{"id":11064,"date":"2012-12-06T08:37:14","date_gmt":"2012-12-06T08:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11064"},"modified":"2012-12-06T08:37:14","modified_gmt":"2012-12-06T08:37:14","slug":"o-vinho-sul-africano-busca-maior-presena-nas-mesas-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/africa\/o-vinho-sul-africano-busca-maior-presena-nas-mesas-da-china\/","title":{"rendered":"O vinho sul-africano busca maior presen&ccedil;a nas mesas da China"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 06\/12\/2012 &ndash; Na condi&ccedil;&atilde;o de s&oacute;cia em um bloco de economias emergentes, &eacute; normal que a &Aacute;frica do Sul tenha aumentado suas exporta&ccedil;&otilde;es de vinho para o mercado chin&ecirc;s.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11064\" style=\"width: 155px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/vinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11064\" class=\"size-medium wp-image-11064\" title=\"A inclus&atilde;o da \u00c3\u0081frica do Sul no Brics deveria implicar um impulso imediato e maci&ccedil;o para a ind&uacute;stria vitivin\u00c3\u00adcola, - John Fraser\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/vinho.jpg\" alt=\"A inclus&atilde;o da \u00c3\u0081frica do Sul no Brics deveria implicar um impulso imediato e maci&ccedil;o para a ind&uacute;stria vitivin\u00c3\u00adcola, - John Fraser\/IPS\" width=\"145\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11064\" class=\"wp-caption-text\">A inclus&atilde;o da \u00c3\u0081frica do Sul no Brics deveria implicar um impulso imediato e maci&ccedil;o para a ind&uacute;stria vitivin\u00c3\u00adcola, - John Fraser\/IPS<\/p><\/div>  Por&eacute;m, a ind&uacute;stria vitivin&iacute;cola deste pa&iacute;s considera que o apoio das autoridades ainda n&atilde;o &eacute; o adequado. Os governos de Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul (Brics) se uniram para formar uma alian&ccedil;a, mas alguns operadores comerciais acreditam que poderiam fazer mais para incentivar o interc&acirc;mbio al&eacute;m de sua atividade pol&iacute;tica em organismos multilaterais.<\/p>\n<p>&quot;A inclus&atilde;o da &Aacute;frica do Sul no Brics deveria significar um impulso imediato e maci&ccedil;o &agrave; ind&uacute;stria do vinho, mas, em minha opini&atilde;o, isso nem mesmo &eacute; sentido&quot;, disse Mike Ratcliffe, dono da adega Warwick em Stellenbosch, no cora&ccedil;&atilde;o dos vinhedos do Cabo. &quot;Algu&eacute;m otimista poderia dizer que aumentou a quantidade de litros de vinho vendidos &agrave; China, mas isso seria enganoso, pois se faz muito pouco para consolidar uma marca com a expectativa razo&aacute;vel de um crescimento sustent&aacute;vel&quot;, explicou.<\/p>\n<p>&quot;A maioria dos vinhos sul-africanos est&aacute; entre os mais baratos, o que aumenta o risco de criar uma m&aacute; percep&ccedil;&atilde;o e prejudicar a reputa&ccedil;&atilde;o de qualidade da &Aacute;frica do Sul&quot;, acrescentou Ratcliffe, que se mostrou reticente com as atuais iniciativas do Departamento de Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio para incentivar a exporta&ccedil;&atilde;o de vinhos para a China. Os esfor&ccedil;os teriam que ser canalizados pelo &oacute;rg&atilde;o de exporta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico: Vinhos da &Aacute;frica do Sul (Wosa).<\/p>\n<p>&quot;As viagens patrocinadas pelo departamento ao mercado chin&ecirc;s n&atilde;o s&atilde;o bem planejadas, s&atilde;o mal recebidos, por isso vejo que &eacute; um uso irracional de fundos estatais&quot;, se queixou Ratcliffe. &quot;As autoridades deveriam dar esses fundos &agrave; Wosa, que se dedica a promover especificamente a ind&uacute;stria vitivin&iacute;cola, e assegurar que fossem usados de forma efetiva e eficiente&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>O chefe de televis&atilde;o e consultor de vinhos Michael Olivier disse &agrave; IPS que deve haver esfor&ccedil;os melhor coordenados entre os diferentes atores para melhorar as vendas dos vinhos sul-africanos na China. &quot;Desejaria que o Brics ajudasse, mas &eacute; preciso um mercado consistente para se conseguir avan&ccedil;os. Creio que a ind&uacute;stria tem influ&ecirc;ncia, mais em separado do que de forma coletiva. A Wosa tamb&eacute;m deve se envolver&quot;, opinou.