{"id":11179,"date":"2013-01-09T10:18:07","date_gmt":"2013-01-09T10:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11179"},"modified":"2013-01-09T10:18:07","modified_gmt":"2013-01-09T10:18:07","slug":"luta-contra-a-mutilao-genital-feminina-ganhar-impulso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/mundo\/luta-contra-a-mutilao-genital-feminina-ganhar-impulso\/","title":{"rendered":"&quot;Luta contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina ganhar&aacute; impulso&quot;"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 09\/01\/2013 &ndash; Cerca de 140 milh&otilde;es de mulheres e meninas em todo o planeta sofrem as consequ&ecirc;ncias da mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11179\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Alvilda.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11179\" class=\"size-medium wp-image-11179\" title=\"Alvilda Jablonko, coordenadora do programa contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina da organiza&ccedil;&atilde;o No Peace Without Justice (N&atilde;o h&aacute; paz sem justi&ccedil;a, NPWJ). - Julia Kallas\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Alvilda.jpg\" alt=\"Alvilda Jablonko, coordenadora do programa contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina da organiza&ccedil;&atilde;o No Peace Without Justice (N&atilde;o h&aacute; paz sem justi&ccedil;a, NPWJ). - Julia Kallas\/IPS\" width=\"200\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11179\" class=\"wp-caption-text\">Alvilda Jablonko, coordenadora do programa contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina da organiza&ccedil;&atilde;o No Peace Without Justice (N&atilde;o h&aacute; paz sem justi&ccedil;a, NPWJ). - Julia Kallas\/IPS<\/p><\/div>  No entanto, desde que foi aprovada uma proibi&ccedil;&atilde;o mundial, no final do ano passado, ativistas esperam que muitas mais escapem da brutal pr&aacute;tica. A maioria das v&iacute;timas da abla&ccedil;&atilde;o se encontra na &Aacute;frica. A pr&aacute;tica implica a extirpa&ccedil;&atilde;o total ou parcial dos &oacute;rg&atilde;os sexuais externos da mulher sem justificativa m&eacute;dica e por motivos culturais.<\/p>\n<p>Muitos homens defendem a pr&aacute;tica, mal chamada de &quot;circuncis&atilde;o feminina&quot;, argumentando que diminui o risco de suas mulheres lhes serem infi&eacute;is, pois acreditam erroneamente que reduz o desejo sexual. Certas comunidades veem a opera&ccedil;&atilde;o como uma inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; vida adulta e tamb&eacute;m uma medida higi&ecirc;nica, enquanto alguns mu&ccedil;ulmanos a defendem como um requisito religioso.<\/p>\n<p>Alvilda Jablonko, coordenadora do programa contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina da organiza&ccedil;&atilde;o No Peace Without Justice (N&atilde;o h&aacute; paz sem justi&ccedil;a, NPWJ), foi uma das que lutaram desde 2010 para que a Assembleia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) aprovasse essa proibi&ccedil;&atilde;o, finalmente adotada em 20 de dezembro de 2012. &quot;&Eacute; um novo cap&iacute;tulo, uma nova ferramenta&quot;, disse em entrevista &agrave; IPS. Mas &eacute; &quot;apenas uma ferramenta, e ser&aacute; efetiva conforme o uso que se fizer dela&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>IPS: Quais foram as principais barreiras que enfrentou quando pedia uma resolu&ccedil;&atilde;o que proibisse em todo o mundo a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina?<\/p>\n<p>ALVILDA JABLOKO: Creio que a ado&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o na ONU foi, definitivamente, resultado de uma luta por parte dos Estados que est&atilde;o mais preocupados com o assunto. Burkina Faso &eacute; um dos pa&iacute;ses que impulsionou em n&iacute;vel nacional o combate contra a pr&aacute;tica, e realmente liderou na mat&eacute;ria. Trabalharam estreitamente com organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais no terreno, e inclusive com uma coaliz&atilde;o de grupos da sociedade civil. De forma muito natural, trabalharam para estimular esses Estados a adotarem a&ccedil;&otilde;es em n&iacute;vel nacional.