{"id":11102,"date":"2012-12-13T08:56:32","date_gmt":"2012-12-13T08:56:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11102"},"modified":"2012-12-13T08:56:32","modified_gmt":"2012-12-13T08:56:32","slug":"comercio-navios-sul-africanos-rumam-para-o-leste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/africa\/comercio-navios-sul-africanos-rumam-para-o-leste\/","title":{"rendered":"COMERCIO: Navios sul-africanos rumam para o Leste"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 13\/12\/2012 &ndash; A &Aacute;frica do Sul experimenta uma significativa mudan&ccedil;a em sua pol&iacute;tica comercial, com uma nova &ecirc;nfase em pa&iacute;ses emergentes, particularmente China e &Iacute;ndia, &agrave; custa de seus tradicionais s&oacute;cios no Norte industrializado. <!--more--> Mike Schussler, diretor executivo da consultoria Economists.co.za, com sede em Johannesburgo, analisa a evolu&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio sul-africano desde 1998. &quot;Houve mudan&ccedil;as importantes desde ent&atilde;o&quot;, disse &agrave; IPS.<\/p>\n<p>&quot;A China se converteu na capital industrial do mundo, e muitos produtos minerais sul-africanos v&atilde;o para esse pa&iacute;s, enquanto a &Iacute;ndia se converteu em um importante centro industrial e de servi&ccedil;os&quot;, explicou Schussler. Em 1998, os cinco principais destinos das exporta&ccedil;&otilde;es africanas eram Gr&atilde;-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Jap&atilde;o e Holanda, enquanto a China ficava em oitavo lugar, detalhou.<\/p>\n<p>Em 2008, os cinco primeiros foram Jap&atilde;o, Estados Unidos, Alemanha, Gr&atilde;-Bretanha e China, enquanto a &Iacute;ndia aparecia em s&eacute;timo lugar, segundo informa&ccedil;&atilde;o do Departamento Sul-Africano de Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria. Dados dos primeiros nove meses deste ano indicam que agora a China &eacute; o destino n&uacute;mero um, seguida por Estados Unidos, Jap&atilde;o e Alemanha, com a &Iacute;ndia no quinto lugar.<\/p>\n<p>&quot;Dois dos cinco primeiros s&atilde;o atores Sul-Sul, pois China e &Iacute;ndia integram a alian&ccedil;a Brics&quot; (completada por Brasil, R&uacute;ssia e &Aacute;frica do Sul), destacou Schussler. &quot;Prevejo que, para 2015, a &Iacute;ndia estar&aacute; entre os tr&ecirc;s principais destinos de exporta&ccedil;&atilde;o, superando Jap&atilde;o e Alemanha&quot;, acrescentou, lembrando que, apesar de o com&eacute;rcio intrarregional continuar sendo modesto, foi registrado aumento das exporta&ccedil;&otilde;es sul-africanas para o restante da &Aacute;frica.<\/p>\n<p>Por outro lado, em lugar de importar do mundo rico, a &Aacute;frica do Sul compra cada vez mais de na&ccedil;&otilde;es emergentes. Os seis pa&iacute;ses que mais vendem para a &Aacute;frica do Sul &quot;s&atilde;o China, Alemanha, Ar&aacute;bia Saudita (fundamentalmente petr&oacute;leo), Estados Unidos, Jap&atilde;o e &Iacute;ndia&quot;, informou Schussler. &quot;Al&eacute;m do petr&oacute;leo, importamos principalmente bens de consumo e bens de capital, e &eacute; por isso que a China se coloca t&atilde;o bem. N&atilde;o fabricamos telefones celulares e, no entanto, h&aacute; mais desses aparelhos no pa&iacute;s do que pessoas&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Schussler sustentou que a &Aacute;frica do Sul poderia ampliar o leque de suas exporta&ccedil;&otilde;es se apoiar alguns setores em particular. &quot;Fabricamos autom&oacute;veis para exportar, mas, talvez, nossa vantagem maior esteja na agricultura&quot;, afirmou. &quot;Se dermos aos nossos produtores um pouco de prote&ccedil;&atilde;o e subsidiarmos nossa agricultura, ela poderia ir muito bem. Dever&iacute;amos nos concentrar no setor da alimenta&ccedil;&atilde;o&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>O especialista recordou que a &Aacute;frica do Sul teve que deixar de exportar carne de avestruz, depois que foi detectada uma cepa de gripe avi&aacute;ria. &quot;Mas isso n&atilde;o teria que significar o fim do assunto. Se h&aacute; problemas de sa&uacute;de com a carne de avestruz crua, por que n&atilde;o cozinh&aacute;-la e depois export&aacute;-la, desta forma agregando valor a ela?