{"id":10280,"date":"2012-07-09T11:58:50","date_gmt":"2012-07-09T11:58:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10280"},"modified":"2012-07-09T11:58:50","modified_gmt":"2012-07-09T11:58:50","slug":"ambiente-no-h-futuro-sem-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/mundo\/ambiente-no-h-futuro-sem-oceanos\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: &quot;N&atilde;o h&aacute; futuro sem oceanos&quot;"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 09\/07\/2012 &ndash; Quando a Coreia do Sul, uma das pot&ecirc;ncias emergentes da &Aacute;sia, decidiu organizar a mostra internacional Expo 2012, na cidade costeira de Yeosu, escolheu um tema que esteve no topo da agenda na rec&eacute;m-conclu&iacute;da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20): os oceanos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10280\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Slide41.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10280\" class=\"size-medium wp-image-10280\" title=\"A vida marinha &eacute; tema central da Expo 2012. - Living Oceans Foundation\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Slide41.jpg\" alt=\"A vida marinha &eacute; tema central da Expo 2012. - Living Oceans Foundation\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10280\" class=\"wp-caption-text\">A vida marinha &eacute; tema central da Expo 2012. - Living Oceans Foundation<\/p><\/div>  Toda a mostra, que acontece at&eacute; 21 de agosto, se concentra na prote&ccedil;&atilde;o dos recursos mar&iacute;timos do mundo e em problemas como sobrepesca, contamina&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e aquecimento dos oceanos. Por acidente ou deliberadamente, este foi um dos poucos temas onde houve certo avan&ccedil;o na Rio+20.<\/p>\n<p>Nathalie Rey, assessora pol&iacute;tica sobre oceanos da organiza&ccedil;&atilde;o Greenpeace Internacional, disse &agrave; IPS que um dos poucos resultados dessa confer&ecirc;ncia foi um consenso para elaborar um plano de resgate dos mares abertos. &quot;Diante dos sinais de alarme dados por cientistas sobre a necessidade de proteger os oceanos, a Rio+20 os apagou, ao aceitar uma iniciativa para trabalhar por um acordo no contexto da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) destinado a proteger a vida marinha em alto mar&quot;, explicou.<\/p>\n<p>O maci&ccedil;o apoio da maioria de pa&iacute;ses &#8211; incluindo Brasil, &Aacute;frica do Sul, Argentina, as ilhas do Pac&iacute;fico e alguns membros da Uni&atilde;o Europeia &#8211; a esta iniciativa n&atilde;o foi suficiente para enfrentar a oposi&ccedil;&atilde;o de um punhado de na&ccedil;&otilde;es, acrescentou Rey &agrave; IPS. Essa oposi&ccedil;&atilde;o esteve liderada pelos Estados Unidos, com apoio de Canad&aacute;, R&uacute;ssia, Jap&atilde;o e Venezuela. Estes pa&iacute;ses conseguiram bloquear o acordo no Rio de Janeiro, afirmou. Em lugar de adotar um acordo na pr&oacute;pria confer&ecirc;ncia, os governos adiaram a decis&atilde;o para dentro de dois anos e meio, deixando-a nas m&atilde;os da Assembleia Geral da ONU.<\/p>\n<p>&quot;Cada dia atrasamos um acordo para resgatar os oceanos, e os levamos a pontos cr&iacute;ticos, prejudicando a sa&uacute;de e o futuro de milh&otilde;es de pessoas que dependem deles para comer e trabalhar&quot;, afirmou Rey. Essas na&ccedil;&otilde;es que colocaram obst&aacute;culo ao acordo no Rio de Janeiro deveriam deixar de defender interesses econ&ocirc;micos de curto prazo e unir-se ao resto do mundo nos esfor&ccedil;os para proteger os mares abertos e dessa forma beneficiar as futuras gera&ccedil;&otilde;es, destacou Rey.