{"id":11079,"date":"2012-12-11T09:54:02","date_gmt":"2012-12-11T09:54:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11079"},"modified":"2012-12-11T09:54:02","modified_gmt":"2012-12-11T09:54:02","slug":"destaques-indgenas-peruanos-se-voltam-inspeo-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/america-latina\/destaques-indgenas-peruanos-se-voltam-inspeo-ambiental\/","title":{"rendered":"DESTAQUES: Ind&iacute;genas peruanos se voltam &agrave; inspe&ccedil;&atilde;o ambiental"},"content":{"rendered":"<p>LIMA, Peru, 11\/12\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- Trabalham com a precis&atilde;o de um t&eacute;cnico e o entusiasmo de um volunt&aacute;rio. S&atilde;o inspetores ind&iacute;genas que percorrem tr&ecirc;s bacias amaz&ocirc;nicas do Peru registrando o dano causado pela atividade petroleira.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11079\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/607_FECONAT_monitores_en_pozo_petrolero.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11079\" class=\"size-medium wp-image-11079\" title=\"Monitores ambientais inspecionando um antigo po&ccedil;o de petr&oacute;leo. - Cortesia Povos Ind\u00c3\u00adgenas Amaz&ocirc;nicos Unidos em Defesa de seus Territ&oacute;rios\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/607_FECONAT_monitores_en_pozo_petrolero.jpg\" alt=\"Monitores ambientais inspecionando um antigo po&ccedil;o de petr&oacute;leo. - Cortesia Povos Ind\u00c3\u00adgenas Amaz&ocirc;nicos Unidos em Defesa de seus Territ&oacute;rios\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11079\" class=\"wp-caption-text\">Monitores ambientais inspecionando um antigo po&ccedil;o de petr&oacute;leo. - Cortesia Povos Ind\u00c3\u00adgenas Amaz&ocirc;nicos Unidos em Defesa de seus Territ&oacute;rios<\/p><\/div>  Todo final de m&ecirc;s, Wilson Sandi prepara com a destreza de um engenheiro ambiental um plano de trabalho para que ind&iacute;genas achuar, como ele, registrem as consequ&ecirc;ncias de 40 anos de explora&ccedil;&atilde;o de hidrocarbonos na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica peruana de Loreto. Sandi &eacute; o coordenador dos monitores do Programa de Vigil&acirc;ncia Territorial Ambiental criado pela Federa&ccedil;&atilde;o de Comunidades Nativas do Rio Corrientes (Feconaco), que concentra seu trabalho ao redor dos lotes petrol&iacute;feros 1AB e 8, operados pela companhia de capitais argentinos Pluspetrol Norte.<\/p>\n<p>Com GPS, fotos e v&iacute;deos, os monitores registram os passivos ambientais que permanecem h&aacute; v&aacute;rios anos, bem como os novos vazamentos de petr&oacute;leo em conchas, quebradas, rios e solos dos quais dependem as comunidades ind&iacute;genas. Desde que a Feconaco iniciou este programa, em 2006, foram documentados 120 vazamentos. Junto a outras duas organiza&ccedil;&atilde;o ind&iacute;genas do vasto territ&oacute;rio de Loreto, no extremo nordeste, foi poss&iacute;vel localizar passivos ambientais que nem mesmo o Estado havia inclu&iacute;do em seu registro oficial.<\/p>\n<p>Somando os monitores da Federa&ccedil;&atilde;o Ind&iacute;gena Quechua del Pastaza (Fediquep) e da Federa&ccedil;&atilde;o das Comunidades Nativas do Alto Tigre (Feconat), cerca de 40 inspetores percorrem de cima a baixo as bacias dos tr&ecirc;s rios. S&atilde;o os olhos treinados das comunidades, que acumulam evid&ecirc;ncias t&eacute;cnicas para apoiar as reclama&ccedil;&otilde;es dos dirigentes ind&iacute;genas perante o Estado e a empresa, em meio a um clima de desconfian&ccedil;a. &quot;Este &eacute; o melhor mecanismo que criamos como organiza&ccedil;&atilde;o&quot;, disse ao Terram&eacute;rica o quechua David Chino, vice-presidente da Fediquep.<\/p>\n<p>Uma quarta organiza&ccedil;&atilde;o, a Associa&ccedil;&atilde;o Cocama de Desenvolvimento e Conserva&ccedil;&atilde;o de San Pablo de Tipishca (Acodecospat), em breve replicar&aacute; a experi&ecirc;ncia na bacia do rio Mara&ntilde;on para preencher a enorme lacuna que ali deixa o Estado. Em quatro d&eacute;cadas de explora&ccedil;&atilde;o petroleira em Loreto, o Peru n&atilde;o conseguiu elaborar um registro atualizado dos passivos ambientais dessa atividade, nem em todo o territ&oacute;rio nacional nem na Amaz&ocirc;nia.<\/p>\n<p>Cerca de nove mil po&ccedil;os abandonados foram identificados principalmente na zona norte do pa&iacute;s. Deles, mais de seis mil foram mal fechados e representam algum tipo de impacto ambiental. Da lista total, foram registrados apenas 300 da selva, informou ao Terram&eacute;rica o engenheiro Jorge Villar, do Organismo Superior do Investimento em Energia e Minera&ccedil;&atilde;o (Osinergmin).