{"id":11111,"date":"2012-12-14T08:35:26","date_gmt":"2012-12-14T08:35:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11111"},"modified":"2012-12-14T08:35:26","modified_gmt":"2012-12-14T08:35:26","slug":"o-empoderamento-das-mulheres-todo-um-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/mundo\/o-empoderamento-das-mulheres-todo-um-desafio\/","title":{"rendered":"O empoderamento das mulheres, todo um desafio"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/12\/2012 &ndash; Cerca de 125 pa&iacute;ses penalizam atualmente a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, um grande avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a uma d&eacute;cada atr&aacute;s.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11111\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11111\" class=\"size-medium wp-image-11111\" title=\"Lakshmi Puri, diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres. - Ryan Brown\/ONU Mulheres\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres.jpg\" alt=\"Lakshmi Puri, diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres. - Ryan Brown\/ONU Mulheres\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11111\" class=\"wp-caption-text\">Lakshmi Puri, diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres. - Ryan Brown\/ONU Mulheres<\/p><\/div>  Contudo, 603 milh&otilde;es de mulheres vivem em pa&iacute;ses onde esta pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; crime, e sete em cada dez sofrem agress&otilde;es f&iacute;sicas e sexuais, ou ambas. Uma das organiza&ccedil;&otilde;es dedicadas a proteger a popula&ccedil;&atilde;o feminina mundial h&aacute; dois anos &eacute; a ONU Mulheres, Entidade das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Igualdade de G&ecirc;nero e o Empoderamento das Mulheres.<\/p>\n<p>A diretora executiva da organiza&ccedil;&atilde;o, Lakshmi Puri, conversou com a IPS sobre os &ecirc;xitos, desafios e o futuro da ag&ecirc;ncia. &quot;A ONU Mulheres &eacute; hoje uma organiza&ccedil;&atilde;o coerente e unificada que conseguiu resultados concretos, que v&atilde;o desde elevar a voz feminina na tomada de decis&otilde;es em n&iacute;vel comunit&aacute;rio at&eacute; impulsionar e influir nos processos nacionais e internacionais de planejamento&quot;, explicou Puri &agrave; IPS. No entanto, como indicam as estat&iacute;sticas, h&aacute; muito por fazer para que as mulheres possam gozar plenamente de seus direitos.<\/p>\n<p>IPS: A ONU Mulheres completar&aacute; dois anos em janeiro. Quais os aspectos mais destacados desde sua cria&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>LAKSHMI PURI: A ag&ecirc;ncia colocou muita &ecirc;nfase no aumento da participa&ccedil;&atilde;o das mulheres na pol&iacute;tica. Elas devem opinar na tomada de decis&otilde;es que afetam suas vidas e as vidas de suas comunidades. Nossos esfor&ccedil;os em 14 na&ccedil;&otilde;es contribu&iacute;ram de forma direta para o aumento do n&uacute;mero de mulheres em cargos eletivos em cinco delas. Em um ano, a quantidade de pa&iacute;ses com pelo menos 30% de legisladoras aumentou de 27 para 33. Tamb&eacute;m incentivamos a representa&ccedil;&atilde;o feminina em escala local. Na &Iacute;ndia, por exemplo, a ONU Mulheres capacita 65 mil mulheres eleitas para conselhos de aldeia, para transform&aacute;-las em dirigentes mais efetivas. Para melhorar a participa&ccedil;&atilde;o feminina na constru&ccedil;&atilde;o da paz e na recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-conflito, a ONU Mulheres conseguiu um acordo para destinar pelo menos 15% dos fundos das miss&otilde;es de paz a programas de igualdade de g&ecirc;nero. Outra &aacute;rea fundamental de trabalho da ag&ecirc;ncia &eacute; o empoderamento econ&ocirc;mico. A seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica lhes d&aacute; independ&ecirc;ncia para tomarem decis&otilde;es informadas sobre elas mesmas e suas fam&iacute;lias. Nossas interven&ccedil;&otilde;es tentam melhorar a capacidade dos governos para impulsionar o acesso das mulheres a valores, mercados, servi&ccedil;os e trabalho decente. Acabar com a viol&ecirc;ncia contra as mulheres continua sendo a maior prioridade. &Eacute; um flagelo de propor&ccedil;&otilde;es pand&ecirc;micas, que afeta 70% das mulheres e meninas. A ONU Mulheres trabalha em 85 pa&iacute;ses, primeiro para evit&aacute;-la e depois para acabar com a impunidade e ampliar os servi&ccedil;os essenciais para as sobreviventes. A igualdade de g&ecirc;nero e o empoderamento feminino s&atilde;o desafios universais e exigem a a&ccedil;&atilde;o de todos. Sabemos que nos resta um longo trecho pela frente, mas seguimos no caminho certo. Trabalhamos em todos os pa&iacute;ses para levar adiante nosso mandato universal e fazermos progressos constantes.<\/p>\n<p>IPS: Quais os maiores desafios para a ag&ecirc;ncia, e para as mulheres em geral, para o pr&oacute;ximo ano e os seguintes.