<\/p>\n<p>Uma preocupa&ccedil;&atilde;o de Ratcliffe &eacute; a ind&uacute;stria &quot;ainda ter de abrir um escrit&oacute;rio na China, nomear um representante chin&ecirc;s ou come&ccedil;ar algum tipo de campanha na m&iacute;dia e de mercado efetiva&quot; nesse pa&iacute;s. &quot;Esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; totalmente consequ&ecirc;ncia da falta de vontade pol&iacute;tica, mas principalmente da escassez de recursos&quot;, afirmou. &quot;Os fundos gen&eacute;ricos para promover a exporta&ccedil;&atilde;o devem sair dos cofres provinciais e nacionais para apoiar uma ind&uacute;stria de m&atilde;o de obra intensiva&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>O especialista em mercado e cr&iacute;tico de vinhos Jeremy Sampson concorda que o apoio do governo sul-africano &agrave; ind&uacute;stria vitivin&iacute;cola n&atilde;o &eacute; suficiente nem h&aacute; provas disso. &quot;Parece que est&atilde;o ocupados com isso, mas onde est&atilde;o as provas?&quot;, perguntou. Sampson disse &agrave; IPS que &eacute; preciso mais imagina&ccedil;&atilde;o para promover as exporta&ccedil;&otilde;es, e se referiu ao aumento dos leil&otilde;es de vinhos premium em Hong Kong para dizer que &eacute; uma plataforma que deveria ser melhor explorada.<\/p>\n<p>Ratcliffe est&aacute; convencido de que as exporta&ccedil;&otilde;es para a China podem, e devem, ser promovidas. &quot;Para que a &Aacute;frica do Sul seja reconhecida como uma na&ccedil;&atilde;o de vinhos de grande qualidade tem que haver uma exposi&ccedil;&atilde;o internacional&quot;, observou. &quot;Nosso vinho pode ser uma efetiva ferramenta nacional de mercado, localizado entre os melhores do mundo em cada g&ocirc;ndola de supermercado. N&atilde;o tem coisa melhor que poder levar ao mundo um pedacinho de uma &Aacute;frica do Sul tang&iacute;vel de forma efetiva e barata&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>A recompensa ser&aacute; enorme, pois a China tem uma pot&ecirc;ncia virtualmente ilimitada como mercado de vinhos, enfatizou Ratcliffe. &quot;A demanda &eacute; enorme, o interesse nos vinhos sul-africanos se mant&eacute;m intacto e sua qualidade &eacute; venerada. A &Aacute;frica do Sul tem uma oportunidade hist&oacute;rica de aproveitar essa demanda, mas n&atilde;o se esfor&ccedil;a ao m&aacute;ximo para consegui-lo&quot;, apontou. Os vinhos sul-africanos n&atilde;o puderam avan&ccedil;ar nos Estados Unidos, &quot;e devemos ser cautelosos para n&atilde;o perder a oportunidade da China, deixar que a concorr&ecirc;ncia tome a dianteira&quot; nesse pa&iacute;s, alertou Ratcliffe, e Sampson concordou, dizendo que &quot;o mercado chin&ecirc;s &eacute; enorme, e todo mundo j&aacute; est&aacute; ali&quot;.<\/p>\n<p>Um dos desafios &eacute; que h&aacute; centenas de produtores de vinhos e marcas diferentes na &Aacute;frica do Sul, mas Ratcliffe argumenta que n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica exclusiva deste pa&iacute;s e que n&atilde;o deve representar um obst&aacute;culo. &quot;H&aacute; apenas umas poucas adegas suficientemente organizadas e com possibilidades de aproveitar a oportunidade chinesa. Essas empresas deveriam entrar na China e funcionar como plataforma para o restante da ind&uacute;stria&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Os vinhos sul-africanos n&atilde;o se beneficiam das vantagens alfandeg&aacute;rias que a competi&ccedil;&atilde;o negociou com Pequim por meio de acordos de livre com&eacute;rcio. Por exemplo, pontuou Ratcliffe, os exportadores de vinho australianos pagam bem menos impostos do que os sul-africanos. &quot;A diferen&ccedil;a entre os impostos para importa&ccedil;&otilde;es pagos pelos vinhos sul-africanos em compara&ccedil;&atilde;o com os australianos &eacute; surpreendente e vergonhoso&quot;, protestou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 06\/12\/2012 &ndash; Na condi&ccedil;&atilde;o de s&oacute;cia em um bloco de economias emergentes, &eacute; normal que a &Aacute;frica do Sul tenha aumentado suas exporta&ccedil;&otilde;es de vinho para o mercado chin&ecirc;s. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/africa\/o-vinho-sul-africano-busca-maior-presena-nas-mesas-da-china\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1358,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,5,11],"tags":[17],"class_list":["post-11064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-economia","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11064\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}