<\/p>\n<p>No pavilh&atilde;o da ONU em Yeosu, cerca de 20 de suas ag&ecirc;ncias e organiza&ccedil;&otilde;es internacionais exp&otilde;em seu trabalho coletivo para ajudar a proteger os oceanos e os recursos mar&iacute;timos do planeta. Sob o tema Oceanos e Costas: Conectando nossas Vidas, Assegurando nosso Futuro, as Na&ccedil;&otilde;es Unidas destacam as v&aacute;rias contribui&ccedil;&otilde;es feitas pela vida marinha aos seres humanos, incluindo a biodiversidade, a seguran&ccedil;a alimentar e a energia renov&aacute;vel. &quot;O que sabemos &eacute; que os oceanos s&atilde;o fr&aacute;geis e que h&aacute; muitos sinais de que os ecossistemas marinhos est&atilde;o sofrendo uma mudan&ccedil;a ambiental sem precedentes devido &agrave;s atividades humanas e &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica&quot;, alerta a ONU.<\/p>\n<p>O percurso pelo pavilh&atilde;o do f&oacute;rum mundial termina com o Muro das Promessas, onde os visitantes podem deixar concretamente seu compromisso de proteger os oceanos e as costas da Terra. Enquanto isso, em uma declara&ccedil;&atilde;o emitida ao fim da Rio+20, a Alian&ccedil;a para Alto Mar destacou que os oceanos receberam &quot;um n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o sem precedentes durante a confer&ecirc;ncia no Rio de Janeiro, convertendo-se em um dos temas de maior visibilidade e a &uacute;ltima parte do texto a ser resolvida&quot;.<\/p>\n<p>Em contraste com a C&uacute;pula da Terra, realizada tamb&eacute;m no Rio de Janeiro em 1992, a aten&ccedil;&atilde;o no m&ecirc;s passado foi significativamente maior e motivou um acalorado debate nas negocia&ccedil;&otilde;es. &quot;Alguns dos resultados sobre oceanos foram positivos, enquanto outros ficaram curtos com rela&ccedil;&atilde;o ao que os cientistas marinhos e ativistas esperavam. Entretanto, foi um ano de avan&ccedil;os para a conserva&ccedil;&atilde;o de 70% de nosso planeta&quot;, enfatizou a Alian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Embora grande parte do texto seja uma reafirma&ccedil;&atilde;o de compromissos j&aacute; existentes, Susanna Fuller, coordenadora da Alian&ccedil;a pontuou que, &quot;se a Rio+20 n&atilde;o conseguir mais nada, ao menos marcar&aacute; o fim das promessas vazias e o come&ccedil;o de uma a&ccedil;&atilde;o forte em mat&eacute;ria de oceanos&quot;. A Alian&ccedil;a identificou seis a&ccedil;&otilde;es cruciais em n&iacute;veis nacional e internacional. Estas s&atilde;o: cumprir uma resolu&ccedil;&atilde;o da ONU contra a pesca de arrasto, acabar com a sobrepesca, suspender as capturas em algumas zonas at&eacute; que sejam renovadas as exist&ecirc;ncias, obrigar os &oacute;rg&atilde;os regionais de pesca a prestarem contas perante a ONU, eliminar em n&iacute;vel nacional os subs&iacute;dios &agrave; pesca industrial, fechar portos onde s&atilde;o feitas capturas ilegais e criar &aacute;reas protegidas.<\/p>\n<p>O professor Alex Rogers, do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos, afirmou que &quot;nunca teremos o futuro que queremos sem os oceanos que necessitamos. Temos que usar a Rio+20 para tra&ccedil;ar uma ponte entre o discurso e a a&ccedil;&atilde;o. Todas essas decis&otilde;es s&atilde;o urgentes e importantes, e s&atilde;o medidas que mudam o jogo e devem ser implantadas de imediato pelos governos&quot;. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 09\/07\/2012 &ndash; Quando a Coreia do Sul, uma das pot&ecirc;ncias emergentes da &Aacute;sia, decidiu organizar a mostra internacional Expo 2012, na cidade costeira de Yeosu, escolheu um tema que esteve no topo da agenda na rec&eacute;m-conclu&iacute;da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20): os oceanos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/07\/mundo\/ambiente-no-h-futuro-sem-oceanos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,4],"tags":[],"class_list":["post-10280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}