{"id":10645,"date":"2012-09-12T10:10:29","date_gmt":"2012-09-12T10:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10645"},"modified":"2012-09-12T10:10:29","modified_gmt":"2012-09-12T10:10:29","slug":"israelenses-duvidam-de-ataque-ao-ir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/09\/politica\/israelenses-duvidam-de-ataque-ao-ir\/","title":{"rendered":"Israelenses duvidam de ataque ao Ir&atilde;"},"content":{"rendered":"<p>Jerusal&eacute;m, Israel, 12\/09\/2012 &ndash; Parviz Barkhordar diz amar tanto Israel quanto o Ir&atilde;. Para muitos, esta dupla afinidade &eacute; contradit&oacute;ria, mas para ele tem muito sentido.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10645\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/101519-20120907.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10645\" class=\"size-medium wp-image-10645\" title=\" - Jillian Kestler-D&quot;\u2122Amours\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/101519-20120907.jpg\" alt=\" - Jillian Kestler-D&quot;\u2122Amours\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10645\" class=\"wp-caption-text\"> - Jillian Kestler-D&quot;\u2122Amours<\/p><\/div>  &quot;Somos judeus persas que vivemos nesse pa&iacute;s&quot;, explica. &quot;Nascemos no Ir&atilde;, mas sempre fomos judeus. Vivemos e fomos criados ali. Amamos esse pa&iacute;s porque foi bom para n&oacute;s&quot;, contou &agrave; IPS. A maioria dos judeus que viveram no Ir&atilde; se sentiram muito bem e seguros l&aacute;&quot;, acrescentou. Nascido em Teer&atilde;, Barkhordar se mudou para Israel aos 16 anos, e se formou em engenharia el&eacute;trica na Universidade de Technion, em Haifa. Depois de voltar ao Ir&atilde; por um ano, emigrou para os Estados Unidos. Em 1995 se instalou definitivamente em Israel.<\/p>\n<p>Hoje, possui um programa semanal sobre assuntos pol&iacute;ticos na R&aacute;dio Radisin, emissora em idioma parsi, criada h&aacute; quatro anos perto de Tel Aviv. A r&aacute;dio transmite via sat&eacute;lite e pela internet, e recebe frequentemente telefonemas de ouvintes do Ir&atilde;. &quot;Eles se queixam da atual situa&ccedil;&atilde;o no Ir&atilde;, do quanto &eacute; ruim, como as coisas s&atilde;o caras, como tudo &eacute; inst&aacute;vel. Dizem que quando acordam n&atilde;o sabem qual ser&aacute; o pre&ccedil;o do p&atilde;o, porque pode mudar de um dia para outro&quot;, afirmou Barkhordar. &quot;Esta emissora tenta construir uma ponte entre as duas na&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o estamos falando do regime, porque sabemos que o regime n&atilde;o &eacute; a na&ccedil;&atilde;o do Ir&atilde;. Amamos nossos irm&atilde;os e nossas irm&atilde;s no Ir&atilde;. Estamos com eles&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>H&aacute; meses as not&iacute;cias em Israel est&atilde;o dominadas pelo discurso do governo contra a &quot;amea&ccedil;a iraniana&quot; e sobre a possibilidade de lan&ccedil;ar um ataque preventivo, e v&aacute;rios analistas previram que Israel atacaria o Ir&atilde; antes das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais dos Estados Unidos, em novembro, quando uma a&ccedil;&atilde;o assim poderia implicar um custo pol&iacute;tico para a administra&ccedil;&atilde;o de Barack Obama. Na semana passada Israel enviou uma nota ao Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) alertando que a &quot;complac&ecirc;ncia diante do discurso de &oacute;dio iraniano e da incita&ccedil;&atilde;o (contra Israel) &eacute; perigosa&quot;, e pedindo que sejam tomadas a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Por sua vez, o vice-embaixador do Ir&atilde; junto &agrave; ONU afirmou que as amea&ccedil;as de Israel violam a Carta das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Em