{"id":10440,"date":"2012-08-07T09:27:24","date_gmt":"2012-08-07T09:27:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10440"},"modified":"2012-08-07T09:27:24","modified_gmt":"2012-08-07T09:27:24","slug":"clnicas-rurais-salvam-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/08\/africa\/clnicas-rurais-salvam-vidas\/","title":{"rendered":"Cl&iacute;nicas rurais salvam vidas"},"content":{"rendered":"<p>Kigoma, Tanz&acirc;nia, 07\/08\/2012 &ndash; No Centro de Sa&uacute;de de Kakonko, na zona rural da regi&atilde;o de Kigoma, na Tanz&acirc;nia, o assistente m&eacute;dico Abdu Mapinduzi se prepara para operar Joanitha, uma jovem gr&aacute;vida.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10440\" style=\"width: 159px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Centro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10440\" class=\"size-medium wp-image-10440\" title=\"O Centro de Sa&uacute;de de Kakonko j&aacute; est&aacute; equipado para realizar cirurgias. - Erick Kabendera\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Centro.jpg\" alt=\"O Centro de Sa&uacute;de de Kakonko j&aacute; est&aacute; equipado para realizar cirurgias. - Erick Kabendera\/IPS\" width=\"149\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10440\" class=\"wp-caption-text\">O Centro de Sa&uacute;de de Kakonko j&aacute; est&aacute; equipado para realizar cirurgias. - Erick Kabendera\/IPS<\/p><\/div>  Ela deu &agrave; luz outras tr&ecirc;s vezes por cesariana em um hospital regional, mas agora est&aacute; feliz por ter o quarto filho em uma cl&iacute;nica rural perto de sua casa.<\/p>\n<p>Estes novos centros t&ecirc;m capacidade para atender cerca de 50 mil pessoas que vivem em cada divis&atilde;o administrativa, mas nem todos est&atilde;o equipados para realizar cirurgias. S&atilde;o o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica mais direto depois da enfermaria em aldeias. A regi&atilde;o tanzaniana de Kigoma se converteu em um dos primeiros lugares da &Aacute;frica oriental a capacitar trabalhadores da sa&uacute;de para cl&iacute;nicas rurais.<\/p>\n<p>Depois da cirurgia, Joanitha disse &agrave; IPS que estava contente por poder ter seu filho de forma segura em um centro de sa&uacute;de rural. O Centro de Kakonko agora est&aacute; equipado para realizar cirurgias, incluindo ces&aacute;reas. &quot;Uma amiga minha morreu no ano passado quando dava &agrave; luz em sua casa com uma parteira tradicional, e h&aacute; cerca de quatro meses outra pariu um menino morto quando era levada para o hospital&quot;, contou.<\/p>\n<p>A Funda&ccedil;&atilde;o Mundial Lung renovou cinco centros de sa&uacute;de rural na regi&atilde;o de Kigoma, incluindo o de Kakonko, dentro de um projeto-piloto iniciado em 2009. V&aacute;rios trabalhadores da sa&uacute;de foram capacitados em cirurgias b&aacute;sicas. &quot;Podemos lidar com &ecirc;xito com todos nossos casos complicados, e as m&atilde;es d&atilde;o &agrave; luz de forma segura&quot;, detalhou Mapinduzi &agrave; IPS. O funcion&aacute;rio, que tamb&eacute;m &eacute; supervisor do Centro, disse que, &quot;quando temos um parto complicado, &eacute; como se tudo parasse para salvar uma vida&quot;.<\/p>\n<p>Mapinduzi disse que desde quando o Centro come&ccedil;ou a atender gr&aacute;vidas, em 2010, o n&uacute;mero de partos aumentou de 20 para 120 ao m&ecirc;s, com m&eacute;dia de seis ces&aacute;reas por semana. &quot;Criamos uma rede em n&iacute;vel de base na qual se aconselha as mulheres com complica&ccedil;&otilde;es a darem &agrave; luz em um centro de sa&uacute;de ou no hospital do distrito&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>&quot;Antes, algumas mulheres n&atilde;o entendiam a necessidade de virem ao centro de sa&uacute;de, especialmente as que apresentavam complica&ccedil;&otilde;es, porque sabiam que ningu&eacute;m poderia ajud&aacute;-las. Algumas ficavam em suas casas e esperavam a gra&ccedil;a de Deus, e outras iam a outros lugares&quot;, afirmou o supervisor.<\/p>\n<p>A Tanz&acirc;nia tem uma alta mortalidade materna, de 578 mortes por cem mil nascidos vivos. