{"id":10113,"date":"2012-06-18T09:09:49","date_gmt":"2012-06-18T09:09:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10113"},"modified":"2012-06-18T09:09:49","modified_gmt":"2012-06-18T09:09:49","slug":"rio20-pases-do-sul-aceitam-economia-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/rio20-pases-do-sul-aceitam-economia-verde\/","title":{"rendered":"RIO+20: Pa&iacute;ses do Sul aceitam economia verde"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 18\/06\/2012 &ndash; N&atilde;o &eacute; certo que os pa&iacute;ses em desenvolvimento condicionaram a inclus&atilde;o da economia verde no documento final da Rio+20 a defini&ccedil;&otilde;es sobre financiamento, disse ao TerraViva a chefe da delega&ccedil;&atilde;o da Venezuela, Claudia Salerno Caldera. &quot;Isto &eacute; um boato sem base&quot;, afirmou.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10113\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS14-150x150.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10113\" class=\"size-medium wp-image-10113\" title=\"Claudia Salerno Caldera, chefe da delega&ccedil;&atilde;o da Venezuela. - IISD\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/IPS14-150x150.jpg\" alt=\"Claudia Salerno Caldera, chefe da delega&ccedil;&atilde;o da Venezuela. - IISD\" width=\"200\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10113\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Salerno Caldera, chefe da delega&ccedil;&atilde;o da Venezuela. - IISD<\/p><\/div>  No dia 14, o Grupo dos 77 (G-77) pa&iacute;ses em desenvolvimento mais a China se retirou da mesa que discutia economia verde, alegando que as na&ccedil;&otilde;es ricas criavam obst&aacute;culos a qualquer avan&ccedil;o referente aos &quot;meios de implanta&ccedil;&atilde;o&quot;, isto &eacute;, &agrave; transfer&ecirc;ncia de tecnologia e o financiamento para enfrentar a transforma&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o e consumo. No dia seguinte as discuss&otilde;es ca&iacute;ram em ponto morto em v&aacute;rios outros temas e, no dia 16, o Brasil apresentou um documento consolidado em busca de consenso antes da chegada dos chefes de Estado e de governo para a c&uacute;pula da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, que acontece entre 20 e 22 deste m&ecirc;s.<\/p>\n<p>Os pa&iacute;ses em desenvolvimento &quot;iniciaram a negocia&ccedil;&atilde;o sobre economia verde e sobre as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias&quot;, e isso avan&ccedil;ava &quot;maravilhosamente bem&quot; at&eacute; que a discuss&atilde;o chegou aos meios de implementa&ccedil;&atilde;o, explicou Salerno. Como &eacute; poss&iacute;vel &quot;que n&oacute;s, com as lutas contra a pobreza que temos, estejamos mais dispostos a essa transforma&ccedil;&atilde;o do que os que se sup&otilde;em t&ecirc;m melhores condi&ccedil;&otilde;es?&quot;, questionou.<\/p>\n<p>As propostas para reverdecer a economia que o Norte industrializado havia colocado sobre a mesa em janeiro iam no sentido de criar novas barreiras ao com&eacute;rcio, &quot;e lutamos desde ent&atilde;o e conseguimos ajust&aacute;-las&quot;, detalhou a representante venezuelana. O acordo &quot;n&atilde;o podia destruir 20 anos de negocia&ccedil;&otilde;es na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio e tudo o que foi adotado em mat&eacute;ria ambiental&quot; porque voc&ecirc; tem uma crise, ressaltou, se referindo &agrave; Uni&atilde;o Europeia (UE). Entretanto, &quot;o debate foi retomado&quot; e o cap&iacute;tulo de economia verde &quot;&eacute; hoje um dos que t&ecirc;m maior quantidade de textos j&aacute; acordados&quot;, contou Salerno. Por que n&atilde;o h&aacute; um s&oacute; par&aacute;grafo sobre meios de implanta&ccedil;&atilde;o? Porque os pa&iacute;ses ricos &quot;n&atilde;o querem nada&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Os Estados aceitaram &quot;limitar a natureza prescritiva da ideia de economia verde e em seu lugar colocar pol&iacute;ticas de economia verde&quot;, reconhecendo que os pa&iacute;ses &quot;devem manter a capacidade de definir como adapt&aacute;-lo &agrave;s circunst&acirc;ncias espec&iacute;ficas&quot;, afirmou Alex Rafalowicz, assessor legal da n&atilde;o governamental Rede do Terceiro Mundo, que acompanha de perto os debates.