Israel as opini&otilde;es sobre uma poss&iacute;vel guerra com o Ir&atilde; s&atilde;o diversas. Segundo pesquisa feita em julho pelo Instituto Israelense pela Democracia, da Universidade de Tel Aviv, conhecido como &Iacute;ndice de Paz, 61% dos judeus israelenses n&atilde;o acreditam que seu pa&iacute;s atacar&aacute; o Ir&atilde; de forma unilateral. Ao mesmo tempo, 60% dos entrevistados disseram acreditar que Israel deveria aceitar que n&atilde;o pode evitar o programa de desenvolvimento nuclear do Ir&atilde; e que logo deixar&aacute; de ser a &uacute;nica na&ccedil;&atilde;o com poderio at&ocirc;mico no Oriente M&eacute;dio.<\/p>\n<p>Atualmente, Israel &eacute; a &uacute;nica pot&ecirc;ncia nuclear da regi&atilde;o, embora oficialmente seu governo nunca tenha reconhecido isso. Este pa&iacute;s tamb&eacute;m se nega a assinar o Tratado de N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o Nuclear. &quot;O governo israelense procura aterrorizar seu pr&oacute;prio povo e faz&ecirc;-lo acreditar que n&atilde;o h&aacute; op&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, sabemos que elas existem, e que a guerra &eacute; o pior cen&aacute;rio&quot;, disse &agrave; IPS o ativista israelense Guy Butavia, durante uma manifesta&ccedil;&atilde;o diante da casa do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em Jerusal&eacute;m. No come&ccedil;o deste m&ecirc;s o ex&eacute;rcito israelense come&ccedil;ou a distribuir m&aacute;scaras antig&aacute;s gratuitamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, algo que j&aacute; fizera em 1990, &agrave;s v&eacute;speras da primeira Guerra do Golfo.<\/p>\n<p>&quot;Creio que nada acontecer&aacute;. &Eacute; apenas p&acirc;nico causado pela m&iacute;dia. Israel e Ir&atilde; simplesmente est&atilde;o falando&quot;, opinou Yitzik, israelense de 69 anos, enquanto esperava para receber uma das m&aacute;scaras em um centro de distribui&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m. &quot;As pessoas em Israel n&atilde;o querem a guerra, apenas a paz, e se v&ecirc; que o povo do Ir&atilde; tamb&eacute;m quer a paz&quot;, afirmou &agrave; IPS. &quot;Creio que se trata mais de fazer pol&iacute;tica do que de buscar o bem-estar dos demais. Creio que Netanyahu faz isto apenas para salvar sua cadeira&quot;, ressaltou Yitzik.<\/p>\n<p>Por sua vez, Rachel Tzionit, m&atilde;e de dois filhos, que tamb&eacute;m esperava por sua m&aacute;scara antig&aacute;s, afirmou que Israel n&atilde;o atacaria o Ir&atilde; sem antes receber o aval de Washington. &quot;Recordo a primeira vez que me deram essas m&aacute;scaras. Estava no ex&eacute;rcito, e foi realmente um tempo dif&iacute;cil. N&atilde;o era f&aacute;cil ver todos caminhando pela rua e de repente soar o alarme e todos entrarem em p&acirc;nico. Mas, o que podemos fazer? Assim &eacute; a vida em Israel&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Parviz Barkhordar disse ter f&eacute; de que os l&iacute;deres pol&iacute;ticos e militares de Israel tomar&atilde;o a decis&atilde;o correta, mas expressou seu desejo de que a popula&ccedil;&atilde;o iraniana n&atilde;o seja afetada por uma ofensiva israelense. &quot;T&atilde;o logo o Ir&atilde; tenha a bomba, amea&ccedil;ar&aacute; n&atilde;o apenas Israel, mas qualquer outro pa&iacute;s no mundo, e tentar&aacute; ditar suas pr&oacute;prias regras&quot;, observou. &quot;Se atacamos, com sorte n&atilde;o atingiremos as pessoas. N&atilde;o temos que atacar os inocentes, naturalmente. N&atilde;o agiremos assim&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jerusal&eacute;m, Israel, 12\/09\/2012 &ndash; Parviz Barkhordar diz amar tanto Israel quanto o Ir&atilde;. 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