{"id":10818,"date":"2012-10-15T09:15:45","date_gmt":"2012-10-15T09:15:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10818"},"modified":"2012-10-15T09:15:45","modified_gmt":"2012-10-15T09:15:45","slug":"frica-aposta-no-trigo-para-garantir-o-po-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/frica-aposta-no-trigo-para-garantir-o-po-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"&Aacute;frica aposta no trigo para garantir o p&atilde;o de cada dia"},"content":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 15\/10\/2012 &ndash; A &Aacute;frica poderia garantir sua seguran&ccedil;a alimentar gra&ccedil;as &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de trigo. Novas pesquisas apresentadas na capital da Eti&oacute;pia mostram que este continente tem possibilidades de ser autossuficiente.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10818\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Jundi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10818\" class=\"size-medium wp-image-10818\" title=\"Jundi Hajji planta trigo na Eti&oacute;pia. - Omer Redi\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Jundi.jpg\" alt=\"Jundi Hajji planta trigo na Eti&oacute;pia. - Omer Redi\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10818\" class=\"wp-caption-text\">Jundi Hajji planta trigo na Eti&oacute;pia. - Omer Redi\/IPS<\/p><\/div>  A demanda por trigo aumenta mais r&aacute;pido do que a de outros cultivos, segundo estat&iacute;sticas do Centro Internacional de Melhoria do Milho e do Trigo (CIMMYT). Pesquisadores estudam a possibilidade de converter a &Aacute;frica em um grande produtor de trigo, pois este continente &eacute; o maior importador do mundo. Estima-se que o gasto deste ano chegar&aacute; a US$ 12 bilh&otilde;es com a compra de 40 milh&otilde;es de toneladas deste cereal.<\/p>\n<p>Com maior produ&ccedil;&atilde;o e menos importa&ccedil;&otilde;es seria poss&iacute;vel garantir maior seguran&ccedil;a alimentar na &Aacute;frica subsaariana, afirmaram pesquisadores na Confer&ecirc;ncia sobre Trigo para a Seguran&ccedil;a Alimentar, organizada pela CIMMYT, em Adis Abeba, na semana passada. Os agricultores, que dependem do regime de chuvas, t&ecirc;m especiais possibilidades de ampliar sua produ&ccedil;&atilde;o. Isto favorecer&aacute; a seguran&ccedil;a alimentar, pois gastar&atilde;o menos com a importa&ccedil;&atilde;o de alimentos.<\/p>\n<p>Um informe apresentado na confer&ecirc;ncia concentra-se em Angola, Burundi, Eti&oacute;pia, Qu&ecirc;nia, Madagascar, Mo&ccedil;ambique, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, Ruanda, Tanz&acirc;nia, Uganda, Z&acirc;mbia e Zimb&aacute;bue, onde o trigo &eacute; produzido de forma tradicional. Possuem suficientes precipita&ccedil;&otilde;es para que a produ&ccedil;&atilde;o seja autossustent&aacute;vel. O estudo mostra que, nesses pa&iacute;ses, entre 20% e 100% das terras produtivas s&atilde;o prop&iacute;cias para uma rent&aacute;vel produ&ccedil;&atilde;o de trigo.<\/p>\n<p>Nicole Mason, professora adjunta de desenvolvimento internacional do Departamento de Agricultura, Alimenta&ccedil;&atilde;o e Economia de Recursos da Universidade de Michigan, disse &agrave; IPS que h&aacute; v&aacute;rios fatores que aumentam a demanda por trigo. Presente no p&atilde;o, no macarr&atilde;o e nos cereais, o trigo &eacute; o segundo alimento b&aacute;sico, depois do milho, e importante fonte de prote&iacute;nas nos pa&iacute;ses do Sul em desenvolvimento.