{"id":1018,"date":"2005-09-20T00:00:00","date_gmt":"2005-09-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1018"},"modified":"2005-09-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-20T00:00:00","slug":"nuclear-ambigidade-chinesa-com-coria-do-norte-e-ir-d-frutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/nuclear-ambigidade-chinesa-com-coria-do-norte-e-ir-d-frutos\/","title":{"rendered":"Nuclear: Ambig&uuml;idade chinesa com Cor&eacute;ia do Norte e Ir&atilde; d&aacute; frutos"},"content":{"rendered":"<p>Pequim, 20\/09\/2005 &ndash; A pol&iacute;tica da China de apoiar pa&iacute;ses considerados foragidos pelos Estados Unidos, como a Cor&eacute;ia do Norte e o Ir&atilde;, atingiu seu ponto cr&iacute;tico. A interven&ccedil;&atilde;o do governo chin&ecirc;s foi crucial para que a Cor&eacute;ia do Norte concordasse, nesta segunda-feira, em suspender seu programa nuclear, depois de uma semana de intensas negocia&ccedil;&otilde;es em Pequim das quais tamb&eacute;m participaram Cor&eacute;ia do Sul, EUA, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia. Mas na sua qualidade de mais antigo aliado, bem-feitor econ&ocirc;mico e membro permanente do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a China tem uma enorme influ&ecirc;ncia sobre o regime de Kim Jong II.<br \/> <!--more--> <br \/> Desde que, em 2003, a Cor&eacute;ia do Norte expulsou os inspetores da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica (AIEA), Pequim resistiu &agrave;s tentativas de censurar o regime no Conselho de Seguran&ccedil;a. Essa estrat&eacute;gia parece estar dando frutos. Nesta segunda-feira, a Cor&eacute;ia do Norte reivindicou na declara&ccedil;&atilde;o final das negocia&ccedil;&otilde;es seu direito ao uso pac&iacute;fico da energia at&ocirc;mica, e os restantes cinco pa&iacute;ses disseram &quot;respeitar sua posi&ccedil;&atilde;o&quot;, a ponto de n&atilde;o descartarem facilitar a Pyong Yang um reator nuclear de &aacute;gua leve. A Cor&eacute;ia do Norte tamb&eacute;m se comprometeu a renunciar &agrave;s suas armas nucleares, desmantelar seus programas nessa &aacute;rea e &quot;regressar o quanto antes ao Tratado de N&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o, bem como a receber os inspetores da AIEA&quot;.<\/p>\n<p> A declara&ccedil;&atilde;o inclui a inten&ccedil;&atilde;o da Cor&eacute;ia do Norte de normalizar suas rela&ccedil;&otilde;es com os Estados Unidos e o Jap&atilde;o, que manifestaram o mesmo sentimento. Al&eacute;m disso, os cinco pa&iacute;ses se comprometeram a fornecer energia &aacute; Cor&eacute;ia do Norte. Pequim argumentou em reiteradas ocasi&otilde;es que sua amizade com Pyong Yang e Teer&atilde; lhe permitiram desempenhar um papel moderador em momentos de crise. Mas os cr&iacute;ticos do regime chin&ecirc;s asseguram que essa atitude apenas defende seu pr&oacute;prio interesse. A poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de armas nucleares na Cor&eacute;ia do Norte poderia representar uma amea&ccedil;a para a China. Mas qualquer crise no isolado regime coreano desataria uma onda de refugiados rumo ao territ&oacute;rio chin&ecirc;s.<\/p>\n<p> No caso do Ir&atilde;, a atitude permissiva da China em rela&ccedil;&atilde;o &aacute;s ambi&ccedil;&otilde;es nucleares do regime isl&acirc;mico se vinculam com o interesse de Pequim no petr&oacute;leo desse pa&iacute;s. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, a China se converteu no segundo importador mundial de petr&oacute;leo, atr&aacute;s dos Estados Unidos. Catorze por cento de suas compras procedem do Ir&atilde;, e tamb&eacute;m pretende elevar suas compras de g&aacute;s natural nesse pa&iacute;s. Quando o presidente chin&ecirc;s, Hu Jintao, se reuniu com seu colega norte-americano, George W. Bush, na semana passada na sede da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas em Nova York, n&atilde;o ofereceu nada de concreto para que Cor&eacute;ia do Norte e Ir&atilde; abandonassem seus programas nucleares. Hu se limitou a prometer que exortaria o Ir&atilde; a seguir o mandato da AIEA.