{"id":1074,"date":"2005-10-05T00:00:00","date_gmt":"2005-10-05T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1074"},"modified":"2005-10-05T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-05T00:00:00","slug":"comunicaes-todos-os-caminhos-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/america-latina\/comunicaes-todos-os-caminhos-da-internet\/","title":{"rendered":"Comunica&ccedil;&otilde;es: Todos os caminhos da Internet"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 05\/10\/2005 &ndash; A dimens&atilde;o da quest&atilde;o do gerenciamento da Internet, calibrada por seu um bilh&atilde;o de usu&aacute;rios e pelos benef&iacute;cios derivados, impediu um acordo entre governos para determinar as formas de controle dessa rede mundial de computadores. As diferen&ccedil;as foram not&oacute;rias durante as duas semanas de discuss&otilde;es, encerradas sexta-feira em Genebra, do &uacute;ltimo comit&ecirc; preparat&oacute;rio da segunda fase da C&uacute;pula Mundial sobre a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o (CMSI), que se reunir&aacute; de 16 a 18 de novembro em T&uacute;nis.<br \/> <!--more--> <br \/> Quase a totalidade de Estados-membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas desejam mudan&ccedil;as no atual mecanismo que outorga a regulamenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica &agrave; Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icaan) e a compet&ecirc;ncia para fazer a supervis&atilde;o aos Estados Unidos. No bloco de partid&aacute;rios das reformas est&aacute;, com apenas ligeiros matizes, a grande maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento e, desde esta semana, a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, que inclinou a balan&ccedil;a ao propor um modelo de gerenciamento da Internet com participa&ccedil;&atilde;o privada, mas, tamb&eacute;m, com inger&ecirc;ncia dos Estados. J&aacute; os que t&ecirc;m interesses criados no sistema atual, o setor privado e o governo dos Estados Unidos, defendem sua manuten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> A CMSI, concebida para adotar pol&iacute;ticas que corrijam os desequil&iacute;brios entre pa&iacute;ses ricos e pobres quanto ao acesso &agrave;s tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e das comunica&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m para democratizar seu uso, deliberou em sua primeira faze em dezembro de 2003, tamb&eacute;m em Genebra. Naquele momento j&aacute; apareceu o tema do gerenciamento da Internet como sendo o mais espinhoso e que, finalmente, ficou inconcluso. Os governos optaram pela id&eacute;ia de negociar um acordo no intervalo at&eacute; a &uacute;ltima etapa da c&uacute;pula. Mas, finalizado esse per&iacute;odo, o bloqueio persiste. As diferen&ccedil;as de opini&atilde;o s&atilde;o muito profundas, descreveu Yoshio Utsumi, secret&aacute;rio-geral da Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT), a entidade que atua como secretaria da c&uacute;pula por mandato da ONU.<\/p>\n<p> Os pa&iacute;ses participantes do comit&ecirc; preparat&oacute;rio discutem neste final de semana as formas de prosseguir as negocia&ccedil;&otilde;es no prazo que resta antes da c&uacute;pula de T&uacute;nis. O presidente do comit&ecirc; preparat&oacute;rio, o let&atilde;o Janis Karklins, estimou que os debates poderiam prosseguir em T&uacute;nis em tr&ecirc;s dias de sess&otilde;es especiais a serem realizadas a partir de 13 de novembro at&eacute; a abertura da c&uacute;pula. Entretanto, a presidente da Confer&ecirc;ncia de Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-governamentais em Rela&ccedil;&atilde;o Consultiva com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas (Congo), Renate Bloem, disse em uma assembl&eacute;ia de grupos da sociedade civil que o governo de T&uacute;nis j&aacute; havia adiantado que enfrentar&aacute; dificuldades financeiras para enfrentar os gastos de mais tr&ecirc;s dias de sess&otilde;es.