{"id":1069,"date":"2005-10-04T00:00:00","date_gmt":"2005-10-04T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1069"},"modified":"2005-10-04T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-04T00:00:00","slug":"indonsia-o-terror-regressa-a-bali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/mundo\/indonsia-o-terror-regressa-a-bali\/","title":{"rendered":"Indon&eacute;sia: O terror regressa a Bali"},"content":{"rendered":"<p>Bali,  Indon&eacute;sia, 04\/10\/2005 &ndash; Enquanto se limpa de vidros e sangue o local dos atentados de s&aacute;bado na tur&iacute;stica ilha indon&eacute;sia de Bali, que deixaram pelo menos 22 mortos, a pol&iacute;cia avan&ccedil;a em suas investiga&ccedil;&otilde;es e a popula&ccedil;&atilde;o exige do governo medidas para prevenir novos ataques. Os investigadores suspeitam que dois integrantes da rede terrorista isl&acirc;mica Jemaah Islamiyah, respons&aacute;vel por outros atentados com bomba em Bali que causaram a morte de 202 pessoas no dia 12 de outubro de 2002, sejam os autores dos ataques de s&aacute;bado, baseados no &quot;modus operandi&quot;. Para muitos, a grande pergunta &eacute; quando ser&aacute; o pr&oacute;ximo atentado. &quot;N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que a Jemaah Islamiyah (Comunidade Isl&acirc;mica) est&aacute; por tr&aacute;s dos ataques&quot;, disse &agrave; IPS o especialista em seguran&ccedil;a Ken Conboy. O problema com Bali &eacute; que &eacute; imposs&iacute;vel proteg&ecirc;-la de tais ataques, afirmou.<br \/> <!--more--> <br \/> Tr&ecirc;s bombas explodiram no s&aacute;bado com diferen&ccedil;a de poucos minutos em dois populares complexos tur&iacute;sticos de Bali, dias antes do m&ecirc;s do Ramad&atilde;, sagrado para os mu&ccedil;ulmanos, e do festival hindu de Galungan. At&eacute; esta segunda-feira, foram contabilizados 22 mortos e mais de cem feridos, mas as autoridades previam que o n&uacute;mero de v&iacute;timas aumentaria. Entre as mortes est&atilde;o as de tr&ecirc;s australianos e um japon&ecirc;s. As primeiras duas bombas explodiram por vota das 19h40 &#8211; hora local &#8211; e destru&iacute;ram o caf&eacute; Nyopman e o Mnega, em Jimbaran, uma popular praia situada 18 quil&ocirc;metros ao sul de Kuta, o principal destino tur&iacute;stico de Bali. A terceira explodiu 20 minutos depois no restaurante Raja, em Kuta Square. A explos&atilde;o destruiu toda a planta baixa e grande parte do primeiro andar do estabelecimento. A aus&ecirc;ncia de um buraco na parte externa sugere que a bomba foi colocada no interior do restaurante. Segundo a pol&iacute;cia, outras nove bombas foram desativadas em outras partes do complexo tur&iacute;stico. <\/p>\n<p> Kuta j&aacute; havia tido sangue com os atentados de 2002. As v&iacute;timas estavam na discoteca Sari Club. Funcion&aacute;rios do governo afirmaram no domingo &agrave; imprensa que era quase certo que os ataques de s&aacute;bado foram cometidos por dois terroristas suicidas, e que um v&iacute;deo caseiro mostrava algu&eacute;m entrando com um grande pacote em um caf&eacute; de Kuta antes da explos&atilde;o. A pol&iacute;cia informou que os atentados levavam o selo da rede Jemaah Islamiyah, que pretende criar um estado pan-isl&acirc;mico no sudeste da &Aacute;sia e &eacute; considerada respons&aacute;vel por uma s&eacute;rie de ataques que sacudiram a Indon&eacute;sia desde 2000.