{"id":10172,"date":"2012-06-21T11:15:16","date_gmt":"2012-06-21T11:15:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10172"},"modified":"2012-06-21T11:15:16","modified_gmt":"2012-06-21T11:15:16","slug":"na-frica-os-renovveis-iluminam-a-escurido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/na-frica-os-renovveis-iluminam-a-escurido\/","title":{"rendered":"Na &Aacute;frica, os renov&aacute;veis iluminam a escurid&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 21\/06\/2012 &ndash; C&uacute;pulas gigantes como a Rio+20 podem facilmente degenerar em papo-furado e cen&aacute;rio para discursos in&uacute;teis.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10172\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Capa81.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10172\" class=\"size-medium wp-image-10172\" title=\"L&acirc;mpadas movidas a energia solar para a \u00c3\u0081frica. - Cortesia da Cereso\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Capa81.jpg\" alt=\"L&acirc;mpadas movidas a energia solar para a \u00c3\u0081frica. - Cortesia da Cereso\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10172\" class=\"wp-caption-text\">L&acirc;mpadas movidas a energia solar para a \u00c3\u0081frica. - Cortesia da Cereso<\/p><\/div>  No entanto, esses eventos tamb&eacute;m funcionam como vitrines de pequenos projetos que j&aacute; melhoram a vida cotidiana das pessoas em algum lugar do nosso planeta azul. Este &eacute; o caso de v&aacute;rios projetos que usam fontes renov&aacute;veis de energia no leste da &Aacute;frica, que est&atilde;o permitindo que as pessoas em pequenas comunidades substituam os insalubres lampi&otilde;es de parafina, evitando acidentes e permitindo o abandono de m&eacute;todos ineficientes e demorados para recarregar seus telefones celulares.<\/p>\n<p>Em Uganda e no Qu&ecirc;nia, uma pessoa tem estado profundamente envolvida com essa quest&atilde;o &#8211; um engenheiro de sistemas brasileiro, que migrou para a &Aacute;frica oriental h&aacute; 15 anos, apenas para perceber que o que ele tinha aprendido em casa era in&uacute;til do outro lado do mundo. &quot;Eu logo percebi que teria de adaptar o meu conhecimento para as condi&ccedil;&otilde;es locais, se eu quisesse ser &uacute;til ali, e o que as pessoas precisavam n&atilde;o era uma log&iacute;stica eficiente, mas energia renov&aacute;vel&quot;, disse ao TerraViva Izael Pereira da Silva, vice-chanceler para assuntos acad&ecirc;micos da Universidade de Strathmore em Nair&oacute;bi, no Qu&ecirc;nia.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de suas responsabilidades acad&ecirc;micas, Pereira da Silva &eacute; um agente de desenvolvimento criativo, que fez a introdu&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o de fontes de energia renov&aacute;veis na &Aacute;frica oriental, o trabalho de sua vida. Agora, ele voltou ao seu pa&iacute;s natal para participar da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, e mostrar que a &Aacute;frica n&atilde;o precisa ser o continente &quot;escuro&quot;. &quot;Quando voc&ecirc; voa sobre a &Aacute;frica &agrave; noite, voc&ecirc; n&atilde;o v&ecirc; pontos de luz&quot;, contou.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; alguns pontos brilhantes, na &Aacute;frica do Sul. Mas na maior parte, o continente est&aacute; &agrave;s escuras. Isto pode ser alterado facilmente, com a gera&ccedil;&atilde;o de enormes quantidades de energia el&eacute;trica utilizando apenas fontes de energia renov&aacute;veis, com emiss&otilde;es de carbono zero ou muito baixas&quot;, destacou Pereira da Silva. Ele explicou que o Rio Congo sozinho tem a capacidade de gerar cerca de 150 mil gigawatts, usando v&aacute;rias pequenas centrais hidrel&eacute;tricas, evitando assim as represas gigantes altamente ineficientes da terr&iacute;vel era Mobutu Sese-Seko. Tal capacidade seria suficiente para fornecer eletricidade para todo o continente.