{"id":10096,"date":"2012-06-15T09:56:18","date_gmt":"2012-06-15T09:56:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10096"},"modified":"2012-06-15T09:56:18","modified_gmt":"2012-06-15T09:56:18","slug":"zimbabwe-reparar-as-fugas-de-gua-na-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/zimbabwe-reparar-as-fugas-de-gua-na-cidade\/","title":{"rendered":"Zimbabwe: Reparar as Fugas de &Aacute;gua na Cidade"},"content":{"rendered":"<p>BULAWAYO, 15\/06\/2012 &ndash; Thomas Njini est&aacute; habituado a limpar os esgotos e os canos de &aacute;gua. Responde diariamente a chamadas que o levam a limpar dejectos humanos para desobstruir os esgotos bloqueados. &Eacute; um trabalho que continua a fazer com uma dedica&ccedil;&atilde;o invej&aacute;vel nesta cidade de dois milh&otilde;es de pessoas. <!--more--> &quot;&Eacute; o meu trabalho, o que posso fazer?&quot; pergunta Njini, que pertence aos quadros do munic&iacute;pio que trabalham ininterruptamente para limpar as infra-estruturas de &aacute;gua e de esgotos bloqueadas por toda a cidade. Mas, de acordo com os funcion&aacute;rios municipais, o trabalho est&aacute; a diminuir lentamente, um ano depois da cidade ter iniciado o ambicioso projecto designado Resposta de Emerg&ecirc;ncia de Bulawayo para o Saneamento e &Aacute;gua (BOWSER) O projecto BOWSER foi iniciado em 2010 ao abrigo do programa de ajuda externa do governo australiano, AusAid. O subs&iacute;dio de 4,6 milh&otilde;es de d&oacute;lares foi usado para repor e desbloquear os canos velhos constru&iacute;dos antes da independ&ecirc;ncia do Zimbabwe em 1980 e que se tornaram parte da paisagem urbana neste pa&iacute;s. Com o passar dos anos, as fugas de &aacute;guas residuais e de &aacute;guas tratadas correntes tornaram-se uma ocorr&ecirc;ncia di&aacute;ria, havendo preocupa&ccedil;&otilde;es constantes acerca da propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis pela &aacute;gua. Em 2008, um surto de c&oacute;lera ceifou cerca de 4.000 vidas em todo o pa&iacute;s. Segundo os funcion&aacute;rios municipais e o parceiro respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o, a Vis&atilde;o Mundial, a cidade estava a perder perto de 50 por cento da sua &aacute;gua purificada devido a fugas e ruptura de canos. Mas, gra&ccedil;as ao projecto, isto foi reduzido para cerca de 20 por cento desde Abril. Num comunicado no in&iacute;cio deste ano, o director nacional da Vis&atilde;o Mundial, Edward Brown, afirmou que os bloqueios de esgotos da cidade tinham diminu&iacute;do de cerca de 250 por dia para cerca de nove por dia no primeiro trimestre deste ano. &quot;O projecto procura a remo&ccedil;&atilde;o dos excrementos dos canos bloqueados que depois s&atilde;o devidamente eliminados e iremos igualmente desobstruir os bloqueios atrav&eacute;s de jactos provenientes de aparelhagem mec&acirc;nica. Procuraremos igualmente limpar a &aacute;gua atrav&eacute;s do sistema de &aacute;gua canalizada da cidade,&quot; afirmou o porta-voz do munic&iacute;pio, Bongani Ngwenya, num comunicado aos jornalistas locais. &quot;O projecto est&aacute; localizado em zonas de elevada densidade que foram as mais afectadas pelos esgotos com rupturas, assim como as velhas redes de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua&quot;, acrescentou Ngwenya. Embora o munic&iacute;pio ainda n&atilde;o tenha quantificado o custo da &aacute;gua perdida com as fugas, a respectiva repara&ccedil;&atilde;o e a substitui&ccedil;&atilde;o de canos velhos &eacute; uma boa not&iacute;cia para uma cidade que sente a escassez de &aacute;gua. As barragens que fornecem &aacute;gua est&atilde;o constantemente sob amea&ccedil;a de ficarem secas e n&atilde;o conseguem fornecer &aacute;gua suficiente aos residentes da cidade. Para Njini e para aqueles que est&atilde;o na linha da frente na resolu&ccedil;&atilde;o destes desafios de &aacute;gua, saneamento e higiene, este &eacute; um passo positivo em frente. &quot;Penso que s&atilde;o boas not&iacute;cias porque sinceramente n&atilde;o h&aacute; muitas pessoas que gostam de um emprego onde o contacto com os dejectos humanos faz parte do trabalho,&quot; afirmou Njini. &quot;Trata-se de um exerc&iacute;cio a