<\/p>\n<p> Jacarta sofreu a maior parte dos ataques. O Hotel Marriott e a embaixada da Austr&aacute;lia foram alvos de carros-bomba no dia 5 de agosto de 2003 e 9 de setembro de 2004, respectivamente. Nos dois atentados morreram um total de 23 pessoas e muitas outras ficaram feridas. Conboy, que em breve lan&ccedil;ar&aacute; um livro sobre o terrorismo no sudeste asi&aacute;tico, disse que o &quot;modus operandi&quot; dos autores dos atentados de s&aacute;bado &eacute; semelhante ao dos ataques com bomba contra 11 igrejas da Indon&eacute;sia no dia 25 de dezembro de 2000. &quot;Parece que buscavam objetivos pequenos e f&aacute;ceis para obter o maior n&uacute;mero de v&iacute;timas, em lugar de um alvo grande simb&oacute;lico, como fizeram nos &uacute;ltimos dois anos&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p> Enquanto os balineses limpam o local da trag&eacute;dia, a aten&ccedil;&atilde;o se concentra em como prevenir a repeti&ccedil;&atilde;o de tais ataques. &quot;Prevenir esse tipo de atentados &eacute; quase imposs&iacute;vel. Pode-se registrar quem entra em locais como o Hard Rock Caf&eacute;, mas n&atilde;o d&aacute; para fazer isso em pequenos estabelecimentos como os que foram atacados outro dia. Nesse caso, a op&ccedil;&atilde;o &eacute; fechar o local ou conviver com o risco&quot;, disse Conboy. Os restaurantes pequenos s&atilde;o a ess&ecirc;ncia da ind&uacute;stria tur&iacute;stica de Bali, que por sua vez &eacute; o pilar da economia da ilha. O turismo apenas come&ccedil;ava a se recuperar dos atentados de 2002.<\/p>\n<p> Depois dos &uacute;ltimos ataques, o ministro do Turismo, Jero Wacik, previu uma abrupta queda no fluxo de turistas nos pr&oacute;ximos meses, mas disse que a ilha se recuperar&aacute; uma vez mais. Jimmy, um vendedor de tatuagens tempor&aacute;rias na praia de Kuta, exige que o governo se esforce mais contra a amea&ccedil;a terrorista. &quot;Os ataques continuam. Por que o governo n&atilde;o faz nada?&quot;, perguntou. O presidente da Indon&eacute;sia, Susilo Bambang Yudhoyono, pediu &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que fique alerta e prometeu encontrar os culpados. &quot;Os encontraremos e os entregaremos &agrave; justi&ccedil;a&quot;, disse, pouco depois dos atentados de s&aacute;bado.<\/p>\n<p> O governo est&aacute; ativo na busca de terroristas e conseguiu levar &agrave; justi&ccedil;a os autores de v&aacute;rios atentados. Entretanto, Jacarta ainda n&atilde;o conseguiu prender um peixe gordo. Abu Bakar Bashir, considerado o l&iacute;der espiritual da Jemaah Islamiyah, cumpre atualmente pena de 30 meses de pris&atilde;o por ter instigado os atentados de Bali em 2002. A brevidade de sua pena &eacute; considerada um fracasso da promotoria, que n&atilde;o p&ocirc;de reunir provas suficientes. Ainda est&atilde;o livres os mal&aacute;sios Azahari bin Husin e Noordin M. Top, considerados os principais fabricantes de bombas da organiza&ccedil;&atilde;o e os c&eacute;rebros por tr&aacute;s dos &uacute;ltimos atentados. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bali,  Indon&eacute;sia, 04\/10\/2005 &ndash; Enquanto se limpa de vidros e sangue o local dos atentados de s&aacute;bado na tur&iacute;stica ilha indon&eacute;sia de Bali, que deixaram pelo menos 22 mortos, a pol&iacute;cia avan&ccedil;a em suas investiga&ccedil;&otilde;es e a popula&ccedil;&atilde;o exige do governo medidas para prevenir novos ataques. Os investigadores suspeitam que dois integrantes da rede terrorista isl&acirc;mica Jemaah Islamiyah, respons&aacute;vel por outros atentados com bomba em Bali que causaram a morte de 202 pessoas no dia 12 de outubro de 2002, sejam os autores dos ataques de s&aacute;bado, baseados no &quot;modus operandi&quot;. Para muitos, a grande pergunta &eacute; quando ser&aacute; o pr&oacute;ximo atentado. &quot;N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que a Jemaah Islamiyah (Comunidade Isl&acirc;mica) est&aacute; por tr&aacute;s dos ataques&quot;, disse &agrave; IPS o especialista em seguran&ccedil;a Ken Conboy. 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