<\/p>\n<p>IPS: Qual o principal papel da NPWJ nesta luta?<\/p>\n<p>AJ: A organiza&ccedil;&atilde;o vem trabalhando na mat&eacute;ria nos &uacute;ltimos dez anos. Foi fundada por Emma Bonino, ex-comiss&aacute;ria da Uni&atilde;o Europeia para Assuntos Humanit&aacute;rios e agora vice-presidente do Senado da It&aacute;lia. Esteve na vanguarda da luta pelos direitos das mulheres em todo o mundo. A NPWJ uniu-se a v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es, principalmente africanas, que j&aacute; estavam envolvidas na luta h&aacute; d&eacute;cadas. Assim, em colabora&ccedil;&atilde;o com muitos ativistas no terreno, a organiza&ccedil;&atilde;o se concentrou em pressionar os governos a assumirem sua responsabilidade e n&atilde;o deixarem todo o trabalho para os ativsitas.<\/p>\n<p>IPS: Qual o pr&oacute;ximo passo?<\/p>\n<p>AJ: Agora que a resolu&ccedil;&atilde;o foi adotada, o passo seguinte &eacute; que seja implementada. Muitos Estados j&aacute; est&atilde;o fazendo muito, mas h&aacute; uma necessidade de harmoniza&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis regional e sub-regional. Em alguns Estados lim&iacute;trofes, onde h&aacute; leis a respeito em uns e em outros n&atilde;o, as pessoas cruzam a fronteira para realizar a pr&aacute;tica em suas filhas onde ela n&atilde;o est&aacute; proibida. Esperamos que a resolu&ccedil;&atilde;o d&ecirc; um grande impulso aos pa&iacute;ses para que comecem a fazer a sua parte e liberem mais recursos para que isto possa se generalizar de forma s&eacute;ria.<\/p>\n<p>IPS: Quanto impacto a resolu&ccedil;&atilde;o ter&aacute; nos fatos?<\/p>\n<p>AJ: Creio que muito, sobretudo gra&ccedil;as aos ativistas que pressionaram seus governos para que levassem a a&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da ONU. Estes ativistas conseguiram algo assombroso. N&atilde;o v&atilde;o parar. Ganhar&atilde;o energia e se ver&atilde;o fortalecidos por isto. V&atilde;o regressar &agrave;s suas comunidades, aos governos, parlamentos, minist&eacute;rios e far&atilde;o com que a bola realmente comece a rodar. Existe um maravilhoso exemplo de uma parlamentar do Qu&ecirc;nia, Linah Jebii Kilimo, que promoveu e conseguiu a aprova&ccedil;&atilde;o de uma lei em seu pa&iacute;s contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina. Ela afirmou que a resolu&ccedil;&atilde;o realmente legitimou internacionalmente o que ela havia feito em n&iacute;vel nacional. Ativistas de todo o mundo ajudaram em nosso trabalho. A resolu&ccedil;&atilde;o, de fato, foi liderada por Kilimo. Como disse, os que travaram uma forte luta contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina em n&iacute;vel nacional foram l&iacute;deres naturais nesse assunto. A primeira dama do Qu&ecirc;nia, Lucy Kibaki, &eacute; uma verdadeira ativista em muitos temas, incluindo a luta contra a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina, e foi coordenadora internacional da campanha. Realmente, fez um grande trabalho, tamb&eacute;m realizando lobby junto aos seus colegas de outros pa&iacute;ses. Uma das organiza&ccedil;&otilde;es com as quais trabalhamos foi o Comit&ecirc; Interafricano sobre Pr&aacute;ticas Tradicionais que Afetam a Sa&uacute;de das Mulheres e das Meninas. &Eacute; um grupo de comit&ecirc;s em 29 pa&iacute;ses da &Aacute;frica, todos eles ativos em n&iacute;vel nacional. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 09\/01\/2013 &ndash; Cerca de 140 milh&otilde;es de mulheres e meninas em todo o planeta sofrem as consequ&ecirc;ncias da mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/mundo\/luta-contra-a-mutilao-genital-feminina-ganhar-impulso\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,4,11,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-11179","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-mundo","category-politica","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}