{"id":10955,"date":"2012-11-15T07:16:19","date_gmt":"2012-11-15T07:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10955"},"modified":"2012-11-15T07:16:19","modified_gmt":"2012-11-15T07:16:19","slug":"subsdios-multimilionrios-alimentam-sobrepesca-insustentvel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/11\/mundo\/subsdios-multimilionrios-alimentam-sobrepesca-insustentvel\/","title":{"rendered":"Subs&iacute;dios multimilion&aacute;rios alimentam sobrepesca insustent&aacute;vel"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 15\/11\/2012 &ndash; Aumentam as reclama&ccedil;&otilde;es mundiais para que as grandes pot&ecirc;ncias pesqueiras deixem de subsidiar frotas internacionais cujos m&eacute;todos atentem contra os recursos marinhos e reduzam as capturas dos pescadores artesanais.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_10955\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1511126.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10955\" class=\"size-medium wp-image-10955\" title=\"Pesca artesanal prejudicada por subs\u00c3\u00addios a grandes embarca&ccedil;&otilde;es. - Christopher Pala\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1511126.jpg\" alt=\"Pesca artesanal prejudicada por subs\u00c3\u00addios a grandes embarca&ccedil;&otilde;es. - Christopher Pala\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10955\" class=\"wp-caption-text\">Pesca artesanal prejudicada por subs\u00c3\u00addios a grandes embarca&ccedil;&otilde;es. - Christopher Pala\/IPS<\/p><\/div>  Os subs&iacute;dios chegam a US$ 27 bilh&otilde;es ao ano, dos quais cerca de dois ter&ccedil;os procedem da China, Coreia do Sul e de Taiwan, al&eacute;m de Jap&atilde;o, Estados Unidos e pa&iacute;ses da Europa, segundo uma pesquisa da canadense Universidade de Col&uacute;mbia Brit&acirc;nica.<\/p>\n<p>A maior parte do dinheiro vai para a constru&ccedil;&atilde;o dos cada vez mais eficientes barcos necess&aacute;rios para capturar as reduzidas popula&ccedil;&otilde;es de peixes do mundo, e mais recursos v&atilde;o para compensar o crescente consumo de combust&iacute;vel para entrar no mar profundo. O resultado, segundo o autor principal do estudo, Rashid Sumaila, &eacute; que os contribuintes financiam o esgotamento de reservas marinhas e o empobrecimento das comunidades costeiras no estrangeiro.<\/p>\n<p>&quot;Uma grande quantidade do pescado consumido na Europa, nos Estados Unidos e no Jap&atilde;o procede de outros pa&iacute;ses, em geral pobres&quot;, porque h&aacute; muito tempo que os ricos sobre-exploram seus pr&oacute;prios recursos, disse Sumaila &agrave; IPS por telefone. &quot;Quanto mais suas frotas pescam em uma &aacute;rea, mais dif&iacute;cil fica continuar pescando nela e mais subs&iacute;dios pedem. &Eacute; uma coisa de louco&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>O relator especial da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) para o direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, Olivier de Schutter, disse que nos pa&iacute;ses ricos se come tr&ecirc;s vezes mais pescado por habitante do que nos pobres, o que esgota os oceanos e priva os pescadores dos pa&iacute;ses em desenvolvimento de sua renda e as popula&ccedil;&otilde;es costeiras de alimento. &quot;Sem uma a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida para acabar com as pr&aacute;ticas destrutivas, a pesca n&atilde;o poder&aacute; continuar desempenhando o papel fundamental de garantir o direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de pessoas&quot;, alertou Schutter. Ao reclamar o fim dos subs&iacute;dios, disse que &quot;as futuras gera&ccedil;&otilde;es pagar&atilde;o o pre&ccedil;o quando os oceanos estiveram desprovidos&quot;.<\/p>\n<p>O informe da ONU As Pescas e o Direito &agrave; Alimenta&ccedil;&atilde;o diz que tratados internacionais, como o Conv&ecirc;nio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, h&aacute; tempo cobram o fim dos subs&iacute;dios para as frotas que n&atilde;o usam m&eacute;todos de pesca sustent&aacute;veis. Al&eacute;m disso, o dinheiro que as frotas industriais pagam &agrave;s na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento para pescar em suas &aacute;guas acabam indo para m&atilde;os de governos corruptos, enquanto o impacto recai sobre as comunidades costeiras pobres.