{"id":10091,"date":"2012-06-14T09:40:00","date_gmt":"2012-06-14T09:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10091"},"modified":"2012-06-14T09:40:00","modified_gmt":"2012-06-14T09:40:00","slug":"grandes-economias-na-cabea-de-energias-renovveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/economia\/grandes-economias-na-cabea-de-energias-renovveis\/","title":{"rendered":"Grandes economias na cabe&ccedil;a de energias renov&aacute;veis"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/06\/2012 &ndash; Na semana que antecede a C&uacute;pula Rio+20, o Conselho para a Defesa dos Recursos Naturais (CDRN), com sede nos Estados Unidos, divulgou uma lista de pa&iacute;ses segundo seu uso de fontes renov&aacute;veis de energia que &eacute; liderada pela Uni&atilde;o Europeia e mostra o significativo avan&ccedil;o do Sul em desenvolvimento.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10091\" style=\"width: 122px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10091\" class=\"size-medium wp-image-10091\" title=\"Campos de pain&eacute;is solares em Provenza, Fran&ccedil;a. - Coralie Tripier\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS4.jpg\" alt=\"Campos de pain&eacute;is solares em Provenza, Fran&ccedil;a. - Coralie Tripier\/IPS\" width=\"112\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10091\" class=\"wp-caption-text\">Campos de pain&eacute;is solares em Provenza, Fran&ccedil;a. - Coralie Tripier\/IPS<\/p><\/div>  A &uacute;ltima vez que os governantes do mundo se reuniram para discutir sobre desenvolvimento sustent&aacute;vel foi na C&uacute;pula da Terra de 2002, em Johannesburgo, conhecida como Rio+10. Desde ent&atilde;o, houve significativas mudan&ccedil;as em mat&eacute;ria de fontes alternativas de energia. &quot;Decidimos observar os avan&ccedil;os realizados desde 2002 e checar como estavam os pa&iacute;ses&quot;, disse Jake Schmidt, diretor de programa clim&aacute;tico internacional do CDRN. O informe publicado esta semana mostra que os pa&iacute;ses mais ricos avan&ccedil;aram para um mundo mais sustent&aacute;vel.<\/p>\n<p>&quot;Desde 2004, os investimentos em novas energias limpas no Grupo dos 20 (G-20) pa&iacute;ses industrializados e emergentes aumentaram quase 600% no conjunto&quot;, diz o estudo, mas h&aacute; muito por fazer, pois as fontes renov&aacute;veis representam apenas 2,6% do consumo dos pa&iacute;ses ricos e emergentes. As na&ccedil;&otilde;es europeias produzem mais eletricidade a partir de energia e&oacute;lica, solar, geot&eacute;rmica e das mar&eacute;s do que qualquer outro pa&iacute;s. A Alemanha encabe&ccedil;a a lista, seguida da UE como bloco e da It&aacute;lia, segundo o CDRN.<\/p>\n<p>A lista tamb&eacute;m mostra brechas claras entre os pa&iacute;ses do G-20. Enquanto 10,7% da energia da Alemanha procede de fontes limpas, nos Estados Unidos &eacute; apenas 2,7%, e pa&iacute;ses grandes como a R&uacute;ssia investem muito pouco nelas. Algumas na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento, embora desempenhem um papel menor, investem cada vez mais em fontes limpas. Brasil, China e Turquia lideram esta rela&ccedil;&atilde;o. Pequim aumentou 7,605% seus investimentos no setor desde 2002, segundo o estudo.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; uma lista variada de pa&iacute;ses como &Aacute;frica do Sul, &Iacute;ndia, China, Indon&eacute;sia e outros, com um papel estrat&eacute;gico, bem como o G-20 tradicional&quot;, detalhou Dan Kammen, professor do grupo recursos e energia da Universidade da Calif&oacute;rnia, na cidade de Berkeley, nos Estados Unidos. O estudo mostra avan&ccedil;os significativos de v&aacute;rios pa&iacute;ses, mas que est&atilde;o longe de ser suficiente. Segundo a tend&ecirc;ncia atual, a quantidade de energia produzida a partir de fontes renov&aacute;veis deve aumentar de 2% para 7% at&eacute; 2020, uma quantidade que deve ser duplicada. &quot;O mundo precisa disso&quot;, enfatizou Schmidt.