<\/p>\n<p>LP: H&aacute; muitas brechas &oacute;bvias na prote&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos das mulheres e na melhoria leg&iacute;tima de seu papel no desenvolvimento, na paz e na seguran&ccedil;a. Em 2012, nossas prioridades foram renovar o impulso ao empoderamento econ&ocirc;mico e a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Nos pr&oacute;ximos meses, nos concentraremos em p&ocirc;r fim &agrave; viol&ecirc;ncia contra mulheres e meninas. Em mar&ccedil;o, a quest&atilde;o da Comiss&atilde;o sobre o Estatuto das Mulheres ser&aacute; atender este problema. H&aacute; grandes expectativas de os governos fortalecerem os marcos internacionais para esse fim. Nesse contexto, a ONU Mulheres lan&ccedil;ou a iniciativa Commit, que impulsiona os governos a implantarem acordos internacionais para p&ocirc;r fim &agrave; viol&ecirc;ncia contra as mulheres e se comprometerem com novas medidas concretas para conseguir isso. Outro desafio &eacute; a busca por fundos. As mulheres continuam sendo a maioria das pessoas pobres. Sofrem os impactos direto e indireto da crise econ&ocirc;mica e financeira, da mesma forma que a ONU Mulheres e outras organiza&ccedil;&otilde;es femininas do mundo. Precisamos que os doadores priorizem a igualdade de g&ecirc;nero e o empoderamento feminino. Al&eacute;m de ser o correto, &eacute; o mais inteligente que se pode fazer, pois a evid&ecirc;ncia mostra que investir no empoderamento das mulheres tem um impacto exponencial no desenvolvimento social e econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p>IPS: Na medida em que economias emergentes como os pa&iacute;ses Brics (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul) aumentam sua influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica, em que medida os direitos femininos acompanham o desenvolvimento?<\/p>\n<p>LP: Alguns pa&iacute;ses mostraram um profundo compromisso com a igualdade de g&ecirc;nero e o empoderamento das mulheres, e adotaram medidas e pol&iacute;ticas especiais para retificar a pobreza profundamente arraigada, os costumes, as tend&ecirc;ncias culturais e tradicionais e os estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero. Por&eacute;m, vemos que o crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o necessariamente se traduz em maior igualdade de g&ecirc;nero. Nos pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia, inclu&iacute;dos os Brics, h&aacute; muitas pessoas pobres. Uma maioria desproporcionalmente grande delas &eacute; formada por mulheres. Por isto, os governos continuam atendendo esse assunto de forma ativa.<\/p>\n<p>IPS: Quais suas expectativas para conseguir uma perspectiva de g&ecirc;nero integral para o marco de desenvolvimento posterior a 2015 e para os objetivos de desenvolvimento sustent&aacute;vel que s&atilde;o negociados?<\/p>\n<p>LP: Necessitamos uma agenda de desenvolvimento verdadeiramente transformadora que possa ser motor de mudan&ccedil;a em temas sistem&aacute;ticos e causas estruturais de discrimina&ccedil;&atilde;o, como as desiguais rela&ccedil;&otilde;es de poder, a exclus&atilde;o social e as m&uacute;ltiplas formas de discrimina&ccedil;&atilde;o. O marco de desenvolvimento dever&aacute; se concentrar nos direitos das mulheres, na elimina&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero, na promo&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; sa&uacute;de sexual e reprodutiva, no acesso &agrave; infraestrutura essencial e aos servi&ccedil;os e no empoderamento econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico, tudo em um contexto mais amplo de erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza. Tamb&eacute;m deve reconhecer que a desigualdade de g&ecirc;nero &eacute; a m&atilde;e das desigualdades. Ainda n&atilde;o se sabe qual formato ter&aacute; o marco de desenvolvimento ap&oacute;s 2015, mas, em qualquer caso, a ONU Mulheres defende maior insist&ecirc;ncia na igualdade de g&ecirc;nero e no empoderamento das mulheres. Se quisermos virar a p&aacute;gina em termos de um modelo e marco de desenvolvimento mais sustent&aacute;vel, equitativo e centrado nas pessoas, devemos empoderar e aproveitar plenamente o talento e o potencial de metade da humanidade. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/12\/2012 &ndash; Cerca de 125 pa&iacute;ses penalizam atualmente a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, um grande avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a uma d&eacute;cada atr&aacute;s. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/12\/mundo\/o-empoderamento-das-mulheres-todo-um-desafio\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,6,5,4,11],"tags":[21,24],"class_list":["post-11111","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-direitos-humanos","category-economia","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11111","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11111"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11111\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}