{"id":11059,"date":"2012-12-06T08:22:45","date_gmt":"2012-12-06T08:22:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11059"},"modified":"2012-12-06T08:22:45","modified_gmt":"2012-12-06T08:22:45","slug":"violncia-na-sria-tambm-paralisa-tratado-sobre-armas-qumicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/politica\/violncia-na-sria-tambm-paralisa-tratado-sobre-armas-qumicas\/","title":{"rendered":"Viol&ecirc;ncia na S&iacute;ria tamb&eacute;m paralisa tratado sobre armas qu&iacute;micas"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 06\/12\/2012 &ndash; O assediado governo s&iacute;rio de Bashar Al Assad, acusado de preparar armas qu&iacute;micas contra os rebeldes que o combatem, &eacute; um dos tr&ecirc;s do Oriente M&eacute;dio que rejeitam o conv&ecirc;nio internacional para proibir esse tipo de armamento de destrui&ccedil;&atilde;o em massa.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11059\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/violencia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11059\" class=\"size-medium wp-image-11059\" title=\"Ataque com g&aacute;s venenoso contra Halabja, no Curdist&atilde;o iraquiano em 16 de mar&ccedil;o de 1988, no final da guerra Ir&atilde;-Iraque, quando tropas de Bagd&aacute; apelaram para as armas qu\u00c3\u00admicas. - Sayeed Janbozorgi\/ licen&ccedil;a GFDL\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/violencia.jpg\" alt=\"Ataque com g&aacute;s venenoso contra Halabja, no Curdist&atilde;o iraquiano em 16 de mar&ccedil;o de 1988, no final da guerra Ir&atilde;-Iraque, quando tropas de Bagd&aacute; apelaram para as armas qu\u00c3\u00admicas. - Sayeed Janbozorgi\/ licen&ccedil;a GFDL\" width=\"200\" height=\"124\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11059\" class=\"wp-caption-text\">Ataque com g&aacute;s venenoso contra Halabja, no Curdist&atilde;o iraquiano em 16 de mar&ccedil;o de 1988, no final da guerra Ir&atilde;-Iraque, quando tropas de Bagd&aacute; apelaram para as armas qu\u00c3\u00admicas. - Sayeed Janbozorgi\/ licen&ccedil;a GFDL<\/p><\/div>  Os outros dois, Egito e Israel, tamb&eacute;m se afastaram da Conven&ccedil;&atilde;o sobre Proibi&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento da Produ&ccedil;&atilde;o, do Armazenamento e do Emprego de Armas Qu&iacute;micas e sobre sua Destrui&ccedil;&atilde;o, por raz&otilde;es pol&iacute;ticas e militares.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), h&aacute; oito pa&iacute;ses (Angola, Birm&acirc;nia, Egito, Israel, Coreia do Norte, S&iacute;ria, Som&aacute;lia e Sud&atilde;o do Sul) que se recusam ou s&atilde;o reticentes &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m conhecida pela sigla CAQ. Devido a essas resist&ecirc;ncias, a CAQ n&atilde;o tem car&aacute;ter universal, ao contr&aacute;rio da maioria dos tratados e das conven&ccedil;&otilde;es internacionais sobre assuntos-chave.<\/p>\n<p>Interrogado se isto indica que todos, ou a maioria desses oito pa&iacute;ses, possuem este tipo de armas, o pesquisador John Hart, que dirige o projeto sobre seguran&ccedil;a do armamento qu&iacute;mico e biol&oacute;gico no Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), disse &agrave; IPS que h&aacute; v&aacute;rias raz&otilde;es que explicam a resist&ecirc;ncia desses Estados. No Oriente M&eacute;dio, um motivo &eacute; o v&iacute;nculo pol&iacute;tico constru&iacute;do durante anos por alguns Estados, segundo os quais todos os governos da regi&atilde;o deveriam renunciar de modo verific&aacute;vel a todas as armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa, incluindo as nucleares, biol&oacute;gicas e qu&iacute;micas.<\/p>\n<p>De concreto, esses Estados insistem em que todos os pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio deveriam assinar o Tratado de N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares. At&eacute; que a regi&atilde;o esteja a ponto de se converter em uma zona livre de armamento at&ocirc;mico, alguns argumentam que &eacute; melhor adiar a ado&ccedil;&atilde;o da CAQ, disse Hart. Mas este argumento perdeu peso nos &uacute;ltimos anos, em parte porque v&aacute;rios pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio se somaram igualmente &agrave; CAQ.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos afirmam que as armas qu&iacute;micas s&atilde;o uma &quot;linha vermelha&quot; que o governo s&iacute;rio n&atilde;o deveria cruzar. Em um discurso realizado em uma confer&ecirc;ncia sobre n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o nuclear, no dia 3 em Washington, o presidente Barack Obama disse que o &quot;uso de armamento qu&iacute;mico &eacute;, e deve ser, totalmente inaceit&aacute;vel. E se algu&eacute;m comete o tr&aacute;gico erro de us&aacute;-lo, haver&aacute; consequ&ecirc;ncias diante das quais dever&aacute; responder&quot;, afirmou dirigindo-se diretamente a Assad.