longo prazo e esperamos que isto (a substitui&ccedil;&atilde;o dos canos velhos) continue para al&eacute;m dos 18 meses que se espera que o BOWSER esteja m funcionamento,&quot; disse um funcion&aacute;rio gvernamental que se recusou a ser identificado. &quot;Bulawayo &eacute; uma cidade velha e o trabalho de reabilita&ccedil;&atilde;o completa da rede de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e sistemas de esgotos vai precisar de muito mais que o subs&iacute;dio australiano,&quot; disse o funcion&aacute;rio. O Presidente do Munic&iacute;pio, Thaba Moyo, afirmou que a cidade vai precisar de cerca de 100 milh&otilde;es de d&oacute;lares para a renova&ccedil;&atilde;o completa da rede de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e dos esgotos da cidade. &Eacute; dinheiro que a autoridade local s&oacute; pode obter de ag&ecirc;ncias doadoras. Bulawayo &eacute; uma das muitas cidades africanas onde o Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Assentamentos Humanos, UNHABITAT, afirma ter assistido a um crescimento exponencial das popula&ccedil;&otilde;es urbanas nos &uacute;ltimos anos. Mas isto n&atilde;o foi acompanhado pelo desenvolvimento das infra-estruturas. Uma auditoria realizada pelo munic&iacute;pio de Bulawayo indica que os constantes esgotos rebentados s&atilde;o o resultado da estagna&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento das redes de esgotos, apesar do crescimento cont&iacute;nuo da cidade. Esta situa&ccedil;&atilde;o criou igualmente problemas para os arquitectos urbanistas que procuram desenvolver novos projectos de habita&ccedil;&atilde;o para aqueles que procuram casas. Nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, a cidade de Bulawayo assisitu &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas residenciais. Mas o munic&iacute;pio concedeu terrenos para constru&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas onde n&atilde;o h&aacute; redes de esgotos e de abastecimento de &aacute;gua, obrigando os novos propriet&aacute;rios a utilizarem o mato para as suas ablu&ccedil;&otilde;es e as &aacute;reas residenciais vizinhas para obterem &aacute;gua. No entanto, os esgotos e as redes de &aacute;gua com rupturas tornaram-se um problema nacional, j&aacute; que os munic&iacute;pios t&ecirc;m dificuldades em manter infra-estruturas velhas com or&ccedil;amentos reduzidos e diferendos de longa data com os contribuintes. Os residentes afirmam que a repara&ccedil;&atilde;o dos esgotos de Bulawayo j&aacute; devia ter sido feita h&aacute; muito tempo visto que t&ecirc;m vivido com a amea&ccedil;a de doen&ccedil;as como a c&oacute;lera h&aacute; muito tempo. &quot;Esta tem sido uma das nossas principais preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao munic&iacute;pio &#8211; que exija que paguemos taxas quando continuamos a viver com esgotos rebentados mesmo &agrave; nossa porta. Esperamos que este projecto fa&ccedil;a uma diferen&ccedil;a, afirmou Tholani Mkhwananzi, da Associa&ccedil;&atilde;o Progressista dos Residentes de Bulawayo. &quot;Os residentes apenas pagar&atilde;o um servi&ccedil;o que estejam a receber, e temos a esperan&ccedil;a que a cidade poupe &aacute;gua destas fugas em canos velhos porque a &aacute;gua &eacute; algo que a cidade n&atilde;o pode continuar a perder,&quot; explicou Mkhwananzi. O projecto ainda n&atilde;o foi reproduzido em todo pa&iacute;s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BULAWAYO, 15\/06\/2012 &ndash; Thomas Njini est&aacute; habituado a limpar os esgotos e os canos de &aacute;gua. Responde diariamente a chamadas que o levam a limpar dejectos humanos para desobstruir os esgotos bloqueados. &Eacute; um trabalho que continua a fazer com uma dedica&ccedil;&atilde;o invej&aacute;vel nesta cidade de dois milh&otilde;es de pessoas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/zimbabwe-reparar-as-fugas-de-gua-na-cidade\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":92,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10096","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/92"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10096\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}