{"id":11168,"date":"2013-01-08T10:21:33","date_gmt":"2013-01-08T10:21:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11168"},"modified":"2013-01-08T10:21:33","modified_gmt":"2013-01-08T10:21:33","slug":"investimentos-impulsionam-a-classe-mdia-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/investimentos-impulsionam-a-classe-mdia-africana\/","title":{"rendered":"Investimentos impulsionam a classe m&eacute;dia africana"},"content":{"rendered":"<p>Kampala, Uganda, 08\/01\/2013 &ndash; Os investimentos no setor de servi&ccedil;os da &Aacute;frica, o aproveitamento de seus vastos recursos naturais e as s&oacute;lidas pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas dos governos nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas impulsionaram a expans&atilde;o da classe m&eacute;dia no continente a um ritmo mais r&aacute;pido do que o pr&oacute;prio crescimento populacional.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11168\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ugandeses.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11168\" class=\"size-medium wp-image-11168\" title=\"Ugandeses na &aacute;rea VIP de um show do m&uacute;sico norte-americano Sean Kingston. - Will Boase\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ugandeses.jpg\" alt=\"Ugandeses na &aacute;rea VIP de um show do m&uacute;sico norte-americano Sean Kingston. - Will Boase\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11168\" class=\"wp-caption-text\">Ugandeses na &aacute;rea VIP de um show do m&uacute;sico norte-americano Sean Kingston. - Will Boase\/IPS<\/p><\/div>  Os investimentos em setores importantes &#8211; como banc&aacute;rio, imobili&aacute;rio, telecomunica&ccedil;&otilde;es, tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o, transporte e turismo &#8211; fizeram crescer a classe m&eacute;dia do continente, explicou &agrave; IPS o pesquisador Lawrence Bategeka, do Centro de Estudos sobre Pol&iacute;ticas Econ&ocirc;micas, com sede em Uganda. &quot;A liberaliza&ccedil;&atilde;o das economias africanas significou maior efici&ecirc;ncia e um r&aacute;pido crescimento do setor de servi&ccedil;os. O crescimento, impulsionado pelo setor privado, teve como consequ&ecirc;ncia a amplia&ccedil;&atilde;o da classe m&eacute;dia do continente&quot;, afirmou Bategeka.<\/p>\n<p>A classe m&eacute;dia na &Aacute;frica &eacute; definida como o grupo populacional que apresenta consumo di&aacute;rio por habitante entre US$ 2 e US$ 20, segundo o informe The Middle of the Pyramid (O Meio da Pir&acirc;mide), elaborado no ano passado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Por este estudo, a classe m&eacute;dia africana passou de 27% da popula&ccedil;&atilde;o do continente, em 1980, para 34% em 2010. A &Aacute;frica conta hoje com cerca de um bilh&atilde;o de habitantes. Isto significa taxa de crescimento de 3,1%, contra a de 2,6% da popula&ccedil;&atilde;o em geral do continente no mesmo per&iacute;odo, diz o BAD.<\/p>\n<p>A classe m&eacute;dia &eacute; considerada fundamental para o futuro da &Aacute;frica, j&aacute; que &eacute; crucial para seu desenvolvimento econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico. Mas &eacute; dif&iacute;cil determinar exatamente os que entram nesse grupo e, portanto, definir sua constitui&ccedil;&atilde;o, segundo o BAD. Em Uganda, uma pessoa &eacute; considerada de classe m&eacute;dia se tem boa instru&ccedil;&atilde;o, pode alugar ou comprar uma boa moradia, tem acesso &agrave; internet, faz compras habituais em supermercados e gasta o equivalente a US$ 15 por dia, explicou &agrave; IPS o administrador associado da companhia privada de estudos Alpha Partners, Stephen Kabovo.<\/p>\n<p>Joseph Nsubuga, agente imobili&aacute;rio pr&oacute;ximo de Kampala, capital de Uganda, aproveitou bem a expans&atilde;o da classe m&eacute;dia. &quot;O aumento da renda de muitas pessoas fez disparar a procura por terra e vi nisso uma oportunidade para fazer meus pr&oacute;prios ganhos. Comecei a vender o que havia herdado dos meus pais, e agora meu trabalho &eacute; comprar e vender terras. Meu ganho melhorou e posso enviar meus filhos para boas escolas&quot;, contou &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O pedagogo James Babalanda, de Kampala, tamb&eacute;m viu uma oportunidade para melhorar sua qualidade de vida. Ele disse &agrave; IPS que, &quot;desde que as pessoas come&ccedil;aram a ganhar mais, passaram a comprar melhores equipamentos eletr&ocirc;nicos. Ent&atilde;o, decidi abrir v&aacute;rias lojas desse ramo na capital e, acredite, tenho uma boa vida. Meu neg&oacute;cio cresce porque h&aacute; um bom mercado.