{"id":10964,"date":"2012-11-15T07:29:07","date_gmt":"2012-11-15T07:29:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10964"},"modified":"2012-11-15T07:29:07","modified_gmt":"2012-11-15T07:29:07","slug":"a-oposio-sria-se-inventa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/11\/politica\/a-oposio-sria-se-inventa\/","title":{"rendered":"A oposi&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria se inventa"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 15\/11\/2012 &ndash; Os l&iacute;deres da oposi&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria anunciaram o nascimento de uma nova coaliz&atilde;o para coordenar melhor a resist&ecirc;ncia ao regime de Bashar Al Assad. Contudo, alguns analistas t&ecirc;m suas d&uacute;vidas. <!--more--> A rec&eacute;m-criada Coaliz&atilde;o Nacional de For&ccedil;as Revolucion&aacute;rias e de Oposi&ccedil;&atilde;o &quot;&eacute; substancialmente diferente em v&aacute;rios sentidos&quot;, disse &agrave; IPS a diretora da Equipe de Tarefas para o Oriente M&eacute;dio da New America Foundation, Leila Hilal. &quot;A grande preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; como ser&aacute; utilizada para avan&ccedil;ar nas agendas que est&atilde;o em jogo no pa&iacute;s&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o rebelde Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria (ESL) incrementou os ataques contra Damasco nos &uacute;ltimos dias, disparando contra um dos principais pal&aacute;cios do governo e assassinando membros da fam&iacute;lia de Assad e altos funcion&aacute;rios do regime. Uma recente ofensiva na fronteira terminou com a captura por parte dos rebeldes de Ras Al Ain, pequena localidade na prov&iacute;ncia de Hasaka, for&ccedil;ando a fuga de oito mil s&iacute;rios para a Turquia.<\/p>\n<p>Em resposta, o ex&eacute;rcito s&iacute;rio bombardeou posi&ccedil;&otilde;es rebeldes pelo ar e imp&ocirc;s cercos a &aacute;reas controladas pela oposi&ccedil;&atilde;o. H&aacute; informes de fortes combates em Damasco, bem como na localidade de Al Qurriya, no leste do pa&iacute;s. Em entrevista concedida na semana passada &agrave; rede de televis&atilde;o Russia Today, Assad assegurou n&atilde;o ter inten&ccedil;&otilde;es de ceder. &quot;Sou s&iacute;rio, feito na S&iacute;ria, e viverei e morrerei na S&iacute;ria&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Os enfrentamentos tamb&eacute;m tiveram forte impacto na situa&ccedil;&atilde;o interna do L&iacute;bano, e se espalharam &agrave;s fac&ccedil;&otilde;es palestinas dentro da S&iacute;ria. Os rebeldes s&iacute;rios formaram uma brigada de palestinos para lutar contra a Frente Popular para a Liberta&ccedil;&atilde;o da Palestina-Comando Geral, apoiada pelo regime de Assad. Pelo menos dez palestinos morreram em torno do acampamento de refugiados de Yarmouk, em Damasco. Tamb&eacute;m houve conflitos no final da semana passada na fronteira com as colinas de Gol&atilde;, onde as for&ccedil;as s&iacute;rias atacaram posi&ccedil;&otilde;es de artilharia s&iacute;rias em repres&aacute;lia pelo disparo de um morteiro que caiu perto de um posto militar de Israel.<\/p>\n<p>Joshua Landis, professor associado da norte- americana Universidade de Oklahoma e autor do blog Syria Comment, alertou que o &quot;efeito S&iacute;ria&quot; pode ser pior no Iraque. &quot;A tentativa de derrubar o regime de Assad seguramente dar&aacute; um grande impulso &agrave; rede radical isl&acirc;mica Al Qaeda&quot;, afirmou. &quot;E o apoio de Ar&aacute;bia Saudita, Turquia e Catar aos sunitas da S&iacute;ria provavelmente potencializar&aacute; as paix&otilde;es no Iraque&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Em meio &agrave; escalada de viol&ecirc;ncia, as pot&ecirc;ncias ocidentais se desiludiram mais com o Conselho Nacional S&iacute;rio em sua tarefa de organizar a oposi&ccedil;&atilde;o a Assad. Ap&oacute;s mais de um ano de combates e deser&ccedil;&otilde;es importantes entre os opositores, a secret&aacute;ria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu a cria&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o mais representativo da resist&ecirc;ncia ao regime.