{"id":10250,"date":"2012-07-03T10:17:12","date_gmt":"2012-07-03T10:17:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10250"},"modified":"2012-07-03T10:17:12","modified_gmt":"2012-07-03T10:17:12","slug":"eeuu-histrica-reduo-nas-emisses-de-co","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/ambiente\/eeuu-histrica-reduo-nas-emisses-de-co\/","title":{"rendered":"EEUU: Hist&oacute;rica redu&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es de CO?"},"content":{"rendered":"<p>Atlanta, Estados Unidos, 03\/07\/2012 &ndash; Os Estados Unidos registraram a maior redu&ccedil;&atilde;o de contamina&ccedil;&atilde;o por di&oacute;xido de carbono (CO2) nos &uacute;ltimos seis anos em compara&ccedil;&atilde;o com outros pa&iacute;ses, embora em escala mundial a concentra&ccedil;&atilde;o deste g&aacute;s de efeito estufa tenha alcan&ccedil;ado cifras hist&oacute;ricas. <!--more--> &quot;As emiss&otilde;es de CO2 nos Estados Unidos ca&iacute;ram 92 milh&otilde;es de toneladas em 2011, equivalentes a 1,7% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, principalmente pela troca do carv&atilde;o para o g&aacute;s natural na gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade e um inverno excepcionalmente ameno, o que reduziu a demanda&quot;, afirma um estudo divulgado pelo site da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia.<\/p>\n<p>&quot;Agora, as emiss&otilde;es nos Estados Unidos ca&iacute;ram 430 milh&otilde;es de toneladas, ou 7,7%, desde 2006, a maior redu&ccedil;&atilde;o de todos os pa&iacute;ses ou regi&otilde;es. A mudan&ccedil;a foi causada por menor uso de combust&iacute;veis no transporte (devido a melhorias na efici&ecirc;ncia, maior pre&ccedil;o do petr&oacute;leo e crise econ&ocirc;mica que provocou queda na circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos) e a uma substancial troca do carv&atilde;o para o g&aacute;s na gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica&quot;, acrescenta o estudo.<\/p>\n<p>&quot;Basta para dar &agrave;s pessoas alguma esperan&ccedil;a de que, talvez, a humanidade n&atilde;o esteja empurrando o meio ambiente para um contexto de ju&iacute;zo final&quot;, disse Bruce Niles, diretor da campanha Beyond Coal (Al&eacute;m do Carbono), do Sierra Club. &quot;Obviamente, durante anos fomos os maiores contribuintes do aquecimento global, ao que parece liberando cada vez mais emiss&otilde;es. A maior parte do problema era que continuava piorando&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>&quot;Finalmente, j&aacute; n&atilde;o estamos na situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o fazer nada. Conseguimos uma redu&ccedil;&atilde;o superior &agrave; de qualquer pa&iacute;s nos &uacute;ltimos oito anos. E n&atilde;o levamos a s&eacute;rio a lideran&ccedil;a. &Eacute; uma mistura de a&ccedil;&otilde;es do governo de Barack Obama e das normas da EPA (Ag&ecirc;ncia de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental), comunidade ap&oacute;s comunidade e Estado ap&oacute;s Estado fazendo sua parte&quot;, destacou Niles &agrave; IPS.<\/p>\n<p>As emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono por habitante agora est&atilde;o no mesmo n&iacute;vel de 1964, segundo uma an&aacute;lise do jornal Vancouver Observer. Contudo, isto n&atilde;o significa que a contamina&ccedil;&atilde;o geral seja a daquela &eacute;poca. A m&eacute;dia por pessoa &eacute; menor, em parte, porque a popula&ccedil;&atilde;o norte-americana aumentou desde aquele ano, explicou Niles. A campanha Al&eacute;m do Carbono obteve v&aacute;rios &ecirc;xitos fechando usinas a carv&atilde;o e evitando a abertura de novas. &quot;Nosso trabalho contra o carv&atilde;o come&ccedil;ou h&aacute; uma d&eacute;cada&quot;, contou. &quot;Estivemos a maior parte dos primeiros seis a oito anos freando a constru&ccedil;&atilde;o de novas usinas movidas a carv&atilde;o. Paralisamos aproximadamente 90%&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O Sierra Club afirma que impediu a constru&ccedil;&atilde;o de 169 das 200 novas usinas a carv&atilde;o que estavam previstas. Foram constru&iacute;das 22 centrais, a maioria antes que come&ccedil;asse a campanha nacional, segundo Niles. E nenhuma foi constru&iacute;da desde outubro de 2008, salvo uma no Estado do Mississippi, e que &eacute; objeto de disputas. No final de 2009, a campanha come&ccedil;ou a mudar seu foco e se concentrou no fechamento das usinas existentes. Cerca de 112 j&aacute; anunciaram que fechar&atilde;o, o que representa 14% do total.