{"id":10097,"date":"2012-06-15T09:59:22","date_gmt":"2012-06-15T09:59:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10097"},"modified":"2012-06-15T09:59:22","modified_gmt":"2012-06-15T09:59:22","slug":"o-malawi-recorre-a-moambique-para-obter-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/o-malawi-recorre-a-moambique-para-obter-energia\/","title":{"rendered":"O Malawi Recorre a Mo&ccedil;ambique Para Obter Energia"},"content":{"rendered":"<p>LILONGWE, 15\/06\/2012 &ndash; Ora aparece ora desaparece&#8230;. &eacute; esta a hist&oacute;ria do abastecimento de energia do Malawi e do projecto de interconex&atilde;o que poder&aacute; acabar com as falhas de energia el&eacute;ctrica mediante a importa&ccedil;&atilde;o de electricidade de Mo&ccedil;ambique, pa&iacute;s vizinho. <!--more--> Actualmente, o consumo total de energia do Malawi &eacute; 300 megawatts (MW), mas a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica do pa&iacute;s &eacute; s&oacute; 266 MW. Prev&ecirc;-se que esta diferen&ccedil;a aumente rapidamente num pa&iacute;s onde, segundo o Banco Mundial, s&oacute; oito por cento da popula&ccedil;&atilde;o de 14 milh&otilde;es tem acesso a electricidade. O Ministro da Energia estima que o pa&iacute;s precise de 603 MW em 2015 e 829 MW em 2020. <\/p>\n<p>A esta&ccedil;&atilde;o hidroel&eacute;ctrica do Malawi no Shire, o maior rio do pa&iacute;s, est&aacute; a ser afectada pelo assoreamento e equipamento antiquado, tornando o abastecimento de energia neste pa&iacute;s da &Aacute;frica Austral irregular. <\/p>\n<p>Os cortes de energia di&aacute;rios podem durar seis horas e tanto pequenas como grandes empresas t&ecirc;m dificuldades devido ao abastecimento vari&aacute;vel de electricidade. <\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o posso esperar que a situa&ccedil;&atilde;o melhore. Coloco a minha esperan&ccedil;a neste novo acordo com Mo&ccedil;ambique,&quot; afirmou Judith Chilika, que dirige um sal&atilde;o de beleza e um restaurante na capital do Malawi, Lilongwe. <\/p>\n<p>Ela disse &agrave; IPS que os neg&oacute;cios tinham sofrido muito com as constantes falhas de energia.<\/p>\n<p>&quot;Tive de encerrar o restaurante e o sal&atilde;o de beleza muitas vezes devido &agrave; falta de electricidade. N&atilde;o tenho dinheiro para deixar ligados os geradores de reserva durante muito tempo porque o combust&iacute;vel &eacute; caro e tamb&eacute;m porque desde h&aacute; algum tempo tem havido falta de gas&oacute;leo e de gasolina,&quot; explicou Chilika. <\/p>\n<p>Contudo, est&aacute; dispon&iacute;vel muita energia de uma barragem ali perto do outro lado da fronteira, em Mo&ccedil;ambique. A gigantesca barragem de Cahora-Bassa, que foi constru&iacute;da em 1974, fornece electricidade n&atilde;o apenas a Mo&ccedil;ambique mas tamb&eacute;m &agrave; &Aacute;frica do Sul. <\/p>\n<p>Uma proposta de 2008, apoiada por um pacote de 200 milh&otilde;es do Banco Mundial, no sentido de adquirir energia de Cahora-Bassa, tem sofrido repetidos atrasos. No ano passado, o plano parecia estar morto, ap&oacute;s o governo do Malawi ter colocado o projecto na gaveta devido a preocupa&ccedil;&otilde;es relacionadas com o seu custo. <\/p>\n<p>Mas o novo governo do Malawi, dirigido por Joyce Banda &#8211; que assumiu o poder tr&ecirc;s dias depois da morte, por doen&ccedil;a, do Presidente Bingu wa Mutharika em Abril -, agiu rapidamente para fazer reviver o projecto. No dia 12 de Maio, o governo de Banda assinou um memorando de entendimento com Mo&ccedil;ambique para, mais uma vez, se avan&ccedil;ar com a liga&ccedil;&atilde;o da rede el&eacute;ctrica. <\/p>\n<p>O plano de interconex&atilde;o est&aacute; em conson&acirc;ncia directa com a t&oacute;nica dada pela Comunidade de Desenvolvimento para a &Aacute;frica Austral (SADC) &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o ao longo dos cursos de &aacute;gua comuns &#8211; ilustrando a coopera&ccedil;&atilde;o a favor do desenvolvimento sustent&aacute;vel e ainda a promo&ccedil;&atilde;o da agenda da SADC no que diz respeito &agrave; integra&ccedil;&atilde;o regional e redu&ccedil;&atilde;o da pobreza. <\/p>\n<p>A partilha de energia &eacute; uma das estrat&eacute;gias que est&atilde;o a ser usadas na implementa&ccedil;&atilde;o do Protocolo Revisto Sobre os Cursos de &Aacute;gua Partilhados [LINK: 