{"id":10822,"date":"2012-10-16T10:02:20","date_gmt":"2012-10-16T10:02:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10822"},"modified":"2012-10-16T10:02:20","modified_gmt":"2012-10-16T10:02:20","slug":"a-china-foca-na-paz-na-frica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/a-china-foca-na-paz-na-frica\/","title":{"rendered":"A China foca na paz na &Aacute;frica"},"content":{"rendered":"<p>Bishoftu, Eti&oacute;pia, 16\/10\/2012 &ndash; A China logo poder&aacute; estender sua participa&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica a assuntos de paz e seguran&ccedil;a, segundo funcion&aacute;rios, pesquisadores e acad&ecirc;micos do gigante asi&aacute;tico e deste continente.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10822\" style=\"width: 143px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/trabalhadores.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10822\" class=\"size-medium wp-image-10822\" title=\"Trabalhadores chineses diante de um hotel cinco estrelas de US$ 90 milh&otilde;es no Malawi. - Claire Ngozo\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/trabalhadores.jpg\" alt=\"Trabalhadores chineses diante de um hotel cinco estrelas de US$ 90 milh&otilde;es no Malawi. - Claire Ngozo\/IPS\" width=\"133\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10822\" class=\"wp-caption-text\">Trabalhadores chineses diante de um hotel cinco estrelas de US$ 90 milh&otilde;es no Malawi. - Claire Ngozo\/IPS<\/p><\/div>  N&atilde;o deve surpreender o interesse de Pequim, disse &agrave; IPS o diretor do Instituto de Estudos de Paz e Seguran&ccedil;a da Eti&oacute;pia, Mulugeta Gebrehiwot, organizador do segundo F&oacute;rum de Grupos de Estudo China-&Aacute;frica. &quot;N&atilde;o h&aacute; nada que n&atilde;o esteja vinculado &agrave; paz e &agrave; seguran&ccedil;a, seja em mat&eacute;ria de colabora&ccedil;&atilde;o em investimentos, opera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas ou outros assuntos. Para tudo deve haver paz e seguran&ccedil;a, que formam o instrumento central que mant&eacute;m o clima de qualquer outra intera&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Autoridades e destacadas figuras acad&ecirc;micas, entre elas o vice-primeiro-ministro da Eti&oacute;pia, Demeke Mekonnen, e o vice-presidente da Universidade de Assuntos Exteriores da China, professor Zhu Liqun, participaram do F&oacute;rum de Bishoftu, 45 quil&ocirc;metros ao sul da capital da Eti&oacute;pia, realizada nos dias 12 e 13 deste m&ecirc;s.<\/p>\n<p>&quot;Nossa pol&iacute;tica de n&atilde;o interfer&ecirc;ncia na &Aacute;frica n&atilde;o significa que sejamos indiferentes. Somos contra alguns pa&iacute;ses que, com a desculpa de estarem preocupados com o pr&oacute;ximo, interferem em assuntos internos&quot;, disse &agrave; IPS o diretor-geral do departamento de assuntos africanos do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores da China, Lu Shaye. A participa&ccedil;&atilde;o chinesa consiste em apoiar as organiza&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es regionais do continente, pontuou. &quot;Demos fundos &agrave; Uni&atilde;o Africana (UA) e vamos fortalecer esse apoio. Vamos colaborar com a UA e outras organiza&ccedil;&otilde;es regionais para compreender melhor este assunto. Vamos acelerar a ajuda para essas entidades&quot;, destacou.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, o papel da China na &Aacute;frica se concentrou principalmente no desenvolvimento econ&ocirc;mico. O com&eacute;rcio bilateral chegou a US$ 166 bilh&otilde;es no ano passado, segundo o Minist&eacute;rio de Com&eacute;rcio chin&ecirc;s. A pol&iacute;tica de n&atilde;o interfer&ecirc;ncia de Pequim facilitou o fluxo de dinheiro para a &Aacute;frica sem os compromissos que costumam exigir as pot&ecirc;ncias ocidentais, o que permitiu a r&aacute;pida constru&ccedil;&atilde;o de infraestrutura, segundo especialistas.<\/p>\n<p>As empresas chinesas dominam o setor da constru&ccedil;&atilde;o neste continente, com participa&ccedil;&atilde;o maior do que Fran&ccedil;a, It&aacute;lia e Estados Unidos juntos, segundo o artigo O Papel da Ind&uacute;stria da Constru&ccedil;&atilde;o da China no Desenvolvimento da Infraestrutura na &Aacute;frica, escrito por Bridgette Liu e Richard Stocken e publicado pelo Guia para as Transa&ccedil;&otilde;es Financeiras na &Aacute;frica 2012, do Standard Bank.<\/p>\n<p>&quot;A arrecada&ccedil;&atilde;o das construtoras na &Aacute;frica central e austral aumentaram 31,7% em 2009, somando US$ 27,52 bilh&otilde;es. No norte cresceram 30,8%, com US$ 29,29 bilh&otilde;es&quot;, diz o artigo. &quot;Ao mesmo tempo, a participa&ccedil;&atilde;o das empresas chinesas no mercado africano aumentou de forma significativa, ao passar de 26,9% em 2007 para 42,4% em 2008, e baixou um pouco, para 36,6% em 2009&quot;, acrescenta.