{"id":11163,"date":"2013-01-07T10:12:16","date_gmt":"2013-01-07T10:12:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11163"},"modified":"2013-01-07T10:12:16","modified_gmt":"2013-01-07T10:12:16","slug":"o-brics-enterrar-o-ibas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/mundo\/o-brics-enterrar-o-ibas\/","title":{"rendered":"O Brics enterrar&aacute; o Ibas?"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 07\/01\/2013 &ndash; A presen&ccedil;a da China &eacute; a vantagem fundamental que o Brics tem em rela&ccedil;&atilde;o a outro grupo semelhante de economias emergentes, o Ibas, afirmou Peter Draper, especialista sul-africano em com&eacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es internacionais.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11163\" style=\"width: 161px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Peter.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11163\" class=\"size-medium wp-image-11163\" title=\"Peter Draper, um dos principais especialistas da \u00c3\u0081frica do Sul em com&eacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es internacionais. - John Fraser\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Peter.jpg\" alt=\"Peter Draper, um dos principais especialistas da \u00c3\u0081frica do Sul em com&eacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es internacionais. - John Fraser\/IPS\" width=\"151\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11163\" class=\"wp-caption-text\">Peter Draper, um dos principais especialistas da \u00c3\u0081frica do Sul em com&eacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es internacionais. - John Fraser\/IPS<\/p><\/div>  O Ibas &eacute; formado por &Iacute;ndia, Brasil e &Aacute;frica do Sul, enquanto o Brics conta com estes tr&ecirc;s pa&iacute;ses mais R&uacute;ssia e China. &quot;Parece haver interesses empresariais consider&aacute;veis no Brics, que, talvez ironicamente, se tornou uma marca comercial para que cada um de seus governos impulsione seus la&ccedil;os comerciais e econ&ocirc;micos em suas respectivas comunidades de neg&oacute;cios&quot;, declarou, em entrevista &agrave; IPS, Draper, que h&aacute; pouco regressou de Moscou, onde participou de uma s&eacute;rie de reuni&otilde;es vinculadas ao G-20 (Grupo dos 20 pa&iacute;ses industrializados e emergentes).<\/p>\n<p>IPS: Foi o com&eacute;rcio, a economia ou principalmente a pol&iacute;tica que levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do Ibas e do Brics?<\/p>\n<p>PETER DRAPER: A pol&iacute;tica &eacute; o principal motor de ambos. O Ibas foi criado com o objetivo expresso de fazer lobby em busca de um assento para cada um de seus membros no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). Com o tempo se voltou para a pol&iacute;tica externa e, naturalmente, para a economia. O fato de cada um de seus membros ser uma pot&ecirc;ncia democr&aacute;tica em desenvolvimento serve de &quot;aderente&quot; adicional, mas n&atilde;o me parece &oacute;bvio que baste para sustentar o grupo. Na verdade, h&aacute; os que acreditam que um dos objetivos da China com seu apoio &agrave; entrada da &Aacute;frica do Sul no Brics era solapar o Ibas. Assim, creio que o motor principal do Brics &eacute; geoecon&ocirc;mico, especialmente a reforma dos sistemas financeiros e comerciais internacionais.<\/p>\n<p>IPS: Necessitamos dos dois? S&atilde;o sustent&aacute;veis?<\/p>\n<p>PD: Do ponto de vista da &Aacute;frica do Sul, creio que sim. A discuss&atilde;o entre Estados em desenvolvimento democr&aacute;ticos &eacute; importante, do contr&aacute;rio corremos risco de estarmos muito influenciados por grandes pot&ecirc;ncias euro-asi&aacute;ticas autorit&aacute;rias, como China e R&uacute;ssia. Geograficamente, tamb&eacute;m estamos perto da &Iacute;ndia e do Brasil, e em menor medida estamos bem situados para facilitar os v&iacute;nculos comerciais e econ&ocirc;micos entre n&oacute;s. Em outras palavras, temos mais em comum com a &Iacute;ndia e o Brasil do que com R&uacute;ssia e China. Contudo, potencializar o peso da China, em particular nas discuss&otilde;es geoecon&ocirc;micas internacionais, &eacute; um bom objetivo no qual se mirar, mesmo sendo dif&iacute;cil de conseguir na pr&aacute;tica. Para este campo se levaria a discuss&atilde;o a respeito do Brics.