{"id":10186,"date":"2012-06-22T08:58:57","date_gmt":"2012-06-22T08:58:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10186"},"modified":"2012-06-22T08:58:57","modified_gmt":"2012-06-22T08:58:57","slug":"rio20-megacidades-enfrentam-escolhas-de-vida-ou-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/rio20-megacidades-enfrentam-escolhas-de-vida-ou-morte\/","title":{"rendered":"RIO+20: Megacidades enfrentam escolhas de vida ou morte"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 22\/06\/2012 &ndash; O clich&ecirc; de que c&uacute;pulas gigantescas como a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, s&atilde;o &quot;grandes demais para ter sucesso&quot; tamb&eacute;m pode ser aplicado para as megal&oacute;poles dos nossos dias, tais como o Rio de Janeiro: elas s&atilde;o simplesmente grandes demais para se tornarem verdes e sustent&aacute;veis.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10186\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/c67.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10186\" class=\"size-medium wp-image-10186\" title=\"Barracos perto de cursos de &aacute;gua s&atilde;o uma vis&atilde;o comum em Manila. - Kara Santos\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/c67.jpg\" alt=\"Barracos perto de cursos de &aacute;gua s&atilde;o uma vis&atilde;o comum em Manila. - Kara Santos\/IPS\" width=\"200\" height=\"142\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10186\" class=\"wp-caption-text\">Barracos perto de cursos de &aacute;gua s&atilde;o uma vis&atilde;o comum em Manila. - Kara Santos\/IPS<\/p><\/div>  E ainda assim, este &eacute; precisamente o compromisso assumido pelos prefeitos das 59 maiores cidades do mundo, reunidas no chamado grupo C-40. Em um evento paralelo durante a Rio+20, os prefeitos do grupo C-40 lembraram que os maiores centros urbanos do mundo t&ecirc;m &quot;o potencial de reduzir as suas emiss&otilde;es anuais de gases de efeito estufa em mais de um bilh&atilde;o de toneladas at&eacute; 2030?, uma quantidade equivalente &agrave;s emiss&otilde;es anuais de M&eacute;xico e Canad&aacute; juntos. Agora, os prefeitos querem reduzir as emiss&otilde;es em 45% at&eacute; 2030.<\/p>\n<p>Aten&ccedil;&atilde;o para a palavra &quot;potencial&quot; &#8211; onipresente nestes dias de admiss&otilde;es humildes de bem conhecidos dados cient&iacute;ficos sobre cat&aacute;strofes concretas, e promessas vagas para enfrentar os problemas em algum momento no futuro. Na verdade, megal&oacute;poles em todo o mundo, do Rio de Janeiro &agrave; Cidade do M&eacute;xico, de T&oacute;quio a Xangai, t&ecirc;m um vasto potencial para reduzir sua polui&ccedil;&atilde;o, porque elas s&atilde;o grandes poluidoras em primeiro lugar. Uma megal&oacute;pole por si s&oacute; constitui um desperd&iacute;cio sem sentido de energia, humana ou n&atilde;o.<\/p>\n<p>Para mudar isso, as cidades precisam lan&ccedil;ar uma revolu&ccedil;&atilde;o improv&aacute;vel e possivelmente pouco popular, que poderia afetar praticamente todos os aspectos da vida, dos transportes e a gest&atilde;o de res&iacute;duos, at&eacute; a gera&ccedil;&atilde;o e o consumo de eletricidade, o abastecimento de alimentos e a gest&atilde;o populacional. Para uma tal revolu&ccedil;&atilde;o ter sucesso, as cidades deveriam parar de atrair popula&ccedil;&otilde;es rurais em busca de uma vida melhor nos grandes centros urbanos. Se a revolu&ccedil;&atilde;o fosse bem-sucedida, as megal&oacute;poles se tornariam capitais de pa&iacute;ses de contos de fadas, algo improv&aacute;vel de se tornar realidade em nossas vidas.<\/p>\n<p>Vamos come&ccedil;ar com o transporte. &Eacute; sabido que a atividade de transporte &eacute; respons&aacute;vel por 13% de todos os gases de efeito estufa gerados pelo homem, e por 23% do di&oacute;xido de carbono (CO2) do mundo, provenientes da combust&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. A depend&ecirc;ncia do petr&oacute;leo &eacute; de assustadores 95%, sendo o setor respons&aacute;vel por 60% do consumo total de petr&oacute;leo. Para reduzir a sua quota de polui&ccedil;&atilde;o, as cidades teriam de oferecer transporte p&uacute;blico eficiente e, simultaneamente, desencorajar o uso de autom&oacute;veis particulares, aumentando substancialmente a tributa&ccedil;&atilde;o e os pre&ccedil;os dos combust&iacute;veis, e limitando o acesso aos centros urbanos.