{"id":10992,"date":"2012-11-27T08:57:33","date_gmt":"2012-11-27T08:57:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=10992"},"modified":"2012-11-27T08:57:33","modified_gmt":"2012-11-27T08:57:33","slug":"frenesi-profissional-adoece-as-indianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/11\/saude\/frenesi-profissional-adoece-as-indianas\/","title":{"rendered":"Frenesi profissional adoece as indianas"},"content":{"rendered":"<p>Thiruvananthapuram, &Iacute;ndia, 27\/11\/2012 &ndash; Com 35 anos, a executiva indiana Sreelakshmi j&aacute; &eacute; diab&eacute;tica e vulner&aacute;vel a desordens que v&atilde;o desde obesidade e depress&atilde;o at&eacute; hipertens&atilde;o e dor cr&ocirc;nica nas costas. Ela trabalha em um importante laborat&oacute;rio de exames em Thiruvananthapuram, capital do Estado indiano de Kerala, e, ao encerrar sua jornada de trabalho de 11 horas, volta para casa &agrave; noite, onde a espera uma montanha de tarefas dom&eacute;sticas. <!--more--> Especialistas em sa&uacute;de alertam que seu caso &eacute; representativo de uma quantidade cada vez maior de indianas que ocupam altos postos e fazem malabarismo para compatibilizar as responsabilidades profissionais com as dom&eacute;sticas. Buscam contentar todos &agrave; sua volta, mas, ao mesmo tempo, esquecem que seu fren&eacute;tico estilo de vida afeta suas mentes e seus corpos.<\/p>\n<p>Para mulheres da classe m&eacute;dia como Sreelakshmi, que procedem de uma &aacute;rea de sub&uacute;rbio de Thiruvananthapuram, o escrit&oacute;rio e o lar s&atilde;o igualmente importantes: n&atilde;o podem se dar ao luxo de escolher um em detrimento do outro. O resultado &eacute; uma prejudicial combina&ccedil;&atilde;o de estresse, ansiedade e esgotamento.<\/p>\n<p>Manjula, cientista m&eacute;dico do instituo de sa&uacute;de do governo em Thiruvananthapuram, disse &agrave; IPS que muitas mulheres que trabalham fora sofrem &quot;doen&ccedil;as vinculadas ao estilo de vida&quot;. Um estudo de 2009, realizado pela C&acirc;mara Associada de Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria, com sede em Mumbai, concluiu que 68% das mulheres que trabalham fora de casa sofrem doen&ccedil;as como obesidade, diabete e depress&atilde;o, todas relacionadas com o tipo de vida que levam.<\/p>\n<p>Mohan Rao, professor no Centro de Medicina Social e Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria, na Universidade Jawaharlal Nehru, com sede em Nova D&eacute;lhi, disse &agrave; IPS que a fome, a anemia e as doen&ccedil;as infecciosas s&atilde;o as principais prioridades epidemiol&oacute;gicas para as mulheres que trabalham neste pa&iacute;s, a maioria delas no setor informal em troca de baixos sal&aacute;rios.<\/p>\n<p>&quot;A mulher que trabalha se debate entre as responsabilidades da produ&ccedil;&atilde;o e da reprodu&ccedil;&atilde;o. Frequentemente sacrificam sua pr&oacute;pria sa&uacute;de pela sa&uacute;de de sua fam&iacute;lia&quot;, explicou Rao. &quot;Precisamos melhorar o sistema estatal para que as mulheres tenham acesso a uma variedade de centros, e n&atilde;o meramente a servi&ccedil;os de sa&uacute;de reprodutiva. Tamb&eacute;m temos que melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, os sal&aacute;rios e dar acesso aos sistemas de distribui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e universal&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>A pesquisa Aumento da Obesidade no Local de Trabalho Entre as Mulheres Indianas, realizada pela Healthji.com em associa&ccedil;&atilde;o com a firma Leisa&#39;s Secret, que vende produtos para emagrecimento, revelou que cerca de 80% das mulheres urbanas com idades entre 25 e 45 anos que trabalham engordam em consequ&ecirc;ncia de um estilo de vida sedent&aacute;rio.