{"id":10863,"date":"2012-10-23T09:57:45","date_gmt":"2012-10-23T09:57:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10863"},"modified":"2012-10-23T09:57:45","modified_gmt":"2012-10-23T09:57:45","slug":"tpi-questionado-por-se-voltar-apenas-frica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/tpi-questionado-por-se-voltar-apenas-frica\/","title":{"rendered":"TPI questionado por se voltar apenas &agrave; &Aacute;frica"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos,, 23\/10\/2012 &ndash; Pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) se queixaram do alto conte&uacute;do pol&iacute;tico nos casos em m&atilde;os do Tribunal Penal Internacional (TPI) e por se concentrarem em pa&iacute;ses africanos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10863\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Phakiso-Mochochoko.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10863\" class=\"size-medium wp-image-10863\" title=\"Phakiso Mochochoko, representante do escrit&oacute;rio do promotor do TPI, fala aos membros do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. - UN Photo\/Rick Bajornas\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Phakiso-Mochochoko.jpg\" alt=\"Phakiso Mochochoko, representante do escrit&oacute;rio do promotor do TPI, fala aos membros do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. - UN Photo\/Rick Bajornas\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10863\" class=\"wp-caption-text\">Phakiso Mochochoko, representante do escrit&oacute;rio do promotor do TPI, fala aos membros do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. - UN Photo\/Rick Bajornas<\/p><\/div>  O papel desta corte, com sede em Haia, foi questionado, pela primeira vez em seus dez anos de trabalho, em uma reuni&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU, na semana passada.<\/p>\n<p>O TPI &eacute; o &uacute;nico tribunal internacional permanente com mandato para processar pessoas acusadas dos crimes mais cru&eacute;is, como genoc&iacute;dio e crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos em algum dos pa&iacute;ses que ratificaram sua ades&atilde;o ao Estatuto de Roma, que lhe deu origem. As investiga&ccedil;&otilde;es podem ser abertas por iniciativa do promotor, se os Estados partes ou o Conselho de Seguran&ccedil;a lhe enviam um caso.<\/p>\n<p>De fato, recebeu den&uacute;ncias de centenas de pa&iacute;ses, mas as investiga&ccedil;&otilde;es abertas se concentram em Costa do Marfim, Qu&ecirc;nia, L&iacute;bia, Rep&uacute;blica Centro-Africana, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (RDC), Sud&atilde;o e Uganda. Representantes de v&aacute;rios pa&iacute;ses se mostraram preocupados com a politiza&ccedil;&atilde;o dos casos que o Conselho de Seguran&ccedil;a envia ao TPI, em um debate realizado no dia 17 na sede da ONU, em Nova York.<\/p>\n<p>O fato de o caso da S&iacute;ria, por exemplo, n&atilde;o ter sido remetido ao TPI foi destacado por representantes de v&aacute;rios pa&iacute;ses. As organiza&ccedil;&otilde;es de direitos humanos tamb&eacute;m questionaram esta situa&ccedil;&atilde;o. A Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, enviou uma carta a 121 ministros de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores pedindo urg&ecirc;ncia no sentido de atender a inconsist&ecirc;ncia na forma com que o Conselho de Seguran&ccedil;a envia casos ao TPI. A carta tamb&eacute;m pede a ado&ccedil;&atilde;o de um &quot;enfoque coerente para a remiss&atilde;o, a fim de evitar o duplo discurso&quot;.<\/p>\n<p>&quot;O mais revelador foi a segunda parte do debate, com as interven&ccedil;&otilde;es excelentes de membros pertencentes ao Conselho de Seguran&ccedil;a. Ouve-se uma e outra vez as mesmas frases, um chamado &agrave; consist&ecirc;ncia&quot;, disse &agrave; IPS o diretor de justi&ccedil;a internacional da HRW, Richard Dicker. Segundo o Estatuto de Roma, o Conselho de Seguran&ccedil;a deve enviar ao promotor do TPI uma situa&ccedil;&atilde;o apresentada em qualquer pa&iacute;s se considerar que esta representa uma amea&ccedil;a &agrave; paz e &agrave; seguran&ccedil;a internacionais.