<\/p>\n<p>Bategeka afirmou que h&aacute; espa&ccedil;o para um crescimento ainda maior da classe m&eacute;dia, mas ressaltou que o governo deve investir mais em infraestrutura. &quot;Uganda &eacute; um bom exemplo de como as reformas econ&ocirc;micas melhoram a renda das pessoas, e este crescimento seria ainda maior se houvesse mais investimentos em infraestrutura. A maioria dos pa&iacute;ses tem um lento crescimento do setor privado devido ao d&eacute;ficit em infraestrutura&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Reduzindo o controle estatal e adotando pol&iacute;ticas favor&aacute;veis ao setor privado, as economias africanas estimularam o crescimento da classe m&eacute;dia, e ainda h&aacute; espa&ccedil;o para uma expans&atilde;o maior se houver mais investimentos p&uacute;blicos em infraestrutura, insistiu Bategeka. Na d&eacute;cada de 1990, as economias africanas adotaram os programas de ajuste estrutural exigidos pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI), com pol&iacute;ticas de livre mercado.<\/p>\n<p>&quot;A liberaliza&ccedil;&atilde;o, que se concentrou em um crescimento do setor privado, foi essencial para a expans&atilde;o da classe m&eacute;dia do continente&quot;, pontuou Bategeka, acrescentando que &quot;os pa&iacute;ses adotaram pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas s&oacute;lidas que controlaram a infla&ccedil;&atilde;o, beneficiando os investimentos em suas economias&quot;. Para este especialista, &quot;os investimentos no setor de servi&ccedil;os s&atilde;o parte do motor do crescimento da classe m&eacute;dia no continente. As s&oacute;lidas pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas, ao mesmo tempo, atra&iacute;ram investimentos estrangeiros diretos, que contribu&iacute;ram para o crescimento da classe m&eacute;dia&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Os pa&iacute;ses do norte da &Aacute;frica s&atilde;o os que t&ecirc;m maior classe m&eacute;dia. A Tun&iacute;sia registra a maior propor&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o nesse setor socioecon&ocirc;mico, com 89,5%, seguida do Marrocos com 84,6%. A Lib&eacute;ria &eacute; o pa&iacute;s que tem a menor concentra&ccedil;&atilde;o de classe m&eacute;dia entre os pa&iacute;ses estudados, com apenas 4,8% de sua popula&ccedil;&atilde;o, seguida de Burundi com 5,3%.<\/p>\n<p>&quot;A classe m&eacute;dia africana &eacute; uma fonte fundamental do crescimento do setor privado na &Aacute;frica, pois representa uma grande parte da demanda efetiva de bens e servi&ccedil;os&quot;, segundo o BAD. A &Aacute;frica subsaariana continua protegida dos fatores negativos que afetam o crescimento em muitas na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento, e a atividade econ&ocirc;mica na regi&atilde;o &eacute;, em geral, s&oacute;lida. Espera-se que o crescimento no per&iacute;odo 2012-2013 seja igual ao do per&iacute;odo anterior, afirma o FMI em suas perspectivas para a regi&atilde;o, apresentadas em outubro do ano passado. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kampala, Uganda, 08\/01\/2013 &ndash; Os investimentos no setor de servi&ccedil;os da &Aacute;frica, o aproveitamento de seus vastos recursos naturais e as s&oacute;lidas pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas dos governos nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas impulsionaram a expans&atilde;o da classe m&eacute;dia no continente a um ritmo mais r&aacute;pido do que o pr&oacute;prio crescimento populacional. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/investimentos-impulsionam-a-classe-mdia-africana\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1319,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5],"tags":[21],"class_list":["post-11168","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1319"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11168\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}