{"id":11057,"date":"2012-12-05T11:40:31","date_gmt":"2012-12-05T11:40:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11057"},"modified":"2012-12-05T11:40:31","modified_gmt":"2012-12-05T11:40:31","slug":"frica-caminha-para-a-autossuficincia-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/africa\/frica-caminha-para-a-autossuficincia-alimentar\/","title":{"rendered":"&Aacute;frica caminha para a autossufici&ecirc;ncia alimentar"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 05\/12\/2012 &ndash; Durante d&eacute;cadas a seguran&ccedil;a alimentar e a autossufici&ecirc;ncia na &Aacute;frica foram consideradas um sonho distante. Mas os coordenadores de um novo programa agr&iacute;cola esperam concretiz&aacute;-lo nos pr&oacute;ximos anos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11057\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Africa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11057\" class=\"size-medium wp-image-11057\" title=\"Lukmanu Whumbi, agricultor de Gana mostra os arrozais cultivados. - Isaiah Esipisu\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Africa.jpg\" alt=\"Lukmanu Whumbi, agricultor de Gana mostra os arrozais cultivados. - Isaiah Esipisu\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11057\" class=\"wp-caption-text\">Lukmanu Whumbi, agricultor de Gana mostra os arrozais cultivados. - Isaiah Esipisu\/IPS<\/p><\/div>  O Programa Integral de Desenvolvimento Agr&iacute;cola da &Aacute;frica (CAADP) come&ccedil;ou lento, mas seus respons&aacute;veis esperam conseguir resultados positivos no futuro pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>A iniciativa &eacute; implementada pelo Departamento de Agricultura e Economia Rural da Uni&atilde;o Africana (UA), criado precisamente para melhorar a seguran&ccedil;a alimentar, conseguir desenvolvimento sustent&aacute;vel e promover diferentes meios de subsist&ecirc;ncia no continente. Quase 80% da popula&ccedil;&atilde;o africana vive em &aacute;reas rurais e depende da agricultura para se alimentar e obter renda, mas numerosos parlamentares est&atilde;o preocupados com a excessiva depend&ecirc;ncia que o continente tem da ajuda e das importa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O legislador eg&iacute;pcio Moussa Hozen Elsayed afirmou que seu pa&iacute;s importa cerca de 70% dos alimentos e se mostra preocupado pela falta de coopera&ccedil;&atilde;o regional entre os pa&iacute;ses africanos para comercializar esses produtos. &quot;Ao importar tantos alimentos estamos diminuindo a seguran&ccedil;a alimentar na regi&atilde;o&quot;, afirmou ao explicar &agrave; IPS que espera que o CAADP se fortale&ccedil;a nos pr&oacute;ximos anos para resolver o problema. &quot;Precisamos garantir que os pa&iacute;ses busquem produtos na regi&atilde;o antes de import&aacute;-lo de fora do continente&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O diretor do Departamento de Agricultura e Economia Rural, Abebe Haile Gabriel, disse &agrave; IPS que esse &eacute; um dos objetivos do CAADP. &quot;Queremos melhorar a seguran&ccedil;a alimentar aumentando a coopera&ccedil;&atilde;o regional, n&atilde;o &eacute; preciso importar da Europa ou da Am&eacute;rica Latina quando seu vizinho tem o que voc&ecirc; precisa comprar&quot;, afirmou. Embora o primeiro pa&iacute;s a assinar o acordo do CAADP o tenha feito em 2009, o programa avan&ccedil;ou muito at&eacute; agora. Cerca de 30 Estados-membros da UA assinaram v&aacute;rios documentos se comprometendo a dedicar pelo menos 10% de seu or&ccedil;amento &agrave; agricultura.