{"id":10867,"date":"2012-10-23T10:09:52","date_gmt":"2012-10-23T10:09:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10867"},"modified":"2012-10-23T10:09:52","modified_gmt":"2012-10-23T10:09:52","slug":"dialogues-empresas-estudam-riscos-e-oportunidades-climticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/america-latina\/dialogues-empresas-estudam-riscos-e-oportunidades-climticas\/","title":{"rendered":"DIALOGUES: Empresas estudam riscos e oportunidades clim&aacute;ticas"},"content":{"rendered":"<p>SANTIAGO, Chile, 23\/10\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica) -As iniciativas para reduzir emiss&otilde;es clim&aacute;ticas nas empresas, principalmente mediante a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, s&atilde;o amortizadas em no m&aacute;ximo tr&ecirc;s anos, segundo Juliana Campos Lopes, do Carbon Disclosure Project.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10867\" style=\"width: 142px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/600_Juliana_Campos_Lopes_Cortesia_IBC.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10867\" class=\"size-medium wp-image-10867\" title=\"As empresas se arriscam a perdas econ&ocirc;micas pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, afirma Juliana Campos Lopes. - Cortesia IBC\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/600_Juliana_Campos_Lopes_Cortesia_IBC.jpg\" alt=\"As empresas se arriscam a perdas econ&ocirc;micas pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, afirma Juliana Campos Lopes. - Cortesia IBC\" width=\"132\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10867\" class=\"wp-caption-text\">As empresas se arriscam a perdas econ&ocirc;micas pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, afirma Juliana Campos Lopes. - Cortesia IBC<\/p><\/div>  Investidores e empres&aacute;rios se preocupam cada vez mais com os efeitos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, sentidos em vastas regi&otilde;es do planeta, e temem uma queda persistente no valor de suas opera&ccedil;&otilde;es. &quot;H&aacute; claros sinais de que o tema est&aacute; presente, e as empresas se arriscam inclusive a acumular perdas econ&ocirc;micas em consequ&ecirc;ncia da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica&quot;, disse ao Terram&eacute;rica a brasileira Juliana Campos Lopes, diretora para a Am&eacute;rica Latina do Carbon Disclosure Project (CDP).<\/p>\n<p>Esta organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos promove a informa&ccedil;&atilde;o de empresas, investidores e cidades para transformar as atividades econ&ocirc;micas de forma a prevenir uma mudan&ccedil;a clim&aacute;tica perigosa. Trata- se de facilitar o di&aacute;logo entre investidores institucionais e empresas, para a entrega de informa&ccedil;&atilde;o sobre riscos e oportunidades que a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica apresenta e de dados sobre emiss&otilde;es de gases-estufa, manejo da &aacute;gua e cadeias de fornecimento das maiores empresas do mundo.<\/p>\n<p>Em nome dos grandes investidores, o CDP envia um question&aacute;rio solicitando informa&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas mais cotadas em bolsas de valores. Hoje, mais de 655 investidores globais empregam a solicita&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o do CDP para tomar suas decis&otilde;es. A organiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m tem programas para empresas e governos locais.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Por que &eacute; importante os investidores e as empresas adotarem padr&otilde;es ambientais?<\/p>\n<p>JULIANA CAMPOS LOPES: Porque a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica j&aacute; &eacute; parte direta dos neg&oacute;cios. Temos o caso recente das companhias automobil&iacute;sticas japonesas que sofreram grandes perdas pelas inunda&ccedil;&otilde;es que afetaram sua cadeia de fornecimento na Tail&acirc;ndia. Esta &eacute; uma vis&atilde;o do ponto de vista de risco, mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel converter esse risco em oportunidades. Para muitas empresas que adotam padr&otilde;es para reportar informa&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de clima ou da pr&oacute;pria pegada de carbono &eacute; uma forma de acesso a novos mercados e ter vantagens competitivas. Muitos mercados restringem o ingresso de produtos que n&atilde;o apresentem sua pegada de carbono, o que &eacute; uma forma de cumprir obriga&ccedil;&otilde;es de algumas regi&otilde;es, como Europa ou Estados Unidos, que j&aacute; exigem esses par&acirc;metros.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Qual o ritmo de ado&ccedil;&atilde;o destes padr&otilde;es na Am&eacute;rica Latina?<\/p>\n<p>JCL: Em mat&eacute;ria de regula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o temos muitas iniciativas, mas no &acirc;mbito dos pa&iacute;ses h&aacute; alguns compromissos de redu&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa, embora a discuss&atilde;o ainda n&atilde;o seja concludente. Por&eacute;m, existe uma tend&ecirc;ncia clara para que as regula&ccedil;&otilde;es sejam mais restritivas e tamb&eacute;m se come&ccedil;ar&aacute; a internacionalizar os custos ambientais nos pre&ccedil;os de produtos e servi&ccedil;os. Este &eacute; o cen&aacute;rio mais geral que acaba por implantar uma forma de fazer neg&oacute;cios. As companhias da Am&eacute;rica Latina que j&aacute; come&ccedil;am a reportar seus dados clim&aacute;ticos t&ecirc;m como principal benef&iacute;cio antecipar- se a esse cen&aacute;rio, seja em termos de regula&ccedil;&atilde;o quanto de mercado. O question&aacute;rio do CDP &eacute; um plano de a&ccedil;&atilde;o que orienta a gest&atilde;o de emiss&otilde;es, que gera ganhos, por redu&ccedil;&atilde;o dos custos e das perdas de energia. Tudo isto gera uma amortiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Quanto tempo essa amortiza&ccedil;&atilde;o demora para ocorrer?