{"id":10839,"date":"2012-10-18T09:11:34","date_gmt":"2012-10-18T09:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10839"},"modified":"2012-10-18T09:11:34","modified_gmt":"2012-10-18T09:11:34","slug":"obrigar-a-agricultura-a-aortalecer-a-aegurana-alimentar-no-sul-do-sudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/obrigar-a-agricultura-a-aortalecer-a-aegurana-alimentar-no-sul-do-sudo\/","title":{"rendered":"Obrigar a agricultura a aortalecer a aeguran&ccedil;a alimentar no Sul do Sud&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Sul do Sud&atilde;o, 18\/10\/2012 &ndash; A pol&iacute;cia no Sul do Sud&atilde;o est&aacute; a recrutar &agrave; for&ccedil;a todos os jovens &quot;sem ocupa&ccedil;&atilde;o&quot; que encontra para fornecer m&atilde;o-de-obra nas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas pertencentes &agrave; pol&iacute;cia. <!--more--> O Comiss&aacute;rio da Pol&iacute;cia Estatal no Estado de Bahr al Gazal Setentrional afirma que n&atilde;o se pode deixar os jovens beber ch&aacute; e jogar &agrave;s cartas durante todo o dia ao mesmo tempo que a inseguran&ccedil;a alimentar amea&ccedil;a o pa&iacute;s.       &quot;Qualquer indiv&iacute;duo que n&atilde;o queira cultivar ser&aacute; capturado e obrigado a cultivar. Quer seja soldado ou pol&iacute;cia ou membro dos servi&ccedil;os prisionais&#8230; se decidir vestir a sua melhor roupa para visitar a cidade e vadiar pelas ruas, vamos agarr&aacute;-lo e obrig&aacute;-lo a trabalhar. Quer queira quer n&atilde;o,&quot; disse &agrave; IPS o Comiss&aacute;rio da Pol&iacute;cia Estatal, Akot Deng Akot. Um espantoso n&uacute;mero de sudaneses do Sul do Sud&atilde;o, ou 4.7 milh&otilde;es de pessoas &#8211; quase metade da popula&ccedil;&atilde;o &#8211; conhece a inseguran&ccedil;a alimentar, de acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas. &quot;Um milh&atilde;o destas pessoas est&aacute; severamente afectado pela inseguran&ccedil;a alimentar e s&oacute; consegue ter uma refei&ccedil;&atilde;o de dois em dois ou de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s dias, enquanto que os outros 3.7 milh&otilde;es de pessoas s&atilde;o moderadamente efectados pela inseguran&ccedil;a alimentar, o que significa que podem pelo menos consumir uma refei&ccedil;&atilde;o por dia,&quot; disse &agrave; IPS Lise Grande, Coordenadora Humanit&aacute;ria das Na&ccedil;&otilde;es Unidas no Sul do Sud&atilde;o, numa entrevista anterior. A seguran&ccedil;a alimentar em todo o pa&iacute;s &eacute; atribuida a uma s&eacute;rie de factores, indluindo o d&eacute;fice de cereais. Segundo as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, este d&eacute;fice duplicou de 200.000 toneladas m&eacute;tricas em 2011 para 470.000 este ano. Al&eacute;m disso, o elevado pre&ccedil;o do combust&iacute;vel e o enfraquecimento da moeda local contribuiram para esta situa&ccedil;&atilde;o. De acordo com a informa&ccedil;&atilde;o do Gabinete Nacional de Estat&iacute;stica, mais de 80 por cento das 790.898 pessoas de Bahr al Gazal Setentrional est&atilde;o afectadas pela inseguran&ccedil;a alimentar. O resultado s&atilde;o as medidas dr&aacute;sticas impostas pelas autoridades estatais que tentam encorajar a agricultura na regi&atilde;o. Akot chegou mesmo a advertir as pessoas que n&atilde;o fossem aos tribunais locais que lidam com pequenos lit&iacute;gios. &quot;Isto tamb&eacute;m se aplica a pessoas que decidem encher os tribunais locais com lit&iacute;gios sobre a posse de gado. Esses tribunais n&atilde;o ser&atilde;o autorizados a funcionar durante o cultivo dos campos (entre Outubro e Dezembro) para que toda a gente esteja nas suas propriedades rurais a produzir alimentos,&quot; referiu.  De facto, j&aacute; foram feitas algumas deten&ccedil;&otilde;es. Hou Akot Hou, jornalista local no estado de Bahr al Gazal Setentrional, contou que a pol&iacute;cia tinha prendido dezenas de jovens sob as ordens de um chefe local, Atak Awan Anei, que tamb&eacute;m &eacute; o irm&atilde;o do Governador de Bahr al Gazal Setentrional, Paul Malong Awan Anei. As deten&ccedil;&otilde;es ocorreram em Julho em Warwar &#8211; um mercado perto da fronteira do Sul do Sud&atilde;o com o Sud&atilde;o. Algumas pessoas na &aacute;rea apoiam esta pol&iacute;tica. &quot;O governo deve obrigar os rapazes mais velhos que s&atilde;o capazes de tomar conta deles pr&oacute;prios e que vadiam pela cidade a irem cultivar,&quot; disse &agrave; IPS Justin Ayuer, um residente local. Titotiek Chour, adolescente, concordou: &quot;N&oacute;s, jovens, temos a energia para produzir alimentos. Temos a oportunidade de fazer mais e devemos aproveitar esta oportunidade para produzir mais alimentos e melhorar a vida do nosso povo.&quot; O estado de Bahr al Gazal Setentrional n&atilde;o &eacute; &uacute;nica regi&atilde;o que tenta impor pol&iacute;ticas que encorajam a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos.  