{"id":10778,"date":"2012-10-05T12:02:27","date_gmt":"2012-10-05T12:02:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10778"},"modified":"2012-10-05T12:02:27","modified_gmt":"2012-10-05T12:02:27","slug":"parlamento-turco-aprova-uso-da-fora-contra-a-sria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/politica\/parlamento-turco-aprova-uso-da-fora-contra-a-sria\/","title":{"rendered":"Parlamento turco aprova uso da for&ccedil;a contra a S&iacute;ria"},"content":{"rendered":"<p>Doha, Catar, 05\/10\/2012 &ndash; O parlamento da Turquia aprovou ontem a realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es militares contra a S&iacute;ria, se o governo considerar necess&aacute;rio, ap&oacute;s o ataque contra um povoado turco da fronteira. <!--more--> A autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa, v&aacute;lida por um ano, foi aprovada por 320 dos 550 parlamentares, informou a ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias Anatolia. Besir Atalay, um dos vice-primeiros-ministros da Turquia, explicou que a autoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa uma declara&ccedil;&atilde;o de guerra, mas que pretende ser um elemento de dissuas&atilde;o.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o do parlamento coincide com o rein&iacute;cio da ofensiva, ontem, contra posi&ccedil;&otilde;es militares s&iacute;rias, em repres&aacute;lia pelo morteiro procedente desse pa&iacute;s que no dia 3 caiu na localidade turca de Akcakale, matando cinco pessoas da mesma fam&iacute;lia, uma mulher e quatro crian&ccedil;as. &quot;A parte s&iacute;ria reconheceu o que fez e pediu desculpas&quot;, informou Atalay.<\/p>\n<p>A imprensa estatal turca disse que prosseguiam os ataques por parte das unidades de artilharia localizadas em Akcakale. V&aacute;rios soldados s&iacute;rios morreram na ofensiva noturna da Turquia contra uma base perto da fronteiri&ccedil;a cidade de Tal al-Abyad, segundo um grupo de ativista s&iacute;rio com sede na Gr&atilde;-Bretanha.<\/p>\n<p>&quot;A Turquia n&atilde;o tem nenhum interesse em travar guerra com a S&iacute;ria. Mas &eacute; capaz de proteger suas fronteiras e adotar&aacute; repres&aacute;lias quando for necess&aacute;rio&quot;, escreveu Ibrahim Kalin, assessor do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, em seu Twitter. A repres&aacute;lia turca, que j&aacute; dura tr&ecirc;s dias, deveria ser considerada como uma &quot;advert&ecirc;ncia&quot; pelas autoridades de Damasco. &quot;As iniciativas pol&iacute;ticas e diplom&aacute;ticas continuar&atilde;o&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O parlamento j&aacute; previa votar ontem a amplia&ccedil;&atilde;o de sua autoriza&ccedil;&atilde;o para cinco anos para opera&ccedil;&otilde;es militares no exterior, originalmente concebida para atacar bases curdas do norte do Iraque. O pedido assinado por Erdogan e enviado ao parlamento argumentava que, apesar das reiteradas advert&ecirc;ncias e iniciativas diplom&aacute;ticas, o ex&eacute;rcito s&iacute;rio havia lan&ccedil;ado uma a&ccedil;&atilde;o agressiva contra o territ&oacute;rio turco, o que apresentava &quot;riscos adicionais&quot;.<\/p>\n<p>A peti&ccedil;&atilde;o prosseguia dizendo que &quot;esta situa&ccedil;&atilde;o chegou ao ponto de criar uma grave amea&ccedil;a e um grave perigo para nossa seguran&ccedil;a nacional. Neste momento, &eacute; preciso tomar as medidas necess&aacute;rias para agir imediatamente e com rapidez contra riscos e amea&ccedil;as maiores&quot;. A Turquia considerou que o ataque com morteiro foi a &quot;gota d&#39;&aacute;gua&quot; na escalada de tens&otilde;es fronteiri&ccedil;as motivadas pelo conflito interno s&iacute;rio, que j&aacute; dura 18 meses. Fontes da seguran&ccedil;a turca disseram que o morteiro partiu de um lugar perto de Tal al-Abyad e que a Turquia aumenta seus efetivos na fronteira.<\/p>\n<p>&quot;Nossas for&ccedil;as armadas na regi&atilde;o responderam de imediato a este abomin&aacute;vel ataque, segundo as normas de interven&ccedil;&atilde;o. Apontou-se com artilharia contra objetivos s&iacute;rios identificados por radar&quot;, diz um comunicado do escrit&oacute;rio de Erdogan divulgado no dia 3. &quot;A Turquia nunca deixar&aacute; de responder a este tipo de provoca&ccedil;&atilde;o do regime s&iacute;rio contra nossa seguran&ccedil;a nacional&quot;, acrescenta.