<\/p>\n<p>&quot;A maioria das mulheres diz que n&atilde;o tem tempo para caminhar ou fazer exerc&iacute;cios devido &agrave; press&atilde;o do trabalho&quot;, segundo o presidente da Heal Foundation, R. Shankar. Por sua vez, Sreelekha Nair, pesquisadora do Centro para os Estudos sobre o Desenvolvimento das Mulheres, em Nova D&eacute;lhi, disse &agrave; IPS que os problemas de sa&uacute;de gerados pelo sedentarismo j&aacute; registram n&iacute;veis de pandemia, com consequ&ecirc;ncias econ&ocirc;micas, ambientais e sociais de longo alcance.<\/p>\n<p>A depress&atilde;o &eacute; outro importante desafio para as mulheres que trabalham. Segundo os psiquiatras, a incapacidade de ter o esperado bom desempenho no trabalho, a n&atilde;o concretiza&ccedil;&atilde;o de objetivos, o n&atilde;o cumprimento de prazos estabelecidos e a constante preocupa&ccedil;&atilde;o com as responsabilidades familiares pode causar uma depress&atilde;o cl&iacute;nica.<\/p>\n<p>O psiquiatra Roy Kuruvila, de Chennai, disse &agrave; IPS que os ambientes de trabalho estressantes afetam mais as mulheres do que os homens, j&aacute; que elas t&ecirc;m menos vias para liberar sua ansiedade ou frustra&ccedil;&atilde;o. &quot;&Eacute; necess&aacute;rio apoio social e incentivo para reduzir as tens&otilde;es das mulheres que trabalham&quot;, destacou.<\/p>\n<p>O problema tem impacto profundo na vida familiar, por exemplo, na paternidade. Uma equipe de estudo de cinco membros, liderada por M. K. C. Nair, diretor do Centro de Desenvolvimento Infantil na faculdade de medicina do governo em Thiruvananthapuram, concluiu que as mulheres que trabalham amamentam menos seus filhos do que as que n&atilde;o trabalham. Cerca de 77% das que trabalham &quot;citaram a falta de uma licen&ccedil;a maternidade superior a tr&ecirc;s meses como o principal impedimento para exclusivamente amamentar&quot;, concluiu o estudo.<\/p>\n<p>Os m&eacute;dicos dos sistemas indianos de medicina dizem que a maioria das mulheres que trabalham n&atilde;o faz check up de rotina por falta de tempo. Eles as aconselham a realizarem controles de endometriose, c&acirc;ncer de mama, espondilose, ins&ocirc;nia, hipotireoidismo e perda de cabelos. V. S. Ambal, m&eacute;dico do Centro Santhigiri de Pesquisas sobre Cuidados com a Sa&uacute;de em Pothencode, em Thiruvananthapuram, disse que o excesso de trabalho tamb&eacute;m causa desordens menstruais e outros problemas ginecol&oacute;gicos.<\/p>\n<p>O sistema &quot;ayurveda n&atilde;o permite combinar alimentos distintos, que prejudicam os &oacute;rg&atilde;os internos, e aconselha a ingest&atilde;o de alimentos naturais. Houve uma importante mudan&ccedil;a nos h&aacute;bitos alimentares das mulheres que trabalham nas cidades, que preferem consumir refei&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas e j&aacute; preparadas devido &agrave; press&atilde;o do trabalho, ao padr&atilde;o de vida e &agrave; conveni&ecirc;ncia&quot;, explicou Ambal &agrave; IPS.<\/p>\n<p>V&aacute;rios estudos sugerem que o consumo de refei&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas, que cont&ecirc;m uma alta porcentagem de sal, a&ccedil;&uacute;car e conservantes, est&aacute; crescendo. Uma pesquisa da C&acirc;mara Associada de Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria feita este ano mostra que 67% das mulheres que trabalham admitiram ter deixado de lado alimentos tradicionais que s&atilde;o nutritivos, simples e f&aacute;ceis de digerir, e passaram para refei&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas carregadas de calorias vazias. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thiruvananthapuram, &Iacute;ndia, 27\/11\/2012 &ndash; Com 35 anos, a executiva indiana Sreelakshmi j&aacute; &eacute; diab&eacute;tica e vulner&aacute;vel a desordens que v&atilde;o desde obesidade e depress&atilde;o at&eacute; hipertens&atilde;o e dor cr&ocirc;nica nas costas. 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