<\/p>\n<p>IPS: Qual ser&aacute; o pr&oacute;ximo passo na evolu&ccedil;&atilde;o de algum dos blocos ou dos dois: criar uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio ou uma secretaria de tempo integral?<\/p>\n<p>PD: Nenhum dos dois. Creio que ambos continuar&atilde;o sendo grupos informais em um futuro pr&oacute;ximo, coordenados pelos governos dos Estados-membros. Neste sentido, n&atilde;o os chamaria &quot;blocos&quot;, mas &quot;clubes&quot; ou &quot;agrupa&ccedil;&otilde;es&quot;, para expressar sua natureza informal e n&atilde;o vinculante. Mais parecidos ao G-7 (grupo de pa&iacute;ses mais ricos: Alemanha, Canad&aacute;, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, It&aacute;lia e Jap&atilde;o) ou G-8 (os anteriores mais a R&uacute;ssia).<\/p>\n<p>IPS: Voc&ecirc; prev&ecirc; uma maior coordena&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, e, portanto, que tenham maior capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o em f&oacute;runs internacionais, em temas de economia, meio ambiente, entre outros assuntos?<\/p>\n<p>PD: J&aacute; h&aacute; bastante coordena&ccedil;&atilde;o no concerto internacional com diferentes graus de &ecirc;xito. Penso que isto continuar&aacute; igual at&eacute; que organiza&ccedil;&otilde;es pontuais como a Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, ou agrupa&ccedil;&otilde;es, em especial o G-20, conseguirem progressos.<\/p>\n<p>IPS: Voc&ecirc; acredita que possa existir algum conflito entre as rela&ccedil;&otilde;es da &Aacute;frica do Sul com outros mercados emergentes e suas ambi&ccedil;&otilde;es na &Aacute;frica?<\/p>\n<p>PD: Se seu objetivo principal &eacute; a diplomacia econ&ocirc;mica externa, como disse antes, ent&atilde;o n&atilde;o creio. Na verdade, a &Aacute;frica do Sul pode fazer com que sua rela&ccedil;&atilde;o com estas pot&ecirc;ncias, especialmente a China, contribua para o desenvolvimento do continente e inclusive modere o comportamento de seus s&oacute;cios. Em mat&eacute;ria de neg&oacute;cios, h&aacute; uma competi&ccedil;&atilde;o substancial &oacute;bvia, mas tamb&eacute;m uma s&eacute;rie de associa&ccedil;&otilde;es voltadas aos mercados africanos, como a rela&ccedil;&atilde;o entre o Standard Bank, da &Aacute;frica do Sul, e o ICBC (Banco de Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio) da China.<\/p>\n<p>IPS: O Brics ou o Ibas chamam a aten&ccedil;&atilde;o de Bruxelas, Washington e T&oacute;quio?<\/p>\n<p>PD: O Brics concentrou muita aten&ccedil;&atilde;o, a maioria profundamente c&eacute;tica. O Ibas tamb&eacute;m atraiu a aten&ccedil;&atilde;o quando foi criado, mas desde que surgiu o Brics, em minha opini&atilde;o, ficou fora do radar. Obviamente, toda agrupa&ccedil;&atilde;o que inclua a China ser&aacute; minuciosamente observada no Ocidente.<\/p>\n<p>IPS: Qual &eacute; sua an&aacute;lise sobre o apoio da R&uacute;ssia ao Brics, ap&oacute;s seu retorno de Moscou?<\/p>\n<p>PD:Creio que o levam a s&eacute;rio e acreditam que serve para coordenar pol&iacute;ticas nas negocia&ccedil;&otilde;es internacionais e como forma de apoiar os esfor&ccedil;os para substituir o d&oacute;lar como divisa nas transa&ccedil;&otilde;es globais. Mas n&atilde;o vejo Moscou apoiando o Banco de Desenvolvimento do Brics, que foi sugerido, pois j&aacute; apoiaram a cria&ccedil;&atilde;o do Banco de Desenvolvimento Euroasi&aacute;tico, onde colocaram suas reservas. No tocante a grandes projetos, o Brics tem suas limita&ccedil;&otilde;es. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 07\/01\/2013 &ndash; A presen&ccedil;a da China &eacute; a vantagem fundamental que o Brics tem em rela&ccedil;&atilde;o a outro grupo semelhante de economias emergentes, o Ibas, afirmou Peter Draper, especialista sul-africano em com&eacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es internacionais. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/mundo\/o-brics-enterrar-o-ibas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1358,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,4,11],"tags":[25],"class_list":["post-11163","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica","tag-ibsa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11163\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}