{"id":10896,"date":"2012-10-29T08:42:34","date_gmt":"2012-10-29T08:42:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10896"},"modified":"2012-10-29T08:42:34","modified_gmt":"2012-10-29T08:42:34","slug":"comrcio-regional-chave-na-segurana-alimentar-da-frica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/comrcio-regional-chave-na-segurana-alimentar-da-frica\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio regional &eacute; chave na seguran&ccedil;a alimentar da &Aacute;frica"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 29\/10\/2012 &ndash; A seguran&ccedil;a alimentar na &Aacute;frica poderia melhorar enormemente se seus agricultores pudessem comercializar seus produtos com maior facilidade dentro do continente, afirma o Banco Mundial, que pede urg&ecirc;ncia aos Estados no sentido de fortalecerem o interc&acirc;mbio regional de alimentos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10896\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/n19-300x225.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10896\" class=\"size-medium wp-image-10896\" title=\"Agricultores africanos temem que seus produtos n&atilde;o possam competir com os subsidiados da Uni&atilde;o Europeia. - Wambi Michael\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/n19-300x225.jpg\" alt=\"Agricultores africanos temem que seus produtos n&atilde;o possam competir com os subsidiados da Uni&atilde;o Europeia. - Wambi Michael\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10896\" class=\"wp-caption-text\">Agricultores africanos temem que seus produtos n&atilde;o possam competir com os subsidiados da Uni&atilde;o Europeia. - Wambi Michael\/IPS<\/p><\/div>  Apenas 5% dos cereais importados pela &Aacute;frica procedem do pr&oacute;prio continente. O restante &eacute; comprado de pa&iacute;ses da Europa ou do sudeste da &Aacute;sia, ou, ainda, &eacute; fornecido por doadores internacionais, o que gera infla&ccedil;&atilde;o e um desequil&iacute;brio comercial que prejudica principalmente os mais pobres.<\/p>\n<p>Os pre&ccedil;os internacionais dos alimentos b&aacute;sicos alcan&ccedil;am novamente picos hist&oacute;ricos, devido &agrave; seca nos Estados Unidos no ver&atilde;o boreal e &agrave; cont&iacute;nua demanda por biocombust&iacute;veis, enquanto pa&iacute;ses africanos foram obrigados a aumentar a quantidade de alimentos que importam. O Banco Mundial sugere que, com a concretiza&ccedil;&atilde;o e harmoniza&ccedil;&atilde;o de normas para comercializar alimentos dentro dos blocos africanos, &eacute; poss&iacute;vel melhorar a renda dos pequenos produtores, bem como aumentar o cultivo nas terras dispon&iacute;veis e aumentar o rendimento.<\/p>\n<p>&quot;A &Aacute;frica tem capacidade para cultivar e colocar alimentos de qualidade na mesa das fam&iacute;lias africanas&quot;, afirmou Makhtar Diop, vice-presidente do Banco Mundial para a &Aacute;frica. &quot;Por&eacute;m, a possibilidade n&atilde;o &eacute; aproveitada porque os agricultores enfrentam mais barreiras comerciais para levar seus produtos aos mercados do que em nenhum outro lugar do mundo&quot;, acrescentou. Na apresenta&ccedil;&atilde;o de um novo informe do Banco Mundial, Diop diz que somente um d&eacute;cimo das grandes &aacute;reas de terras cultiv&aacute;veis &eacute; aproveitado, e acrescenta que seria muito positivo aumentar esta propor&ccedil;&atilde;o devido &agrave; necessidade crescente de alimentos no continente, e, inclusive, se poderia vender o excedente para o mundo.<\/p>\n<p>No entanto, h&aacute; elementos estruturais significativos que impedem a concretiza&ccedil;&atilde;o desse objetivo. O Banco Mundial se concentra em facilitar o interc&acirc;mbio comercial de produtos agr&iacute;colas, mas h&aacute; outros problemas, como compartilhar conhecimento espec&iacute;fico entre os Estados e a possibilidade de acesso a tecnologia, que poderia ser &uacute;til. &quot;Os agricultores africanos t&ecirc;m mais barreiras para conseguir os insumos que precisam e levar seus produtos aos consumidores das cidades africanas do que os fornecedores do resto do mundo&quot;, escreve Diop.<\/p>\n<p>&quot;Se pudessem conseguir o rendimento que t&ecirc;m os agricultores de outros pa&iacute;ses em desenvolvimento, sua produ&ccedil;&atilde;o poderia duplicar ou mesmo triplicar facilmente&quot;, ressalta Diop. Ap&oacute;s assinalar que &quot;as fontes mais pr&oacute;ximas de demanda&quot; costumam estar do outro lado da fronteira, Diop responsabiliza pela lentid&atilde;o nos mercados os &quot;fragmentados&quot; mercados regionais de alimentos e as imprevis&iacute;veis e obsoletas normas e pol&iacute;ticas comerciais nacionais.