{"id":10244,"date":"2012-07-02T09:58:59","date_gmt":"2012-07-02T09:58:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10244"},"modified":"2012-07-02T09:58:59","modified_gmt":"2012-07-02T09:58:59","slug":"coluna-os-riscos-de-expandir-a-produo-petroleira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/mundo\/coluna-os-riscos-de-expandir-a-produo-petroleira\/","title":{"rendered":"COLUNA: Os riscos de expandir a produ&ccedil;&atilde;o petroleira"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 02\/07\/2012 &ndash; Com os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo novamente em alta e a agita&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que acontece em algumas das principais regi&otilde;es petroleiras, muitos pa&iacute;ses recorrem a novas fontes de petr&oacute;leo, com frequ&ecirc;ncia prejudiciais para o meio ambiente. <!--more--> Entre elas areia com alcatr&atilde;o, perfura&ccedil;&otilde;es em alto mar e combust&iacute;vel pesado. Nos Estados Unidos, a press&atilde;o pol&iacute;tica devido &agrave;s cont&iacute;nuas dificuldades econ&ocirc;micas e &agrave; carestia do petr&oacute;leo levou a uma renovada disputa pelas perfura&ccedil;&otilde;es em &aacute;guas do Golfo do M&eacute;xico e no Estado norte-americano do Alasca.<\/p>\n<p>Esta expans&atilde;o, que inclui mais opera&ccedil;&otilde;es deste tipo em alto mar, ocorre apesar de pesquisas, demandas e reformas regulat&oacute;rias posteriores &agrave; explos&atilde;o, em abril de 2010, da plataforma de explora&ccedil;&atilde;o Deepwater Horizon, que a British Petroleum arrendava da firma su&iacute;&ccedil;a Transocean. Apenas em julho daquele ano foi poss&iacute;vel conter o vazamento de petr&oacute;leo no Golfo do M&eacute;xico. Devido &agrave; menor produ&ccedil;&atilde;o a partir das reservas existentes em alto mar, espera-se que as perfura&ccedil;&otilde;es nessas &aacute;guas contribuam para uma cota cada vez maior da elabora&ccedil;&atilde;o mundial de petr&oacute;leo, apesar de seus demonstrados riscos para o meio ambiente e os seres humanos.<\/p>\n<p>A controv&eacute;rsia em torno do desenvolvimento de outra fonte petrol&iacute;fera prejudicial para o meio ambiente &#8211; as areias de alcatr&atilde;o do Canad&aacute; &#8211; surgiu no ano passado. Organiza&ccedil;&otilde;es ecologistas lideraram os protestos contra o proposto oleoduto Keystone XL. Caso se concretize, transportar&aacute; o petr&oacute;leo do norte do Canad&aacute; at&eacute; a costa norte-americana no Golfo do M&eacute;xico. As preocupa&ccedil;&otilde;es em torno da poss&iacute;vel contamina&ccedil;&atilde;o das vitais camadas subterr&acirc;neas no aqu&iacute;fero de Ogallala e a altera&ccedil;&atilde;o da delicada regi&atilde;o de Sandhills, no Estado norte-americano de Nebraska, fizeram com que o governo de Barack Obama rejeitasse a rota do oleoduto originalmente proposta pela firma TransCanada. O Departamento de Estado atualmente revisa essa rota.<\/p>\n<p>Entretanto, essa revis&atilde;o n&atilde;o abordar&aacute; preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais fundamentais sobre a explora&ccedil;&atilde;o das areias com alcatr&atilde;o. Entre elas, os impactos clim&aacute;ticos que representa, o fato de exigir grande quantidade de &aacute;gua, os riscos de vazamento de &oacute;leo ao longo da tubula&ccedil;&atilde;o, a altera&ccedil;&atilde;o da paisagem, e correntes de lixo t&oacute;xico derivado dessas opera&ccedil;&otilde;es. Outra fonte de combust&iacute;vel em desenvolvimento, que gera importantes preocupa&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e ecol&oacute;gicas, &eacute; o petr&oacute;leo pesado do cintur&atilde;o do Orenoco, na Venezuela, que quase duplica as grandes reservas de &oacute;leo desse pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Embora Estados Unidos e Canad&aacute; assumam importantes riscos ambientais para expandir a produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, o aumento na produ&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o de Pa&iacute;ses Exportadores de Petr&oacute;leo (Opep) superou o dos Estados que n&atilde;o integram essa entidade, principalmente gra&ccedil;as &agrave; grande expans&atilde;o da Ar&aacute;bia Saudita em 2011. O Oriente M&eacute;dio continua sendo a maior regi&atilde;o exportadora de petr&oacute;leo, cada vez com uma fatia maior do mercado mundial.