<\/p>\n<p>JCL: As iniciativas para reduzir emiss&otilde;es, principalmente mediante efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, s&atilde;o amortizadas no m&aacute;ximo em tr&ecirc;s anos. &Eacute; preciso desmitificar a ideia de que a amortiza&ccedil;&atilde;o destes investimentos &eacute; de longo prazo. S&atilde;o alguns dos benef&iacute;cios que as empresas j&aacute; est&atilde;o reportando.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Quais os padr&otilde;es ambientais que voc&ecirc;s prop&otilde;em?<\/p>\n<p>JCL: O CDP recomenda as metodologias mais aceitas, com a fam&iacute;lia de normas ISO 14.000. A maioria das companhias tem opera&ccedil;&otilde;es em mais de um pa&iacute;s, assim o benef&iacute;cio de uma norma internacional &eacute; que seja compat&iacute;vel e aceita em diferentes regi&otilde;es. Tamb&eacute;m &eacute; utilizada para se ter uma vis&atilde;o comparativa, que &eacute; outra coisa que fomentamos: a cria&ccedil;&atilde;o de indicadores para medir a qualidade da gest&atilde;o internamente e para oferecer esses indicadores aos investidores, que os empregam na an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o e portf&oacute;lios de investimento.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Onde est&atilde;o centradas as emiss&otilde;es das empresas?<\/p>\n<p>JCL: Entre 50% e 80% est&atilde;o na cadeia de fornecimento. Ent&atilde;o, todo este esfor&ccedil;o de medir e reportar emiss&otilde;es pode ficar comprometido se n&atilde;o houver um olhar para essa cadeia.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: A consci&ecirc;ncia clim&aacute;tica de investidores e empres&aacute;rios aumentou nos &uacute;ltimos tempos?<\/p>\n<p>JC: Sim, principalmente na medida em que o problema se torna mais cr&iacute;tico. H&aacute; claros sinais de que o tema est&aacute; presente e as empresas se arriscam inclusive a perdas econ&ocirc;micas devido &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Podemos citar as secas nos Estados Unidos, que levaram o pre&ccedil;o dos gr&atilde;os nos mercados internacionais a um pico. Tudo isto est&aacute; gerando uma mudan&ccedil;a de modelo. Agora devemos falar n&atilde;o apenas de mitiga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de adapta&ccedil;&atilde;o. A Am&eacute;rica Latina &eacute;, depois da &Aacute;frica, a regi&atilde;o que mais vai sofrer com a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, embora n&atilde;o seja a que mais contribui para caus&aacute;-la. Uma caracter&iacute;stica da regi&atilde;o &eacute; que, por exemplo, a maioria dos neg&oacute;cios na &aacute;rea agr&iacute;cola se destina &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o para mercados com crit&eacute;rios mais r&iacute;gidos. Por isto, esse cen&aacute;rio leva a modificar a vis&atilde;o dos empres&aacute;rios e investidores regionais.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Qual deveria ser o papel do Estado?<\/p>\n<p>JCL: &Eacute; muito importante em n&iacute;vel nacional quanto local. O setor privado se mostra cada vez mais ativo na constru&ccedil;&atilde;o desses par&acirc;metros, mas justamente a falta de um consenso dos governos nacionais em n&iacute;vel global faz com que tenhamos uma abordagem muito fragmentada, e come&ccedil;am a surgir distintos par&acirc;metros. H&aacute; muitas iniciativas de medi&ccedil;&atilde;o e relat&oacute;rios de emiss&otilde;es, mas a aus&ecirc;ncia de um contexto regulat&oacute;rio leva a uma vis&atilde;o fragmentada que come&ccedil;a a causar inclusive algumas confus&otilde;es. Um fator novo &eacute; o papel mais ativo dos governos locais. As cidades s&atilde;o as que sentem os maiores impactos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e devem enfrentar o dia a dia da realidade de adapta&ccedil;&atilde;o. H&aacute; a&iacute; um grande espa&ccedil;o de coopera&ccedil;&atilde;o com o setor privado, porque tanto a mitiga&ccedil;&atilde;o como a adapta&ccedil;&atilde;o exigem financiamento, por isso pode existir uma grande oportunidade para iniciativas p&uacute;blico- privadas.<\/p>\n<p>*<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANTIAGO, Chile, 23\/10\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica) -As iniciativas para reduzir emiss&otilde;es clim&aacute;ticas nas empresas, principalmente mediante a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, s&atilde;o amortizadas em no m&aacute;ximo tr&ecirc;s anos, segundo Juliana Campos Lopes, do Carbon Disclosure Project. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/america-latina\/dialogues-empresas-estudam-riscos-e-oportunidades-climticas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,11],"tags":[21],"class_list":["post-10867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}