{"id":1020,"date":"2005-09-20T00:00:00","date_gmt":"2005-09-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1020"},"modified":"2005-09-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-20T00:00:00","slug":"terrorismo-na-mira-da-rssia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/terrorismo-na-mira-da-rssia\/","title":{"rendered":"Terrorismo: Na mira da R&uacute;ssia"},"content":{"rendered":"<p>Moscou, 20\/09\/2005 &ndash; Enquanto os Estados Unidos s&atilde;o acusados de desviar o foco da c&uacute;pula da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, na semana passada em Nova York, dos problemas do desenvolvimento, a R&uacute;ssia mostrou-se t&atilde;o dedicada &agrave; &quot;guerra contra o terror&quot; quanto o governo de George W. Bush. O presidente Vladimir Putin foi o primeiro dos l&iacute;deres de 63 pa&iacute;ses em assinar uma conven&ccedil;&atilde;o internacional sobre combate ao terrorismo nuclear, al&eacute;m de ter propiciado seu nascimento. &quot;Considerando as t&aacute;ticas agressivas dos terroristas, cujas a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m por objetivo produzir a maior quantidade poss&iacute;vel de v&iacute;timas entre a popula&ccedil;&atilde;o civil, precisamos tomar medidas poss&iacute;veis para colocar uma barreira firme que nunca lhes permita obter armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa&quot;, disse &agrave; IPS Mikhail Kamynin, porta-voz do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores da R&uacute;ssia.<br \/> <!--more--> <br \/> Por&eacute;m, as diferen&ccedil;as reaparecem entre esse pa&iacute;s e v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es ocidentais sobre o tratamento aos rebeldes independentistas da rep&uacute;blica aut&ocirc;noma da Chech&ecirc;nia. &quot;Para nossa surpresa, os rebeldes independentistas se sentem bastante c&ocirc;modos em alguns pa&iacute;ses ocidentais e continuam dando passos para desestabilizar a situa&ccedil;&atilde;o na Chech&ecirc;nia e todo o C&aacute;ucaso setentrional, arrecadando fundos e recrutando mercen&aacute;rios para uma guerra suja contra o povo checheno e a R&uacute;ssia em sua totalidade&quot;, disse Kamynin. &quot;Isto sup&otilde;e diferen&ccedil;as na defini&ccedil;&atilde;o do conceito de terrorismo e em tra&ccedil;ar uma linha clara entre os conceitos de terrorismo e movimentos liberta&ccedil;&atilde;o nacional&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> A Duma, c&acirc;mara baixa do parlamento russo, exortou seus pares estrangeiros e a comunidade internacional a mostrar uma solidariedade maior na luta contra o terrorismo. A R&uacute;ssia quer que os rebeldes chechenos sejam colocados na lista dos terroristas mais perigosos. A atual lista da ONU inclui organiza&ccedil;&otilde;es e pessoas associadas &agrave; rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, e com o movimento islamita e extremista Talib&atilde;. Moscou busca a extradi&ccedil;&atilde;o dos emiss&aacute;rios chechenos Akhmed Zakayev, da Gr&atilde;-Bretanha, e Ilyas Akhmadov, dos Estados Unidos. Os diplomatas russos costumam dizer que &quot;duplos discursos&quot;, tais como lutar contra o terrorismo enquanto se d&aacute; asilo pol&iacute;tico a chechenos separatistas, s&atilde;o inaceit&aacute;veis.<\/p>\n<p> A Chech&ecirc;nia se proclamou independente depois do colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, em 1991. Mas n&atilde;o foi reconhecida como tal pela comunidade internacional, e faz parte da Federa&ccedil;&atilde;o Russa. V&aacute;rios grupos armados atuam na zona, e a guerra, que recrudesceu com a chegada de Putin ao poder, j&aacute; causou 150 mil mortos desde 1994. Os funcion&aacute;rios russos v&ecirc;em o Iraque como um perigo em particular. &#039;H&aacute; uma incubadora de terroristas no Iraque&quot;, disse &agrave; IPS Anatoly Safonov, enviado presidencial russo para a coopera&ccedil;&atilde;o internacional na luta contra o terrorismo e o crime organizado al&eacute;m fronteiras. &quot;A chegada de milhares de combatentes volunt&aacute;rios n&atilde;o &eacute; t&atilde;o ruim. O ruim &eacute; que eles voltar&atilde;o aos seus lares e infestar&atilde;o seus territ&oacute;rios nacionais. O Iraque &eacute; outro Afeganist&atilde;o, mas &eacute; e perigoso&quot;, acrescento Safonov.