<\/p>\n<p>A CAQ, cujo cumprimento fica a cargo da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas (Opaq), tem atualmente 188 Estados partes, que representam mais de 98% da popula&ccedil;&atilde;o mundial e da ind&uacute;stria qu&iacute;mica. Em outubro completou 15 anos de vig&ecirc;ncia, e no m&ecirc;s passado o secret&aacute;rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu seu vigor universal e exortou os oito reticentes a aderirem &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o destinada a eliminar o uso, o desenvolvimento, a produ&ccedil;&atilde;o e a transfer&ecirc;ncia destes perigosos armamentos.<\/p>\n<p>De todo modo, &quot;o uso destas armas &eacute; tabu&quot;, disse &agrave; IPS o professor George A. Lopez, do Instituto Kroc para Estudos Internacionais sobre a Paz, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Este tabu &quot;&eacute; sustentado com firmeza em todo o mundo e inclusive articulado pelos principais possuidores deste armamento, Estados Unidos e R&uacute;ssia&quot;, acrescentou. Seu uso tem implica&ccedil;&otilde;es e resson&acirc;ncias que v&atilde;o al&eacute;m da quantidade de v&iacute;timas, sobretudo pelo horror de seus efeitos, disse Lopez.<\/p>\n<p>Quando o ent&atilde;o presidente iraquiano Saddam Hussein as utilizou na guerra contra o Ir&atilde; (1980-1988), a opini&atilde;o p&uacute;blica do Ocidente se voltou contra Bagd&atilde;, embora tenha sido muito pequena a resposta aplicada na &eacute;poca pela comunidade internacional, afirmou Lopez, ex-assessor da ONU e especialista em san&ccedil;&otilde;es militares do f&oacute;rum mundial. &quot;Suspeito que se Assad usar armas qu&iacute;micas vai criar uma justificativa para a interven&ccedil;&atilde;o internacional&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>O dano abrasador do agente VX ou de outros gases nervosos que provavelmente a S&iacute;ria possui poderia alcan&ccedil;ar centenas ou milhares de pessoas se fosse lan&ccedil;ado do ar, acrescentou Lopez. Segundo a proximidade e a dire&ccedil;&atilde;o dos ventos, os que estiverem perto ter&atilde;o uma morte horr&iacute;vel; uma morte mais lenta atingir&aacute; os que estiverem &agrave; m&eacute;dia dist&acirc;ncia &#8211; e possivelmente tenham acesso limitado a cuidados m&eacute;dicos -, enquanto outros ficar&atilde;o com cicatrizes por toda a vida e morrer&atilde;o mais tarde por desordens no sistema imunol&oacute;gico.<\/p>\n<p>Para Hart, outro motivo para n&atilde;o ratificar a CAQ reside nas prioridades pol&iacute;ticas. Essas poderiam ser as motiva&ccedil;&otilde;es do Sud&atilde;o do Sul e da Som&aacute;lia, afirmou. Israel assinou a conven&ccedil;&atilde;o, participou das reuni&otilde;es da comiss&atilde;o preparat&oacute;ria para sua entrada em vigor e enviou observadores &agrave; confer&ecirc;ncia anual dos Estados parte. &quot;Isto poderia indicar que, segundo certas considera&ccedil;&otilde;es geopol&iacute;ticas amplas, Israel poderia concordar em ratificar a conven&ccedil;&atilde;o&quot;, segundo Hart.<\/p>\n<p>A Coreia do Norte n&atilde;o responde &agrave;s tentativas de di&aacute;logo da Opaq, o que &quot;obedece &agrave;s din&acirc;micas geopol&iacute;ticas dessa regi&atilde;o. Boa parte da discuss&atilde;o sobre as motiva&ccedil;&otilde;es, capacidades e pol&iacute;ticas &eacute; especulativa&quot;, destacou. Angola participou como Estado observador da confer&ecirc;ncia das partes, realizada em novembro em Haia. O mesmo ocorreu com a Birm&acirc;nia.<\/p>\n<p>H&aacute; dois anos e meio, houve contatos informais entre a Opaq e a S&iacute;ria para explorar os par&acirc;metros necess&aacute;rios para que esse pa&iacute;s ratificasse a conven&ccedil;&atilde;o. &quot;Estas a&ccedil;&otilde;es eram parte das permanentes tentativas da Opaq de conseguir uma ades&atilde;o universal. A atual instabilidade j&aacute; tem um efeito negativo nesse processo&quot;, acrescentou Hart. A S&iacute;ria sofre h&aacute; 21 meses uma violenta insurg&ecirc;ncia. Por outro lado, prosseguiu, a Uni&atilde;o Europeia deu apoio financeiro para promover a implanta&ccedil;&atilde;o efetiva da Opaq. Envolverde\/IPS (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 06\/12\/2012 &ndash; O assediado governo s&iacute;rio de Bashar Al Assad, acusado de preparar armas qu&iacute;micas contra os rebeldes que o combatem, &eacute; um dos tr&ecirc;s do Oriente M&eacute;dio que rejeitam o conv&ecirc;nio internacional para proibir esse tipo de armamento de destrui&ccedil;&atilde;o em massa. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/politica\/violncia-na-sria-tambm-paralisa-tratado-sobre-armas-qumicas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[16],"class_list":["post-11059","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11059\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}