<\/p>\n<p>A maioria dos barcos industriais deixariam de ser rent&aacute;veis sem subs&iacute;dios e ofereceriam muito menos emprego, 200 para cada mil toneladas de pescado, diante dos 2.400 da pesca artesanal e com embarca&ccedil;&otilde;es pequenas, segundo outro estudo citado no informe da ONU. Em escala global, isto se traduz em que 500 mil pescadores industriais capturam 30 milh&otilde;es de toneladas de pescado, jogam no mar 15 milh&otilde;es de toneladas e queimam 37 milh&otilde;es de toneladas de combust&iacute;vel.<\/p>\n<p>A pesca artesanal tamb&eacute;m extrai 30 milh&otilde;es de toneladas de recursos marinhos. Mas emprega 12 milh&otilde;es de pessoas, n&atilde;o joga fora quase nada, usa a s&eacute;tima parte de combust&iacute;vel do que os barcos industriais e recebe um quinto dos subs&iacute;dios. Al&eacute;m disso, o alimento que fornecem tem um papel muito maior na sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es locais do que o pescado mais caro vendido nos pa&iacute;ses mais ricos.<\/p>\n<p>Os barcos industriais pescam outros 35 milh&otilde;es de toneladas de outros recursos marinhos. O resultado disto &eacute; que desaparecem muitos dos recursos vitais para os peixes, al&eacute;m de grandes quantidades de pl&acirc;ncton, a base da cadeia alimentar. Em n&iacute;vel global, 95% do arroz e 80% do trigo s&atilde;o consumidos no pa&iacute;s em que foram cultivados, mas apenas 60% do pescado se come onde foi capturado, o restante &eacute; exportado, afirma o estudo.<\/p>\n<p>Pelo direito de pescar em &aacute;guas jurisdicionais, as frotas industriais pagam aos governos entre 2%, &agrave; Guin&eacute; Bissau, e 6%, &agrave;s ilhas do Oceano Pac&iacute;fico em cujas &aacute;guas se obt&eacute;m metade do atum consumido no mundo. Em compara&ccedil;&atilde;o, as empresas estrangeiras que fabricam azeite pagam aos governos entre 30% e 70% do valor do produto extra&iacute;do de seus territ&oacute;rios.<\/p>\n<p>Em alguns pa&iacute;ses, os pequenos pescadores chegaram ao limite. Em maio, 50 mil pescadores artesanais do Senegal, descontentes com a redu&ccedil;&atilde;o da captura, decorrente da pesca de arrasto praticada por frotas europeias, obrigaram o governo a cancelar as licen&ccedil;as das frotas estrangeiras concedidas pela administra&ccedil;&atilde;o anterior, com apoio de organiza&ccedil;&otilde;es como Greenpeace.<\/p>\n<p>A Nam&iacute;bia, por exemplo, proibiu a presen&ccedil;a de barcos estrangeiros em suas &aacute;guas depois de sua independ&ecirc;ncia, em 1990, e desenvolveu sua pr&oacute;pria pesca industrial. Maldivas, no Oceano &Iacute;ndico, proibiu a pesca de atum para embarca&ccedil;&otilde;es industriais estrangeiras para favorecer os pequenos barcos, que conseguem peixes de melhor qualidade.<\/p>\n<p>O informe da ONU exorta os governos com litoral a negociarem novos acordos com frotas estrangeiras para manter os barcos longe do fundo do mar e permitir a recupera&ccedil;&atilde;o dos recursos de pequena escala. &quot;Os recursos devem ser afastados da superexplora&ccedil;&atilde;o para beneficiar as comunidades locais&quot;, insistiu Schutter. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 15\/11\/2012 &ndash; Aumentam as reclama&ccedil;&otilde;es mundiais para que as grandes pot&ecirc;ncias pesqueiras deixem de subsidiar frotas internacionais cujos m&eacute;todos atentem contra os recursos marinhos e reduzam as capturas dos pescadores artesanais. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/11\/mundo\/subsdios-multimilionrios-alimentam-sobrepesca-insustentvel\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":219,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,5,4],"tags":[],"class_list":["post-10955","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-economia","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/219"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10955"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10955\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}