{"id":10860,"date":"2012-10-23T09:43:57","date_gmt":"2012-10-23T09:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10860"},"modified":"2012-10-23T09:43:57","modified_gmt":"2012-10-23T09:43:57","slug":"quem-contamina-paga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/economia\/quem-contamina-paga\/","title":{"rendered":"Quem contamina, paga"},"content":{"rendered":"<p>Baku, Azerbaij&atilde;o, 23\/10\/2012 &ndash; Embora em termos gerais os ambientalistas apoiem a ideia do governo do Azerbaij&atilde;o de introduzir um &quot;imposto verde&quot; &agrave;s empresas que contaminam, h&aacute; especialistas preocupados quanto a essa disposi&ccedil;&atilde;o ser usada para manipular. <!--more--> Apesar de esfor&ccedil;os de limpeza feitos na d&eacute;cada passada, o pa&iacute;s &eacute; internacionalmente criticado pelo estado de seu meio ambiente. Os problemas v&atilde;o desde contamina&ccedil;&atilde;o da faixa costeira do mar C&aacute;spio ao desmatamento em grande escala e &agrave; m&aacute; qualidade das esta&ccedil;&otilde;es de tratamento de esgoto.<\/p>\n<p>Especialista ambientalistas do pa&iacute;s apontam o setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s, as ind&uacute;strias petroqu&iacute;micas, as fazendas corporativas de grande escala e as f&aacute;bricas de cimento e concreto como os piores contaminantes. Com ajuda internacional, o governo abordou alguns dos danos. E agora os funcion&aacute;rios planejam fazer mais atrav&eacute;s do &quot;imposto verde&quot; &agrave;s empresas que contaminam.<\/p>\n<p>&quot;Os gravames relacionados com o meio ambiente s&atilde;o uma das ferramentas mais efetivas para as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas e ambientais&quot;, escreveu Akif Musayev, diretor do Departamento de Pol&iacute;ticas Tribut&aacute;rias e Investiga&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas do Minist&eacute;rio de Impostos, em um artigo publicado no peri&oacute;dico Vergiler (Impostos), editado por essa pasta.<\/p>\n<p>O tributo seria pago diretamente ao or&ccedil;amento estatal, em lugar do Fundo Estatal de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Minist&eacute;rio de Meio Ambiente e Recursos Naturais. At&eacute; agora se desconhecem outros detalhes sobre a proposta. N&atilde;o foi poss&iacute;vel contatar Musayev para obter declara&ccedil;&otilde;es adicionais.<\/p>\n<p>Os ambientalistas do Azerbaij&atilde;o veem a ideia com bons olhos. Agora que a produ&ccedil;&atilde;o industrial do pa&iacute;s ganha novo vigor e que a produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s est&aacute; aumentando, afirmam que &eacute; hora de fazer mais para incentivar as empresas nacionais a usarem tecnologias mais limpas e desenvolverem uma &quot;economia verde&quot;.<\/p>\n<p>Pelas atuais regula&ccedil;&otilde;es, cada ano as empresas pagam ao extraor&ccedil;ament&aacute;rio Fundo Estatal de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental entre US$ 130 e US$ 150 por tonelada de contamina&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica ou h&iacute;drica &quot;permiss&iacute;vel&quot;. As multas por exceder as cotas de contamina&ccedil;&atilde;o, com base nas inspe&ccedil;&otilde;es anuais, podem oscilar entre US$ 9.500 e US$ 12.700.<\/p>\n<p>O Fundo arrecadou US$ 1,5 milh&atilde;o dessa forma no ano passado, segundo o Minist&eacute;rio de Meio Ambiente e Recursos Naturais. Esse dinheiro se destina a v&aacute;rias medidas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, que v&atilde;o desde esta&ccedil;&otilde;es de tratamento da &aacute;gua ao longo do mar C&aacute;spio at&eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o de florestas.<\/p>\n<p>O Fundo n&atilde;o tem nenhum controle p&uacute;blico, e sua estrutura administrativa tem reputa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ser transparente. Os dados sobre multas particulares pagas pelas empresas, por exemplo, n&atilde;o s&atilde;o conhecidos publicamente.