<\/p>\n<p>Cabe aos governos decidir &quot;se a crise e a conjuntura podem impedir o pol&iacute;tico de ter uma vis&atilde;o de 20 anos&quot;, apontou Salerno. &quot;Todo o mundo tem uma crise diferente. A Europa clama pela sua e vive colocando-a sobre a mesa como justificativa&quot;, acrescentou. O an&uacute;ncio, na semana passada, de um fundo de US$ 30 bilh&otilde;es &quot;j&aacute; &eacute; um acordo e n&atilde;o vamos revis&aacute;-lo. Se eles (Estados Unidos e UE) voltarem atr&aacute;s no que os pr&oacute;prios pa&iacute;ses desenvolvidos colocaram como a grande bandeira pol&iacute;tica da c&uacute;pula sobre mudan&ccedil;a clim&aacute;tica de Copenhague, ent&atilde;o estaremos muito mal. Contudo, inclusive isso j&aacute; vimos&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>As delega&ccedil;&otilde;es de Venezuela, Bol&iacute;via, Equador, Cuba e Nicar&aacute;gua, que coordenam suas posturas na Alian&ccedil;a Bolivariana para os Povos de Nossa Am&eacute;rica (Alba), no dia 16 falaram duramente sobre os retrocessos em financiamento. De fato, &quot;O G-77 se retirou dos debates sobre economia verde porque a Alba e a Bol&iacute;via observaram que os meios de implanta&ccedil;&atilde;o est&atilde;o seguindo por um caminho t&atilde;o equivocado e absurdo que aparece como fonte de financiamento a caridade privada&quot;, afirmou ao TerraViva o chefe de negocia&ccedil;&otilde;es sobre mudan&ccedil;a clim&aacute;tica da Bol&iacute;via, Ren&eacute; Orellana.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o sabemos se est&atilde;o brincando com a gente ou se efetivamente querem desmantelar a coopera&ccedil;&atilde;o internacional&quot;, comentou Orellana. &quot;Onde diz que as obriga&ccedil;&otilde;es v&aacute;lidas em numerosos tratados internacionais ficam suspensas em tempos dif&iacute;ceis?&quot;, questionou. Seu pa&iacute;s &quot;tem esperan&ccedil;a no processo da Rio+20&quot;, disse, mas &quot;queremos ver um documento que expresse o direito ao desenvolvimento, os direitos da M&atilde;e Terra, a harmonia com a natureza e um enfoque que resolva nossa pobreza&quot;.<\/p>\n<p>Bol&iacute;via, Venezuela e outros pa&iacute;ses latino-americanos produtores de hidrocarbonos est&atilde;o diante do dilema de uma economia baseada em uma produ&ccedil;&atilde;o suja. &quot;Temos uma depend&ecirc;ncia muito importante desses recursos n&atilde;o renov&aacute;veis, e pela vulnerabilidade n&atilde;o podemos sair do dia para a noite dessa depend&ecirc;ncia, salvo se tivermos transfer&ecirc;ncia de tecnologia, a condi&ccedil;&atilde;o para migrar de uma energia n&atilde;o renov&aacute;vel para uma renov&aacute;vel&quot;, explicou Orellana.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, &quot;nossa contribui&ccedil;&atilde;o para as emiss&otilde;es de gases-estufa &eacute; de 0,03%. E, de repente, querem que assumamos uma enorme responsabilidade na redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, n&oacute;s, pa&iacute;ses que n&atilde;o somos os culpados pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Se o fizermos de uma dia para outro, deixaremos nossos Estados sem possibilidade de renda&quot;, ressaltou Orellana. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 18\/06\/2012 &ndash; N&atilde;o &eacute; certo que os pa&iacute;ses em desenvolvimento condicionaram a inclus&atilde;o da economia verde no documento final da Rio+20 a defini&ccedil;&otilde;es sobre financiamento, disse ao TerraViva a chefe da delega&ccedil;&atilde;o da Venezuela, Claudia Salerno Caldera. &quot;Isto &eacute; um boato sem base&quot;, afirmou. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/rio20-pases-do-sul-aceitam-economia-verde\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,4,11],"tags":[],"class_list":["post-10113","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10113\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}