{"id":10133,"date":"2012-06-19T09:34:17","date_gmt":"2012-06-19T09:34:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10133"},"modified":"2012-06-19T09:34:17","modified_gmt":"2012-06-19T09:34:17","slug":"rio20-o-brasil-e-a-liderana-necessria-na-rio20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/america-latina\/rio20-o-brasil-e-a-liderana-necessria-na-rio20\/","title":{"rendered":"RIO+20: O Brasil e a lideran&ccedil;a necess&aacute;ria na Rio+20"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 19\/06\/2012 &ndash; A ascens&atilde;o do Brasil e de outras economias emergentes &eacute; uma das grandes mudan&ccedil;as desde a Eco 92. Com o poder vem a responsabilidade. <!--more--> Ao inv&eacute;s de paralisia pol&iacute;tica e ainda mais conversa, h&aacute; v&aacute;rios desafios econ&ocirc;micos, sociais e ambientais que exigem a tomada de importantes decis&otilde;es este m&ecirc;s no Rio de Janeiro. Por muito tempo, os l&iacute;deres governamentais e empresariais t&ecirc;m lidado com os problemas econ&ocirc;micos de uma forma antiquada, como por exemplo, financiar setores &quot;business as usual&quot; (neg&oacute;cios feitos de forma usual\/costumeira) &#8211; pol&iacute;ticas que apenas provocaram uma maior agita&ccedil;&atilde;o social e ambiental.<\/p>\n<p>Chamada510 O Brasil e a lideran&ccedil;a necess&aacute;ria na Rio+20Mas houve uma mudan&ccedil;a global no poder desde o encontro dos governos para a Eco 92 h&aacute; 20 anos. Pa&iacute;ses como Brasil, China, &Iacute;ndia e &Aacute;frica do Sul (os pa&iacute;ses BRICS) ganharam poder econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico nos &uacute;ltimos 20 anos &#8211; um desenvolvimento que oferece esperan&ccedil;a de mudan&ccedil;a pol&iacute;tica global.<\/p>\n<p>Embora a pobreza ainda exista, os BRICS est&atilde;o, em muitos aspectos, melhores do que seus colegas &quot;altamente industrializados&quot;: h&aacute; uma grande taxa de desemprego &eacute; em Madrid e grande oferta de emprego em S&atilde;o Paulo. Uma recess&atilde;o se instala na Gr&atilde;-Bretanha, enquanto a China continua a crescer. Os BRICS est&atilde;o agora solicitando mais influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica onde o poder mundial &eacute; discutido &#8211; e eles t&ecirc;m o direito de faz&ecirc;-lo.<\/p>\n<p>Entre essas novas pot&ecirc;ncias econ&ocirc;micas, o Brasil ocupa um lugar especial. Talvez nenhum outro pa&iacute;s no mundo tenha os meios &#8211; a estabilidade financeira, uma democracia madura e os ativos ambientais corretos &#8211; para prover um caminho de sustentabilidade e prosperidade.<\/p>\n<p>Nesta nova ordem mundial, por&eacute;m, pa&iacute;ses como o Brasil n&atilde;o podem apenas exigir a&ccedil;&otilde;es do resto do mundo. Ele tamb&eacute;m deve responder &agrave; pergunta sobre o que o mundo pode esperar do Brasil. Com o poder vem a responsabilidade. Fundamentalmente, o Brasil exemplifica o dilema com o qual estamos todos nos confrontando: o desenvolvimento econ&ocirc;mico versus a sustentabilidade.<\/p>\n<p>Em 2012, o Brasil tornou-se a sexta maior economia do mundo e, por grande parte da d&eacute;cada passada, foi corretamente elogiado como um l&iacute;der global no desenvolvimento sustent&aacute;vel para simultaneamente reduzir o desmatamento e ainda reduzir a lacuna entre os ricos e os pobres.<\/p>\n<p>Estas conquistas, no entanto, est&atilde;o sob amea&ccedil;a. Em maio, a presidente Dilma Rousseff falhou ao n&atilde;o vetar totalmente a lei do novo C&oacute;digo Florestal, que oferece anistia aos criminosos florestais e reabre a Amaz&ocirc;nia para a destrui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Quase 80% dos brasileiros se opuseram &agrave;s prejudiciais mudan&ccedil;as do C&oacute;digo Florestal e cidad&atilde;os do Brasil e ao redor do mundo pediram a Dilma Rousseff para vetar a totalidade da lei e se comprometer a atingir o desmatamento zero na Amaz&ocirc;nia at&eacute; 2015. Ela n&atilde;o fez nenhuma dessas coisas.<\/p>\n<p>Esta n&atilde;o foi &eacute; a lideran&ccedil;a que o Brasil deveria estar mostrando. Durante a Rio+20, o Greenpeace chamar&aacute; as pessoas do Brasil para fazer o seu pedido pelo Desmatamento Zero em voz t&atilde;o alta que a presidente Dilma Rousseff ter&aacute; que concordar.<\/p>\n<p>Outra &aacute;rea em que o Brasil ainda pode mostrar lideran&ccedil;a est&aacute; nas decis&otilde;es que toma em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s reservas de petr&oacute;leo do pa&iacute;s na pr&oacute;xima d&eacute;cada. Se o Brasil for em frente com seu desenvolvimento planejado para o petr&oacute;leo do pr&eacute;-sal, estar&aacute; entre os cinco maiores produtores de petr&oacute;leo do mundo em 2020, com emiss&otilde;es relacionadas ao petr&oacute;leo ao mesmo n&iacute;vel daquelas que hoje s&atilde;o provenientes do desmatamento.<\/p>\n<p>Atualmente, a matriz energ&eacute;tica do Brasil &#8211; embora longe de ser perfeita dada a sua depend&ecirc;ncia de grandes hidrel&eacute;tricas e energia nuclear &#8211; &eacute; uma das menos intensivas em carbono no mundo.<\/p>\n<p>Portanto, se o pa&iacute;s for investir o dinheiro que atualmente vai para desmatamento e explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em desmatamento zero e em uma revolu&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, poderia fornecer energia limpa para todos, ter uma floresta Amaz&ocirc;nica pr&oacute;spera e empregos verdes decentes. Isso seria a verdadeira lideran&ccedil;a &#8211; a lideran&ccedil;a que o mundo precisa ver.<\/p>\n<p>Como brasileiro, espero que o meu pa&iacute;s cumpra sua responsabilidade global na Rio +20. Como anfitri&atilde;o da c&uacute;pula, o Brasil n&atilde;o deve se esconder por tr&aacute;s da dificuldade de alcan&ccedil;ar um consenso global, mas sim tomar a iniciativa de mostrar ao mundo que uma economia justa, limpa e verde &eacute; poss&iacute;vel.<\/p>\n<p>O mundo que queremos &eacute; poss&iacute;vel, e o Brasil pode mostrar a lideran&ccedil;a que precisamos para fazer isso acontecer.<\/p>\n<p>* Marcelo Furtado &eacute; Diretor Executivo do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>** Publicado originalmente no site TerraViva. (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 19\/06\/2012 &ndash; A ascens&atilde;o do Brasil e de outras economias emergentes &eacute; uma das grandes mudan&ccedil;as desde a Eco 92. 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