{"id":10115,"date":"2012-06-19T07:36:48","date_gmt":"2012-06-19T07:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10115"},"modified":"2012-06-19T07:36:48","modified_gmt":"2012-06-19T07:36:48","slug":"rio20-quem-paga-a-conta-da-economia-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/america-latina\/rio20-quem-paga-a-conta-da-economia-verde\/","title":{"rendered":"RIO+20: Quem paga a conta da economia verde?"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, 19\/06\/2012 &ndash; Quem pagar&aacute; a conta da transi&ccedil;&atilde;o para uma economia verde em um momento em que o contexto de crise do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico mundial n&atilde;o favorece a tomada de nenhum compromisso financeiro e de aporte de recursos? <!--more--> Os meios de financiar a passagem para um modelo econ&ocirc;mico de baixo carbono tem sido tema de discuss&atilde;o dos in&uacute;meros eventos paralelos &agrave; confer&ecirc;ncia Rio+20, como o Fair Ideas que decorre neste fim de semana na Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).<\/p>\n<p>Promovido pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (IIED), o evento reuniu especialistas para debater temas ligados &agrave; sustentabilidade no desenvolvimento dos pa&iacute;ses, nos neg&oacute;cios e nos centros urbanos.<\/p>\n<p>&quot;N&oacute;s ainda n&atilde;o vemos a&ccedil;&atilde;o na escala necess&aacute;ria, a velocidade de mudan&ccedil;a &eacute; muito abaixo do necess&aacute;rio. O que cabe &agrave; ONU &eacute; criar uma vis&atilde;o comum e estimular um compromisso pol&iacute;tico entorno de novos paradigmas que n&atilde;o s&atilde;o pequenos&quot;, disse &agrave; IPS Virgilio Viana, fundador e superintendente-geral da Funda&ccedil;&atilde;o Amazonas Sustent&aacute;vel (FAS).<\/p>\n<p>Enquanto impera a diverg&ecirc;ncia na elabora&ccedil;&atilde;o do documento final da Rio+20 que, em nome de enxugar a declara&ccedil;&atilde;o final, negociadores retiraram pontos pol&ecirc;micos como a proposta feita pelo G-77 de cria&ccedil;&atilde;o de um Fundo de U$S 30 bilh&otilde;es para financiar as a&ccedil;&otilde;es de transi&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses mais pobres para a chamada economia verde, ambientalistas e cr&iacute;ticos ao processo de negocia&ccedil;&atilde;o defendem outras ferramentas.<\/p>\n<p>&quot;Precisamos pensar em outros mecanismos inovadores de financiamento&quot;, argumenta Viana. A ideia do Fundo, ainda que importante, n&atilde;o se mostra vi&aacute;vel no momento atual em que pa&iacute;ses deveriam se comprometer financeiramente.<\/p>\n<p>O idealizador do FAS pondera que, mesmo que o Fundo fosse criado, sua burocracia emperraria a destina&ccedil;&atilde;o de recursos e o tornaria ineficiente. Viana defende o estabelecimento de uma taxa para as transa&ccedil;&otilde;es financeiras a n&iacute;vel global como forma de arrecadar recursos.<\/p>\n<p>Questionada por IPS, a ministra do meio ambiente da Dinamarca &#8211; pa&iacute;s que assumiu em 2012 a presid&ecirc;ncia rotativa daUni&atilde;o Europeia -, Ida Auken, rec&eacute;m chegada ao Rio de Janeiro para a Confer&ecirc;ncia, afirma estar otimista e que &eacute; poss&iacute;vel ir al&eacute;m do que est&aacute; sendo discutido pelos negociadores.<\/p>\n<p>&quot;A Confer&ecirc;ncia ainda n&atilde;o acabou, estamos engajados nessa discuss&atilde;o (da economia verde) em que n&oacute;s, como pol&iacute;ticos, podemos avan&ccedil;ar para al&eacute;m dos negociadores. &Eacute; nossa obriga&ccedil;&atilde;o fazer isso. Sabemos que n&atilde;o &eacute; preciso tantos recursos para realizar a&ccedil;&otilde;es efetivas. Podemos atrair investimentos privados e ter mais capacidade para investir no mundo em desenvolvimento. A economia verde n&atilde;o &eacute; apenas um caminho a seguir, &eacute; o &uacute;nico caminho a seguir&quot;, afirmou Ida Auken.<\/p>\n<p>Na declara&ccedil;&atilde;o final da Rio+20, al&eacute;m de o fundo bilion&aacute;rio ter sido descartado, tamb&eacute;m foi adiada a defini&ccedil;&atilde;o dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (SDGs, em ingl&ecirc;s, Sustainable Development Goals). O detalhamento de metas ficar&aacute; para um processo de negocia&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-Rio+20.