{"id":10108,"date":"2012-06-18T08:50:41","date_gmt":"2012-06-18T08:50:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10108"},"modified":"2012-06-18T08:50:41","modified_gmt":"2012-06-18T08:50:41","slug":"amrica-latina-economia-sofre-turbulncias-mundiais-abaixo-do-esperado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/economia\/amrica-latina-economia-sofre-turbulncias-mundiais-abaixo-do-esperado\/","title":{"rendered":"AM&Eacute;RICA LATINA: Economia sofre turbul&ecirc;ncias mundiais abaixo do esperado"},"content":{"rendered":"<p>Santiago, Chile, 18\/06\/2012 &ndash; As turbul&ecirc;ncias e a incerteza na economia mundial, pelo impacto da crise na zona do euro e por outros acontecimentos, vai moderar o ritmo do crescimento da Am&eacute;rica Latina e do Caribe este ano, por&eacute;m, menos do que o temido, segundo a Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe (Cepal). <!--more--> Por isto, essa entidade, com sede na capital do Chile, mant&eacute;m em 3,7% sua previs&atilde;o de crescimento para 2012, quando, ap&oacute;s o comportamento da economia no segundo semestre de 2011, temia-se que houvesse uma revis&atilde;o para baixo da proje&ccedil;&atilde;o. A economia regional cresceu 4,3% no ano passado, mas v&aacute;rios de seus pa&iacute;ses mostraram uma lentid&atilde;o na expans&atilde;o, que foi moderada nos primeiros meses do ano, explicou este &oacute;rg&atilde;o regional da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), ao divulgar, no dia 14, o Informe Macroecon&ocirc;mico da Am&eacute;rica Latina e do Caribe, Junho 2012.<\/p>\n<p>O impacto da atual crise financeira europeia, da desacelera&ccedil;&atilde;o da China e da positiva, mas baixa, expans&atilde;o dos Estados Unidos, ser&aacute; diferenciado nos pa&iacute;ses, segundo a import&acirc;ncia relativa dos mercados de destino de suas exporta&ccedil;&otilde;es e sua estrutura exportadora, diz o documento. &quot;Vemos, em geral, que o cen&aacute;rio cr&iacute;tico europeu, apesar de alguma incid&ecirc;ncia na economia da regi&atilde;o, tampouco foi t&atilde;o forte&quot;, explicou &agrave; IPS o diretor de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico da Cepal, Juan Alberto Fuentes.<\/p>\n<p>&quot;&Agrave; parte da import&acirc;ncia da demanda interna, isso tem a ver com o grupo de pa&iacute;ses do Norte (da regi&atilde;o) que depende mais do crescimento dos Estados Unidos, pa&iacute;s cuja expans&atilde;o apesar de prec&aacute;ria se mant&eacute;m, ou da &Aacute;sia, que apesar de desacelerada continua sendo forte&quot;, acrescentou Fuentes.<\/p>\n<p>Nos primeiros meses de 2012, o crescimento esteve associado ao aumento da demanda interna e o setor de servi&ccedil;os, em particular o com&eacute;rcio, se manteve como um dos mais din&acirc;micos, afirma o informe. O consumidor privado explica a maior parte da alta do produto interno bruto regional, com base em uma favor&aacute;vel evolu&ccedil;&atilde;o do emprego e dos sal&aacute;rios, junto com a continuada expans&atilde;o do cr&eacute;dito e, no caso de alguns pa&iacute;ses, com o aumento das remessas de dinheiro principalmente vindas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&quot;Observamos uma contribui&ccedil;&atilde;o especial da demanda interna no crescimento, que na grande maioria dos pa&iacute;ses &eacute; o consumo, mas em outros &eacute; o consumo e o investimento, e que est&aacute; permitindo romper com a tend&ecirc;ncia de desacelera&ccedil;&atilde;o que j&aacute; se observava sobretudo no segundo semestre do ano passado&quot;, confirmou Fuentes. Durante o primeiro trimestre do ano &quot;se deteve e se inverteu parcialmente&quot; a tend&ecirc;ncia &agrave; desacelera&ccedil;&atilde;o observada no per&iacute;odo precedente em v&aacute;rios pa&iacute;ses, e isso aconteceu em meio &agrave; &quot;alta incerteza e volatilidade no contexto externo&quot;, segundo a Cepal.