<\/p>\n<p>No entanto, esse &oacute;rg&atilde;o de grande import&acirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas n&atilde;o enviou casos politicamente controversos, como o do territ&oacute;rio palestino de Gaza ou o conflito na S&iacute;ria, segundo a HRW. A organiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m destaca a influ&ecirc;ncia de China, Estados Unidos e R&uacute;ssia, todos membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a e com poder de veto, e acusa as pot&ecirc;ncias de perseguirem os que consideram inimigos e de protegerem os governantes de pa&iacute;ses com os quais t&ecirc;m v&iacute;nculos estreitos.<\/p>\n<p>&quot;O que faltou na apresenta&ccedil;&atilde;o do embaixador dos Estados Unidos foi o firme compromisso de enviar o caso da S&iacute;ria ao TPI&quot;, apontou Dicker. Mesmo nos dois casos que foram enviados ao Tribunal, L&iacute;bia e Sud&atilde;o, as a&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a n&atilde;o foram suficientes. Ap&oacute;s a queda do regime do l&iacute;der l&iacute;bio Muammar Gadafi (1969-2011), o Conselho deixou de apoiar as investiga&ccedil;&otilde;es do TPI e n&atilde;o pressionou o novo governo da L&iacute;bia para que cooperasse com o tribunal internacional.<\/p>\n<p>&quot;O Tribunal n&atilde;o passa de um interruptor de luz para os membros do Conselho de Seguran&ccedil;a, que acendem e apagam segundo conv&eacute;m &agrave; sua agenda pol&iacute;tica. Parecem considerar o TPI como um casamento de conveni&ecirc;ncia&quot;, observou Dicker. O presidente do TPI, Song Sang-Hyun, esteve presente na reuni&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a da semana passada, um fator hist&oacute;rico, porque seu antecessor nunca foi convidado.<\/p>\n<p>&quot;O TPI &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o jovem com muito trabalho e progressos, e ainda tem muito que aprender&quot;, afirmou Sang-Hyun, que tamb&eacute;m se mostrou preocupado pelo financiamento do Tribunal. &quot;&Eacute; dif&iacute;cil manter um sistema&quot;, ressaltou, em que o Conselho de Seguran&ccedil;a pode enviar casos em nome dos 193 membros da ONU, mas os &uacute;nicos que pagam o custo das investiga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os Estados partes, isto &eacute;, os que ratificaram o Estatuto de Roma.<\/p>\n<p>Atualmente s&atilde;o 121 os pa&iacute;ses que integram o TPI, 33 deles africanos. A Uni&atilde;o Africana (UA) recomendou aos seus membros que n&atilde;o cooperem com a ordem de pris&atilde;o emitida pelo Tribunal contra o presidente do Sud&atilde;o, Omar Hassan Al-Bashir. Por&eacute;m, representantes do governo de Mali foram at&eacute; Haia solicitar a abertura de uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre as atrocidades cometidas por grupos isl&acirc;micos armados no norte de seu territ&oacute;rio.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Women News Network, a presidente da Assembleia de Estados Parte do Estatuto de Roma, a estoniana Tiina Intelmann, disse que est&aacute; dedicada a restaurar o apoio pol&iacute;tico ao TPI. &quot;De fato preocupa a atual falta de entusiasmo pol&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o ao Tribunal, e uma das raz&otilde;es &eacute; bastante &oacute;bvia. O TPI tem dez anos de exist&ecirc;ncia e muitos pa&iacute;ses, que inicialmente estiveram muito comprometidos, j&aacute; o d&atilde;o por feito. Muitos n&atilde;o se d&atilde;o conta de todo apoio pol&iacute;tico que continua necess&aacute;rio&quot;, explicou.<\/p>\n<p>&quot;Se esquecem de que tentamos processar os respons&aacute;veis por atos atrozes. E costuma acontecer muito frequentemente de os autores desses crimes serem pessoas que tiveram ou t&ecirc;m altos cargos governamentais. Por defini&ccedil;&atilde;o, o apoio pol&iacute;tico &eacute; necess&aacute;rio, pois estes assuntos, al&eacute;m de serem legais, s&atilde;o pol&iacute;ticos&quot;, ressaltou Intelmann. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos,, 23\/10\/2012 &ndash; Pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) se queixaram do alto conte&uacute;do pol&iacute;tico nos casos em m&atilde;os do Tribunal Penal Internacional (TPI) e por se concentrarem em pa&iacute;ses africanos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/tpi-questionado-por-se-voltar-apenas-frica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1318,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,4,11],"tags":[],"class_list":["post-10863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-direitos-humanos","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1318"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10863\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}