<\/p>\n<p>A ministra dinamarquesa enfatizou o &quot;dever de tra&ccedil;ar metas e alvos ambiciosos&quot;, mas reconhece que apenas ser&aacute; alcan&ccedil;ado um consenso dos temas que dever&atilde;o estabelecer os SDGs.<\/p>\n<p>&quot;Devemos falar dos principais pontos da nossa economia, como retirar as pessoas da pobreza, garantir &aacute;gua, preservar oceanos, florestas, seguran&ccedil;a alimentar e energia que devem ser gerenciados de forma sustent&aacute;vel e devem ter seu acesso garantido para a popula&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o essas as &aacute;reas principais, al&eacute;m de cidades sustent&aacute;veis j&aacute; que mais e mais pessoas vivem nos centros urbanos. A forma como as cidades se desenvolvem &eacute; extremamente importante&quot;, concluiu.<\/p>\n<p>Virgilio Viana da FAS vai al&eacute;m e discute a necessidade de estabelecimento de indicadores para medir o cumprimento dessas metas.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; uma discuss&atilde;o t&eacute;cnica e cient&iacute;fica, este n&atilde;o &eacute; papel dos chefes de Estado e de Governo que &eacute; o de elencar os temas&quot;, destacou.<\/p>\n<p>2% do PIB mundial para economia verde<\/p>\n<p>O PNUMA estima que, para come&ccedil;armos a transi&ccedil;&atilde;o rumo a uma economia verde, s&atilde;o necess&aacute;rios U$S 1.3 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Segundo o relat&oacute;rio da Coaliz&atilde;o pela Economia Verde (Green Economy Coalition no documento &quot;The Green Economy Pocketbook&quot;), se 2% do PIB mundial for investido em economia verde, ser&atilde;o criados cerca de 9,6 milh&otilde;es de novos empregos por ano.<\/p>\n<p>A pegada ecol&oacute;gica da humanidade j&aacute; ultrapassa a 52% da capacidade de renova&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais do planeta.<\/p>\n<p>Florestas que s&atilde;o geridas por popula&ccedil;&otilde;es locais e tradicionais ocupam cerca de um quarto das florestas do planeta e prov&ecirc;em entre U$S 75 e 100 bilh&otilde;es por ano em bens e servi&ccedil;os florestais.<\/p>\n<p>S&oacute; em 2007, o pagamento por servi&ccedil;os ambientais totalizaram U$S 77 bilh&otilde;es em todo o mundo e deve alcan&ccedil;ar o patamar de U$S 300 bilh&otilde;es em 2020.<\/p>\n<p>De acordo com o PNUMA, os ecossistemas fornecem servi&ccedil;os essenciais &agrave; humanidade na ordem de U$S 72 trilh&otilde;es por ano, compar&aacute;vel at&eacute; mesmo &agrave; renda mundial bruta dos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Mesmo assim, aproximadamente dois ter&ccedil;os dos ecossistemas globais s&atilde;o considerados degradados. Bens naturais protegidos fornecem &agrave; economia um retorno de at&eacute; 100 vezes mais do que se gasta para mant&ecirc;-los.<\/p>\n<p>O grupo de trabalho sobre Economia da Adapta&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica constatou que as amea&ccedil;as clim&aacute;ticas podem custar &agrave;s na&ccedil;&otilde;es 19% do seu PIB at&eacute; 2030, sendo que os pa&iacute;ses em desenvolvimento s&atilde;o os mais vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>De acordo com avalia&ccedil;&atilde;o da empresa Munich Re, uma das maiores companhias de resseguro do mundo, o ano de 2011 foi o mais custoso e bateu o record de cat&aacute;strofes naturais, contabilizando U$S 776 bilh&otilde;es. (IPS\/TerraViva)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, 19\/06\/2012 &ndash; Quem pagar&aacute; a conta da transi&ccedil;&atilde;o para uma economia verde em um momento em que o contexto de crise do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico mundial n&atilde;o favorece a tomada de nenhum compromisso financeiro e de aporte de recursos? <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/america-latina\/rio20-quem-paga-a-conta-da-economia-verde\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,4],"tags":[],"class_list":["post-10115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10115\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}