<\/p>\n<p>Apesar dos grandes esfor&ccedil;os dos Estados Unidos para impulsionar as exporta&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo, em 2011 o pa&iacute;s ainda representou uma por&ccedil;&atilde;o relativamente menor nesse mercado. Estes esfor&ccedil;os de expans&atilde;o tiveram lugar apesar da desacelera&ccedil;&atilde;o do consumo mundial de petr&oacute;leo, pautado por um consumo menor no mundo industrializado, inclu&iacute;dos Estados Unidos e Uni&atilde;o Europeia, em parte pelo aumento de pre&ccedil;os. Enquanto isso, o consumo aumentou rapidamente na China e nos pa&iacute;ses que formavam a antiga Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica.<\/p>\n<p>A brecha de consumo entre pa&iacute;ses ricos e pobres est&aacute; ficando mais estreita. Em 2011, na&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o fazem parte da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) representaram quase a metade do consumo mundial de petr&oacute;leo. Tamb&eacute;m no ano passado, o petr&oacute;leo representou um ter&ccedil;o do consumo prim&aacute;rio mundial de energia, ainda a maior fra&ccedil;&atilde;o de qualquer fonte energ&eacute;tica. Por&eacute;m, esta cota continua caindo, j&aacute; que a produ&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o e g&aacute;s natural ultrapassa o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, a gera&ccedil;&atilde;o de energia a partir de fontes renov&aacute;veis, como e&oacute;lica e solar, continua aumentando mais rapidamente do que a derivada dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, o que contribui para maior por&ccedil;&atilde;o do consumo energ&eacute;tico final. Entretanto, os esfor&ccedil;os para expandir a extra&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis de recursos potencialmente danosos para o meio ambiente em muitos pa&iacute;ses industrializados (incluindo o desenvolvimento das areias com alcatr&atilde;o e a produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s de xisto) indicam uma falta de vontade pol&iacute;tica para acelerar a muito necess&aacute;ria transi&ccedil;&atilde;o para uma economia mundial baseada nas energias renov&aacute;veis.<\/p>\n<p>Na&ccedil;&otilde;es industrializadas como Estados Unidos e Canad&aacute; deveriam estar liderando o caminho para um futuro de energias renov&aacute;veis, baixo em carbono, em lugar de investir recursos na explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em alto mar e de areias de alcatr&atilde;o. Embora a queda do consumo de petr&oacute;leo da OCDE seja promissora, &eacute; preciso uma virada muito mais r&aacute;pida para fontes de energia renov&aacute;vel para evitar a catastr&oacute;fica mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e os efeitos prejudiciais para o meio ambiente e a sa&uacute;de humana de uma economia que continue baseada nos combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Shakuntala Makhijani &eacute; pesquisador adjunto da equipe de Clima e Energia do Worldwatch Institute.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 02\/07\/2012 &ndash; Com os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo novamente em alta e a agita&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que acontece em algumas das principais regi&otilde;es petroleiras, muitos pa&iacute;ses recorrem a novas fontes de petr&oacute;leo, com frequ&ecirc;ncia prejudiciais para o meio ambiente. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/mundo\/coluna-os-riscos-de-expandir-a-produo-petroleira\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1270,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,13,12,5,10,4],"tags":[21],"class_list":["post-10244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-colunistas","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-mundo","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1270"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}