{"id":10530,"date":"2012-08-22T11:44:01","date_gmt":"2012-08-22T11:44:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10530"},"modified":"2012-08-22T11:44:01","modified_gmt":"2012-08-22T11:44:01","slug":"brasil-aperfeioa-controle-do-carbono-liberado-pela-amaznia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/08\/america-latina\/brasil-aperfeioa-controle-do-carbono-liberado-pela-amaznia\/","title":{"rendered":"Brasil aperfei&ccedil;oa controle do carbono liberado pela Amaz&ocirc;nia"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 22\/08\/2012 &ndash; Um novo sistema para calcular quanto g&aacute;s de efeito estufa produz o desmatamento da Amaz&ocirc;nia brasileira chega no momento oportuno para medir as consequ&ecirc;ncias que ter&aacute; a reforma do C&oacute;digo Florestal.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10530\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/carbono.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10530\" class=\"size-medium wp-image-10530\" title=\"\u00c3\u0081rea de selva submetida \u00c3\u00a0 habitual queimada para eliminar &aacute;rvores, no Estado do Acre. - Mario Osava\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/carbono.jpg\" alt=\"\u00c3\u0081rea de selva submetida \u00c3\u00a0 habitual queimada para eliminar &aacute;rvores, no Estado do Acre. - Mario Osava\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10530\" class=\"wp-caption-text\">\u00c3\u0081rea de selva submetida \u00c3  habitual queimada para eliminar &aacute;rvores, no Estado do Acre. - Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>  O novo sistema de c&aacute;lculo via sat&eacute;lite otimiza o controle estatal das florestas.<\/p>\n<p>As emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono causadas pelo desmatamento da Amaz&ocirc;nia brasileira ca&iacute;ram 57% entre 2004 e 2011, devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento, segundo dados divulgados no dia 10 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com sede em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, no Estado de S&atilde;o Paulo. No mesmo per&iacute;odo, o desmatamento amaz&ocirc;nico registrou queda de 78%.<\/p>\n<p>O corte ilegal da selva amaz&ocirc;nica atingiu seu ponto m&aacute;ximo em 2004, quando foram eliminados 27,7 mil quil&ocirc;metros quadrados de florestas. Contudo, em 2011, foram perdidos apenas 6,4 mil quil&ocirc;metros quadrados, segundo o Inpe, pelo refor&ccedil;o da vigil&acirc;ncia sobre os que desmatam, os inc&ecirc;ndios florestais e o uso inadequado do solo, entre outras causas.<\/p>\n<p>No ano passado, a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica liberou 401 megatoneladas de di&oacute;xido de carbono contra 953 megatoneladas em 2004. Isto representou redu&ccedil;&atilde;o de 552 megatoneladas desse g&aacute;s-estufa lan&ccedil;adas na atmosfera, afirmou o Inpe. Os dados foram obtidos a partir do sistema Inpe-Em (Emiss&atilde;o Modelo) que, segundo explicou &agrave; IPS Jean Ometto, coautor do estudo, contempla novos elementos que tornam o c&aacute;lculo mais &quot;representativo&quot;.<\/p>\n<p>O m&eacute;todo considera uma s&eacute;rie de processos relacionados com o desmatamento e as atividades posteriores a ele nas &aacute;reas desmatadas, como agricultura e pecu&aacute;ria. Tamb&eacute;m considera outros processos ligados &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de massa florestal e &agrave;s emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono, como explora&ccedil;&atilde;o madeireira, fogo usado para eliminar restos vegetais, decomposi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo e crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, entre outros.<\/p>\n<p>&quot;O que muda neste modelo &eacute; o fato de considerar v&aacute;rios processos associados ao desmatamento que interferem na quantidade de carbono emitido na atmosfera&quot;, sintetizou Ometto. A metodologia utiliza informa&ccedil;&otilde;es da literatura cient&iacute;fica e mapas de biomassa e de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo. Tamb&eacute;m s&atilde;o usados dados do Programa de C&aacute;lculo do Desmatamento da Amaz&ocirc;nia (Prodes), o mais antigo do Inpe, baseado na an&aacute;lise dos pixels (menor unidade homog&ecirc;nea em cor de uma imagem digital) das fotografias obtidas via sat&eacute;lite, que permite determinar se a &aacute;rea representada est&aacute;, ou n&atilde;o, desmatada.<\/p>\n<p>Segundo Ometto, os sistemas, que n&atilde;o incluem todos esses elementos para estimar as emiss&otilde;es relativas ao desmatamento, apresentam valores maiores de redu&ccedil;&atilde;o, considerando o pr&oacute;prio mapa de biomassa da floresta. Pelo m&eacute;todo anterior, por exemplo, a redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de carbono entre 2004 e 2011 seria de 74%, em lugar dos 57% medidos agora, explicou &agrave; IPS o coordenador do Instituto Democracia e Sustentabilidade, Bazileu Margarido.