linguagem vaga e ampla, segundo Roth.<\/p>\n<p> A medida adotada pelo Conselho de Seguran&ccedil;a conclama os Estados a &quot;negarem abrigo seguro a toda pessoa sobre a qual se tenha informa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;vel e relevante que implique raz&otilde;es s&eacute;rias para considerar que s&atilde;o culp&aacute;veis de tais condutas. A Human Rights Watch tamb&eacute;m questionou o fato de a resolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mencionar nem mesmo a Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas contra a Tortura, que pro&iacute;be entrega de uma pessoa a um Estado onde possa correr risco de sobre esse tipo de abuso. Depois de aprovada a resolu&ccedil;&atilde;o, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva considerou que &quot;a fome e a pobreza alimentam um c&iacute;rculo vicioso de frustra&ccedil;&atilde;o e humilha&ccedil;&atilde;o que d&aacute; lugar a viol&ecirc;ncia, a crises e conflitos de todo tipo&quot;. A resolu&ccedil;&atilde;o foi adotada em n&iacute;vel de chefes de Estado e de governo, aproveitando a realiza&ccedil;&atilde;o da C&uacute;pula Mundial no recinto da Assembl&eacute;ia Geral da ONU. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 16\/09\/2005 &ndash; O Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas aprovou uma resolu&ccedil;&atilde;o antiterrorista que reflete as medidas tomadas pelo governo brit&acirc;nico depois dos atentados de 7 de julho em Londres e pelo norte-americano ap&oacute;s o 11 de setembro de 2001. &quot;O terrorismo n&atilde;o ser&aacute; derrotado at&eacute; que nossa determina&ccedil;&atilde;o seja t&atilde;o completa quanto a dos terroristas e nossa defesa da liberdade seja t&atilde;o absoluta como seu fanatismo&quot;, disse ao Conselho o primeiro-ministro da Gr&atilde;-Bretanha, Tony Blair. &quot;Eles jogam com nossas divis&otilde;es, exploram nossas vacila&ccedil;&otilde;es. 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