<\/p>\n<p>A Companhia Petroleira Estatal da Rep&uacute;blica do Azerbaij&atilde;o (Socar), uma prov&aacute;vel candidata, afirma que no final de 2011 seu departamento de produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s foi multado em US$ 25 mil, e que seu departamento de perfura&ccedil;&atilde;o na pen&iacute;nsula de Absheron pagou US$ 15 mil por contamina&ccedil;&atilde;o supostamente excessiva.<\/p>\n<p>As empresas estrangeiras de energia n&atilde;o foram ignoradas, embora paguem muito menos. Em 2011, o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente multou o cons&oacute;rcio petroleiro estrangeiro Garasu em US$ 9.550, e a sociedade an&ocirc;nima Lukoil-Azerbaij&atilde;o em US$ 1.116 por suas supostas pr&aacute;ticas contaminantes.<\/p>\n<p>Um economista alertou que, como ocorre com as regula&ccedil;&otilde;es ambientais na R&uacute;ssia em o Cazaquist&atilde;o, um &quot;imposto verde&quot; pode ser manipulado para defender os interesses do governo contra empresas estrangeiras de energia, ou contra companhias consideradas amea&ccedil;a aos interesses de corpora&ccedil;&otilde;es amig&aacute;veis com o governo.<\/p>\n<p>No dia 11, e pela primeira vez em p&uacute;blico, o presidente Ilham Aliyev criticou a British Petroleum (BP) por n&atilde;o cumprir os objetivos de produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo projetados. Esse erro de c&aacute;lculo custa ao Estado US$ 8 bilh&otilde;es, segundo o mandat&aacute;rio. Aliyev afirmou que seriam tomadas &quot;s&eacute;rias medidas&quot; em resposta a esse d&eacute;ficit. &Eacute; imposs&iacute;vel determinar se essas medidas incluir&atilde;o, ou n&atilde;o, a &quot;press&atilde;o verde&quot;.<\/p>\n<p>Um funcion&aacute;rio do Minist&eacute;rio de Impostos, que pediu para n&atilde;o ser identificado, disse &agrave; EurasiaNet.org que, agora, os &quot;impostos verdes&quot; s&atilde;o apenas uma ideia, e que n&atilde;o se prev&ecirc; mudan&ccedil;as na legisla&ccedil;&atilde;o de imediato.<\/p>\n<p>O especialista Samir Isayev disse que o desafio para o meio ambiente nacional vai al&eacute;m de impostos mais severos &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o. O pa&iacute;s exige &quot;uma pol&iacute;tica fiscal complexa&#39;, o que significaria que as empresas que usam tecnologias amig&aacute;veis com o meio ambiente &quot;deveriam ser liberadas dos tributos aduaneiros e de alguns sobre importa&ccedil;&atilde;o de equipamentos novos e mais limpos&quot;, acrescentou. &quot;Isto levaria tanto a um ambiente melhor quanto ind&uacute;strias mais competitivas. Em outras palavras, ao crescimento econ&ocirc;mico&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Farida Huseynova, a presidente do Movimento Verde, com sede em Baku, concorda. &quot;O governo deveria conceder benef&iacute;cios impositivos &agrave;s empresas que cumprem os padr&otilde;es ambientais e introduzem mais tecnologias verdes&quot;, afirmou. Por ora, os observadores s&oacute; podem esperar para ver quando chegar&aacute; o &quot;imposto verde&quot; do Azerbaij&atilde;o, se &eacute; que se concretizar&aacute;. &quot;&Eacute; muito cedo para fazer suposi&ccedil;&otilde;es&#39;, disse o economista Natik Jafarly em Baku. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Shahin Abbasoiv &eacute; jornalista independente radicado em Baku. Este artigo foi publicado originariamente na Eurasianet.org.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baku, Azerbaij&atilde;o, 23\/10\/2012 &ndash; Embora em termos gerais os ambientalistas apoiem a ideia do governo do Azerbaij&atilde;o de introduzir um &quot;imposto verde&quot; &agrave;s empresas que contaminam, h&aacute; especialistas preocupados quanto a essa disposi&ccedil;&atilde;o ser usada para manipular. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/economia\/quem-contamina-paga\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1208,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,11],"tags":[17,21],"class_list":["post-10860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","tag-asia-e-pacifico","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1208"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10860\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}