<\/p>\n<p> Diante desse obst&aacute;culo, as autoridades do comit&ecirc; preparat&oacute;rio avaliavam a possibilidade de continuar as negocia&ccedil;&otilde;es em Genebra e em dois grupos de reda&ccedil;&atilde;o para preparar os textos a serem apresentados aos chefes de Estado e de governo em T&uacute;nis. Um dos grupos cuidaria de preparar o texto do contexto operacional, como se denomina a declara&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que dar&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es. O outro grupo redigiria os documentos dos demais temas pendentes, incluindo o ponto-chave do gerenciamento da Internet. Bloem observou que esse procedimento apresentaria falhas, porque numerosos pa&iacute;ses que carecem de miss&otilde;es diplom&aacute;ticas em Genebra n&atilde;o poderiam acompanhar o desenvolvimento das negocia&ccedil;&otilde;es.<br \/> Entre as variadas alternativas mencionadas para substituir o atual sistema de administra&ccedil;&atilde;o da Internet, a pr&oacute;pria UIT foi mencionada como uma prov&aacute;vel deposit&aacute;ria dessa responsabilidade. Utsumi disse que na UIT est&atilde;o representados os governos e a ind&uacute;stria das telecomunica&ccedil;&otilde;es, mas os usu&aacute;rios n&atilde;o t&ecirc;m participa&ccedil;&atilde;o. A UIT nasceu no s&eacute;culo XIX para aglutinar os sistemas da ent&atilde;o rec&eacute;m-chegada telegrafia e, agora, poderia cumprir fun&ccedil;&otilde;es semelhantes com a interconex&atilde;o da rede mundial de computadores, afirmou. Ao ser perguntado se &eacute; poss&iacute;vel a UIT assumir a regulamenta&ccedil;&atilde;o da Internet, o chefe da institui&ccedil;&atilde;o respondeu que &eacute; poss&iacute;vel.<\/p>\n<p> Por sua vez, Karklins comentou que as necessidades dos usu&aacute;rios s&atilde;o bem atendidas com o atual sistema de Icann e deu import&acirc;ncia &agrave; hist&oacute;ria da Internet, relacionada com o papel cumprido pelo governo dos Estados Unidos desde o come&ccedil;o da estrutura&ccedil;&atilde;o da rede. Os dois argumentos mencionados pelo presidente do comit&ecirc; preparat&oacute;rio refor&ccedil;am a id&eacute;ia do status quo. Entretanto, Karklins tamb&eacute;m se referiu ao informe preparado por um grupo de trabalho sobre o gerenciamento da Internet, criado pela ONU. O veredito desse organismo, integrado por especialistas, excluiu a possibilidade de o sistema Internet continuar sob o controle de um &uacute;nico pa&iacute;s, como ocorre atualmente com os Estados Unidos.<\/p>\n<p> As duas semanas de sess&otilde;es do comit&ecirc; preparat&oacute;rio deixaram numerosos temas inconclusos, al&eacute;m do mais cr&iacute;tico do futuro da Internet. Bloem disse, por exemplo, que resta ser definida a forma como a sociedade civil participar&aacute; da &uacute;ltima etapa. Esse setor de organiza&ccedil;&otilde;es independentes protestou sonoramente porque seus representantes foram exclu&iacute;dos das sess&otilde;es de alguns grupos de reda&ccedil;&atilde;o dos documentos de T&uacute;nis. Bloem afirmou que muitos governos demonstram boa vontade com o setor e &quot;predisposi&ccedil;&atilde;o de nos ouvir, porque dizem ter um grande respeito&quot; pela sociedade civil. Em todo este processo da CMSI, a sociedade civil fez progressos que n&oacute;s estamos muito interessados em manter&quot;, resumiu a presidente da Congo. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 05\/10\/2005 &ndash; A dimens&atilde;o da quest&atilde;o do gerenciamento da Internet, calibrada por seu um bilh&atilde;o de usu&aacute;rios e pelos benef&iacute;cios derivados, impediu um acordo entre governos para determinar as formas de controle dessa rede mundial de computadores. 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