<\/p>\n<p>O novo sistema &eacute; &quot;confi&aacute;vel&quot; e &quot;representa uma evolu&ccedil;&atilde;o&quot;, j&aacute; que o objetivo &eacute; avaliar redu&ccedil;&otilde;es ou aumentos da emiss&atilde;o de gases-estufa e n&atilde;o apenas a &aacute;rea desmatada, afirmou Margarido. A medi&ccedil;&atilde;o tradicional trata toda a selva amaz&ocirc;nica como se fosse homog&ecirc;nea, &quot;enquanto, na realidade, ela apresenta varia&ccedil;&otilde;es importantes de uma regi&atilde;o para outra&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>&quot;Uma &aacute;rea desmatada no norte do Par&aacute; emitir&aacute; uma quantidade de carbono muito diferente de uma &aacute;rea semelhante no Mato Grosso, porque a densidade de &aacute;rvores e, portanto, de carbono capturado, &eacute; diferente nos dois Estados&quot;, detalhou Margarido. Outro fator que incide na degrada&ccedil;&atilde;o das florestas s&atilde;o as queimadas feitas para preparar o terreno para a agropecu&aacute;ria. &quot;Mesmo sem aumentar a &aacute;rea desmatada, provocam grandes emiss&otilde;es de carbono e t&ecirc;m aumentado de forma preocupante nos &uacute;ltimos anos&quot;, apontou Margarido.<\/p>\n<p>O f&iacute;sico Roberto Kishinami, especializado em mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e uso sustent&aacute;vel de recursos naturais, afirmou que esta metodologia, publicada pela revista Global Change Biology, &quot;&eacute; t&atilde;o confi&aacute;vel quanto o Prodes, considerado internacionalmente um bom modelo&quot;. O f&iacute;sico acrescentou que &quot;a quantidade de carbono varia de um lugar para outro e as din&acirc;micas de emiss&atilde;o na atmosfera mudam tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de interven&ccedil;&atilde;o, como corte, queima ou limpeza&quot;.<\/p>\n<p>Kishinami, conselheiro da organiza&ccedil;&atilde;o ActionAid International, espera que o sistema seja aperfei&ccedil;oado ainda mais, entre outras raz&otilde;es porque os pr&oacute;ximos sat&eacute;lites do programa China-Brazil Earth Resources Satellite transportar&atilde;o c&acirc;meras de melhor resolu&ccedil;&atilde;o. &quot;Isto significa melhor cobertura da Amaz&ocirc;nia&quot;, destacou. A nova metodologia e os avan&ccedil;os no controle do desmatamento s&atilde;o conhecidos quando o Congresso Nacional analisa uma medida provis&oacute;ria e vetos a 12 artigos da presidente Dilma Rousseff ao projeto do novo C&oacute;digo Florestal.<\/p>\n<p>A medi&ccedil;&atilde;o fina do desmatamento e da consequente emiss&atilde;o de gases-estufa ser&aacute; o melhor testemunho dos efeitos que ter&aacute; o novo C&oacute;digo na selva. Diferentes organiza&ccedil;&otilde;es ecologistas consideram que a reforma, aprovada em 25 de abril pelo parlamento, debilitar&aacute; a prote&ccedil;&atilde;o das florestas. &quot;Se o novo C&oacute;digo, mais agropecu&aacute;rio do que florestal, acabar incorporando o que est&aacute; aprovando agora a comiss&atilde;o mista parlamentar da medida provis&oacute;ria, como a elimina&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o dos rios intermitentes, o desmatamento voltar&aacute; a aumentar muito em toda a Amaz&ocirc;nia&quot;, advertiu Kishinami.<\/p>\n<p>O C&oacute;digo Florestal ainda em vigor pro&iacute;be cortar florestas situadas em nascentes e ribeiras de rios permanentes e intermitentes. &quot;A maior parte dos afluentes que alimentam os grandes rios s&atilde;o tempor&aacute;rios ou intermitentes em toda a Amaz&ocirc;nia&quot;, explicou Kishinami. Para Margarido, os resultados foram &quot;muito positivos&quot; nos &uacute;ltimos sete anos porque a luta contra o desmatamento se baseou no Programa de Preven&ccedil;&atilde;o e Controle do Desmatamento na Amaz&ocirc;nia e em um contexto institucional constru&iacute;do nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, &quot;durante as quais o C&oacute;digo Florestal de 1965 foi uma pe&ccedil;a fundamental&quot;. E lamentou que &quot;o desmantelamento do C&oacute;digo, que o Congresso est&aacute; engendrando com o benepl&aacute;cito do governo, poder&aacute; provocar uma revers&atilde;o preocupante&quot;. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 22\/08\/2012 &ndash; Um novo sistema para calcular quanto g&aacute;s de efeito estufa produz o desmatamento da Amaz&ocirc;nia brasileira chega no momento oportuno para medir as consequ&ecirc;ncias que ter&aacute; a reforma do C&oacute;digo Florestal. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/08\/america-latina\/brasil-aperfeioa-controle-do-carbono-liberado-pela-amaznia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2],"tags":[27],"class_list":["post-10530","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10530\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}