<\/p>\n<p>A S&iacute;ria informou que estava investigando a origem do morteiro e pediu modera&ccedil;&atilde;o. O ministro da Informa&ccedil;&atilde;o, Omran Zoabi, expressou suas condol&ecirc;ncias ao povo turco e disse que seu pa&iacute;s respeita a soberania das na&ccedil;&otilde;es vizinhas. Ap&oacute;s o contra-ataque, outro vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc, disse que seu pa&iacute;s n&atilde;o &quot;est&aacute; cego pela raiva&quot;. &quot;Definitivamente, est&aacute; prevista uma resposta a este ataque no direito internacional. N&atilde;o estamos cegos pela raiva, mas protegeremos nossos direitos at&eacute; o fim diante de um ataque contra nosso territ&oacute;rio como este, que matou nossa gente&quot;, declarou Arinc.<\/p>\n<p>O correspondente da Al Jazeera na localidade fronteiri&ccedil;a de Antakya, Andrew Simmons, disse que a refer&ecirc;ncia de Arinc a &quot;certas responsabilidades&quot; contidas nos artigos da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan) poderia implicar que a Turquia responda sem pr&eacute;via consulta aos &oacute;rg&atilde;os internacionais. A Otan apoiou a Turquia, membro dessa alian&ccedil;a e pediu urg&ecirc;ncia &agrave; S&iacute;ria para p&ocirc;r fim &agrave;s suas &quot;flagrantes viola&ccedil;&otilde;es do direito internacional&quot;.<\/p>\n<p>A S&iacute;ria deve perguntar se de fato &quot;quer envolver a Turquia no conflito e se deseja que este seja o come&ccedil;o de uma maior e crescente escalada da viol&ecirc;ncia regional&quot;, apontou Anita McNaught, correspondente da Al Jazeera em Akcakale. A Otan convocou uma reuni&atilde;o urgente em Bruxelas no dia 3 &agrave; noite para discutir o assunto. &Eacute; a segunda vez nos 63 anos de hist&oacute;ria da Otan que seus membros recorrem ao Artigo 4 da carta da alian&ccedil;a, que prev&ecirc; a realiza&ccedil;&atilde;o de consultas quando um dos Estados-membros sente que a integridade de seu territ&oacute;rio, sua independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica ou sua seguran&ccedil;a est&atilde;o amea&ccedil;adas.<\/p>\n<p>A Turquia tamb&eacute;m pediu ao Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) que tome as &quot;medidas necess&aacute;rias&quot; para deter a &quot;agress&atilde;o&quot; s&iacute;ria. Em carta enviada ao Conselho de Seguran&ccedil;a, de 15 membros, o embaixador turco, Ertugrul Apakan, qualificou a agress&atilde;o s&iacute;ria de &quot;viola&ccedil;&atilde;o da paz e da seguran&ccedil;a internacionais&quot;.<\/p>\n<p>Diplomatas da ONU afirmaram que integrantes do Conselho esperavam poder aprovar uma declara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vinculante condenando o ataque &quot;nos termos mais en&eacute;rgicos&quot; e reclamar o fim das viola&ccedil;&otilde;es &agrave; soberania do territ&oacute;rio turco. Os membros do Conselho de Seguran&ccedil;a esperavam divulg&aacute;-la no dia 3, mas a R&uacute;ssia, aliada incondicional da S&iacute;ria, pediu mais tempo, segundo diplomatas ouvidos pela Al Jazeera. R&uacute;ssia e China j&aacute; vetaram tr&ecirc;s resolu&ccedil;&otilde;es das Na&ccedil;&otilde;es Unidas condenando o regime do presidente Bashar Al-Assad. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Publicado sob acordo com a Al Jazeera.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doha, Catar, 05\/10\/2012 &ndash; O parlamento da Turquia aprovou ontem a realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es militares contra a S&iacute;ria, se o governo considerar necess&aacute;rio, ap&oacute;s o ataque contra um povoado turco da fronteira. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/politica\/parlamento-turco-aprova-uso-da-fora-contra-a-sria\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[17,18],"class_list":["post-10778","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-asia-e-pacifico","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10778","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10778"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10778\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}