<\/p>\n<p>Segundo Diop, &quot;o conceito de seguran&ccedil;a alimentar frequentemente &eacute; tergiversado por limitadas posi&ccedil;&otilde;es nacionalistas e frequentes desvios por interesses espec&iacute;ficos que se beneficiam da situa&ccedil;&atilde;o atual&quot;. Ele acrescenta que &quot;&eacute; um momento oportuno para abrir-se e buscar mercados integrados regionais e de alimentos que atendam &agrave; seguran&ccedil;a alimentar de forma mais eficiente e, ao mesmo tempo, permitam aos agricultores obter mais com a renda de seu trabalho&quot;.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; algo t&atilde;o &oacute;bvio&quot;, concordou Danielle Nierenberg, diretora do Nourishing the Planet, com sede em Washington. &quot;Se o Malawi sofre uma terr&iacute;vel seca, a &Aacute;frica do Sul pode oferecer-lhe alimentos, em lugar de depender da assist&ecirc;ncia ou de produtos importados que n&atilde;o fazem parte de sua dieta nem de seus valores culturais&quot;, disse &agrave; IPS. &quot;&Eacute; uma alternativa importante ter um seguro se os agricultores t&ecirc;m excedentes e ningu&eacute;m a quem dar. Assim podem depender apenas deles e n&atilde;o dos Estados Unidos ou da Europa ocidental&quot;, ressaltou Nierenberg.<\/p>\n<p>Entretanto, Nierenberg tamb&eacute;m alertou para os enfoques demasiado dependentes dos mercados e de insumos como sementes h&iacute;bridas e fertilizantes qu&iacute;micos, embora tenha esclarecido que cada um deles desempenha um papel importante se usado de forma prudente e limitada. &quot;Os pequenos agricultores nunca far&atilde;o parte do mercado, por isso precisamos nos concentrar em que possam alimentar a si mesmos e que lhes sobre algo para vender&quot;, pontuou. &quot;N&atilde;o existe uma f&oacute;rmula m&aacute;gica&quot;, acrescentou, antes de destacar a necessidade de uma variedade de sistemas que juntos criem resili&ecirc;ncia e protejam os agricultores dos golpes.<\/p>\n<p>&quot;Devo dizer que n&atilde;o vi da parte do Banco Mundial, nem nenhum outro grande doador, um interesse significativo em solu&ccedil;&otilde;es agroecol&oacute;gicas, embora os dados estejam dispon&iacute;veis&quot;, apontou Nierenberg. &quot;Continuamos nos concentrando em sementes h&iacute;bridas e fertilizantes qu&iacute;micos. Devemos reconhecer, por exemplo, que, com o aumento do pre&ccedil;o dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, os fertilizantes ficar&atilde;o imposs&iacute;veis de serem adquiridos pelos pequenos produtores&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Por outro lado, apontar para a infraestrutura b&aacute;sica, afirmou Nierenberg, marcaria uma diferen&ccedil;a significativa, em especial para lidar com o problema do armazenamento de alimentos, como unidades de refrigera&ccedil;&atilde;o, centros de coleta e, em geral, modernos armaz&eacute;ns. &quot;Mesmo se os agricultores usassem sementes h&iacute;bridas e produzissem cada vez mais gr&atilde;os, se estes fossem comidos pelos insetos antes de poderem ser vendidos, todo o trabalho e todos os insumos teriam servido para nada&quot;, observou.<\/p>\n<p>O informe do Banco Mundial coincide com o in&iacute;cio de uma c&uacute;pula da Uni&atilde;o Africana (UA) sobre agricultura e com&eacute;rcio, hoje, na Eti&oacute;pia. O Banco Mundial quer que a UA tenha um papel significativo na promo&ccedil;&atilde;o de conversa&ccedil;&otilde;es entre atores regionais sobre como aumentar o com&eacute;rcio regional de alimentos, bem como uma &quot;plataforma de conhecimento&quot; que sirva para propagar li&ccedil;&otilde;es aprendidas e informa&ccedil;&atilde;o sobre reformas e com&eacute;rcio agr&iacute;cola. Analistas do Banco Mundial disseram que os governos africanos reiteraram seu compromisso com a abertura do com&eacute;rcio regional, mas n&atilde;o avan&ccedil;aram em sua implanta&ccedil;&atilde;o e continuam criando um grande coquetel de restri&ccedil;&otilde;es. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 29\/10\/2012 &ndash; A seguran&ccedil;a alimentar na &Aacute;frica poderia melhorar enormemente se seus agricultores pudessem comercializar seus produtos com maior facilidade dentro do continente, afirma o Banco Mundial, que pede urg&ecirc;ncia aos Estados no sentido de fortalecerem o interc&acirc;mbio regional de alimentos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/10\/africa\/comrcio-regional-chave-na-segurana-alimentar-da-frica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1214,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,11],"tags":[],"class_list":["post-10896","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10896","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1214"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10896"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10896\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}