<\/p>\n<p> Pouco antes, o embaixador da China na ONU, Wang Guangya, havia manifestado sua retic&ecirc;ncia de que o enriquecimento de ur&acirc;nio do Ir&atilde; fosse objeto de debate no Conselho de Seguran&ccedil;a. &quot;N&atilde;o creio que seja de utilidade. O Conselho tem muitas coisas sobre a mesa. Por que dever&iacute;amos acrescentar esta?&quot;, perguntou Wang. Mas para os Estados Unidos a paci&ecirc;ncia se esgota. H&aacute; pouco mais de uma semana, a secret&aacute;ria de Estado, Condoleezza Rice pediu urg&ecirc;ncia &aacute; China, &Iacute;ndia e R&uacute;ssia para que dissessem ao Ir&atilde; que deve &quot;cumprir suas obriga&ccedil;&otilde;es internacionais&quot; de suspender em car&aacute;ter permanente a convers&atilde;o e enriquecimento de ur&acirc;nio. No mesmo sentido se pronunciou Bush em suas conversa&ccedil;&otilde;es com Hu.<\/p>\n<p> O Ir&atilde; suspendeu suas atividades de enriquecimento no final do ano passado, mas as reiniciou em agosto. Na &eacute;poca, Teer&atilde; qualificou de inadequada a oferta de incentivos feitas pelo Ocidente para que suspendesse suas atividades. O papel da China no di&aacute;logo sobre a Cor&eacute;ia do Norte &eacute; mais construtivo, embora amb&iacute;guo. A f&oacute;rmula adotada nas negocia&ccedil;&otilde;es de seis partes em Pequim, plena de concess&otilde;es rec&iacute;procas, foi proposta pelo governo chin&ecirc;s depois de Pyong Yang ter manifestado com insist&ecirc;ncia sua necessidade de possuir um reator nuclear de &aacute;gua leve. Inicialmente, a proposta reafirma o direito da Cor&eacute;ia do Norte de desenvolver sua produ&ccedil;&atilde;o de energia nuclear, e inclui a promessa chinesa de fornecer-lhe um reator num futuro pr&oacute;ximo. Mas reflete tamb&eacute;m a demanda norte-americana de que esses passos devessem ser dados uma vez que a Cor&eacute;ia do Norte desmantele suas armas nucleares.<\/p>\n<p> Se n&atilde;o tivesse sido alcan&ccedil;ado um acordo nesta segunda-feira, a carta do regime norte-coreano era extrair mais plut&ocirc;nio para seu programa de armas nucleares. E a dos Estados Unidos era abandonar as negocia&ccedil;&otilde;es e assumir uma postura de confronto mais direto com a Cor&eacute;ia do Norte. Isso teria sido uma prova de fogo para a China. Se o Conselho de Seguran&ccedil;a tivesse estabelecido san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas contra a Cor&eacute;ia do Norte ou se os Estados Unidos tivessem submetido esse pa&iacute;s a um bloqueio naval, Pequim deveria ter escolhido entre manter boas rela&ccedil;&otilde;es com Washington ou com Pyongyang. O chanceler chin&ecirc;s, Li Zhaoxing, se uniu no &uacute;ltimo dia 15 com outros l&iacute;deres mundiais para assinar um tratado internacional que define como crime a posse de material radioativo com a finalidade de cometer atos terroristas. Por outro lado, o porta-voz do governo chin&ecirc;s, Qin Gang, disse que seu pa&iacute;s &quot;nunca ajudar&aacute; outro a desenvolver armas nucleares&quot;. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequim, 20\/09\/2005 &ndash; A pol&iacute;tica da China de apoiar pa&iacute;ses considerados foragidos pelos Estados Unidos, como a Cor&eacute;ia do Norte e o Ir&atilde;, atingiu seu ponto cr&iacute;tico. A interven&ccedil;&atilde;o do governo chin&ecirc;s foi crucial para que a Cor&eacute;ia do Norte concordasse, nesta segunda-feira, em suspender seu programa nuclear, depois de uma semana de intensas negocia&ccedil;&otilde;es em Pequim das quais tamb&eacute;m participaram Cor&eacute;ia do Sul, EUA, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia. Mas na sua qualidade de mais antigo aliado, bem-feitor econ&ocirc;mico e membro permanente do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a China tem uma enorme influ&ecirc;ncia sobre o regime de Kim Jong II.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/nuclear-ambigidade-chinesa-com-coria-do-norte-e-ir-d-frutos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":435,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/435"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}