&quot;, questionou. Al&eacute;m disso, afirmou que as exporta&ccedil;&otilde;es de carne de avestruz cozida n&atilde;o sofreriam as mesmas restri&ccedil;&otilde;es que as de carne crua.<\/p>\n<p>Schussler tamb&eacute;m prop&otilde;e maior impulso para o com&eacute;rcio com os pa&iacute;ses vizinhos. &quot;O resto da &Aacute;frica cresce duas vezes mais r&aacute;pido do que a &Aacute;frica do Sul, e realmente poder&iacute;amos impulsionar nossas exporta&ccedil;&otilde;es se oferec&ecirc;ssemos mais bens de consumo, em particular para a regi&atilde;o. Al&eacute;m disso, podemos fornecer mais servi&ccedil;os &agrave; regi&atilde;o, como transporte de bens e turismo&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>A &Aacute;frica do Sul somou-se ao ent&atilde;o Bric na c&uacute;pula do grupo realizada em abril de 2011, na China. No pr&oacute;ximo ano, o presidente Jocob Zuma ser&aacute; o anfitri&atilde;o da nova reuni&atilde;o de chefes de governo do bloco na cidade de Durban. Houve muitas cr&iacute;ticas &agrave; inclus&atilde;o da &Aacute;frica do Sul nessa alian&ccedil;a, pois os demais membros s&atilde;o economias maiores. No entanto, Schussler destacou o peso pol&iacute;tico e estrat&eacute;gico deste pa&iacute;s. &quot;A &Aacute;frica do Sul n&atilde;o &eacute; membro por direito pr&oacute;prio. Mas tem um lugar no Brics como representante da &Aacute;frica&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Por sua vez, o consultor de rela&ccedil;&otilde;es internacionais John Mar&eacute;, de Pret&oacute;ria, afirmou que o novo enfoque comercial da &Aacute;frica do Sul n&atilde;o deve deixar de lado os hist&oacute;ricos la&ccedil;os com o Norte industrial. &quot;Esperamos poder fortalecer nossos bem estabelecidos la&ccedil;os comerciais com o Ocidente, ao mesmo tempo em que desenvolvemos outros com a &Aacute;frica subsaariana e com toda a comunidade global. O contexto dos Brics &eacute; especialmente importante, mas n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico&quot;, disse &agrave; IPS.<\/p>\n<p>&quot;A &Aacute;frica do Sul deve ser capaz de ajudar a criar diversas associa&ccedil;&otilde;es, junto com outros atores africanos&quot;, enfatizou Mar&eacute;. &quot;Se manejarmos isto bem, a &Aacute;frica do Sul poder&aacute; se converter em uma central, uma intersec&ccedil;&atilde;o do mercado mundial&quot;, afirmou. Uma forma de cultivar esses la&ccedil;os entre as na&ccedil;&otilde;es &eacute; assegurar que os chefes de governo sempre viajem com delega&ccedil;&otilde;es comerciais. Portanto, &eacute; prov&aacute;vel que a &Aacute;frica do Sul queira ver n&atilde;o apenas pol&iacute;ticos na pr&oacute;xima c&uacute;pula do Brics, mas tamb&eacute;m empres&aacute;rios.<\/p>\n<p>Como explicou Schussler, a evolu&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio sul-africano nos &uacute;ltimos anos, at&eacute; certo ponto, esteve determinada pelas grandes mudan&ccedil;as na economia global, com o crescimento de China e &Iacute;ndia. Mas estas transforma&ccedil;&otilde;es v&atilde;o em linha com um desejo pr&oacute;prio do governo africano, de fortalecer os la&ccedil;os comerciais com outras na&ccedil;&otilde;es l&iacute;deres, e por isso &eacute; de se esperar que sua aten&ccedil;&atilde;o continue concentrada no Brics e no sul em desenvolvimento. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 13\/12\/2012 &ndash; A &Aacute;frica do Sul experimenta uma significativa mudan&ccedil;a em sua pol&iacute;tica comercial, com uma nova &ecirc;nfase em pa&iacute;ses emergentes, particularmente China e &Iacute;ndia, &agrave; custa de seus tradicionais s&oacute;cios no Norte industrializado. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/africa\/comercio-navios-sul-africanos-rumam-para-o-leste\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1358,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5],"tags":[],"class_list":["post-11102","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11102"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11102\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}