<\/p>\n<p> O funcion&aacute;rio se referia ao fen&ocirc;meno dos mujaidines (guerreiros isl&acirc;micos) promovidos e financiados pelos Estados Unidos para que ajudassem a expulsar as tropas sovi&eacute;ticas do Afeganist&atilde;o nos anos 80, em uma mec&acirc;nica que depois se converteu em forma de recrutamento de militantes de grupos extremistas como a Al Qaeda. Safonov tamb&eacute;m se mostrou preocupado pelo fato de &quot;transfer&ecirc;ncias financeiras para organiza&ccedil;&otilde;es terroristas estarem sendo feitas sob a apar&ecirc;ncia de v&aacute;rias funda&ccedil;&otilde;es de caridade e organiza&ccedil;&otilde;es religiosas&quot;. Acrescentou que &quot;a divis&atilde;o de terroristas em bons e maus &eacute; absolutamente inaceit&aacute;vel&quot;. As autoridades russas querem que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o estejam de seu lado na luta contra o terrorismo.<\/p>\n<p> As tentativas de terroristas em usar os meios devem ser evitadas e &quot;deve-se construir barreiras para deter a expans&atilde;o das ideologias extremistas&quot;, afirmou a Duma em uma declara&ccedil;&atilde;o divulgada na semana passada. &quot;Queria dizer que a R&uacute;ssia est&aacute; preparada para ir ainda mais longe para se contrapor &agrave; ideologia e &agrave; propaganda do terrorismo, e &agrave;s v&aacute;rias formas de sua glorifica&ccedil;&atilde;o, enfatizando n&atilde;o somente a consider&aacute;vel responsabilidade dos Estados, mas tamb&eacute;m a da sociedade civil, incluindo os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa&quot;, disse &agrave; IPS Yury Korguniuk, porta-voz da Funda&ccedil;&atilde;o Indem, um grupo de especialistas em pol&iacute;tica. &quot;Estou certo de que vamos nos recuperar disto sem infringir as liberdades democr&aacute;ticas fundamentais&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> As preocupa&ccedil;&otilde;es de Moscou refletem o consider&aacute;vel medo p&uacute;blico que provoca o terrorismo. Cinq&uuml;enta e um por cento dos consultados consideraram que a luta global contra o terrorismo n&atilde;o tem &ecirc;xito, em uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa de Opini&atilde;o P&uacute;blica de Toda a R&uacute;ssia bem antes do quarto anivers&aacute;rio dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Dezessete por cento dos entrevistados disseram que a coaliz&atilde;o antiterrorista &eacute; um completo fracasso. Apenas um em cada quatro russos disse acreditar que as a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sucesso. Setenta por cento dos entrevistados em uma pesquisa anterior haviam dito que seu maior medo era referente aos ataques contra instala&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas, como usinas nucleares, reservat&oacute;rios de &aacute;gua e sistemas de apoio da vida urbana. Cerca de 1.600 pessoas em cem cidades, povoados e aldeias foram ouvidas para cada pesquisa. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moscou, 20\/09\/2005 &ndash; Enquanto os Estados Unidos s&atilde;o acusados de desviar o foco da c&uacute;pula da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, na semana passada em Nova York, dos problemas do desenvolvimento, a R&uacute;ssia mostrou-se t&atilde;o dedicada &agrave; &quot;guerra contra o terror&quot; quanto o governo de George W. Bush. O presidente Vladimir Putin foi o primeiro dos l&iacute;deres de 63 pa&iacute;ses em assinar uma conven&ccedil;&atilde;o internacional sobre combate ao terrorismo nuclear, al&eacute;m de ter propiciado seu nascimento. &quot;Considerando as t&aacute;ticas agressivas dos terroristas, cujas a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m por objetivo produzir a maior quantidade poss&iacute;vel de v&iacute;timas entre a popula&ccedil;&atilde;o civil, precisamos tomar medidas poss&iacute;veis para colocar uma barreira firme que nunca lhes permita obter armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa&quot;, disse &agrave; IPS Mikhail Kamynin, porta-voz do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores da R&uacute;ssia.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/mundo\/terrorismo-na-mira-da-rssia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":114,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/114"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1020\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}