{"id":10929,"date":"2012-11-06T10:28:28","date_gmt":"2012-11-06T10:28:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10929"},"modified":"2012-11-06T10:28:28","modified_gmt":"2012-11-06T10:28:28","slug":"qunia-deve-descobrir-a-liderana-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/11\/africa\/qunia-deve-descobrir-a-liderana-das-mulheres\/","title":{"rendered":"&quot;Qu&ecirc;nia deve descobrir a lideran&ccedil;a das mulheres&quot;"},"content":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, 06\/11\/2012 &ndash; Organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres do Qu&ecirc;nia esperam que as disposi&ccedil;&otilde;es sobre igualdade de g&ecirc;nero na nova Constitui&ccedil;&atilde;o se traduzam em maior presen&ccedil;a feminina no governo depois das elei&ccedil;&otilde;es de 4 de mar&ccedil;o de 2013. Winnie Lichuma, presidente da Comiss&atilde;o Nacional sobre G&ecirc;nero e Igualdade, &eacute; moderadamente otimista.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10929\" style=\"width: 143px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10929\" class=\"size-medium wp-image-10929\" title=\"Lichuma &eacute; moderadamente otimista sobre o futuro do Qu&ecirc;nia. - Brian Ngugi\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres1.jpg\" alt=\"Lichuma &eacute; moderadamente otimista sobre o futuro do Qu&ecirc;nia. - Brian Ngugi\/IPS\" width=\"133\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10929\" class=\"wp-caption-text\">Lichuma &eacute; moderadamente otimista sobre o futuro do Qu&ecirc;nia. - Brian Ngugi\/IPS<\/p><\/div>  &quot;No atual parlamento, as mulheres t&ecirc;m apenas 9,8% de representa&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; muito baixo&quot;, afirmou Lichuma. Ela disse &agrave; IPS que este pa&iacute;s precisa &quot;descobrir a lideran&ccedil;a feminina&quot; enquanto se prepara para as elei&ccedil;&otilde;es gerais do ano que vem. No dia 12 deste m&ecirc;s come&ccedil;ar&aacute; o registro de eleitores em todo o territ&oacute;rio.<\/p>\n<p>Ser&atilde;o as primeiras elei&ccedil;&otilde;es no Qu&ecirc;nia com sua nova Constitui&ccedil;&atilde;o, adotada em 2010, na qual s&atilde;o reconhecidos os direitos das mulheres e inclu&iacute;das disposi&ccedil;&otilde;es para sua justa representa&ccedil;&atilde;o no parlamento. O Artigo 177 estabelece que nenhum g&ecirc;nero pode ter representa&ccedil;&atilde;o que exceda os dois ter&ccedil;os em qualquer &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico. Lichuma disse que estas disposi&ccedil;&otilde;es permitir&atilde;o que cres&ccedil;a em todo o pa&iacute;s a representa&ccedil;&atilde;o feminina.<\/p>\n<p>IPS: As mulheres conseguiram &ecirc;xitos not&aacute;veis no Qu&ecirc;nia desde a promulga&ccedil;&atilde;o da nova Constitui&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>WINNIE LICHUMA: As mulheres foram discriminadas por muito tempo e est&atilde;o ausentes da esfera p&uacute;blica. Seus pap&eacute;is est&atilde;o relegados ao &acirc;mbito privado. Agora se beneficiam da igualdade de g&ecirc;nero e do princ&iacute;pio contra a discrimina&ccedil;&atilde;o contemplado na Constitui&ccedil;&atilde;o, que lhes d&aacute; direito a uma representa&ccedil;&atilde;o de 30% em postos p&uacute;blicos, eletivos e designados. Todos os novos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, especialmente os do sistema judicial e as comiss&otilde;es constitucionais, atenderam ao limite de dois ter&ccedil;os de representa&ccedil;&atilde;o para qualquer g&ecirc;nero. A implanta&ccedil;&atilde;o desse princ&iacute;pio est&aacute; em andamento. Mas, s&oacute; depois das pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es gerais poderemos realmente ver seu impacto.