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, a mortalidade m&eacute;dia nos pa&iacute;ses em desenvolvimento &eacute; de 240 por cem mil nascidos vivos, contra 16 para cem mil nas na&ccedil;&otilde;es do Norte industrializado.<\/p>\n<p>Kate Gilmore, subsecret&aacute;ria-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e diretora executiva do Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA), disse que o Sud&atilde;o do Sul tem a maior mortalidade materna do mundo, com mais de duas mil mortes por cem mil nascidos vivos. Em um momento, a regi&atilde;o de Kigoma teve o maior &iacute;ndice da Tanz&acirc;nia, com 933 para cem mil, no come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1980.<\/p>\n<p>Mas, ent&atilde;o, o ginecologista Godfrey Mbaruku, subdiretor do Instituto de Sa&uacute;de de Ifakara, a principal institui&ccedil;&atilde;o de pesquisa em sa&uacute;de da Tanz&acirc;nia, lan&ccedil;ou uma s&eacute;rie de iniciativas de sucesso at&eacute; reduzir a taxa para 186 por cem mil, em 1991. Embora n&atilde;o haja estat&iacute;sticas recentes dispon&iacute;veis, a mortalidade materna nesta regi&atilde;o &eacute; considerada menor do que o restante do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Foi o trabalho de Mbaruku que inspirou s&oacute;cios no desenvolvimento a unirem-se ao projeto. O m&eacute;dico disse &agrave; IPS que isso permitiu equipar centros rurais para que realizassem cirurgias. &quot;A maioria dos tanzanianos vive em &aacute;reas rurais, e s&oacute; pode ser brincadeira sugerir que devem receber servi&ccedil;os em hospitais regionais ou de distrito. As m&atilde;es n&atilde;o morrem por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, mas por casos de emerg&ecirc;ncia&quot;, explicou.<\/p>\n<p>O coordenador do projeto na regi&atilde;o de Kigoma, Amri Mulamuzi, disse &agrave; IPS que uma combina&ccedil;&atilde;o de fatores ajudou a reduzir as mortes maternas. &quot;Tamb&eacute;m equipamos todos os centros de sa&uacute;de com ambul&acirc;ncias, para poderem levar os casos complicados aos hospitais distritais ou regionais. Al&eacute;m disso, iniciamos campanhas no terreno, em colabora&ccedil;&atilde;o com os governos locais, para garantir que todas as gr&aacute;vidas soubessem da import&acirc;ncia do exame pr&eacute;-natal&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Embora os centros de sa&uacute;de de Kigoma sejam um &ecirc;xito, ativistas pela sa&uacute;de temem que programas como este n&atilde;o possam ser mantidos no tempo por dependerem muito de doadores, podendo fechar quando estes reduzem sua colabora&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, o Projeto de Apoio &agrave; Redu&ccedil;&atilde;o da Mortalidade Materna, que come&ccedil;ou em 2006, e &eacute; implantado como teste em tr&ecirc;s regi&otilde;es, recebe apenas 10% de seus fundos do governo, o restante vem de doadores.<\/p>\n<p>Irenei Kiria, diretor-executivo da Sikika, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental que trabalha pela qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, disse &agrave; IPS que n&atilde;o haver&aacute; mudan&ccedil;as significativas na mortalidade materna se n&atilde;o houver maior investimento do governo. &quot;As coisas no terreno devem mudar para que o governo possa demonstrar que realmente deseja trabalhar pela sa&uacute;de materna&quot;, acrescentou. Mbaruku concorda. &quot;N&atilde;o de pode esperar que os doadores ajudem a fazer isto. O governo deve comprometer seus pr&oacute;prios recursos para reduzir a mortalidade materna&quot;, afirmou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kigoma, Tanz&acirc;nia, 07\/08\/2012 &ndash; No Centro de Sa&uacute;de de Kakonko, na zona rural da regi&atilde;o de Kigoma, na Tanz&acirc;nia, o assistente m&eacute;dico Abdu Mapinduzi se prepara para operar Joanitha, uma jovem gr&aacute;vida. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/08\/africa\/clnicas-rurais-salvam-vidas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":502,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-10440","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/502"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10440\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}