{"id":10228,"date":"2012-06-27T10:39:11","date_gmt":"2012-06-27T10:39:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10228"},"modified":"2012-06-27T10:39:11","modified_gmt":"2012-06-27T10:39:11","slug":"ndia-microfinanas-uma-experincia-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/06\/economia\/ndia-microfinanas-uma-experincia-religiosa\/","title":{"rendered":"&Iacute;NDIA: Microfinan&ccedil;as, uma experi&ecirc;ncia religiosa"},"content":{"rendered":"<p>Bangalore, &Iacute;ndia, 27\/06\/2012 &ndash; Em um pa&iacute;s como a &Iacute;ndia, com desastrosos antecedentes em mat&eacute;ria de microfinan&ccedil;as, uma organiza&ccedil;&atilde;o religiosa recebeu o pr&ecirc;mio Ashden 2012 pelas iniciativas para estender empr&eacute;stimos a agricultores pobres. <!--more--> O pr&ecirc;mio, que consiste no equivalente a US$ 62.238, &eacute; concedido a iniciativas energ&eacute;ticas sustent&aacute;veis na Gr&atilde;-Bretanha e no mundo em desenvolvimento. &Eacute; concedido pelo The Ashden Trust, administrado pela fam&iacute;lia Sainsbury, fundadora de uma cadeia de supermercados e outras empresas.<\/p>\n<p>O sucesso da organiza&ccedil;&atilde;o premiada, Projeto de Desenvolvimento Rural Shri Kshethra Dharmasthala, se deve ao fato de tamb&eacute;m administrar o antigo e luxuoso templo da localidade de Dharmasthala, no Estado indiano de Karnataka. O principal sacerdote do templo, Veerendra Heggade, que tamb&eacute;m est&aacute; &agrave; frente do projeto, &eacute; reverenciado tanto pelos devotos quanto pelos solicitantes de cr&eacute;ditos. &quot;&Eacute; esta rever&ecirc;ncia que os leva a pagar os empr&eacute;stimos que fazem&quot;, explicou o diretor executivo do projeto, L. H. Manjunath. A organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; secular, e dela participam muitos mu&ccedil;ulmanos e crist&atilde;os, explicou, acrescentando que &quot;Manjunath &eacute; s&iacute;mbolo dos pobres, n&atilde;o apenas dos hindus&quot;.<\/p>\n<p>As opera&ccedil;&otilde;es de microfinan&ccedil;as do projeto come&ccedil;aram em 2000, e atualmente faturam US$ 800 milh&otilde;es. Cerca de 1,8 milh&atilde;o de fam&iacute;lias de cinco mil aldeias de Karnataka est&atilde;o cobertas mediante um sistema descentralizado, administrado por uma equipe de aproximadamente sete mil pessoas. Manjunath, que antes esteve &agrave; frente de um banco comercial, contou que o projeto percebeu que fazer benefic&ecirc;ncia n&atilde;o levava melhorias &agrave; vida das pessoas. &quot;Ent&atilde;o, em 1990, mudamos nossa pol&iacute;tica e come&ccedil;amos a estender pequenos empr&eacute;stimos para propostas espec&iacute;ficas sobre sustento e desenvolvimento&quot;, afirmou. O Projeto de Desenvolvimento Rural Shri Kshethra Dharmasthala come&ccedil;ou formando pequenos &quot;grupos de responsabilidade solid&aacute;ria&quot; de cinco agricultores cada um.<\/p>\n<p>Foi orquestrado um sistema rotativo no qual cada membro trabalhava um dia gr&aacute;tis na terra de outro. &quot;Isto impulsionou o desenvolvimento&quot;, pontuou Manjunath. Tamb&eacute;m convenceu-se os agricultores a economizarem 20 centavos por semana, destinados a um fundo comum. Em 1995, a organiza&ccedil;&atilde;o havia come&ccedil;ado a integrar grupos de autoajuda de mulheres. Atualmente, dois ter&ccedil;os de sua clientela s&atilde;o mulheres. Um grupo com mais de 4,5 mil jovens camponeses faz parte da rede do projeto, que se estende por 16 distritos de Karnataka, e avalia os pedidos de empr&eacute;stimos, guia o pagamento dos mesmos e mant&eacute;m contatos com os clientes.