{"id":11166,"date":"2013-01-08T10:17:05","date_gmt":"2013-01-08T10:17:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11166"},"modified":"2013-01-08T10:17:05","modified_gmt":"2013-01-08T10:17:05","slug":"a-china-tambm-se-volta-para-a-sia-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/economia\/a-china-tambm-se-volta-para-a-sia-central\/","title":{"rendered":"A China tamb&eacute;m se volta para a &Aacute;sia central"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 08\/01\/2013 &ndash; A China est&aacute; cada vez mais ativa na &Aacute;sia central, construindo gasodutos e lan&ccedil;ando grandes projetos de infraestrutura, bem como expandindo sua presen&ccedil;a diplom&aacute;tica e cultural. <!--more--> Ao mesmo tempo, Pequim incrementa seu controle sobre a prov&iacute;ncia de Xinjiang, fronteiri&ccedil;a com as antigas rep&uacute;blicas sovi&eacute;ticas, criando tamb&eacute;m ambiciosos projetos de desenvolvimento, promovendo o assentamento do maior grupo &eacute;tnico chin&ecirc;s, os han, e contendo agressivamente todas as express&otilde;es de nacionalismo do povo uigur.<\/p>\n<p>Entretanto, parece dif&iacute;cil definir a principal motiva&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s destas pol&iacute;ticas. Analistas que estudam a atividade chinesa na &Aacute;sia central diferem sobre qual &eacute; o maior interesse de Pequim na regi&atilde;o. Uns afirmam que seus esfor&ccedil;os para pacificar Xinjiang t&ecirc;m o objetivo de convert&ecirc;-la em uma plataforma segura a partir da qual expandir-se economicamente. Outros afirmam o contr&aacute;rio, que Pequim, na realidade, procurar criar la&ccedil;os para atrair para Xinjiang o resto da China e dessa forma fortalecer o pa&iacute;s para o interior.<\/p>\n<p>Os projetos chineses mais not&aacute;veis na &Aacute;sia central s&atilde;o gasodutos, especialmente o que liga o pa&iacute;s com o Turcomenist&atilde;o. A China tamb&eacute;m trabalha para melhorar as redes de transporte na regi&atilde;o, construindo novas estradas e t&uacute;neis, por exemplo no Tajiquist&atilde;o. Al&eacute;m disso, concedeu empr&eacute;stimos a juros baixos para pa&iacute;ses da &Aacute;sia central por conta da &uacute;ltima crise financeira internacional, ao mesmo tempo em que fortaleceu os la&ccedil;os educacionais e culturais.<\/p>\n<p>No entanto, a meta de Pequim com estes projetos continua sendo nebulosa. At&eacute; agora, a &Aacute;sia central era uma baixa prioridade para o governo chin&ecirc;s, e sua pol&iacute;tica para a regi&atilde;o era pragm&aacute;tica, baseada em acordos entre companhias ou &oacute;rg&atilde;os governamentais, disse Alexandros Petersen, analista do Centro Woodrow Wilson. &quot;N&atilde;o existe uma grande estrat&eacute;gia para a &Aacute;sia central por parte de Pequim. O que existe &eacute; uma conflu&ecirc;ncia de todas as atividades desses atores variados. Isto faz com que a China se converta no ator mais consequente da regi&atilde;o&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Em certa medida, os v&iacute;nculos da China com a &Aacute;sia central se assemelham aos que constr&oacute;i com a &Aacute;frica e a Am&eacute;rica Latina, com forte &ecirc;nfase na extra&ccedil;&atilde;o de recursos. A pol&iacute;tica de Pequim em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &Aacute;sia central &quot;pode ser um reflexo da mais ampla estrat&eacute;gia chinesa para o mundo exterior, que implica a obten&ccedil;&atilde;o de recursos naturais e muito com&eacute;rcio&quot;, opinou, por sua vez, Sean Roberts, professor da Universidade de Washington. E a &Aacute;sia central &eacute; perfeita para esse objetivo, acrescentou, considerando que &eacute; rica em recursos e representa o primeiro passo na rota que a China construir para comercializar com o Ocidente.<\/p>\n<p>Entretanto, outros analistas sustentam que o interesse na extra&ccedil;&atilde;o de recursos &eacute; secund&aacute;rio, e que Pequim, na verdade, &eacute; movida pela necessidade de pacificar Xinjiang. Para Kilic Kanat, especialista pol&iacute;tico da Universidade da Pennsylvania, &quot;naturalmente a instabilidade do Turquist&atilde;o Oriental (Xinjiang) &eacute; o mais importante, tanto para atrair investimentos estrangeiros diretos para a regi&atilde;o como para proporcionar um terreno seguro para o com&eacute;rcio e as intera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas&quot;. Segundo Kanat, &quot;a estabilidade da regi&atilde;o tamb&eacute;m contribuir&aacute; para a estrat&eacute;gia econ&ocirc;mica mundial da China, mas, eles entendem que primeiro devem colocar a casa em ordem&quot;.<\/p>\n<p>Kanat afirma que os esfor&ccedil;os para pacificar Xinjiang, e dissipar todo movimento separatista ali, t&ecirc;m por objetivo promover o desenvolvimento econ&ocirc;mico. Por&eacute;m, n&atilde;o funciona de acordo com o previsto por Pequim em raz&atilde;o de as demandas dos uigures terem a ver com direitos culturais e pol&iacute;ticos, mais do que econ&ocirc;micos. Al&eacute;m disso, em todo caso, o desenvolvimento econ&ocirc;mico somente ampliou a brecha de riqueza entre os uigures e os han, acrescentou o especialista.<\/p>\n<p>Kanat, Peterson e Roberts participaram no dia 13 de dezembro do encontro &quot;A China na &Aacute;sia meridional, central e sudeste&quot;, realizado na Universidade de Washington, na capital norte-americana. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Joshua Kucera &eacute; escritor radicado em Washington especializado em temas de seguran&ccedil;a na &Aacute;sia central, no C&aacute;ucaso e no Oriente M&eacute;dio. &Eacute; editor do blog The Bug Pit, da EurasiaNet, onde este artigo foi publicado originalmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 08\/01\/2013 &ndash; A China est&aacute; cada vez mais ativa na &Aacute;sia central, construindo gasodutos e lan&ccedil;ando grandes projetos de infraestrutura, bem como expandindo sua presen&ccedil;a diplom&aacute;tica e cultural. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/economia\/a-china-tambm-se-volta-para-a-sia-central\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,11],"tags":[17],"class_list":["post-11166","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11166\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}