2003 Revised Protocol on Shared Watercourses &#8212; http:\/\/www.sadc.int\/index\/browse\/page\/159], que apoia o desenvolvimento, transmiss&atilde;o e armazenamento conjuntos de energia para se alcan&ccedil;ar maior fiabilidade, poupan&ccedil;a e partilha equitativa de custos e benef&iacute;cios entre os estados ribeirinhos. <\/p>\n<p>&quot;O objectivo principal do protocolo &eacute; incentivar uma coopera&ccedil;&atilde;o estreita e coordenada com respeito &agrave; gest&atilde;o, protec&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o dos cursos de &aacute;gua partilhados e promover a agenda da SADC,&quot; disse Lopi &agrave; IPS. <\/p>\n<p>Os Malawianos est&atilde;o moderadamente optimistas quanto &agrave;s not&iacute;cias de que o acordo continua v&aacute;lido. &quot;Temos esperan&ccedil;a que viremos a desfrutar de um abastecimento de energia mais fi&aacute;vel que ir&aacute; fortalecer o nosso trabalho industrial, ajudar a melhorar a economia do Malawi e reduzir a pobreza no pa&iacute;s,&quot; disse John Kapito, director executivo da Associa&ccedil;&atilde;o de Consumidores do Malawi, a organiza&ccedil;&atilde;o de consumidores com mais influ&ecirc;ncia no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Kapito afirmou que as falhas de energia t&ecirc;m de acabar se a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; colocar o pa&iacute;s no caminho da recupera&ccedil;&atilde;o em termos econ&oacute;micos. <\/p>\n<p>&quot;Este acordo &eacute; a nossa maior esperan&ccedil;a,&quot; revelou Kapito &agrave; IPS. <\/p>\n<p>Mas os consumidores e empres&aacute;rios optimistas v&atilde;o ter de esperar por informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre o acordo que ainda n&atilde;o foi finalizado, segundo o Ministro da Energia do pa&iacute;s, Cassim Chilumpha. <\/p>\n<p>Chilumpha disse ao Parlamento esta semana que o grupo t&eacute;cnico ainda precisa de deslocar-se a Mo&ccedil;ambique para finalizar o processo. &quot;Vamos tentar, tanto quanto poss&iacute;vel, acelerar o processo para que possamos beneficiar do novo acordo o mais depressa poss&iacute;vel,&quot; disse. <\/p>\n<p>(FIM\/IPS\/AF\/SA\/CN\/TG\/12)<\/p>\n<p>BARRA LATERAL <\/p>\n<p>As tentativas do Malawi no sentido de melhorar o seu abastecimento de energia tamb&eacute;m foram afectadas pela decis&atilde;o, em Julho de 2011, da Corpora&ccedil;&atilde;o de Desafios do Mil&eacute;nio (CDM), uma ag&ecirc;ncia governamental de ajuda internacional dos Estados Unidos, de congelar um subs&iacute;dio ao sector da energia. <\/p>\n<p>O subs&iacute;dio de 350.7 milh&otilde;es de d&oacute;lares destinava-se &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o e &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;ctrico atrav&eacute;s da preserva&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o da capacidade existente de produ&ccedil;&atilde;o de energia, da melhoria da capacidade da rede de transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o, e do aumento da efici&ecirc;ncia e sustentabilidade da produ&ccedil;&atilde;o de energia hidroel&eacute;ctrica local.<\/p>\n<p>Num comunicado, a CDM afirmou que tinha tomado a decis&atilde;o de reter os fundos devido ao uso da for&ccedil;a pelas autoridades do Malawi para impedir a realiza&ccedil;&atilde;o de manifesta&ccedil;&otilde;es pac&iacute;ficas no dia 20 e 21 de Julho e para amorda&ccedil;ar imprensa. Pelo menos 21 pessoas foram mortas e 275 foram detidas durante as manifesta&ccedil;&otilde;es contra Mutharika como forma de protesto contra a falta de combust&iacute;vel, grande escassez de divisas externas, longos e recorrentes per&iacute;odos sem electricidade e escassez de &aacute;gua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LILONGWE, 15\/06\/2012 &ndash; Ora aparece ora desaparece&#8230;. &eacute; esta a hist&oacute;ria do abastecimento de energia do Malawi e do projecto de interconex&atilde;o que poder&aacute; acabar com as falhas de energia el&eacute;ctrica mediante a importa&ccedil;&atilde;o de electricidade de Mo&ccedil;ambique, pa&iacute;s vizinho. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/o-malawi-recorre-a-moambique-para-obter-energia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":942,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/942"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}