<\/p>\n<p>As cidades teriam de incentivar o uso de bicicletas, aumentar significativamente a efici&ecirc;ncia de motores de combust&atilde;o para reduzir os gases de escape e garantir a seguran&ccedil;a para os usu&aacute;rios do transporte p&uacute;blico, especialmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Hoje, o crime &eacute; um importante fator desestimulante para os cidad&atilde;os, particularmente as mulheres, usarem o transporte p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Seria um eufemismo chamar esse conjunto de metas algo dif&iacute;cil de alcan&ccedil;ar, caro, e muito provavelmente impopular. Mas isso &eacute; s&oacute; o come&ccedil;o da lista de coisas a fazer para administra&ccedil;&otilde;es e planejadores urbanos.<\/p>\n<p>Embora o aquecimento n&atilde;o seja um problema grave nas cidades tropicais, ele o &eacute; em pa&iacute;ses com invernos frios. Nesses locais, otimizar o isolamento t&eacute;rmico dos edif&iacute;cios &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o, e tamb&eacute;m &eacute; ter sistemas de condicionamento de ar mais eficientes durante os ver&otilde;es quentes. Isto requer enormes investimentos privados, que precisam do apoio de ag&ecirc;ncias estatais de cr&eacute;dito, e cortes de impostos para torn&aacute;-los atraentes para os cidad&atilde;os. Edif&iacute;cios-modelo com emiss&otilde;es zero j&aacute; existem em alguns pa&iacute;ses industrializados &#8211; mas eles s&atilde;o modelos, ainda est&atilde;o muito longe de se tornarem o padr&atilde;o da pol&iacute;tica habitacional.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, as cidades ter&atilde;o de depender cada vez mais em fontes renov&aacute;veis &#8211; sol, vento, biomassa. Elas devem desencorajar res&iacute;duos, especialmente pl&aacute;stico, alum&iacute;nio e outros compostos n&atilde;o degrad&aacute;veis. Quando os res&iacute;duos s&atilde;o inevit&aacute;veis, eles deve ser reciclados. Cidades ter&atilde;o de usar fontes locais e regionais de alimentos para reduzir ainda mais as emiss&otilde;es dos transportes. E assim por diante &#8230;<\/p>\n<p>Como j&aacute; mencionado, a cidade sustent&aacute;vel do futuro n&atilde;o apenas deveria desencorajar a migra&ccedil;&atilde;o vinda do campo, como tamb&eacute;m teria que incentivar o retorno para as &aacute;reas rurais para reduzir a sua pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o. Em outras palavras, a cidade sustent&aacute;vel do futuro teria que espelhar o pa&iacute;s sustent&aacute;vel do futuro, que oferece oportunidades para popula&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas rurais, cruzadas por mais por ferrovias do que por rodovias, o pa&iacute;s verde e socialmente justo de nossos sonhos.<\/p>\n<p>Esse pa&iacute;s n&atilde;o est&aacute; logo ali na esquina, e certamente n&atilde;o se tornar&aacute; poss&iacute;vel por meio dessas confer&ecirc;ncias gigantescas, como a Rio+20. Esse pa&iacute;s, os cidad&atilde;os ter&atilde;o de construir por conta pr&oacute;pria. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Publicado originalmente no site TerraViva. (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 22\/06\/2012 &ndash; O clich&ecirc; de que c&uacute;pulas gigantescas como a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio+20, s&atilde;o &quot;grandes demais para ter sucesso&quot; tamb&eacute;m pode ser aplicado para as megal&oacute;poles dos nossos dias, tais como o Rio de Janeiro: elas s&atilde;o simplesmente grandes demais para se tornarem verdes e sustent&aacute;veis. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/mundo\/rio20-megacidades-enfrentam-escolhas-de-vida-ou-morte\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,4],"tags":[],"class_list":["post-10186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10186\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}