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, &quot;institui&ccedil;&otilde;es financeiras estatais como o China Ecim Bank e o China Development Bank se tornaram importantes organismos de cr&eacute;dito na &Aacute;frica, competindo com o Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) em termos de participa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica no desenvolvimento&quot;, segundo Liu e Stocken. Muito se escreveu sobre os empr&eacute;stimos do Banco Mundial e do FMI neste continente.<\/p>\n<p>Por exemplo, um artigo informativo da organiza&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria Oxfam, de 2006, com o titulo Kicking the Habit (Eliminando o H&aacute;bito) diz que a ajuda utilizada para conseguir as reformas econ&ocirc;micas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, com privatiza&ccedil;&otilde;es e liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial, fez com que no Mali, &quot;longe de haver crescimento e diminuir a pobreza, aumentaram os pre&ccedil;os da eletricidade, o que, provavelmente, afeta os algodoeiros, atrasa o fluxo de assist&ecirc;ncia e causa impactos negativos nas pol&iacute;ticas de propriedade da terra no pa&iacute;s&quot;.<\/p>\n<p>O presidente da China, Hu Jintao, anunciou h&aacute; dois meses que seu pa&iacute;s investir&aacute; US$ 20 bilh&otilde;es a mais na &Aacute;frica, mas acrescentou que Pequim tomar&aacute; as medidas para apoiar a paz e o desenvolvimento. J&aacute; conta com rascunhos que descrevem com melhorar&aacute; sua participa&ccedil;&atilde;o no continente. A China &eacute; a maior s&oacute;cia comercial da &Aacute;frica e o pa&iacute;s que mais contribui para as for&ccedil;as de paz em rela&ccedil;&atilde;o aos outros membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Por&eacute;m, seu papel na &Aacute;frica &eacute; controvertido para o Ocidente. Seu aporte &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma nova sede da UA em Adis Abeba foi motivo de cr&iacute;tica entre os que afirmam que a nova pot&ecirc;ncia econ&ocirc;mica est&aacute; comprando sua entrada no continente. As pot&ecirc;ncias ocidentais alertaram em v&aacute;rias oportunidades que a participa&ccedil;&atilde;o de Pequim na &Aacute;frica possui tend&ecirc;ncias colonialistas, ou que apoia regimes opressivos e tenta se aproveitar dos recursos naturais do continente.<\/p>\n<p>A secret&aacute;ria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse, em sua &uacute;ltima visita a esse continente, em agosto, que seu pa&iacute;s defende os direitos humanos e a democracia, &quot;embora fosse mais f&aacute;cil e rent&aacute;vel olhar para o outro lado, para que os recursos continuassem fluindo&quot;.<\/p>\n<p>O especialista independente em paz e seguran&ccedil;a Mehari Taddele Maru, cuja apresenta&ccedil;&atilde;o na confer&ecirc;ncia levou o t&iacute;tulo de Rela&ccedil;&otilde;es entre China e &Aacute;frica: &Aacute;reas de Reforma para uma Associa&ccedil;&atilde;o Sustent&aacute;vel, questionou essa postura e disse que Pequim tem boa reputa&ccedil;&atilde;o no continente porque os pa&iacute;ses africanos sentem que seus s&oacute;cios asi&aacute;ticos respeitam outros povos, outras culturas e outros Estados.<\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o da China em quest&otilde;es de paz e seguran&ccedil;a na &Aacute;frica pode ser ben&eacute;fica para todas as partes. Mas &quot;A coopera&ccedil;&atilde;o da China com a &Aacute;frica ser&aacute; um problema para o futuro se continuar ocorrendo guerras civis&quot;, disse &agrave; IPS o professor Liu Hongwu, diretor do Instituto de Estudos Africanos da Universidade Normal, na prov&iacute;ncia chinesa de Zhejiang.<\/p>\n<p>A paz &eacute; um assunto mais amplo do que a seguran&ccedil;a entendida como aus&ecirc;ncia de enfrentamentos violentos. Tamb&eacute;m tem a ver com a seguran&ccedil;a alimentar e a luta contra o v&iacute;rus HIV &#8211; causador da aids &#8211; e outras enfermidades.<\/p>\n<p>Hongwu acrescentou que a Pequim n&atilde;o interessa manter a paz apenas treinando soldados. &quot;Tamb&eacute;m podemos melhorar a capacidade para manter a seguran&ccedil;a capacitando os pa&iacute;ses em setores como finan&ccedil;as, educa&ccedil;&atilde;o e tecnologia&quot;, acrescentou. A China capacita mais de seis mil africanos em diferentes setores e oferece cerca de 5.500 bolsas aos pa&iacute;ses da &Aacute;frica. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bishoftu, Eti&oacute;pia, 16\/10\/2012 &ndash; A China logo poder&aacute; estender sua participa&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica a assuntos de paz e seguran&ccedil;a, segundo funcion&aacute;rios, pesquisadores e acad&ecirc;micos do gigante asi&aacute;tico e deste continente. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/a-china-foca-na-paz-na-frica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1335,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,11],"tags":[17],"class_list":["post-10822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1335"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10822\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}