{"id":10136,"date":"2012-06-19T09:40:43","date_gmt":"2012-06-19T09:40:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10136"},"modified":"2012-06-19T09:40:43","modified_gmt":"2012-06-19T09:40:43","slug":"rio20-mulheres-foram-s-ruas-por-seus-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/america-latina\/rio20-mulheres-foram-s-ruas-por-seus-direitos\/","title":{"rendered":"RIO+20: Mulheres foram &agrave;s ruas por seus direitos"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 19\/06\/2012 &ndash; Enfeitada com um colar de penas e carregando um cartaz escrito &agrave; m&atilde;o, Rosenilda Candido, 38 anos, ind&iacute;gena do grupo Terena, mostrou por que veio da aldeia Bananal, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, ao Rio de Janeiro para integrar-se &agrave; C&uacute;pula dos Povos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10136\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Chamada38.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10136\" class=\"size-medium wp-image-10136\" title=\"Mulheres peruanas durante a marcha das mulheres na Rio+20. - Clarinha Glock.\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Chamada38.jpg\" alt=\"Mulheres peruanas durante a marcha das mulheres na Rio+20. - Clarinha Glock.\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10136\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres peruanas durante a marcha das mulheres na Rio+20. - Clarinha Glock.<\/p><\/div>  Representando a Articula&ccedil;&atilde;o das Mulheres Brasileiras, chegou t&iacute;mida &agrave; Marcha das Mulheres realizada durante a manh&atilde; de ontem (18), mas com um discurso fortalecido pelos debates.<\/p>\n<p>A lista de reivindica&ccedil;&otilde;es de Rosenilda era semelhante a de outras milhares que fizeram a caminhada saindo do Museu de Arte Moderna at&eacute; o Largo Carioca, no centro da cidade: n&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia, mais seguran&ccedil;a nos territ&oacute;rios, demarca&ccedil;&atilde;o de terras, direitos iguais com os homens. &quot;O urbanismo est&aacute; trazendo a explora&ccedil;&atilde;o sexual para as aldeias, dificultando a planta&ccedil;&atilde;o, provocando polui&ccedil;&atilde;o e desmatamento&quot;, observou.<\/p>\n<p>A faixa alaranjada que carregou durante a Marcha trouxe o apelo da tailandesa Anchalee Phonklieng, 50 anos: &quot;Mulheres da &Aacute;sia lutam por liberdade&quot;. Anchalee reclamou da falta de oportunidades e disse que n&atilde;o h&aacute; muito espa&ccedil;o de participa&ccedil;&atilde;o em seu pa&iacute;s. &quot;Podemos contribuir com conhecimento, opini&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o&quot;, garantiu. Poma Yola, 38 anos, integrante da Articula&ccedil;&atilde;o Feminista Mercosur, vestiu as coloridas roupas t&iacute;picas dos peruanos para lembrar que &eacute; preciso romper paradigmas e fortalecer os saberes.<\/p>\n<p>A seu lado, Mary Marca Paco, diretora executiva do Centro de Informa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Mulheres, com sedeem La Paz, na Bol&iacute;via, chamou a aten&ccedil;&atilde;o para os riscos que corre a sa&uacute;de reprodutiva humana devido aos efeitos nocivos dos transg&ecirc;nicos, da implanta&ccedil;&atilde;o de megaprojetos, da explora&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rios, petr&oacute;leo e energia. &quot;Nossas crian&ccedil;as est&atilde;o sendo violadas; as mulheres ainda enfrentam o tr&aacute;fico humano, que as obriga &agrave; prostitui&ccedil;&atilde;o, e os abortos clandestinos&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Estavam l&aacute; tamb&eacute;m as representantes da Via Campesina, bem como de institui&ccedil;&otilde;es feministas e femininas, de partidos pol&iacute;ticos, al&eacute;m de homens solid&aacute;rios.<\/p>\n<p>O objetivo da Marcha, que conseguiu reunir gente de todos os cantos do Brasil e do Exterior, era dar visibilidade &agrave;s diferentes vozes que durante muito tempo ficaram caladas e ainda hoje s&atilde;o caladas &agrave; for&ccedil;a. Elas cantaram, batucaram, brincaram, portaram bandeiras, fizeram discursos e distribu&iacute;ram panfletos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. E, sobretudo, se fizeram ouvir: as mulheres s&atilde;o contra o modelo econ&ocirc;mico que prioriza o lucro.