<\/p>\n<p>Quanto ao mesmo per&iacute;odo de 2011, houve aumentos significativos da taxa de crescimento no Peru, Chile e Venezuela, um leve aumento no M&eacute;xico e uma interrup&ccedil;&atilde;o do esfriamento no Brasil. O crescimento foi menor do que em janeiro-mar&ccedil;o de 2011 na Argentina, Col&ocirc;mbia e Guatemala, e s&oacute; o Paraguai teve uma taxa negativa durante o per&iacute;odo. A Cepal projeta que os pa&iacute;ses com maior crescimento este ano ser&atilde;o Panam&aacute; com 8%, Haiti 6%, Peru 5,7%, Bol&iacute;via 5,2%, Costa Rica e Venezuela 5%, e Chile com 4,9%. Das tr&ecirc;s maiores economias regionais, M&eacute;xico crescer&aacute; 4%, Argentina 3,5% e Brasil 2,7%.<\/p>\n<p>Fuentes explicou que no caso do Haiti &quot;evidenciamos dois fen&ocirc;menos: o primeiro &eacute; o esfor&ccedil;o de reconstru&ccedil;&atilde;o que depois de um grande atraso come&ccedil;a finalmente a dar frutos, e o outro &eacute; que esse pa&iacute;s come&ccedil;a com uma base muito reduzida&quot;. O crescimento da Venezuela tem caracter&iacute;sticas concretas, observou, por obedecer a um forte programa de investimento p&uacute;blico, especialmente no setor habitacional, facilitado pela bonan&ccedil;a proporcionada pelos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo, do qual vive sua economia. Quanto ao Brasil, &quot;vemos que se deteve a desacelera&ccedil;&atilde;o e prevemos que haja maior crescimento no futuro, com base nas pol&iacute;ticas contrac&iacute;clicas que na pr&aacute;tica o pa&iacute;s est&aacute; adotando e que claramente se refletem na estrat&eacute;gia de taxa de juros do Banco Central&quot;, destacou.<\/p>\n<p>No entanto, as turbul&ecirc;ncias mundiais tiveram import&acirc;ncia no setor exportador, pela queda dos pre&ccedil;os dos principais produtos b&aacute;sicos da oferta regional, o que desacelerou o peso das vendas externas na economia regional. A taxa de varia&ccedil;&atilde;o interanual das exporta&ccedil;&otilde;es passou de um m&aacute;ximo de 29,3%, no segundo trimestre de 2011, para 10,4% no primeiro trimestre de 2012. Um fen&ocirc;meno para o qual contribuiu a persistente queda das vendas para a Uni&atilde;o Europeia (UE), afetada por uma crise da d&iacute;vida que tem impacto sobre a economia do bloco.<\/p>\n<p>A Cepal prev&ecirc; que a relativa desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento econ&ocirc;mico mundial de 2012 levar&aacute; o com&eacute;rcio internacional da regi&atilde;o a crescer com taxas menores do que em 2011. As exporta&ccedil;&otilde;es aumentar&atilde;o 6,3%, enquanto a din&acirc;mica da demanda interna impulsionar&aacute; maior eleva&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es, de 10,2%. Com isso, se passaria de um super&aacute;vit comercial de 1,3% do PIB em 2011 para outro de apenas 0,7% do PIB em 2012.<\/p>\n<p>O informe adverte ser poss&iacute;vel que a situa&ccedil;&atilde;o mundial piore e que isto poderia interromper os fluxos financeiros para a regi&atilde;o, bem com as linhas de cr&eacute;dito dos bancos internacionais, o que provocaria quedas nos mercados de valores e deprecia&ccedil;&atilde;o das moedas, al&eacute;m de uma redu&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es e do investimento. &quot;Supomos que, se for mantido o cen&aacute;rio atual, haver&aacute; um efeito, por&eacute;m menor, em contraste com o cen&aacute;rio que identificamos no informe&quot;, observou Fuentes. Entretanto, tudo pode mudar em raz&atilde;o da volatilidade da crise da UE. Se acontecer, por exemplo, uma sa&iacute;da desordenada da Gr&eacute;cia do euro, &quot;existe a possibilidade de cont&aacute;gio, com consequ&ecirc;ncias similares &agrave;s vividas em 2008-2009&quot;, concluiu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santiago, Chile, 18\/06\/2012 &ndash; As turbul&ecirc;ncias e a incerteza na economia mundial, pelo impacto da crise na zona do euro e por outros acontecimentos, vai moderar o ritmo do crescimento da Am&eacute;rica Latina e do Caribe este ano, por&eacute;m, menos do que o temido, segundo a Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe (Cepal). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/economia\/amrica-latina-economia-sofre-turbulncias-mundiais-abaixo-do-esperado\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[14],"class_list":["post-10108","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10108\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}