<\/p>\n<p>IPS: Existe claramente uma grande disparidade no n&uacute;mero de homens e de mulheres em &aacute;reas nas quais s&atilde;o tomadas decis&otilde;es fundamentais, tanto no campo pol&iacute;tico quanto no corporativo. Por que isso ocorre?<\/p>\n<p>WL: A resposta &eacute; &oacute;bvia. Historicamente as mulheres estiveram marginalizadas do setor p&uacute;blico. Houve poucos esfor&ccedil;os para aumentar sua representa&ccedil;&atilde;o nos setores pol&iacute;tico e empresarial. Mas as barreiras socioculturais conspiram. &Agrave;s vezes, o papel reprodutivo das mulheres &eacute; usado como argumento para negar-lhes entrada na arena corporativa. Isto deve mudar com a nova Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>IPS: As mulheres est&atilde;o preparadas para enfrentar os homens na pr&oacute;xima competi&ccedil;&atilde;o eleitoral?<\/p>\n<p>WL: Bem, a lei est&aacute; do lado das mulheres, mas ainda h&aacute; muitas barreiras, entre elas as ideol&oacute;gicas e socioculturais, bem como a viol&ecirc;ncia, especialmente a sexual, os limitados recursos e o fato de a maioria dos partidos pol&iacute;ticos serem controlados por homens. As mulheres tamb&eacute;m carecem de apoio de suas pr&oacute;prias fam&iacute;lias. Em alguns cl&atilde;s s&atilde;o apoiados apenas candidatos masculinos, especialmente nas comunidades pastoris. As mulheres est&atilde;o prontas, mas as barreiras as afetam, juntamente com a propaganda masculina que parece ter convencido os quenianos de que as mulheres n&atilde;o podem disputar os cargos reservados (por lei) para elas.<\/p>\n<p>IPS: Foram feitos chamados aos pa&iacute;ses para que em seus or&ccedil;amentos tenham em conta quest&otilde;es de g&ecirc;nero. Qual o desempenho do Qu&ecirc;nia nesse ponto?<\/p>\n<p>WL: A Comiss&atilde;o apoiou o Minist&eacute;rio de Finan&ccedil;as e Planejamento para integrar temas de g&ecirc;nero no processo de elabora&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento. &Eacute; um desafio. Necessitamos urgentemente fortalecer a capacidade dos funcion&aacute;rios respons&aacute;veis por planejar e elaborar os or&ccedil;amentos. As diretrizes sobre isto precisam ser bem entendidas por todos os atores. A Comiss&atilde;o apresentou pautas para or&ccedil;amentos com responsabilidade de g&ecirc;nero. Por&eacute;m, ainda trabalhamos para afinar as ferramentas que usaremos no futuro.<\/p>\n<p>IPS: Ruanda est&aacute; apresentando bom desempenho em mat&eacute;ria de representa&ccedil;&atilde;o feminina em cargos de governo. &Eacute; o primeiro e &uacute;nico pa&iacute;s do mundo a ter maioria de mulheres no parlamento. O que se pode aprender com esse modelo?<\/p>\n<p>WL: A chave desse sucesso &eacute; a vontade pol&iacute;tica. O presidente ruand&ecirc;s, Paul Kagame, &eacute; um firme partid&aacute;rio da representa&ccedil;&atilde;o feminina, o que ajuda a aumentar a presen&ccedil;a de mulheres em todos os n&iacute;veis de governo.<\/p>\n<p>IPS: O governo do Qu&ecirc;nia tem a mesma vontade pol&iacute;tica?<\/p>\n<p>WL: &Eacute; um processo. Com o tempo veremos muitos no governo se adaptando &agrave; ideia de uma justa representa&ccedil;&atilde;o de mulheres. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, 06\/11\/2012 &ndash; Organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres do Qu&ecirc;nia esperam que as disposi&ccedil;&otilde;es sobre igualdade de g&ecirc;nero na nova Constitui&ccedil;&atilde;o se traduzam em maior presen&ccedil;a feminina no governo depois das elei&ccedil;&otilde;es de 4 de mar&ccedil;o de 2013. 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