<\/p>\n<p>Dentro desse programa, os pa&iacute;ses desenharam planos de investimento integrais que incluem os quatro pilares do CAADP: gest&atilde;o sustent&aacute;vel da terra e da &aacute;gua, integra&ccedil;&atilde;o e melhor acesso ao mercado, aumento do fornecimento de alimentos e redu&ccedil;&atilde;o da fome, e pesquisa, gera&ccedil;&atilde;o de tecnologia e dissemina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Um dos fundamentos principais do contexto no qual se desenvolve o CAADP &eacute; que a integra&ccedil;&atilde;o regional e o com&eacute;rcio v&atilde;o melhorar a seguran&ccedil;a alimentar. Por isso s&atilde;o feitos esfor&ccedil;os substanciais para ampliar a estrutura regional para o com&eacute;rcio, e se espera mais nos pr&oacute;ximos anos. Gabriel disse a parlamentares da UA que os pa&iacute;ses africanos destinam cerca de US$ 45 bilh&otilde;es &agrave; importa&ccedil;&atilde;o de alimentos, o que consome a maior parte das divisas do continente.<\/p>\n<p>Segundo Gabriel, isto demonstra que a &Aacute;frica n&atilde;o aproveita a vantagem comparativa, que &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. &quot;Trabalhamos para garantir o impulso do com&eacute;rcio dentro da &Aacute;frica e para que o continente aproveite a demanda crescente aumentando a produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade para alcan&ccedil;&aacute;-la&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Alguns pa&iacute;ses responderam melhor que outros ao contexto proposto pelo CAADP. Ruanda, Eti&oacute;pia e Mo&ccedil;ambique foram felicitados por seus progressos e esfor&ccedil;os para aliviar a fome e a inseguran&ccedil;a alimentar. Mo&ccedil;ambique, que se converteu em membro ativo do CAADP em 2011, come&ccedil;ou um sistema de distribui&ccedil;&atilde;o de parte de seu or&ccedil;amento a cada distrito para o desenvolvimento impulsionado pela agricultura.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; importante destacar que o CAADP foi lan&ccedil;ado em Maputo, capital de Mo&ccedil;ambique, em 2003, por isso est&aacute; no esp&iacute;rito de todos os mo&ccedil;ambicanos&quot;, disse &agrave; IPS o diretor do Comit&ecirc; Rural e de Agricultura desse pa&iacute;s, Francisco Ussene Mucanheia. &quot;Todos os pilares e a vis&atilde;o do CADDP s&atilde;o fundamentais para as pol&iacute;ticas que o governo mo&ccedil;ambicano promoveu para capitalizar o desenvolvimento agr&iacute;cola, e j&aacute; estamos come&ccedil;ando a ver os benef&iacute;cios&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Ao que parece, outros pa&iacute;ses levam cada vez mais a s&eacute;rio o CAADP, 23 pa&iacute;ses desenvolveram planos nacionais de investimento em agricultura e seguran&ccedil;a alimentar e 11 receberam fundos adicionais do Programa Global para Alimentos e Seguran&ccedil;a Alimentar, criado para apoiar iniciativas na mat&eacute;ria e em sintonia com o CAADP. Sete Estados-membros tamb&eacute;m s&atilde;o pa&iacute;ses de &quot;primeira hora&quot; sob a iniciativa Grow Africa, pensada para atrair o setor privado internacional para sua cadeia de fornecimento agr&iacute;cola.<\/p>\n<p>Em colabora&ccedil;&atilde;o com o F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial, a ideia &eacute; incentivar os governos a se associarem com empresas, com apoio de organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, para investir em seu pr&oacute;prio pa&iacute;s e em seu sistema agr&iacute;cola. At&eacute; agora foram reunidos US$ 30 bilh&otilde;es, o que habilitou modelos econ&ocirc;micos para cadeias de valores espec&iacute;ficos.<\/p>\n<p>Para muitos pa&iacute;ses africanos ainda resta muito por fazer para estarem em dia com os objetivos do CAADP, mas est&aacute; claro que muitos Estados-membros est&atilde;o se dando conta da import&acirc;ncia do programa. Em 2013, se comemorar&aacute; dez anos do CAADP, mas parece que a hist&oacute;ria apenas come&ccedil;a. &quot;Para n&oacute;s ainda est&atilde;o por chegar os dividendos de alinhar pol&iacute;ticas nacionais e estrat&eacute;gias com os princ&iacute;pios do CAADP&quot;, disse Gabriel. &quot;Esperamos que haja mais desenvolvimentos pronunciados no futuro quando os investimentos, que apenas est&atilde;o come&ccedil;ando, apresentarem resultados&quot;, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 05\/12\/2012 &ndash; Durante d&eacute;cadas a seguran&ccedil;a alimentar e a autossufici&ecirc;ncia na &Aacute;frica foram consideradas um sonho distante. 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