{"id":10105,"date":"2012-06-15T10:45:49","date_gmt":"2012-06-15T10:45:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10105"},"modified":"2012-06-15T10:45:49","modified_gmt":"2012-06-15T10:45:49","slug":"definio-de-economia-verde-uma-pedra-no-sapato-da-rio20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/definio-de-economia-verde-uma-pedra-no-sapato-da-rio20\/","title":{"rendered":"Defini&ccedil;&atilde;o de economia verde, uma pedra no sapato da Rio+20"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 15\/06\/2012 &ndash; A discuss&atilde;o central da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, que acontecer&aacute; na pr&oacute;xima semana no Rio de Janeiro, ser&aacute; em torno do conceito de &quot;economia verde&quot; e sobre a melhor forma de defini-la. <!--more--> &quot;Se a economia for definida claramente apontando para um desenvolvimento sustent&aacute;vel, sem recorrer a experimentos baseados no mercado ou em solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, ser&aacute; um &ecirc;xito&quot;, disse Alex Scrivener, oficial de pol&iacute;ticas do World Delepoment Movement (WDM &#8211; Movimento Mundial de Desenvolvimento), com sede em Londres. O secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que a comunidade internacional deve chegar a um consenso sobre a economia verde inclusiva, &quot;que tire as pessoas da pobreza e proteja o meio ambiente&quot;. Isto, acrescentou, exige colabora&ccedil;&atilde;o internacional. Contudo, tamb&eacute;m investimento, financiamento, experi&ecirc;ncias compartilhadas e transfer&ecirc;ncia de tecnologia.<\/p>\n<p>Um tema fundamental da Rio+20 ser&aacute; como integrar uma &quot;economia verde&quot; ao conceito mais amplo de desenvolvimento sustent&aacute;vel. Segundo o WDM, &quot;uma verdadeira economia verde adotar&aacute; a justi&ccedil;a econ&ocirc;mica e o direito das comunidades pobres de definirem seu pr&oacute;prio caminho para sair da pobreza e acabar com as pol&iacute;ticas perniciosas que priorizam o lucro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas e ao meio ambiente&quot;. O WDM tamb&eacute;m diz que esta economia por&aacute; fim &quot;&agrave; nossa obsess&atilde;o pelo crescimento econ&ocirc;mico e um consumo n&atilde;o sustent&aacute;vel, os quais reorientar&aacute; insistindo em como cobrir as necessidades de todo o mundo de maneira verdadeiramente sustent&aacute;vel&quot;.<\/p>\n<p>O rascunho do plano de a&ccedil;&atilde;o, documento a ser discutido na Rio+20, divulgado em janeiro, era vago e deixava de fora muitos dos compromissos concretos, diz a organiza&ccedil;&atilde;o, mas as negocia&ccedil;&otilde;es seguintes parecem t&ecirc;-lo dilu&iacute;do ainda mais. Sem declara&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, como a disponibilidade de fundos para facilitar para os pa&iacute;ses em desenvolvimento a implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas verdes ou um cronograma concreto para o fim dos subs&iacute;dios aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, o documento final da confer&ecirc;ncia corre o risco de ser uma declara&ccedil;&atilde;o insossa de generalidades, destaca o WDM.<\/p>\n<p>Esta organiza&ccedil;&atilde;o observa que as na&ccedil;&otilde;es industrializadas, como a Gr&atilde;-Bretanha, al&eacute;m dos bancos e das companhias multinacionais, utilizam o termo &quot;economia verde&quot; como cortina de fuma&ccedil;a para esconder seus planos de privatizar bens globais e criar novos mercados para os servi&ccedil;os que a natureza fornece gratuitamente. &quot;Deste cavalo de Troia surgir&atilde;o novos mecanismos de mercado que permitir&atilde;o ao setor financeiro obter maior controle sobre a gest&atilde;o dos bens globais&quot;, alerta a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em lugar de contribuir para o desenvolvimento sustent&aacute;vel e a justi&ccedil;a econ&ocirc;mica, esta &quot;economia verde corporativa&quot; levar&aacute; &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o da terra e da natureza, as quais passar&atilde;o a ser controladas por