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s reconhecer inicialmente o CNS como &quot;&uacute;nico leg&iacute;timo representante do povo s&iacute;rio&quot;, os pol&iacute;ticos em Washington come&ccedil;aram a duvidar da capacidade desse &oacute;rg&atilde;o para administrar uma eventual transi&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria. Os Estados Unidos tentaram supervisionar, controlar e coordenar o Conselho, mas este demonstrou ter estrutura ca&oacute;tica e forte infiltra&ccedil;&atilde;o de elementos isl&acirc;micos. O chamado de Clinton para renov&aacute;-lo revelou que Washington tinha d&uacute;vidas quanto a esse organismo conseguir resultados na S&iacute;ria de acordo com os interesses norte-americanos.<\/p>\n<p>Os primeiros esfor&ccedil;os para integrar os diversos grupos opositores s&iacute;rios fracassaram, quando, no dia 7, Raid Saif, destacado dissidente do regime, abandonou as conversa&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s perder seu lugar na junta executiva do CNS. No dia 9, o presidente do CNS, Andulbaset Sieda, foi substitu&iacute;do interinamente por George Sabra, ativista secular de esquerda.<\/p>\n<p>No entanto, apesar das diferen&ccedil;as, os grupos opositores fizeram um acordo, no dia 11, para a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova estrutura de lideran&ccedil;a. O xeque Ahmad Moaz Al Khatib foi eleito como novo presidente da Coaliz&atilde;o Nacional, ap&oacute;s acordo com Sabra. Por sua vez, Said foi reincorporado como vice-presidente. O jornal liban&ecirc;s As-Safir informou que o Catar, amea&ccedil;ando cortar financiamento, conseguiu que o CNS se mantivesse como parte principal da Coaliz&atilde;o Nacional.<\/p>\n<p>A nova organiza&ccedil;&atilde;o foi imediatamente reconhecida pelo Conselho de Coopera&ccedil;&atilde;o do Golfo. Por sua vez, o Departamento de Estado norte-americano divulgou um comunicado no mesmo dia prometendo apoiar a Coaliz&atilde;o Nacional para garantir que a &quot;assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria e n&atilde;o letal&quot; de Washington &quot;atenda as necessidades do povo s&iacute;rio&quot;. Apesar de a administra&ccedil;&atilde;o de Barack Obama estar concentrada na dimens&atilde;o pol&iacute;tica do conflito, outras figuras pol&iacute;ticas destacadas dos Estados Unidos e analistas insistem em uma interven&ccedil;&atilde;o militar direta.<\/p>\n<p>David Schenker, do Instituto de Washington para Pol&iacute;ticas sobre Oriente M&eacute;dio, recomendou que os Estados Unidos &quot;assumissem a lideran&ccedil;a no fornecimento das armas que o ELS necessita para acabar com a guerra&quot;. O general Mustafa Al Sheikh, um dos l&iacute;deres do ELS, disse, no mesmo sentido, que, &quot;se n&atilde;o houver uma r&aacute;pida decis&atilde;o para nos apoiar, todos nos converteremos em terroristas&quot;.<\/p>\n<p>No entanto, para Hilal, um envolvimento internacional maior na crise poderia ser contraproducente. &quot;O desafio agora &eacute; evitar que as agendas externas interfiram no que &eacute; bom para a S&iacute;ria&quot;, afirmou &agrave; IPS. &quot;Um r&aacute;pido aumento na assist&ecirc;ncia estrangeira e de armas poderia ser mais prejudicial do que &uacute;til. Poderia, por exemplo, minar a nascente unidade&quot;, opinou.<\/p>\n<p>Por outro lado, o enviado especial da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e da Liga &Aacute;rabe &agrave; S&iacute;ria, Lakhdar Brahimi, alertou que a viol&ecirc;ncia pode fazer com que esse pa&iacute;s do Oriente M&eacute;dio se converta em um &quot;Estado falido&quot;. O que &quot;temo &eacute; o colapso do Estado e que a S&iacute;ria se converta em uma nova Som&aacute;lia&quot;, disse Brahimi em entrevista ao jornal londrino Al Hayat.<\/p>\n<p>Seus esfor&ccedil;os para que fosse adotado um cessar- fogo na S&iacute;ria fracassaram em outubro passado. &quot;Creio que se este assunto n&atilde;o for corretamente encarado, o perigo &eacute; a &quot;somaliza&ccedil;&atilde;o&quot; e n&atilde;o a divis&atilde;o: o colapso do Estado e o surgimento de senhores da guerra, mil&iacute;cias e grupos se enfrentando&quot;, alertou Brahimi. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 15\/11\/2012 &ndash; Os l&iacute;deres da oposi&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria anunciaram o nascimento de uma nova coaliz&atilde;o para coordenar melhor a resist&ecirc;ncia ao regime de Bashar Al Assad. 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