<\/p>\n<p>&quot;O que realmente necessitamos no Rio &eacute; que os pa&iacute;ses, as companhias e as cidades assumam uma s&eacute;rie de compromissos precisos de curto prazo para ampliar as fontes renov&aacute;veis&quot;, acrescentou Schmidt. &quot;&Eacute; mais importante que atores importantes cheguem &agrave; Rio+20 com compromisso por pa&iacute;s para aumentar a incid&ecirc;ncia das energias renov&aacute;veis em 15% da eletricidade gerada em 2020&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es urgentes para eliminar os Subs&iacute;dios Prejudiciais para o Meio Ambiente, por meio dos quais s&atilde;o financiadas energias contaminantes, segundo Kammen. &quot;O investimento em fontes renov&aacute;veis, estimado em US$ 160 bilh&otilde;es no ano passado, &eacute; muito impressionante, mas n&atilde;o podemos esquecer que os subs&iacute;dios globais s&atilde;o estimados entre US$ 400 bilh&otilde;es e US$ 500 bilh&otilde;es, e isso apenas para combust&iacute;veis f&oacute;sseis&quot;, observou.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o &eacute; s&oacute; uma amea&ccedil;a para os milhares de novos empregos que s&atilde;o criados no setor de energias renov&aacute;veis, mas tamb&eacute;m para nossa sa&uacute;de, nosso meio ambiente e nosso planeta&quot;, apontou Schmidt. Para alcan&ccedil;ar esses objetivos de curto prazo deve-se aumentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses, afirmou o especialista do CDRN. &quot;Sempre h&aacute; colabora&ccedil;&atilde;o para ajudar os pa&iacute;ses a superarem as barreiras tecnol&oacute;gicas ou de fundos, e precisamos levar isso a outro n&iacute;vel. Necessitamos incrementar os esfor&ccedil;os para trabalhar em conjunto&quot;, comentou.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; diversos benef&iacute;cios, alguns locais, como melhorar a qualidade do ar, da &aacute;gua e diversificar a mistura de energia e, naturalmente, tamb&eacute;m benef&iacute;cios globais&quot;, opinou Kammen. Contudo, para que seja realidade, &eacute; preciso registrar os progressos conforme avan&ccedil;a o tempo e public&aacute;-los regularmente. &quot;Devemos garantir que os compromissos sejam cumpridos. Temos que responsabilizar os governos pelos avan&ccedil;os, ou pela falta deles&quot;, alertou Schmidt.<\/p>\n<p>A Rio+20, que acontecer&aacute; na semana que vem, &eacute; considerada uma oportunidade &uacute;nica para que os governantes do mundo, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, empresas, entre outros, discutam sobre energias renov&aacute;veis, uma das prioridades da confer&ecirc;ncia. Por&eacute;m, o resultado depender&aacute; principalmente da participa&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses, e apenas seis do G-20 confirmaram presen&ccedil;a na c&uacute;pula.<\/p>\n<p>&quot;Os pa&iacute;ses do G-20 n&atilde;o s&atilde;o essenciais, mas s&atilde;o grandes economias, e a participa&ccedil;&atilde;o e o compromisso de seus governos ser&atilde;o importantes sinais de &ecirc;xito para a Rio+20&quot;, considerou Schmidt. &quot;Ser&aacute; um claro sinal de que essas na&ccedil;&otilde;es querem um mundo com crescimento mais sustent&aacute;vel. Ainda h&aacute; muito por fazer, mas o avan&ccedil;o &eacute; impressionante. O desafio &eacute; avan&ccedil;ar&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/06\/2012 &ndash; Na semana que antecede a C&uacute;pula Rio+20, o Conselho para a Defesa dos Recursos Naturais (CDRN), com sede nos Estados Unidos, divulgou uma lista de pa&iacute;ses segundo seu uso de fontes renov&aacute;veis de energia que &eacute; liderada pela Uni&atilde;o Europeia e mostra o significativo avan&ccedil;o do Sul em desenvolvimento. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/economia\/grandes-economias-na-cabea-de-energias-renovveis\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1260,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,5,10,11],"tags":[],"class_list":["post-10091","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-economia","category-energia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1260"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}