multinacionais que as afastar&atilde;o das comunidades que delas dependem, prev&ecirc; o WDM. Scrivener n&atilde;o acredita que o Fundo Verde para o Clima alcance o objetivo de reunir US$ 100 bilh&otilde;es at&eacute; 2020. &quot;A falta de fundos p&uacute;blicos se tornou a desculpa dos pa&iacute;ses industrializados para justificar sua falta de colabora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica para o clima ou sua tentativa de utilizar fundos privados para cobrir o vazio&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>&quot;A realidade &eacute; que, apesar da crise de d&iacute;vida soberana na Europa ter aumentando a press&atilde;o sobre a disponibilidade de fundos p&uacute;blicos, perdeu-se totalmente a oportunidade de explorar novas fontes&quot;, apontou Scrivener. Como exemplo mencionou que a ideia de introduzir novos impostos em setores muito contaminantes, como s&atilde;o a avia&ccedil;&atilde;o e os transportes, citada na c&uacute;pula de Copenhague no final de 2009, caiu no esquecimento, apesar de esse tipo de medida ser suficiente para cobrir a falta de fundos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>&quot;Quando se fala de escassez de fundos n&atilde;o devemos esquecer a d&iacute;vida clim&aacute;tica que o mundo industrializado tem com as na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento&quot;, ressaltou Scrivener. Esse dinheiro, que representaria uma &iacute;nfima propor&ccedil;&atilde;o dos or&ccedil;amentos das na&ccedil;&otilde;es ricas, &quot;n&atilde;o deveria ser considerado um compromisso discricion&aacute;rio e sua concess&atilde;o deveria ser vista como priorit&aacute;ria&quot;, considerou.<\/p>\n<p>&quot;Infelizmente, &eacute; pouco prov&aacute;vel que no Rio de Janeiro seja anunciado um pacote com fundos p&uacute;blicos, e o rascunho preliminar do documento final n&atilde;o estabelece nada significativo al&eacute;m da tradicional assist&ecirc;ncia oficial ao desenvolvimento, de 0,7% do produto interno bruto&quot;, lamentou Scrivener. &quot;&Eacute; ruim, mas creio que a principal batalha na c&uacute;pula girar&aacute; em torno dos princ&iacute;pios para definir uma nova economia verde&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>A atual crise econ&ocirc;mica deveria servir de li&ccedil;&atilde;o para os governos sobre a inerente instabilidade, a falta de sustentabilidade de nosso sistema econ&ocirc;mico e as raz&otilde;es pelas quais deve ser substitu&iacute;do. No entanto, os governos se concentram em regressar a um crescimento econ&ocirc;mico que n&atilde;o &eacute; sustent&aacute;vel, e inclusive estudam destinar um valor monet&aacute;rio &agrave; natureza, o que poderia estender a influ&ecirc;ncia dos inst&aacute;veis mercados financeiros sobre o meio ambiente.<\/p>\n<p>A crise tamb&eacute;m faz os governos n&atilde;o darem import&acirc;ncia aos grandes desafios que representam a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. &quot;Vemos que isso acontece em diferentes &acirc;mbitos como a falta de ambi&ccedil;&atilde;o do rascunho do documento final da Rio+20&quot;, acrescentou Scrivener. Quanto &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, essa mentalidade ficou demonstrada com a retirada de Canad&aacute;, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia do Protocolo de Kyoto, bem como pela tentativa de considerar o g&aacute;s natural como uma fonte de energia barata que emite pouco di&oacute;xido de carbono. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 15\/06\/2012 &ndash; A discuss&atilde;o central da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, que acontecer&aacute; na pr&oacute;xima semana no Rio de Janeiro, ser&aacute; em torno do conceito de &quot;economia verde&quot; e sobre a melhor forma de defini-la. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/definio-de-economia-verde-uma-pedra-no-sapato-da-rio20\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[14],"class_list":["post-10105","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10105\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}