<\/p>\n<p>O Estado quase n&atilde;o conseguiu localizar os po&ccedil;os mal abandonados na selva. Por isso &quot;estamos fazendo o que h&aacute; tempo as autoridades deveriam ter feito&quot;, disse Sandi ao Terram&eacute;rica. Tamb&eacute;m conseguiram que as autoridades fiscalizadoras iniciassem processos administrativos para investigar no terreno e elaborar um mapeamento ambiental dessas bacias de Loreto. O objetivo &eacute; atualizar o registro de passivos e os novos danos.<\/p>\n<p>Quando a Pluspetrol Norte come&ccedil;ou a operar na &aacute;rea, &quot;n&atilde;o foram identificados todos os danos&quot; deixados pelas opera&ccedil;&otilde;es da transnacional norte- americana Occidental Petroleum no lote 1AB, disse ao Terram&eacute;rica o antrop&oacute;logo Peter Rodr&iacute;guez, assessor da Fediquep. Por isso, n&atilde;o se p&ocirc;de exigir que a Pluspetrol assumisse a remedia&ccedil;&atilde;o desses danos que herdou, e tampouco a implanta&ccedil;&atilde;o de um controle adequado de suas atividades.<\/p>\n<p>No momento, continua congelada a elabora&ccedil;&atilde;o de um invent&aacute;rio de passivos ambientais porque Osinergmin e o &Oacute;rg&atilde;o de Avalia&ccedil;&atilde;o e Fiscaliza&ccedil;&atilde;o Ambiental (Oefa) n&atilde;o decidem que deve assumir a tarefa determinada por lei. Para sacudir esse limbo burocr&aacute;tico, &quot;n&oacute;s trabalhos por nossas comunidades&quot;, pontuou Sandi. &quot;Antes a empresa dizia: essa foto pode ser do Equador, de onde ser&aacute;? Mas agora todas as fotos e v&iacute;deos est&atilde;o registrados por coordenadas. N&atilde;o mentimos&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Como parte das a&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, a Pluspetrol Norte assinou, em outubro de 2006, a Ata de Dorissa com a Feconaco e o governo regional de Loreto para realizar trabalhos de remedia&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento. Entre os compromissos que a empresa assumiu est&aacute; o financiamento do programa de vigil&acirc;ncia de monitores ind&iacute;genas. Al&eacute;m disso, a companhia est&aacute; obrigada a entregar informa&ccedil;&atilde;o para que os monitores realizem seu trabalho.<\/p>\n<p>As organiza&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas mant&ecirc;m um treinamento constante de seus monitores em assuntos de engenharia ambiental, hidrocarbonos, normas e manejo de equipamentos, entre outras mat&eacute;rias. E hoje as organiza&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas t&ecirc;m o banco de dados de danos ambientais mais completo. S&oacute; a Feconaco conta com 22.500 arquivos digitais.<\/p>\n<p>A tarefa &eacute; &aacute;rdua. Durante 15 dias de cada m&ecirc;s estes inspetores percorrem quil&ocirc;metros na densa selva em jornadas que podem durar mais de oito horas. Inicialmente era um trabalho volunt&aacute;rio, mas os que atuam na bacia do Rio Corrientes recebem o pagamento simb&oacute;lico de US$ 300. Todos os monitores s&atilde;o eleitos por sua comunidade, e na maioria dos casos t&ecirc;m estudo secund&aacute;rio completo e suas idades variam de 18 a 60 anos.<\/p>\n<p>Em qualquer caso, o lema &eacute; que n&atilde;o abandonem o trabalho, que lhes permite acumular conhecimento. Isto &eacute; importante porque alguns monitores jovens foram seduzidos pela Pluspetrol para integrarem suas equipes de monitoramento, ou foram tentados por novos empregos na cidade, disse Rodr&iacute;guez. Agora as organiza&ccedil;&otilde;es impulsionam o reconhecimento oficial deste programa por parte do governo regional de Loreto e a aprova&ccedil;&atilde;o de um projeto de lei de monitoramento e vigil&acirc;ncia ambiental ind&iacute;gena.<\/p>\n<p>O contexto pol&iacute;tico &eacute; interessante. A primeira consulta pr&eacute;via que acontecer&aacute; no Peru, em aplica&ccedil;&atilde;o ao Conv&ecirc;nio 169 da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho sobre Povos Ind&iacute;genas e Tribais em Pa&iacute;ses Independentes, ser&aacute; em Loreto. Os dirigentes nativos veem aqui uma oportunidade para exigir do governo resposta &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental acumulada por d&eacute;cadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIMA, Peru, 11\/12\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- Trabalham com a precis&atilde;o de um t&eacute;cnico e o entusiasmo de um volunt&aacute;rio. 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