Desde Abril, no Estado de Equatoria Oriental e Central, foi dada autoriza&ccedil;&atilde;o aos funcion&aacute;rios para n&atilde;o trabalharem na sexta-feira e no s&aacute;bado para se dedicarem &agrave; agricultura. O Governador do Estado de Equatoria Oriental, Louis Lobong Lojore, amea&ccedil;ou reduzir os sal&aacute;rios dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos que n&atilde;o utilizam o tempo livre para trabalhar nas suas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas. Segundo o Governador, esta medida era necess&aacute;ria porque alguns funcion&aacute;rios bebiam ou jogavam &agrave; cartas ou domin&oacute; em vez de se dedicarem &agrave; agricultura. Aqueles que continuassem com estas pr&aacute;ticas iriam perder dois dias de sal&aacute;rio todas as semanas enquanto durasse o programa. O Ministro da Informa&ccedil;&atilde;o de Equatoria Oriental, Felix Otudwa, disse &agrave; IPS que acreditava que a iniciativa do governo iria resultar num aumento da produ&ccedil;&atilde;o e da seguran&ccedil;a alimentar este ano. &quot;Agora n&atilde;o se v&ecirc; pessoas sentadas debaixo de uma &aacute;rvore a beberem ch&aacute; ou a jogarem &agrave;s cartas como costum&aacute;vamos ver no passado. Est&atilde;o todas ocupadas na agricultura, mesmo nos fins-de-semana. Actualmente, o Governador, o Ministro e outros funcion&aacute;rios superiores est&atilde;o todos envolvidos no cultivo. Este ano, vamos todos ter colheitas consider&aacute;veis,&quot; disse Otudwa. Mas nem todos se sentem confort&aacute;veis com estes regulamentos obrigat&oacute;rios. Edmond Yakani, coordenador de uma organiza&ccedil;&atilde;o de direitos local, a Capacita&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria para a Organiza&ccedil;&atilde;o do Progresso, disse &agrave; IPS que esta pol&iacute;tica era ilegal. &quot;Onde &eacute; que est&aacute; a lei que permite prender pessoas simplesmente porque n&atilde;o est&atilde;o numa explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola durante as horas de trabalho? Quem aprovou a lei e quando?&quot; perguntou Yakani. Disse que ere igualmente errado o governo da Equatoria Oriental reduzir os sal&aacute;rios dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos que n&atilde;o utilizassem os dias de folga para se dedicarem &agrave; agricultura. &quot;Onde est&aacute; a lei que permite reduzir os sal&aacute;rios das pessoas?&quot; perguntou Yakani. &quot;A lei tem de ser aprovada, e s&oacute; pode ser aprovada pela Assembleia Nacional do Sul do Sud&atilde;o antes que seja obrigat&oacute;rio que todos se dediquem &agrave; agricultura,&quot; disse. Sublinhou tamb&eacute;m que o governo precisava de promover a agricultura volunt&aacute;ria melhorando o acesso &agrave; terra, a ferramentas e a sementes. Um funcion&aacute;rio estatal, que falou sob condi&ccedil;&atilde;o de anonimato, afirmou que a decis&atilde;o de designar as sextas-feiras e os s&aacute;bados como dias em que todos os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos tinham de cultivar iria afectar a presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e afectar os pacientes que precisavam de tratamentos. Mas Isaac Woja, agricultor e especialista em gest&atilde;o de recursos naturais afirmou que as iniciativas poderiam vir a ser bem sucedidas. &quot;Penso que as pessoas est&atilde;o levar a agricultura a s&eacute;rio em compara&ccedil;&atilde;o aos anos anteriores. Quando viajamos podemos ver mais campos cultivados nas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas ao longo da estrada, e isso quer dizer que mais pessoas est&atilde;o envolvidas na agricultura este ano,&quot; disse Woja &agrave; IPS. Acrescentou que s&oacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o depois da &eacute;poca das colheitas &eacute; que poderia determinar se a iniciativa tinha conduzido ao aumento da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. O Ministro da Agricultura do Estado de Equatoria Central, Michael Roberto Kenyi, disse &agrave; IPS que a pol&iacute;tica de conceder aos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos dias de folga estava a fazer uma diferen&ccedil;a, sendo claro que os mesmos deviam dar um bom exemplo. &quot;A lideran&ccedil;a no passado indicava que a pessoa devia ter uma casa, um jardim e um celeiro. Um l&iacute;der tem de ter estas coisas antes de ser considerado l&iacute;der. O funcion&aacute;rio p&uacute;blico tem que dar o exemplo &agrave; comunidade e n&atilde;o pode ser um bom exemplo se o celeiro estiver vazio,&quot; apontou. Afirmou que a avalia&ccedil;&atilde;o seria feita pelo Estado depois das colheitas de Dezembro. &quot;Vamos fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o. Vamos pedir &agrave;s pessoas que nos digam o tamanho da &aacute;rea que est&aacute; a ser cultivada, o n&uacute;mero de hectares, o n&uacute;mero de horas dedicadas ao trabalho, e a quantidade de produtos colhidos para se determinar se houve um aumento na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos devido &agrave; nova iniciativa,&quot; disse Kenyi &agrave; IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sul do Sud&atilde;o, 18\/10\/2012 &ndash; A pol&iacute;cia no Sul do Sud&atilde;o est&aacute; a recrutar &agrave; for&ccedil;a todos os jovens &quot;sem ocupa&ccedil;&atilde;o&quot; que encontra para fornecer m&atilde;o-de-obra nas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas pertencentes &agrave; pol&iacute;cia. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/obrigar-a-agricultura-a-aortalecer-a-aegurana-alimentar-no-sul-do-sudo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":601,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/601"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10839\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}