<\/p>\n<p>&quot;Queremos denunciar essa falsa solu&ccedil;&atilde;o de economia verde e mostrar as alternativas constru&iacute;das pelas representantes femininas em suas organiza&ccedil;&otilde;es&quot;, comentou Bernadete Esperan&ccedil;a Monteiro, integrante da secretaria executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.<\/p>\n<p>Noeli Taborda, 31 anos, da Via Campesina e da dire&ccedil;&atilde;o do Movimento das Mulheres Camponesas, lembrou que &eacute; poss&iacute;vel construir um projeto de agricultura que de fato resolva o problema da alimenta&ccedil;&atilde;o no mundo. &quot;Estamos organizadas, propondo a agricultura ecol&oacute;gica e a recupera&ccedil;&atilde;o e melhoria das sementes crioulas, que s&atilde;o o in&iacute;cio da vida. N&atilde;o adianta ter acesso aos alimentos se eles estiverem contaminados. Os altos &iacute;ndices de c&acirc;ncer s&atilde;o resultado disso&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>Noeli falou contra as mortes &#8211; uma mulher assassinada a cada cinco minutos no Brasil -, e comparou a explora&ccedil;&atilde;o sexual do corpo feminino com a da natureza &#8211; ambos s&atilde;o vistos como mercadoria. Sua expectativa &eacute; de que na Rio+20 os governos realmente pensem solu&ccedil;&otilde;es que resolvam a crise ambiental e social.<\/p>\n<p>&quot;Gostaria que chegassem a solu&ccedil;&otilde;es como a reforma agr&aacute;ria e a soberania alimentar atrav&eacute;s da agroecologia. Queria que os chefes de Estado pensassem pelo povo, e n&atilde;o apenas pela minoria de 5% que det&eacute;m 40% das riquezas no mundo. Por&eacute;m, acredito que a Rio+20 vai ser mais um encontro de fortalecimento das grandes economias e do capitalismo. Por isso a C&uacute;pula dos Povos est&aacute; aqui: para dizer que n&atilde;o queremos isso&quot;.<\/p>\n<p>Enquanto as mulheres faziam sua manifesta&ccedil;&atilde;o pela cidade, a diretora executiva da ONU Mulheres e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, se reuniram no Riocentro e afirmaram a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria e do respeito aos direitos das mulheres para o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Segundo Bachelet, quando essa participa&ccedil;&atilde;o &eacute; total e igual, as sociedades, as economias e o meio ambiente ficam mais saud&aacute;veis.<\/p>\n<p>Bachelet citou n&uacute;meros que refor&ccedil;am as den&uacute;ncias e os apelos feitos durante a Marcha das Mulheres na C&uacute;pula dos Povos. &quot;Uma mulher morre a cada dois minutos de complica&ccedil;&otilde;es do parto e da gravidez; a viol&ecirc;ncia contra as mulheres continua uma epidemia global; as mulheres recebem menos que os homens pelo mesmo trabalho e continuam pouco representadas na tomada de decis&otilde;es&quot;, disse. Para Bachelet, isso n&atilde;o &eacute; sustentabilidade, &eacute; exclus&atilde;o social e n&atilde;o fere apenas as mulheres, mas a todos. &quot;Na Rio+20 temos a chance de mudar o futuro&quot;, garantiu.<\/p>\n<p>* Publicado originalmente no site TerraViva. (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 19\/06\/2012 &ndash; Enfeitada com um colar de penas e carregando um cartaz escrito &agrave; m&atilde;o, Rosenilda Candido, 38 anos, ind&iacute;gena do grupo Terena, mostrou por que veio da aldeia Bananal, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, ao Rio de Janeiro para integrar-se &agrave; C&uacute;pula dos Povos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/america-latina\/rio20-mulheres-foram-s-ruas-por-seus-direitos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":42,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,6,4],"tags":[24],"class_list":["post-10136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-direitos-humanos","category-mundo","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}