<\/p>\n<p>&quot;Vemos que h&aacute; maior disponibilidade de produtos derivados do trigo, um crescimento populacional e um aumento de renda como promotores essenciais. Os consumidores urbanos tendem a gastar mais em trigo do que os rurais, assim a r&aacute;pida urbaniza&ccedil;&atilde;o da &Aacute;frica poderia ser outro fator crucial&quot;, explicou Mason. A mudan&ccedil;a de estilo de vida das mulheres deste continente tamb&eacute;m teve um impacto significativo na demanda por trigo, segundo a professora. &quot;Na medida em que as mulheres trabalham mais fora de casa, t&ecirc;m menos tempo para preparar comida, e buscam alimentos convenientes e f&aacute;ceis de preparar. O p&atilde;o e o macarr&atilde;o s&atilde;o os principais exemplos&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Como a urbaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos fatores importantes do aumento da demanda, &eacute; preciso investigar alternativas para enfrentar o crescimento da popula&ccedil;&atilde;o de 300% previsto para a &Aacute;frica nos pr&oacute;ximos 40 anos. Se os agricultores aumentarem sua produ&ccedil;&atilde;o entre 10% e 25% ser&aacute; uma atividade rent&aacute;vel, segundo pesquisadores do CIMMYT. Hans-Joachim Braun, diretor do Programa Global de Trigo do CIMMYT, tamb&eacute;m disse &agrave; IPS que a &Aacute;frica &eacute; a maior importadora deste cereal e que tem possibilidades de produzir o que consome. &quot;A &Aacute;frica tem condi&ccedil;&otilde;es para produzir muitos cultivos, mas faltam &aacute;gua e fertilizantes&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>&Eacute; preciso investir em sementes e tecnologia para que a &Aacute;frica se converta em um produtor de trigo sustent&aacute;vel. Se houver &aacute;gua, inclu&iacute;das centrais hidrel&eacute;tricas para irrigar, e fertilizantes, poder&aacute; se converter no celeiro do mundo de numerosos cereais, n&atilde;o apenas de trigo. Contudo, &eacute; preciso muitas outras mudan&ccedil;as para que este continente cumpra esse objetivo. As tarifas sobre importa&ccedil;&otilde;es geram obst&aacute;culos para o setor agr&iacute;cola. Muitos dos problemas que sofre t&ecirc;m a ver com pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas deste ramo de atividade, disse Braun.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; necess&aacute;rio mudar esses obst&aacute;culos, que t&ecirc;m muito a ver com quest&otilde;es pol&iacute;ticas, porque a produ&ccedil;&atilde;o de outros cultivos tamb&eacute;m &eacute; extremamente baixa&quot;, ressaltou Braun. V&aacute;rios pa&iacute;ses africanos produziam trigo em grande escala at&eacute; a d&eacute;cada de 1980. Entretanto, a grande quantidade de comida doada na &eacute;poca reduziu sensivelmente os pre&ccedil;os internacionais. Os pequenos agricultores dos pa&iacute;ses subsaarianos s&atilde;o respons&aacute;veis pela maior parte da produ&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo Braun, com frequ&ecirc;ncia s&atilde;o necess&aacute;rias melhores variedades e acesso a sementes para que a produ&ccedil;&atilde;o seja realmente vi&aacute;vel. Isto &eacute; apenas a parte t&eacute;cnica, explicou. A infraestrutura &eacute; igualmente importante. &quot;Tamb&eacute;m &eacute; preciso garantir que o trigo seja processado e chegue ao consumidor final&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>A redu&ccedil;&atilde;o da pobreza pode ser, no longo prazo, uma das consequ&ecirc;ncias positivas de o trigo ser produzido por pequenos agricultores, disse Mason. &quot;Se a popula&ccedil;&atilde;o das cidades criar demanda por sua produ&ccedil;&atilde;o, ganhar&atilde;o mais dinheiro e isso ajudar&aacute; a reduzir a pobreza&quot;, afirmou &agrave; IPS. Braun acredita que &eacute; preciso mostrar aos agricultores africanos que h&aacute; um mercado significativo para seus produtos, sem empurrar a &Aacute;frica nem eles pr&oacute;prios para a produ&ccedil;&atilde;o de trigo. &quot;O que conta &eacute; o que t&ecirc;m em seus bolsos para dar-lhes uma alternativa de renda maior&quot;, destacou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 15\/10\/2012 &ndash; A &Aacute;frica poderia garantir sua seguran&ccedil;a alimentar gra&ccedil;as &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de trigo. 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