<\/p>\n<p>Jamie Henn, diretora de comunica&ccedil;&otilde;es da 350.org, afirmou que uma das raz&otilde;es para a ind&uacute;stria abandonar o carv&atilde;o &eacute; a chegada do relativamente barato g&aacute;s natural. Entretanto, alertou ser pouco prov&aacute;vel que a substitui&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o pelo g&aacute;s natural ajude com o problema global da contamina&ccedil;&atilde;o por gases-estufa nos Estados Unidos. Segundo Henn, &quot;parte do xis da quest&atilde;o &eacute; que o g&aacute;s natural pode reduzir as emiss&otilde;es contaminantes no curto prazo, mas tanto a l&oacute;gica econ&ocirc;mica quanto a do carv&atilde;o apresentam falhas. Existem vazamentos de metano vinculados com a produ&ccedil;&atilde;o e o armazenamento do g&aacute;s natural&quot;.<\/p>\n<p>Em termos de dano ambiental, cada part&iacute;cula de metano &eacute; 32 vezes t&atilde;o nefasta quanto uma de di&oacute;xido de carbono, embora se degrade antes e n&atilde;o permane&ccedil;a tanto tempo no meio ambiente, afirmou Henn. &quot;&Eacute; pior do que o carv&atilde;o porque o metano &eacute; um perigoso g&aacute;s-estufa. Este &eacute; um motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o, talvez esta redu&ccedil;&atilde;o seja leve, mas n&atilde;o ser&aacute; mantida a tend&ecirc;ncia de baixa (se forem considerados os equivalentes de CO2, como o metano). Esses ganhos se estabilizar&atilde;o&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Os ativistas concordam que uma das raz&otilde;es para que a contamina&ccedil;&atilde;o por di&oacute;xido de carbono tenha diminu&iacute;do nos Estados Unidos nos &uacute;ltimos anos &eacute; a queda da economia. A crise, ironicamente, foi boa para o meio ambiente. Os ativistas tamb&eacute;m atribuem a queda da contamina&ccedil;&atilde;o a uma efici&ecirc;ncia maior no uso dos combust&iacute;veis e aos esfor&ccedil;os gerais na conserva&ccedil;&atilde;o e duplica&ccedil;&atilde;o do uso de energias renov&aacute;veis, como a solar e a e&oacute;lica, nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, h&aacute; muito por fazer: mais energia solar e e&oacute;lica, menos carv&atilde;o e menos g&aacute;s natural, maior efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, bem como no uso de combust&iacute;veis, e mais conserva&ccedil;&atilde;o. Para seguir a tend&ecirc;ncia atual e cumprir o objetivo fixado no Acordo de Copenhague, de reduzir em 17% os gases contaminantes at&eacute; 2002, mais fam&iacute;lias dos Estados Unidos ter&atilde;o que rever seu pr&oacute;prio consumo.<\/p>\n<p>&quot;O cidad&atilde;o europeu m&eacute;dio usa 50% menos carv&atilde;o do que o norte-americano. Isto &eacute;, n&atilde;o vivem na periferia nem usam ve&iacute;culos esportivos utilit&aacute;rios. Costumam ter casas menores, sair mais e comprar menos&quot;, afirmou Henn. Antes podia parecer trivial algo assim como de que serve fazer sacrif&iacute;cios pessoais se o problema s&oacute; vai piorar. No entanto, uma das consequ&ecirc;ncias do estudo da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia &eacute; mostrar que as diferentes a&ccedil;&otilde;es para reduzir a contamina&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos t&ecirc;m um impacto. Isso poderia servir de motiva&ccedil;&atilde;o para fazer mais. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atlanta, Estados Unidos, 03\/07\/2012 &ndash; Os Estados Unidos registraram a maior redu&ccedil;&atilde;o de contamina&ccedil;&atilde;o por di&oacute;xido de carbono (CO2) nos &uacute;ltimos seis anos em compara&ccedil;&atilde;o com outros pa&iacute;ses, embora em escala mundial a concentra&ccedil;&atilde;o deste g&aacute;s de efeito estufa tenha alcan&ccedil;ado cifras hist&oacute;ricas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/ambiente\/eeuu-histrica-reduo-nas-emisses-de-co\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":135,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,10,11],"tags":[14],"class_list":["post-10250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-energia","category-politica","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/135"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}