<\/p>\n<p>&quot;No entanto, os pa&iacute;ses africanos devem interligar e atualizar suas redes nacionais, para diversificar suas fontes de energia, usando a energia hidrel&eacute;trica, sol, vento e bioenergia&quot;, opinou o engenheiro. &quot;Dessa forma, o continente n&atilde;o seria dependente de uma fonte, para eliminar o risco de falhas em grande escala&quot;, apontou. O engenheiro brasileiro disse que, &quot;em 15 anos na &Aacute;frica, eu quase nunca vi um dia inteiro sem sol. O continente deve usar essa fonte &#8211; a tecnologia de energia solar est&aacute; madura, tanto na forma solar-t&eacute;rmica como fotovoltaica&quot;.<\/p>\n<p>Pereira da Silva mencionou o projeto Desertec, que visa a instalar grandes usinas t&eacute;rmicas a energia solar nos pa&iacute;ses do Magrebe e do norte da &Aacute;frica, para atender todas as demandas de energia el&eacute;trica regionais, e ainda exportar uma parte substancial para a Europa. &quot;Essas plantas tamb&eacute;m podem ser instaladas em toda a &Aacute;frica. Parques de turbinas de vento tamb&eacute;m&quot;, observou. Entretanto, antes de sonhar com um futuro brilhante para todo o continente africano, o brasileiro come&ccedil;ou em pequena escala.<\/p>\n<p>&quot;As pessoas em Uganda e no Qu&ecirc;nia usam lampi&otilde;es de querosene e parafina para iluminar suas casas, quando poderiam usar l&acirc;mpadas movidas a energia solar&quot;, sugeriu o engenheiro. Esses lampi&otilde;es s&atilde;o de fato insalubres, ineficientes e extremamente caros. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, ocorrem mais de 300 mil mortes a cada ano por causa de queimaduras causadas por esses lampi&otilde;es. Milh&otilde;es morrem de c&acirc;ncer e outras doen&ccedil;as causadas pela fuma&ccedil;a emitida pelos lampi&otilde;es. Al&eacute;m disso, as pessoas pobres gastam cerca de US$ 17 bilh&otilde;es em querosene e parafina a cada ano para iluminar suas casas com lampi&otilde;es.<\/p>\n<p>Para substituir os lampi&otilde;es, n&oacute;s distribu&iacute;mos para algumas comunidades em Uganda pequenos pain&eacute;is solares, de dois watts de capacidade. Eles s&atilde;o o suficiente para iluminar uma casa por cinco horas, e ainda t&ecirc;m capacidade suficiente para carregar um telefone celular&quot;, explicou Pereira da Silva. Sem esses pain&eacute;is solares, os usu&aacute;rios teriam de se deslocar at&eacute; a pr&oacute;xima vila, conectar seus telefones celulares na rede el&eacute;trica local, e esperar horas at&eacute; que os dispositivos fossem recarregados.<\/p>\n<p>Pereira da Silva tamb&eacute;m ajudou a conceber fornos solares, para cozinhar. &quot;N&oacute;s tamb&eacute;m distribu&iacute;mos 500 mil l&acirc;mpadas econ&ocirc;micas, para poupar eletricidade e reduzir as falhas da rede. As l&acirc;mpadas custaram US$ 1,6 milh&atilde;o e permitiram uma economia de 30 gigawatts. Em 28 horas, o investimento foi pago pela economia de energia&quot;, declarou. Para que esses projetos sejam bem-sucedidos, &eacute; necess&aacute;rio envolver as autoridades governamentais, o setor privado e entidades de pesquisa, tais como faculdades de engenharia, e as comunidades locais. &quot;O trip&eacute; formado por Estado, empresas e universidades ajuda a iluminar a vida das pessoas comuns&quot;, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Publicado originalmente no site TerraViva. (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 21\/06\/2012 &ndash; C&uacute;pulas gigantes como a Rio+20 podem facilmente degenerar em papo-furado e cen&aacute;rio para discursos in&uacute;teis. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/africa\/na-frica-os-renovveis-iluminam-a-escurido\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,12,10,4],"tags":[],"class_list":["post-10172","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-energia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10172\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}