<\/p>\n<p>Heggade &eacute; o fiador de empr&eacute;stimos solicitados em bancos nacionais, que o projeto estende aos clientes, mantendo uma margem de ganho de 4%, e seu prest&iacute;gio &eacute; &uacute;til para negociar os melhores juros. Em determinado caso, um importante banco nacional fez um empr&eacute;stimo com taxa de juros de 6,9%, quando o habitual era de, aproximadamente, 12%.O Projeto de Desenvolvimento Rural empresta a uma taxa entre 9% e 18%, mas tanto seus juros como seus prazos de pagamento s&atilde;o flex&iacute;veis. Aproximadamente 20 mil empr&eacute;stimos foram destinados a sistemas renov&aacute;veis para atender necessidades de ilumina&ccedil;&atilde;o e combust&iacute;vel, beneficiando cerca de 82,5 mil pessoas.<\/p>\n<p>Antes de receber o primeiro cheque, o cliente deve, obrigatoriamente, depositar em uma conta banc&aacute;ria o equivalente a dois meses de pagamento como garantia. &quot;Nosso ponto forte &eacute; criar a capacidade de pagamento de quem solicita um empr&eacute;stimo&quot;, disse Manjunath. O sucesso do projeto contrasta com os antecedentes dos prestamistas na &Iacute;ndia, principalmente agricultores de &aacute;reas rurais que caem na armadilha das d&iacute;vidas e se suicidam em bandos.<\/p>\n<p>&quot;O microcr&eacute;dito n&atilde;o pode aliviar realmente a pobreza&quot;, disse Aloysius Fern&aacute;ndez, pioneiro das microfinan&ccedil;as na &Iacute;ndia e ex-diretor da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Myrada. Fern&aacute;ndez, agora chefe de servi&ccedil;os financeiros no governamental Banco Nacional para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural, disse que estender cr&eacute;ditos aos pobres e extrair capital do &quot;fundo da pir&acirc;mide&quot; &eacute; um caminho equivocado. &quot;Vi isto funcionar onde h&aacute; servi&ccedil;os de apoio, mas n&atilde;o de outro modo&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>&quot;O sistema banc&aacute;rio nacional, com suas medidas padr&atilde;o para empr&eacute;stimos, n&atilde;o pode ser aplicado a comunidades pobres, que necessitam&quot; que sejam adaptadas a elas, acrescentou Fern&aacute;ndez. &quot;Se me perguntarem se a agricultura melhorou gra&ccedil;as ao microcr&eacute;dito, direi que sim, mas n&atilde;o vi aliviar a pobreza&quot;, opinou Fern&aacute;ndez. A &Iacute;ndia &eacute; um pa&iacute;s predominantemente agr&iacute;cola. Mais de 70% de seus 1,2 bilh&atilde;o de habitantes ganham o sustento mediante essa atividade.<\/p>\n<p>&quot;A pergunta &eacute; se uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental deveria funcionar como uma institui&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria ou estar tirando da pobreza a popula&ccedil;&atilde;o rural&quot;, questionou Somnath Naik, do Nagarika Seva Trust, que trabalha na regi&atilde;o. Manjunath respondeu que os microcr&eacute;ditos do Projeto de Desenvolvimento Rural t&ecirc;m &ecirc;xito gra&ccedil;as &agrave;s medidas de gera&ccedil;&atilde;o de capacidade e ao apoio que isso traz consigo. O principal banco de reservas da &Iacute;ndia destacou a exclus&atilde;o dos servi&ccedil;os banc&aacute;rios que sofre o setor rural, e incentivou os agentes rurais a superarem esta brecha no desenvolvimento dessas popula&ccedil;&otilde;es. &quot;Estamos de acordo com esta pol&iacute;tica&quot;, disse Manjunath. 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